Valei-me nosso sinhô
qui já nun sei o que sinto
se ilson é um grande amô
ô apenas o que minto.

Pois paurece um
disco quebrado qui
instá sempre a repeti
Eu amo ocê menino!

Coisa dessa nunca vi
Não, pelo meno, ni mim
Esse é meu disispero
Poi parece com o vento!

Qui num para de soprá
Nun constanti muvimento
E repeti, sem cessar:
Eu amo ôcê menino!

Qui danado de amô!
Qui danado de menino!
Um num veve sem o outro,
Os dois ni meu pensamento.

E ieu, qui dispero!!
Sem saber o qui fauzer
Deito e rolo numa rede,
a repitir Eu amo, menino, ocê!!!

Ai, ai, ai, esse menino.

Lysa Minalba

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