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Quando se encontra um amor, sentimos dentro de nós um poeta louco para expandir em versos os seus sentimentos. E daí... vemos as rimas se multiplicarem num turbilhão... O amor rima com a flor, apenas desabrochada no sorriso cálido de ambos... A alegria infinda na poesia encantada flui rápida e cheia de cores, como o arco-íris após a calma chuva que mitigou a sede do árido solo. Mas... Quando se perde um amor, sentimos dentro de nós um poeta enlouquecido, encolhendo em seus versos os seus sofrimentos. E então... As rimas se dividem e se esvaem num sorvedouro... O amor rima com dor na chaga de um sorriso amargo e solitário... A melancolia profunda da poesia esgotada se dilui, lenta, e na total negação das cores, numa noite escura, cai na aridez da alma. Rimas... Podem ter em si o ponto e o contraponto... Mas... Quando reencontramos o amor... O que acontece com as rimas? O que acontece com o poeta? Já experiente da vida.... em amor e desamor... Deixa a poesia e as rimas de lado. Dá a mão ao ser amado. E... Vai rimar... amor... calor... ardor... E o coração vai encontrar a sua rima ideal... PAIXÃO!!!! Lizandra |
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