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te recordo linda assim numa manhã fria de abril a aquecer-me as mãos entre as tuas absorvida pelo meu terno olhar de felicidade, a esquecer-se do mundo e da vida e não havia de amor um conto, poema ou canção que não falasse de nós dois cada gota de orvalho, cada folha desprendida ao vento trazia o seu encanto ...mas ao tempo que tudo consome entreguei-lhe minha história de vida em recortes monocromáticos de retratos sem cor a ecoar distante a solidão por companheira a evocar nossos dias de felicidade na saudade que chega pelo ranger duma porta entreaberta num relógio na parede a quebrar-me o silêncio da tarde na frieza do olhar num retrato a censurar minha dor e nas mãos a lembrança duma fria manhã de abril num quadriculado instante preso na lembrança te recordo assim na distância me amando vivendo distraída a vida de nós dois te recordo assim em teu riso feliz de longe acenando para mim displicente sem saber que sem querer me dizias adeus ... * - * - * rui nov 2000 |
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