Ela que é companheira por noites inteiras
de buscas e solidão, faz mover a minha mão.
Se o sono não vem, rolo, penso e desisto.
Pego novamente o livro e novo poema rabisco.
Toda noite é assim, palavras surgem sem fim,
escrevo o que está dentro de mim.
Mesmo quando não quero, faço recesso,
fico na cama pensando no verso
e acabo nas páginas imerso.
È um dom, não sei porque,
mas escrevo até sem o querer.
Sensível a tudo que acontece,
minha mente nada esquece,
seja qual fôr o tema,
transformo tudo em poema.
Por insônia  perco a noite,
pela insônia ganho o poema.
se vão ler não importa,
quem lê sempre gosta.
Sinto a brisa noturna a bater em meu rosto
me avisando, pois já é hora,
da insônia ir embora.
Dormirei finalmente agora...

 

ELZA DURAN

 

 

 

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