| Do silêncio,
do nada, da morte em vida, Voltei, pois assim foi possível, Assim me encontrei, perdido? Quem sabe, no reencontro, do não adeus.. Mas de volta, sem precisar chegar. Que saudades, de ti, de mim Dos nossos papos, das varandas virtuais De volta, meio torto, atortoado Pelo tempo, da diferença, do agora Voltei, sem cartas, sem novidades Voltei pela saudade, voltei por ti... Como precisava, rever o que nunca vi Ler o que guardei, nunca li... Estou assim, com saudades, sem sentir Sem verdades, mas também sem mentir Como é bom, receber o que não foi dado Devolver o que não foi tomado, E por um instante dizer... -Eu sobrevivi, sem querer, Sem sentir, sem morrer, pois viví Viví da saudade, do momento abstrato Mas de volta, longe do sangue, Mas muito perto de ti... PAULO NIERI |
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