| Se alguém falar
de um caminheiro perdido, Sou eu! Sou eu que, sem bordão, Sem norte e sem sentido, Me perdi no mundo da ilusão! Sou eu, sim, o viandante sem rumo Que se arrasta curvado, No meio do fumo... E as pedras do caminho palmilhado São quem ouve os meus passos vacilantes, Como errantes, De eterno pobrezinho... São quem ouve o grito dos meus gritos Na viva crespidão do meu caminho. O pobre, o infeliz, Da estrada sem fim, desconhecida, Sou eu! Sou eu o caminheiro Perdido no deserto desta vida! João do Rio |
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