Ando sozinho, autônomo, feito andarilho triste. Sigo o caminho da desilusão e um vazio imenso toma conta do meu ser, sigo na escuridão profunda sem me lembrar que faço parte do mundo, esse mundo estranho, que você sobe e  desce, gira como um carrossel, eu preciso de amor, mas aonde anda esse amor?  Tão longícuo  tão difícil de se encontrar. Há de ter um lugar, onde lágrimas não rolarão, dias maus fracassados jamais passarão, e um amor. Hei de encontrar, eu quero, eu preciso encontrar um grande amor, amor puro sincero, sem espinhos com muita ternura, com muita luz com uma luz bem resplandecente, amor, amor eu preciso de amor, hei de encontrar. Pois sei que ainda existe gente que ainda crê no amor que fala de amor, e, é esse amor que procuro e que quero encontrar. Vem, se pensas como eu e queres  um amor como eu, me dê a sua mão.  

Mário Lúcio do P. Peres


 

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