"Most music makers just want to play songs to the people who would like to hear them," B.... points out. "It is that simple. That is the core of people like me, the drive behind everything I do, so a path that makes that simpler and easier - to play a song for a listener and bypass the whole industry, the politics, the "machine" is very tempting. I confess though that it is possibly utopian, possibly too good to be true..."
Em poucas palavras, a no��o de espa�o e tempo vai dando origem a linguagem moment�nea da verdade; estamos todos ligados por pequenos fios de realidade que, atrav�s da luz e das trevas, v�o se conectando e se distanciando at� limitar-se pela magia que � poder entender a voz do cora��o, as vontades do corpo; saciando-nos de prazer e de responsabilidades, recheando os espa�os com todos os nossos pensamentos e sempre buscando a natureza de nossos sonhos. Estou inclinado a dizer que encontrei meu lado mais mo�o, que a minha voz � multi�tnica e que a poesia a minha volta foi escrita por uma mulher que n�o tem medo de dizer aquilo que eu digo para mim todos os dias. Tenho 17 anos de medo. Medo de estar vivendo bem. Eu sempre escrevi sobre esperan�a, mas tem 2 anos que vinha tentando encontrar uma raz�o para expulsar toda a maldade que me desejaram. Ela simplesmente teve um rev�s esta semana. Foi minha vontade de acabar com meu ex�lio domiciliar que me deu for�as para superar o Mal. A macumba que me fizeram tinha forma de gota, uma gota negra que tentou minha vida. Mas foi expulsa pelo Amor e pela necessidade de mudan�a. Foi a Luz da Perfei��o o motivo que me mostrou um novo caminho. Tenho esperan�a de novo. A perfei��o que lhe digo � real, mora perto da minha casa e fala suave; me domina sem precisar fazer esfor�o. � de uma beleza que me comove. Estou reaprendendo a gostar do que me � perfeito.
28/12/2001
Para dar cabo deste ano, resolvi falar sobre como tenho dividido minha experi�ncia espirituaL com pessoas que est�o dispostas a entender meu modo de vida. Conheci neste ano muitas pessoas que me deram LUZ, que me ajudaram a viver bem, me encontrar comigo e com as quest�es filos�ficas que est�o sempre povoando minha imagina��o. Me mostraram as fraquezas das escolhas, dos �timos momentos de sil�ncio ou do amor que se pode retribuir com apenas os olhares noturnos de um dia trabalhoso em algum ponto norte do Universo. Sim, estou fazendo parte de um movimento para a busca do Bem, das espont�neas viagens que minha mente e meus valores tem me propiciado. Estou muito feliz por estar perto de gente que quer viver. Tomei a vida como meu maior presente e toda vez que recorro � vida sinto que estou melhorando. No momento, minha miss�o � a de dividir o que aprendi e concluir o que comecei este ano. Na verdade, o ano come�a para o mundo como forma de dividir confian�a e esperan�a para todos. Como tenho consci�ncia disso, tomei controle do come�o e do meio das minhas coisas, o fim n�o tem nome nem endere�o pois n�o penso nunca sobre ele.
Agora, estou vivendo uma fase muito estranha com os relacionamentos humanos. Pois estou cada dia mais emotivo e humanista, mas n�o estou tentando ser um te�rico das antigas ou coisa parecida. Estou aberto as experi�ncias que dividem e me trazem alegria. Eu amo falar, pensar, discutir, viajar e tenho feito tudo isso nestes dias em que estou em casa, a casa das minhas primeiras ambi��es, o meu templo seguro no meio do mundo.
Ontem, cheguei ao ponto de passar todo o meu tempo em busca de estar relaxando minhas emo��es. Escolhi o lugar ideal e fui harmonizar com a natureza e com o sil�ncio. Com o dia e com a noite. N�o fez frio, n�o estava calor. O dia n�o foi azul nem anil nem estrelado. O dia foi irrelevante. O beijo que me dei foi o beijo da conquista, das minhas decis�es. Estou tentando ser dono de algumas das minhas novas vontades. Estou tirando um sarro dos Morais e dos namorados e das invejosas de plant�o. Dancei sozinho em busca da verdade, achei nela a vantagem que todos buscam. Encontrei na religi�o e nos livros e nas pessoas tudo o que eu precisava. Eu n�o preciso de verdades. Ela existe e est� estabelecida faz mil�nios. O caminho da verdade permeia a vida humana. Somos n�s os detentores da roda que vai nos levar para uma vida melhor, da busca pelos parceiros ideais, da idealiza��o do sexo prazeroso, sem tempo e espa�o envolvidos e das interroga��es que nos levam a pensar nas mentirinhas que vamos acumulando em nosso subconsciente.
Somos mentirosos, eu e vc, desde que nascemos. O caminho da vida lhe d�, das trevas � luz, a oportunidade de escolher o caminho da verdade v�rias vezes. Um sorriso, a despedida que n�o existiu nos idos da modernidade. O luxuoso sof�-cama que desperta. Durmo bem e mau e bem e mau o tempo todo por causa disso. Das mentirinhas em que fui me atolando e de como estou seguindo em buscado verdadeiro eu, do meu destino.
Sinta a esperan�a, o abra�o e o beijo de quem quer viver. Estou apaixonado pela ess�ncia da perdi��o. Estou preparado para enfrentar situa��es inusitadas. Tenho muito trabalho pela frente e preciso estar com as pessoas certas para poder aproveitar o que conquistei. O que virei a ter � uma inc�gnita. A �nica coisa que eu sou dono de verdade � de minha psique. Tudo o que h� no meu interior, na minha alma. No ar que n�o respiramos, no solo em que pisamos e nas escolhas que faremos a seguir. Falo sobre filosofia, sobre as quest�es que mais me interessam como retribui��o pelo que me ensinaram e dividiram comigo. Estou no caminho dif�cil da desaliena��o. Costumo dizer "a cada dia em que descubro algo novo, sinto que estou saindo de estados alienados do meu consciente. O subconsciente atua em outro n�vel e sob outra �dige."
Subconsci�ncia. ou�a sua voz interior nos sonhos, nas frases ao l�u. Da vida � morte, a certeza de que estar vivo � o melhor e buscar na vida a inspira��o para mudar e transformar e evoluir de verdade. Daqui, s� temos poucos passos a seguir. O �ltimo degrau da evolu��o n�o est� longe nem � alto. Ele s� est� escondido no ego�smo e no materialismo em que nos metemos. Homem, a culpa � nossa. Por isso, me dei o direito de n�o fazer parte de toda a porcaria que � a maldade. Quero encontrar meu para�so. Quero estar com as m�os cheias. Quero minhas id�ias flutuando. Vou buscar no meu idealismo a motiva��o para fazer tudo melhorar. Pena que at� o pre�o da melhora tem rev�zes. Mas, como eu sempre repito, ningu�m falou que seria f�cil.!
24/12/2001
Meu amigo me deu uma resposta definitiva sobre 2001 "j� acabou para n�s. 2002 est� de olho em voc� desde Novembro..." Um bom sinal, a meu ver de enxergar as coisas. O ano passou muito devagar para mim. Al�as, s� acelera quando estou na companhia de quem eu gosto e amo muito. No restante do tempo, ele desliza pregui�oso pelo stress e rotinas alheias, vivendo da velocidade dos pensamentos m�nimos do cotidiano, da necessidade criada, do pouco dinheiro no final do m�s. De mim, o tempo tem tirado apenas um sarro. Tenho uma vis�o muito delicada sobre o per�odo natalino e de ano-novo. Por causa da vida, meus valores nunca se misturaram aos dos valores agregados as comemora��es de final de ano. Na minha casa, um ano feliz n�o se media pelo tamanho da festa no final e sim pela qualidade de nossas mem�rias ao tocar a mesmo m�sica todo natal, uma m�sica que me fez refletir a vida toda sobre a esperan�a de se estar mudando para melhor. Medita��es r�pidas foram necess�rias para que eu pudesse ver com olhos renovados as possibilidades de 2002, afinal de contas todo mundo errou sobre o futuro e sobre as previs�es de realidade do s�culo XXI. O desafio para mim � ficar de bem com a natureza das minhas decis�es, aceitar a minha cara real e desejar a todos o mesmo. Um ano lento como o meu d� a oportunidade de refletir sobre o que temos feito de valioso com nosso �cio. Falava disso em 1996 como um grande aspecto do auto-conhecimento, a forma como mentes aceleradas encontram sossego para falar sobre o que lhes � realmente precioso. Eu fui um ocioso social do ponto de vista mais positivista poss�vel. Vivia como um poeta dos desfortunados. Mas tinha comigo sempre a boa m�o de uma mulher, o calor de uma casa, a comida de cada dia e um pouco de vis�o. A sabedoria pessoal � um caminho eterno que me levaria a entender o presente. Hoje tenho consci�ncia at� de que estou aproveitando melhor a minhas viv�ncias e andan�as e bebelan�as por a�. S� n�o estou satisfeito com o resultado final de 2001. Particularmente, minha vis�o de mundo foi se deteriorando enquanto eu ia pensando sobre como restaurar o aspecto mais peculiar de meu desenvolvimento espiritual. Estava eu perdido em meio a muitas quest�es que n�o me diziam respeito diretamente e estas quest�es acabaram por atormentar ainda mais o que eu tinha de mau-resolvido na base, no �ntimo de meu sonho. Estou feliz demais por ter me proposto a fazer bem meu trabalho e conseguido. Estou feliz demais por ter e estar por perto de pessoas que me apoiam muito a continuar realizando minha jornada em busca do eu filos�fico. Estou feliz demais por ter na verdade a fonte para que eu realize todos os meus desejos e que vem me levando a uma orienta��o mais cr�tica sobre pequenos valores para que eu possa ser uma boa pessoa. Mas o que me deixa mais feliz � que as mudan�as vieram dos lados mais interessantes de minha observa��o. Do auto-conhecimento, da partilha de emo��es, do amor, da saudade, da solid�o, do sil�ncio, dos dias na cidade nublada, da ilus�o que � estar assistindo a fenomenos naturais rolarem de rir da humanidade e se sentir bem com isso. Eu sempre vinha reclamando de alguma pessoa ou de alguma situa��o que me impedia de ser mais feliz. Acho que o oposto j� est� se aplicando � regra. Tudo ao contr�rio � um excelente motivo para se come�ar uma nova jornada. Se bem que, se os c�lculos estiverem certos, meu ano come�ou em Novembro e termina em ... ? O de 2001 durou 9 meses. Foram os 9 meses mais lentos de minha vida. D� para imaginar como isso � poss�vel?
Escrevo agora em homenagem a quem quer viver a vida! Dou meu conselho, j� fiz isso duas vezes. Com eles, n�o sei, comigo tem dado certo. Fa�a suas chances, aposte nos seus jogos, acredite nas suas escolhas e lute pelo que vc acha que � certo sem interferir na felicidade, integridade e dignidade dos outros. Seja um observador das pessoas, de suas neuroses, de suas vontades. Insista para que seu ponto de vista seja claro e pessoal. Aplique suas for�as em metas pr�speras, pense como um general que precisa vencer a guerra com as menores perdas poss�veis. Estar vivo, em determinadas circunst�ncias, � a melhor alternativa. Mas viver plenamente com a consci�ncia da vida e de sua ben��o � melhor ainda. Aproxime-se dos vencidos e aprenda o motivo mais simples de uma can��o. Tenha em mente que quem vive ajuda os outros a viver.
18/12/2001
Ningu�m falou que seria f�cil. Este � provavelmente um dos momentos mais dif�ceis da minha vida em todos os aspectos. Ficou dif�cil de lidar com problemas que n�o eram problemas. Lidar com a maldade de meu corpo e das macumbas que fui cultivando ao longo de tanto tempo. N�o foi dif�cil fazer merda por a�. Tamb�m n�o foi dif�cil ser diferente e especial. Est� sendo dif�cil ser eu mesmo no aspecto mais sublime, algo que desvalorizou em mim, um peda�o de carne que se nutre de hist�ria, mas sofre por causa do desuso. Falando em desuso, chego a sentir que algo em mim ficou imprest�vel, mas meus neur�nios vivem mandando impulsos muito nervosos para que tudo em mim volte ao normal. Neste exato momento estou sentindo que tenho um chakhra totalmente fechado para a vida e estou assustado com isso porque faz tempo que sofro, mas s� agora estou me dando conta de que isso vem me fazendo mal. Mal de verdade porque faz parte de mim ser mais feroz do que venho sendo e tamb�m estou reprimindo meu instinto animal procriador e gentil de ser. Fodam-se os monges de todo o mundo e toda prosa niiilista. Com licen�a, brodagem, mas eu to numa estadia espiritualmente in�til, inusada...inusitada. Cabou aquela bela �poca encrustada de felicidades hoje futilizadas pela dist�ncia agora alcan�ada. N�o consigo acreditar ou deixar que minha personalidade, antes moldada por alguns preceitos b�sicos(osquaisaoindaacreditomefelicitarem), seja algo que eu n�o consigo maIS ACESSAR, N�O CONSIGO MAIS SABER QUAL �. Acabo achando que eu to no caminho errado, por mais certo que ele se pare�a aos olhos alheios. Cansei de negar minha historicamente previs�vel prefer�ncia pela incerteza, pelo multigamismo...Pela cerveja mais bem acompanhada, � curto prazo, que eu possa achar.Acabo escondendo meu desejo sexual em punhetas mudas e r�pidas. D�i. Foi assim com ele, pode ser assim com voc�. Ningu�m falou que seria f�cil. Os contos de terror seguem aqui: �e n�o tardou para que trevas assumissem a forma de uma besta quase humana; um ser de cor negra, de olhos amarelos, de dentes cor de sangue. Foi assim que eu vi Deus pedindo a mim um pouco de paci�ncia. Foi assim que eu deixei de ser um c�tico e passei a vampirizar o mundo dos vivos. Quando me dei conta disso j� era tarde demais para que alguma cura me prevenisse do mal. Eu era um pouco m�dico, um pouco bo�mio. Depois que vi minha morte, passei a ver mulheres, bebidas mil... foi quando li que a sabedoria � ef�mera e que as formas divinas eram todas e quaisquer coisas. Not�vel beleza que eu via do mundo dos mortos. Foi quando vi uma bela mulher, me esqueci de que n�o era mais carne e fui falar com ela. Melhor dizer, aterroriza-la. Peguei-a pelo bra�o, ela n�o me viu. Beijei-a, ela n�o sentiu. Agarrei-na pela m�o. Foi em v�o. Virei vento e ela sentiu frio. Virei um pensamento e ela chorou n�o sei porque. Mas tive a certeza de que tinha que ir embora para bem longe desse amor� E estou cansado de ser mais um tenso sexual a criar expectativas v�s neste mundo; que se dane. Quero meu direito � sanidade da carne. Quero felicidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O problema em ser Vantasma� � esse a�: quando d�i, d�i nos outros. ENCOSTOS n�o t�m direito nem a �ui�. Realmente rola uma dificuldade. � - Copyright by Bangue Jones do Condado. Vantasma � Fantasma trapalh�o,da CASTA do Bill Cosby�. Bill Cosby � Bill Cosmo.
Dia 3/12/2001 - Com freq��ncia tenho me lembrado de falar sobre os temas que mais rondam minha vida; os pensamentos di�rios de mim s�o pesos que venho carregando faz tempo. Eu n�o sabia deles. N�o sabia que eles iriam se acumular em mim. Hoje sinto algo grandioso acontecendo no mundo, as energias fluem em muitos sentidos, as expectativas s�o as mais diversas. O mundo est� convidativo para ficarmos mais atentos. Fa�o quest�o de dizer isso para n�o me esquecer de onde surgi. Minhas lembran�as est�o me levando para um novo destino para o qual eu nunca tinha me preparado . Sempre fiz quest�o, ao contr�rio, de ser querido, amado e respeitado como uma pessoa de id�ias. N�o fiz nada de errado quanto a isso, espero. Mas n�o estou sendo justo comigo quando me impus estes limites que acabei de descrever. Amado por quem? Desde quando? E que id�ias s�o estas? De onde elas vieram? Ser�o elas minhas mesmo? Querido? O que � isso? E todo dia eu tento responder a estas perguntas como se elas fossem o segredo que tem me privado de viver plenamente tudo o que venho construindo e plantando para mim. Estou fazendo uma besteira sem tamanho, acho eu. Tenho dado mais valor as minhas ere��es do que a minha intelig�ncia. Mas quais ere��es? Para esta pergunta deixo meu lado mais Edgar Poe respond�-la. �N�o posso escrever sobre o que tenho enxergado sem antes avisar a voc� que minha sanidade acabou quando descobri o final da hist�ria que pretendo descrever. Foi no ano de 18..., eu j� tinha 22 anos, formado e com uma carta de recomenda��o a m�o para me instalar nas acomoda��es de uma grandiosa firma de arquitetos. Ram&Zzopa Architectury & Design LTDA. Estava eu indo rumo ao pa�s dos meus sonhos , Brasil. A filial desta grande firma tinha como projeto criar espa�os recreativos para os funcion�rios comerciais da cidade de S�o Paulo. Como um jovem muito excitado por estas novidades, resolvi antes de minha partida fazer uma reuni�o, para poucos amigos, em minha casa j� que meus pais e irm�os estavam viajando. Era S�bado. Mau sabia eu o que estaria me esperando.� � �Quando eram 9 horas da noite, nenhum de meus convidados havia aparecido ainda. N�o fiquei intrigado nem nada, chovia muito e os rel�mpagos iluminavam o horizonte a todo momento. Me preparei para dormir, fechei toda a casa, me agarrei a uma garrafa de vodca e fui para meu quarto. Ao subir as escadarias, senti um arrepio s�bito, uma sensa��o de frio que come�ava na espinha. Tive vontade de chorar, mas bebi um gole da bebida que carregava, respirei fundo e continuei meu caminho para o quarto. Entrei sem me atentar a nada, desliguei a luz do quarto e vi o vulto de uma pessoa deitada em minha cama. Vi o volume das cobertas, a forma de um corpo inerte, humano. Parei ao lado do corpo, bebi mais um gole de vodca. Estava eu de ressaca com aquele dia. Tomei a coragem de um le�o e fui levantando as cobertas lentamente, arqueando-me para precipitar o que viria ser a minha ru�na: eu me vi morto pela primeira vez. Tremi; tremi ao perceber a natureza g�lida do corpo que ali estava. Tremi ao ver minhas pr�prias fei��es naquele corpo. Foi quando a imagem de uma pessoa apareceu como luz dentro de minha mente e me disse: esse n�o � o fim de sua vida. � o come�o de sua ru�na. Sou eu, o Casanova de suas emo��es. A luz sumiu, mas algo em mim desapareceu junto com aquela imagem. Na hora, eu n�o soube descrever o que perdi. Acreditei que um dia a resposta viria para mim assim como viera aquela mensagem. Dormi.� 7/12/2001 � Eu perdi a f�, sinto o peso de algum DUPPIE em cima de mim, me encontrei com o passado e vi que, ao olhar para meu corpo, eu n�o estava mais t�o confort�vel com as coisas. � bom para a cabe�a. Mas � ruim para o cora��o.
19/11/2001
Vou deixar de lado minha desilus�o amorosa. Vou falar de falta de vergonha na cara. Isso rola todos os dias, em diversas situa��es. A que mais incomoda com certeza � aquela que acaba com uma grande festa. Pior: a festa acabou porque
a namorada do seu amigo pediu... vc entendeu?
Fiquei 3 dias descansando um pouco de mim mesmo. Pensando pouco, curtindo meu irm�o que est� de passagem pela cidade e um pouco de bebida. Sinto falta de algumas coisas, como de um sic�moro para me acomodar ou de um bom papo com o Jairo, bah, mais dif�cil de encontrar do que erva para chima. Estou curtindo umas calmarias et�licas.
Fui no recanto do rock ga�cho e sabe o que eu encontrei? Uma musa. foda isso;. depois de quantos anos eu encontro uma pessoa que n�o fala nada com nada mas se veste muito bem.? E depois eu li uma resenha muito ruim sobre reggae e fui ficando cada vez mais embebido no som dos stooges e desmaiei... fim de mais um m�s. Quantas reuni�es de trabalho eu terei que estar presente?e quantas vezes eu n�o terei que te ver.? Minha imagina��o est� em frangalhos desde algum tempo, desde que a flora do campo arruinou minha passagem pelo cerrado em Julho e eu acabei ficando com bonsais japoneses e um porre de tequila hom�rico mais uma vers�o pobre de sweet caroline cantada pelo Me First & The Gimme Gimmes... cheiro de coisa boa, mas com formato ruim... fuiiiiiiiiiiiiiiiii�.
11/11/01
BOm, � Domingo. E todo Domingo � recheado de surpresas. Tenho passado os �ltimos dias aqui em POrto Alegre meio ansioso por voltar para casa... casa que eu n�o vejo direito desde nunca. Voc� sabe. OU n�o?
NO meio de meus dias tenho experimentado mais uma vez escrever textos em minha cabe�a... textos que eu nunca tenho chance de dividir por aqui. Vi e ouvi bandas, m�sicas e pessoas na maior paci�ncia, em busca de novidades e de renova��o espiritual. Voc� sabe, ou n�o?
Todo dia que faz sol me lembra uma bela manh� de Novembro onde o vento lambe meus cabelos cacheados e me d� a oportunidade de pensar sobre o que venho tentando atingir com minha ideologia... tenho esperado por respostas que t�m demorado a chegar. Acho que n�o posso esperar por algo que n�o consigo ver. Estou cego de tanto pensar nas possibilidades.
Os anos 60 est�o em todos os lugares, quando eu ouvi meus amigos e irm�o tocando todos os n�o-cl�ssicos rocks dos anos 60 me deu vontade de chorar. Pow, porque eu sempre achei que isso um dia ia nos revoltar de alguma maneira. � vivendo no meio dos anos 2000 que eu vejo o quanto preciso de abrigo nos andaimes de torres gigantes onde Babel fica pequena perto de seios fartos de uma �ndia bugre ou da marca de biquini da vendedora de ingressos do show do Caetano Veloso... bah! S� vivendo aqui em Porto Alegre para vc entender um pouco do que � o esp�rito esteriotipado do caos... aqui nada ocorre por acaso.
Vc sabe que eu ando conhecendo gente que me d� arrepios. Mas na vida real, elas n�o tem esse efeito sobre mim. Ali�s, me lembro de achar meus �dolos altos e fortes... s�o todos doentes, b�bados e mais baixos do que eu; ahahahahahhahaha;� mais uma ironia.
Quando fiquei sabendo que o Bin Laden tinha dom�nio sobre bombas at�micas tirei um coelhinho da cartola e joguei para cima como um peda�o de tecido fino, leve e largo... tingido de p�rpura e degrad� por todos os lados... quero morar perto de uma casa nova em folha... viajar sobre 4 rodas de novo. O grande barato da minha sanidade � essa id�ia louca de que o futuro n�o me reservou nada que eu ainda n�o tenha pensado e pensado muitas vezes... acho que estou me preparando para enfrentar uma grande reviravolta... estou com saudades de uma pessoa em especial, e com muitas saudades de outra pelo sil�ncio. Mas a falta que vc me faz � dolorosa. Queria poder ver sobre as nuvens e fazer delas uma grande tela de cinema. \queria poder enxergar o meu cora��o de uma altura de 10.000m ou talvez n�o ter que responder mais as mesmas perguntas de sempre. os assuntos do passado s� dizem respeito aos fantasmas, e eu sei bem como lidar com eles.
Ontem, eu vi uma mulher vestida de mulher linda, com um len�o bem fino prendendo seus cabelos finos... e ela andava pela rua com um copinho de cerveja e ia enchendo ele a cada parada que ela fazia nalguma mesa do bar e da festa e de n�s todos. N�o a conheci pessoalmente;. s� a vi andando por a�. Linda com seus �culos de grau. Sinto saudades de conversas intelectualmente dolorosas, estou me prendendo a sentimentos de arrog�ncia. quero cerveja e um pouco de m�sica eletr�nica de qualidade... odeio meninas que se aproximam de mim por causa de meus amigos... sou muito chato as vezes... Resolvi malhar todos os dias para ver se aguento o peso de meu trabalho. N�o assisto mais outra coisa sen�o James Bond. Isso sim � que � um desabafo.
I'm very, very over-romantic and I very much believe in relationships. But I don't think it's as simple as being husband and wife, you know.
I've got relationships with many people, like most of the people on the album "Post". Like Tricky, Nellee Hooper, Marius the programmer, the engineers and Graham Massey who wrote a song with me. My manager is a friend since 12 years and the guy who drew the album-cover together with me is also a friend for 8 years. These are all relationships I've got and they're very important to me. But none two are the same, you know and that's very important.
I definitely believe there is something as meeting a person and being with for the rest of your life. But I think people have to stop putting standards to relationships. You can have a friend you sometimes feel erupted with, a friend you never feel erupted with. You can have a friend who's very humorous, a friend you're feeling strong with. You can have a friend you feel very angry with and it feels good cause you're both angry together on the rest of the world. You can have a friend you feel very childish with and all this must exist cause everyone's got this inside. You can't stop and say "Oh, this relationship is like this". No relationships are the same. No marriages are the same, you know.
-> e eu penso como essa pessoa. Pena que ela falou isso em ingl�s e eu estou com pregui�a de traduzir tanta coisa.
5/11/2001
Conheci o para�so e s� depois disso � que eu me dei conta de que n�o existe nada mais perfeito no mundo do que os momentos. Momentos como um conceito de verdade; da beleza que � notar algo realmente belo e contagiante, que faz vibrar os cabelos ao vento ou que nos d� vontade de sorrir. Ainda bem que estou vendo e percebendo estes momentos...
Fiz uma viagem neste final de semana que me custou muito pouco para quase ter sido perdida em minhas confus�es mentais... se n�o fosse o ultrajante e feio gesto de um amigo, a chantagem, talvez eu n�o tivesse vivido um dos dias mais perfeitos de minha vida... foi um dia muito solit�rio onde eu me aprofundei no passado, em pequenas quest�es de minha vida. ouvi as mesmas m�sicas v�rias vezes, n�o comi nem bebi nada. Foi minha peregrina��o em busca da felicidade. N�o me tenha como uma pessoa religiosa. Nada disso aconteceu sem que minha vontade fosse colocada � prova em primeiro lugar.
Depois, minha sanidade. Estou lutando para colocar na cabe�a alguns novos valores. Deixei de lado um pouco a charlatanice (nem sei se isso existe mesmo) e as pequenas mentirinhas que nos assolam o tempo todo. tento n�o me enganar com o tempo e com algumas pessoas, pequenas coisinhas tamb�m. A minha sanidade foi colocada em prova tamb�m neste final de semana. Foi anivers�rio de muitas pessoas dia 4, duas das quais s�o muito especiais para mim. Fui tocado pelo sentimento de que tudo est� em movimento e me mexi para ver acontecer um fen�meno que chamo de amor fluir sobre a natureza. O ventre de um vale � o meu para�so terrestre onde brotam flores multicores e crian�as contam hist�rias da vida animal e fant�stica enquanto balan�am em algum galho de �rvore. O computador est� sendo disputado... tenho que sair. Vou ali dar uma sonhadinha :)
26/10/2001
Ao contr�rio do que tenho feito, estou escrevendo de dia aproveitando a mem�ria ainda fresca e intacta da manh� para relatar o que vi.
Tenho passado meus dias na casa de minha fam�lia descansando um pouco e colocando em ordem quest�es familiares, trabalhistas e de valores. Tenho deixado claro meu ponto de vista sobre organiza��o e trabalho, al�m da responsabilidade que � estar vivendo no sistema trabalhista positivista de nosso tempo. Estou me sentindo cheio de id�ias e quero retribuir o que venho aprendendo nos �ltimos meses com quem amo e admiro. Mas o que eu vi hoje foi o ponto chave para estar aqui agora.
Esta semana passei as manh�s tomando aquele sol saud�vel no quintal da minha casa, pensando em minhas preocupa��es, nas viagens que est�o por vir e no meu trabalho. Estava eu, minha m�e e meu irm�o sentados conversando quando passou um homem de meia idade, n�o quero detalhar sua apar�ncia, vendendo picol�s na rua detr�s da minha casa. Eu, que sou fruto deste sistema de vendas e compras e benef�cios, eu que sou t�o letrado e versado(?!) nem dei aten��o para o que ele estava fazendo. Vendendo picol�s. Minha m�e logo se interessou, aproveitou o calor que estava fazendo, se levantou e foi falar com o vendedor. Em dois minutos, ela tinha comprado 18 picol�s por R$0,50 cada, o pre�o real do produto era esse, acredite. Veio contente da vida com uma bacia cheia deles, ofereceu para mim e para meu irm�o, mas sua primeira constata��o fora a da felicidade do homem que estava ali fazendo seu trabalho. Disse que ele sorria abertamente falando um pouco de si, de seu trabalho, depois agradeceu minha m�e e continuou o seu caminho.
Eu vi mais do que isso. A primeira vista, eu nem chuparia um picol�, quanto mais assim, comprado na cerca de casa. Foi o melhor que provei nos �ltimos tempos. Al�m de n�o derreter com a mesma velocidade de um Kibon(picol� de �gua, glicose, corante e marketing), tinha sabor de fruta, tinha cara de algo muito bem feito. A emo��o me bateu forte ao sabor de Cupua�u. PORRA, bem na minha cara tinha toda esta constata��o de que nossos valores, os valores da classe em que eu estou inserido est�o errados mesmo. Vi como a gente vive para trabalhar para pagar o luxo de comprar o �bvio, o trivial, o de mais f�cil alcance. Ainda bem que eu n�o tenho mais tanto nojo de mim como pessoa. Ainda bem que eu venho tentando aprender com o povo o que � do povo. A felicidade daquele homem saindo com alguns reais no bolso me trouxe a certeza de que temos que lutar pelo que � certo. E, na minha opini�o, o certo n�o � s� descobrir o que gostamos de fazer, mas fazer com amor qualquer coisa que nos propusermos a fazer.
Na seq��ncia, conversando com minha m�e e meu irm�o depois disso, ficou ainda mais claro que muito menos � preciso para que possamos ter esperan�a em nossas vidas. Trabalho � vital, faz parte do homem. Trabalhar com a certeza de que a verdade faz parte da vida faz parte do homem. Quando eu lembro das conversas que tive dizendo que n�o estamos sofrendo ou fazendo o que nos cabe, tento me colocar nos mais diversos lugares e pensar nos mais diversos pontos de vista para n�o perder minha integridade moral. Hoje, falo do que vejo certo de que estou me mexendo, sendo uma pequena fa�sca dentro da luta de classes que continua fazendo a sociedade se rebelar. Talvez esse homem que vende picol�s n�o entenda do que estou escrevendo, mas com certeza ele vive isso todos os dias. Ele pega o �nibus, vem para um bairro rico, vende seus picol�s para as pessoas que lhe d�o espa�o, v� carros, produtos, ele deve at� querer ser como o que ele v�. Mas eu me questiono se � isso mesmo que vale a pena. Porque se todo mundo estivesse fazendo sua parte, sendo um pouco menos ego e mais altru�sta talvez todo mundo tomasse dos picol�s desse homem, que pelo pre�o que ele vende � quase uma esperan�a para mim. Porque vai me mostrando o pre�o da verdade. Ele vai com a minha f� trabalhar, mas aposto que ele nem viu minha cara. E eu n�o vi a dele tamb�m. Mas esse homem mora no meu cora��o.
25/10/2001
Fui enganado, mas me deixei enganar porque sou muito feliz. Vc j� viu coisa parecida na vida?
Sim, deve ter visto milhares de vezes. ACONtece o tempo todo sobre todas as coisas da vida. Tenho evitado falar, mas acho que a felicidade tem me custado um pre�o mais baixo do que a encomenda. Penso, logo tenho tido o que desejo. J� viu agora parecido na vida? As vezes acontece do destino me pregar uma pe�a, me tirar um amor ou me dar um pouco de cola. Fico com o amor, deixo a cola para o Guri e ainda por cima me deleito com o colo confort�vel de alguma vida extra-extra-distante que, por mais �ndia que seja, me deixa muuuuuuito feliz.
Passei um dia de muita introspec��o e sol quando acordei de um sonho verde. Tinha muita gente me olhando quando eu acordei. Me dei conta de que eu estava mais moreno do que nunca;de um moreno cor de bronze, meio grego, meio voc�. Minha felicidade se resume em fazer acontecer o que eu gostaria que acontecesse comigo e com meus amigos e amigas de todo o mundo.
e fui um �ndio muito iniciADO quando surgiu a oportunidade de experimentar o p� de paric�; senti na pele o desejo de respirar; senti sede e vontade de cuspir. O sol me dava a cor do dia, um azul fenomenal para o c�u de minha cidade, mas o melhor foi que em deu vontade de ser exatamente o que sou. O efeito mais cl�ssico do p� � a sensa��o de pequenice do corpo humano. A capacidade da alma � maior do que as extremidades de nosso corpo. Sem delongas, o �ndio que usa paric� v� e precisa aprender a controlar-se das necessidades mais mundanas. Fica preciso o que digo quando tentei me colocar em uma situa��o de desejo. desejei fogo e nada; desejei �gua e ela me foi grata; desejei ficar pendurado na torre, mas n�o tive for�as... a for�a do corpo some. a for�a do pensamento fica latente e precisa se sobrep�r.
Felicidade foi poder enxergar que as mudan�as, por mais estranhas que tenham sido para mim, foram todas muito bem vindas... por isso que eu consigo dormir em paz.
me finjo de surdo
23/10/2001 - N�o faz diferen�a. Se digo algo que importa, o mundo filtra minha idealiza��o como neur�nios ao vento, se n�o digo � porque n�o me importo. Estou com saudades de algumas pessoas. Estou com saudades de mim tamb�m. Sou um pouco perdedor aqui na minha cidade. A alcunha de minha vida. Estar por cima, por baixo e por todos os lados poss�veis... bem longe daquela vidinha que eu levava... sempre foi uma farra, mas vejo bem o tempo passar e me d� uma daquelas pontadas de sorte no cotovelo e sinto o passado cada dia mais distante dos ideais, do fantasma que eu venho me tornando para muitas pessoas que eu conheci. Me vi pelado andando em c�rculos com uma vodca na m�o e umas mil pessoas a minha volta dan�ando sem se olhar nos olhos. Me lembrei de como me tornei um ser passivo... passividade moment�nea. Deixei escapar uma grande paix�o (as paix�es n�o acabam assim de repente) em raz�o da vida que levo sonhando em ser algo que eu j� fui e ainda n�o sei se vou ser de novo: um homem cheio de defeitos. Hoje em dia, achar defeitos nos outros � f�cil. Tarefa para nada menos que cr�ticos e especialistas em c�rculos sociais e psiquiatras. N�o!
Hoje, o meu defeito � f�sico. Tudo est� doendo... est�mago, rins, dentes, cabe�a... um grito silencioso no escuro e no sol que � minha vida. Uma dor velada, sem muito alarde. Preciso beber e dormir. N�o consigo. Ansioso por demais e com muita alegria para falar sobre o que gosto. do que n�o gosto, n�o falo mais.
Ouvi uma m�sica esta madrugada, assisti a um v�deo que aparece uma estrela que brilhou na vida de meus amigos e da minha. Senti um pouco de frio quando me dei conta que na solid�o dos pensamentos existe sempre a descren�a na mudan�a. Mudar � ideal. Acho que mudei radicalmente pouco. Me dei conta de que o que radicalmente n�o � mais como era antigamente � minha paci�ncia. O ser pol�tico antecipa as festas, domina o espa�o virtual que � a mesa de um bar. Paci�ncia me deu chaves para calar o falastr�o e dar lugar ao lutador. A gl�ria do segundo colocado em uma corrida n�o existe. No lugar de um sorriso, preciso de um pouco de carinho... lembrei do rosto de uma amiga sentada olhando para o breu de Bras�lia com um cigarro na m�o, Stones tocando. Lembrei de frases e li��es que povoavam minha cabe�a. Com o copo na m�o, lancei o drinque para o alto e bebi de uma golada s�. Foi a luz que surgiu na minha hip�fise que me deu energia para suportar o peso das minhas escolhas. N�o sou hippie nem paulistano. T�o pouco tolo. Muitas faces cruzam minha mente agora e tudo que eu pe�o � que uma dessas faces sonhe comigo esta noite. E que a face do amor eterno se cubra com um v�u fino e negro para que eu veja a nuance de seus olhos, o brilho da derrota que vai ser quando o bem vencer o mal mais uma vez. Falei de morte ontem, mas ela que se dane. Enquanto eu n�o for um apostar de cavalos, enquanto a cerveja me empapu�ar, enquanto eu estiver satisfeito com um sof�-cama, enquanto eu feder n�o haver� meios de algu�m sentir o �ter que sa� do meu corpo todos os dias.
. . - III ; 08/10/2001 ; parte
O Segundo Sorriso
Quando me dei conta, j� tinham se passado dois anos e eu ainda pensava em como as coisas podiam ter sido menos diferentes desde ent�o. N�o houve momento nem de gl�ria ou alegria, apenas aquele sorriso amarelo de quem acabou de ser jogado de lado pelo destino ao cair do dia, com uma nota de R$10 na m�o e algumas gotas de chuva come�ando a cair sobre elas. HOje � que eu me dei conta de como esses anos passaram lentos pelas lentes da vida, lentos como uma cena em c�mera lenta vista dezenas vezes, nos seus m�nimos detalhes. da�, parou de chover. Era realmente de dia e o dia seguinte parecia n�o ter mais fim, e fim. Do que se trata o segundo sorriso? � a segunda chance que me foi dada para reaprender a olhar com mais paci�ncia o que aprendo a cada viagem ou pausa que fa�o. O segundo sorriso � meu disfarce para mostrar que o verdadeiro eu nunca morre, mas vai se esquecendo de aparecer de dia para me assustar de noite. Pois a dicotomia � tida como uma regra do mundo e eu jogo o mesmo jogo que todo mundo joga a tempos. Sonho de dia, vivo uma realidade estranha quando me ocupo com o �cio, trabalho de noite... tem 3 dias que eu n�o consigo dormir porque tenho em mim uma s�ndrome japonesa de neg�cios... mas ela vai passar, ahahahahhahahahahhahaha. Outro dia fiz uma matem�tica do sono que me foi muito cara para aguentar o sol nascendo e eu com ins�nia e o resultado disso � que not�vagos e bo�mios afrontam a sanidade com muita presteza, at� descartando a possibilidade de sucesso de suas noitadas. A matem�tica � simples: uma noite bem dormida consome 6 garrafinhas de cerveja em um dia. Uma noite p�ssima � aquela que nunca termina. Duas noites sem dormir equivale a um dia inteiro. Quatro noites seguidas sem dormir equivalem a 36hs acordado... e nessa sequencia (tremas?) chega-se a conclus�o que n�o dormir � n�o aproveitar o sol da devida maneira. Eu sempre me sento para escrever sobre a mesma coisa, mas nunca consigo. O que � uma pena.
Foi um engano, mas aconteceu e eu acabei pensando sobre os �ltimos 3 anos de minha vida. Isso aconteceu no Domingo, claro, dia de descansar. Eu fiquei em casa, deitado, pensando e ouvindo o mesmo disco por 24horas at� me dar conta de que nos �ltimos 3 anos, por mais que eu tenha mudado e tudo tenha mudado e outras coisas ainda n�o tenham mudado ,..., algumas coisas sempre se repetem e a beleza dessa redund�ncia � que faz valer a pena a esperan�a. Eu recebo por meios complexos cartas di�rias de muitas sensa��es, de todas as formas de sentimentos de uma beleza sem fim. Estas cartas eu guardo em meus sonhos e elas completam o sentido abstrato de minha vida. E me prendem! Na maior das cadeias: a da ilus�o. Sabe, eu n�o sei como consigo, mas j� ca� nela algumas vezes e me recordo do dia em que minha m�e disse: vc tem um fraco para o amor. se liga. . .na verdade, quando eu ando sozinho aqui pelo Rio de Janeiro sozinho e penso sozinho sobre tudo o que vem acontecendo sozinho e vejo que eu planto muitas sementes mas n�o colho nenhuma e mais, as que eu prefiro e vejo crescerem acabam voando por for�a do vento, da demora que enfrento em me dedicar ao tempo que � n�o ficar mais t�o sozinho no mundo. Acendo um tchoss, sento no meu canto preferido e come�o a ouvir meu novo CD preferido. As barras da cadeia somem por alguns instantes, o desejo de me integrar a uma onda de felicidade � imenso, saio de mim em busca de sossego, de paz espiritual e vejo faces de gente que eu n�o conhe�o em vida e brumas de cores v�vidas que v�o se concentrando em minha cabe�a at� que envolvem meu corpo todo e no auge do que acho ser o sil�ncio eu acabo acordando no final do CD com algumas novas impress�es do mundo. Estou em casa de novo.
Finalmente me sinto em casa.
...
Neur�nios ao Vento ; minha primeira parceria musical foi um t�tulo que � deveras perfeito para meu tempo. Os pensamentos que tenho tido s�o todos de uma natureza muito carente, de coisas que eu j� n�o me lembrava fazia anos; um misto de antigas dores com a sutileza do sil�ncio que domina nos meus dias; a uni�o entre os di�logos que tive comigo e as cartas que eu escrevi para mim em minha cabe�a com o vazio que � n�o ter mais com quem falar ou escrever as mais simples palavras de afeto. Sim, sentimentos plurais que dan�am em minha cabe�a como uma semente que voa por cabelos finos at� pousar em alguma vereda que vai fazer brotar uma nova planta, uma nova id�ia de que vale a pena estar vivo para ver o mundo girar. Tipo um livro muito bom que acaba e deixa uma tristeza sem sentido nos dedos de quem vai fechar a �ltima p�gina, um cap�tulo que durou mais do que devia. Por isso que a bebida sumiu da minha vida. A leveza que descrevo � puramente entorpecida por fuma�a de todas as variedades poss�veis. Estar vivendo na civiliza��o j� � como se estar brumando rumo aos c�us. Quando tive minha primeira ilumina��o, j� era tarde demais. O mundo despencou em cima de mim e eu aprendi a amar isso, O peso de se estar vivendo uma vida que vc merece. Cada minuto para mim � fruto de reflex�o e de um passo adiante no tempo; Saber onde se est� e como foi duro chegar l� � mais do que uma conquista. � dar a covardia um outro nome. .. ... estou reticente com o que tenho passado porque acredito nas leis naturais de que tudo gira do ca�tico para o equil�brio, e isso fica bem claro em qualquer audi��o maluca da Bjork, ou do mais radical equil�brio em dire��o ao CAOS. Em meio a esse per�odo de ilus�es, de uma guerra financiadora, devemos estar atentos a nossa sanidade, aos sinais de nossa intui��o. Agora � um tempo onde os sonhos se tornam raros e a dor se torna uma partilha de milh�es de fragmentos das dores dos outros. Buscar ajuda em quest�es divinas, did�ticas de conhecimentos, nos �dolos isolados, na solid�o, na fuga, na divers�o... em uma ceia enriquecida pela m�sica ou na exaust�o dos oper�rios de uma usina n�o nos trar�o paz, se � isso que eu posso dizer. A PAZ vem com pequenos detalhes que est�o intrinsecamente ligados ao indiv�duo, cada sigo, cada qual; tenho a alma torturada diariamente por fantasmas de naturezas diversas ... tenho dormido pouco e nos hor�rios mais confusos ... tenho sido mais paciente do que nunca e mais sens�vel do que jamais poderia prev�r. .. tenho prestado aten��o no mundo, e vejo que tenho prestado aten��o at� demais a ponto de antev�-lo nos notici�rios.
Quando vc acorda em um Domingo de ressaca, sozinho, dormindo na sala com gosto de bile na garganta vc se pergunta, onde estar� o amor? Pois n�o � que o amor est� ao alcance do homem?
Todo dia eu ou�o a mesma coisa: tenho saudades da namorada, quero casar, onde vou morar?, comprei uma cama de casal... bl�... muita gente se junta todo dia e tal. Para mim, isso n�o quer dizer e n�o representa nada nada. Meu instinto animal, esse � o dom prim�rio do homem;o segredo de sua exist�ncia para procriar; o dono da verdade, n�o acredita nas pessoas que dizem que amam. Claro, eu sei o que � amar de v�rias e diferentes formas... sou normal e todo tipo de amor tem seu lado prazeroso e experimental. O instinto animal � revelador, � claro, t�o claro e evidente que vc esquece de conceitu�-lo... mas ele sempre est� com vc. No seu dia-a-dia. Bem, instintivamente vc sente o cheiro, a presen�a, uma nuance, qualquer coisa subliminar quando fala com qualquer pessoa e vc tamb�m exala isso. � um jogo de detalhes, o que atra� uma pessoa a outra... sedu��o pura no sentido mais amplo da palavra. Vc fica onde se sente mais seguro, tranquilo (trema neste teclado?). Ou n�o? sente a presen�a do inimigo, de coisas ruins, azedas... Com as pessoas, nas rela��es pessoais isso acontece todos os dias, com todo mundo... a sele��o natural atuando por meio de seus animais racionais. Selecionamos o que nos atra�. O que o amor tem com isso? tudo. Porque, se vc sabe (e sabe) o que � amar e o que � amor, vc sabe distinguir se ele existe nas pessoas ou n�o; em seus atos e palavras ou n�o? nas suas esquisitices e normalidades ou n�o? Basta prestarmos mais aten��o aos chamados de nossas necessidades animais por um instante no amor para que tenhamos a chance de observ�-lo agir sobre as pessoas, sobre n�s. Amigo, caro confidente. . . fui.
Resposta ao seguinte artigo: A caretice dos Maconheiros, de Guilherme Fiuza
Li com muita aten��o seu artigo porque acho que o assunto maconha � mais simples do que autoridades e sociedade imaginam, na minha opini�o. A quest�o de discutir e liberar o uso da maconha s� n�o est� mais avan�ado porque n�o existem mecanismos para se comercializar a droga e legaliz�-la junto aos governos de todo o mundo. No Brasil a realidade � que maconha n�o � mais aquele bicho-pap�o dos anos 60, nem � droga de rebelde j� que at� pol�tico usa, n�o � nem motivo de pris�o mesmo. Maconha � como bebida. Une e separa as pessoas por quest�es de gosto e personalidade. Maconha � a associada aos estilos de vida mais diversos e mais populares de nossa vida nos �ltimos 10 anos. S�o skatistas, surfistas, jornalistas, artistas em geral que usam e tem h�bitos de usar a maconha com a devida consci�ncia do que est�o usando. No Brasil, a maconha � discutida como subvers�o s� por fachada. Enquanto o governo n�o descobrir como botar a m�o no bolo, que � comercializar e taxar as drogas al�m de educ�-la para o povo, a discuss�o vai se manter nos bares, jornais, apreens�es televisivas de quantidades de drogas e por a�. Vai minha dica. S� usa droga quem quer. � simples mesmo.
16 - 08 - 2001 - c�p�tulo 17
BOm, uma grande amigo me escreveu. E hoje, dia 16 de Agosto, atestei que, o que refletiu meu amigo e o que eu disse sobre o rock � verdade pura. Uma pena mesmo. Coisa inimagin�vel na d�cada de 70. Meu amigo � e continua mais roqueiro do que eu sempre fui. Tudo o que escrevi sobre rock � atitude, modelo de vida de minha juventude. Ca� na realidade das coisas por puro acaso, mas fico feliz de saber que mesmo meus maiores �dolos tiveram o come�o digno de todo popstar mundial... o que n�o me comove. escrevo, xingo e rezo em portugu�s; sou filho desta p�tria sem dignidade. sem estima, sem dinheiro. sem peito pra sustentar o que pensa. Hoje, vi Mel Lisboa na televis�o;;; e digo: n�o tem mais linda. Eu vi poucas como ela. Dentu�a, risonha, negra de ess�ncia ( quem sabe do que estou falando?), bela por seu trabalho... estou de passagem marcada pro Rio e quero muito ver esta pessoa, Mel Lisboa, de perto... ela me lembra a melhor coisa da vida. O Amor. Mas o amor � para poucos. Ontem mesmo, uma amiga minha aqui de Porto me disse que nunca amou.... putz, quase senti pena dela...
se fosse para ser verdade, me dava um beijo na testa e me pediria para ser feliz... sacou?
... , eu dei uma bizoiada um dia desses na p�gina do ex-baba�smo e flagrei
l� um texto onde voc� falava de Rock, dentro do qual eu s� discordo da parte
em que voc� fala que quem � do rock n�o vai a vernissagens... Quem � do rock
vai a vernissagens sim, mas � pra roubar os salgadinhos e as bebidas,
percebe?
De resto, achei muito bonito o final, quando voc� fala "Ah, a� sim o rock
permanece infinito. N�o em colunas de jornais, resenhas ou contra-capas de
CD-s" num tom emocional e espont�neo...
Lembrei disso porque me disseram que um dia desses teve um tal de "Dia
Mundial do Rock", e a� eu pensei: "Que besteirada � essa???"... N�o sei
exatamente qual � o marco de refer�ncia para esta data, mas, quer coisa mais
anti-rockandroll do que uma data comemorativa? Dia Mundial do Rock, hahaha,
isso � piada pra ser contada em programa de audit�rio do C�sar Filho.
Mas � um t�pico reflexo da situa��o corrente do rock, n�o �? O Rock hoje
est� adequado aos moldes familiares, nada choca ningu�m, nem a pancadaria no
show do Planet Hemp, as pessoas fingem que se chocam com alguma coisa, tudo
� alarde, todo mundo � meio marqueteiro hoje. O Rock est� redondinho,
facilitado, mastigado, enfim, adequado ao gosto do grande p�blico, e eu n�o
sei se isso � bom ou ruim. Tenho esta d�vida pendular porque eu costumo
afirmar que a Legi�o Urbana fez um servi�o digno de nota ao fazer seu
punk-rock passar de m�sica subversiva e ofensiva a m�sica cantada em coro
por multid�es que se identificam diretamente com as letras das can��es,
m�sica que at� a m�e da gente gosta. Isso eu creio que foi um servi�o
inacredit�vel gerado pela Legi�o, uma fa�anha, esta � a palavra correta,
Fa�anha.
Mesmo assim, com todos os pontos positivos, o rock hoje tem gosto de nescaf�
requentado. A era dos grandes discos passou mesmo, o que resta s�o
refer�ncias, homenagens, par�dias, pl�gios, sampleagens, num excesso
insuport�vel. E n�o � s� o Rock que padece disso, � um fen�meno que ataca
quase toda a nossa cultura popular art�stica, em graus variados.
Pra voc� ver, algumas das derradeiras dentre as atitudes mais Rockandroll da
Hist�ria (como as ren�ncias aos holofotes pra cuidar da fam�lia por parte de
John Lennon e Patti Smith) eram radicais por serem atitudes supostamente
anti-Rockandroll...
N�o importa. Hoje s� gasto meu dinheiro em sebos.
Um beijo na m�o semi-diagonal.
Jorge
08 - 08 - 2001
O dia � um dia que me tr�s muitas recorda��es. Foi nesse dia 8 de Agosto de 1994 que eu namorei minha mulher mais importante do mundo. E � nesse mesmo dia que se encerra mais uma etapa em minha vida. Por decreto, estou me sentindo livre de alguns fardos e carrego a partir de hoje outros. Por assim dizer, fui al�m de minha juventude, agora sou um fen�meno da vida... quase mais uma vida com alguma oportunidade em vista de concretizar mais do que poderia-se imaginar. Fui longe em mim mesmo e o que vi? Sucesso. Nada mais do que isso. Custaram-se horas, dias, anos, datas em geral para que tudo a meu redor se concretizasse em algo melhor.
Pois foi a poucos tempo que terminei de ler H.P Lovecraft, algo sobre vampirismo. Pois bem, ele est� certo. Temos a nossa volta vampiros.. de nosso emo��o ou incerteza. Vampiros. Em s�ntese, todos o somos, mas n�o por que queremos. Por natureza. Mas vampirismo � mais do que uma simples troca de energia... n�?
Me dei conta hoje de que estamos em uma fase muito louco com rela��o � televis�o. Parecemos todos atores dessa novela cotidiana, onde Camila Pitanga ( diga-se de passagem, LINDA) � menosprezada por uma Fl�via Alessandra (linda do mesmo jeito) porque Tarc�sio Meira � amigo de anjo em novela das 7... ou n�o? Me diga se Falabella que o parta n�o abusa de sua loirice para promover a desordem da T.V... do hor�rio nobre, e das piadas sem gra�a; dos erros e acertos?
Me dei conta que meninas de 14 anos trepam todos os dias e muitos de n�s n�o acredita nisso... mas eu vi. vi porque tive que ver como o mundo est� mudando e eu estou ainda com os meus mesmos L.P's. Ouvi propostas onde dedo no cu de neguinha � pouco para est�mago de suburbano da Asa Sul que acha que menina da quadra que chupa pau � vadia do carlho. Onde batedor de punheta tem respaldo de Malandro das antigas.....
Me diga quem puder, onde ficou a nossa majestade?
21 - 07 - 2001 - cap�tulo 17
Hoje, estou vivendo uma noite de pouco e para poucos. Estou com muitas quest�es na cabe�a, ningu�m para discut�-las e um pouco arrasado fisicamente. Devo a meu arraso � fome que sinto desde ontem. Estou de ressaca. Moral. Em poucos dias, o que n�o passava de um belo veraneio profissional pelo sul virou um novo desafio � minha sa�de mental.
O Sul � uma regi�o muito pr�spera que tem quase tudo que uma pessoa precisa para viver com qualidade. Talvez os cinemas sejam um pouco piores do que os de Bras�lia ou as noites n�o sejam t�o sugestivas quanto �s paulistanas. Mas a cidade de Porto Alegre re�ne muitas qualidades atrativas; a regi�o � um p�lo de prosperidade que se firma pela base. Pequenas unidades de produ��o, fam�lias dispostas a fazer nome e fortuna; oportunismos que atribuo ao ufanismo sulista, o senso de grandeza do povo... s�o muitas as qualidades.
O frio � que destr�i minha alma por aqui. N�o basta nada. Com frio, tudo isso que eu citei vira uma fra��o de pensamento. Tudo o que eu quero � calor. Todos querem calor, poucos usufruem dele de verdade por aqui.
E a solid�o. . . . . . . . . . . de repente, estava no quarto do hotel, e mais uma vez me veio aquele frio na consci�ncia, o frio que as consequ�ncias da vida me deram. Um frio que me incomodou no come�o do ano e que aponta para mim agora de novo com cara de dinheiro. Um frio que n�o tem explica��o porque � frio de quem n�o t� com disposi��o para engolir papo furado. � por causa desse frio que eu estou escrevendo. Com a not�cia que eu recebi, senti um calafrio que me assustou, me tirou da frente da TV, me fez ligar para casa para saber se tudo corria bem.
Estou preocupado com o que ando ouvindo por a�, por aqui. Estou me sentindo meio impotente por n�o estar satisfeito com o que tenho pregado e vivido. A meu ver, o frio tem me atrapalhado na comunica��o. Eu falo, mas o cacos n�o entram nos ouvidos e n�o ou�o por causa dos mesmo cacos de frio. Um frio que n�o tenho coragem de escrever aqui em linhas mais definitivas por receio.
Os pensamentos mais loucos passaram pela minha cabe�a quando sentei para descrever o que estou sentindo agora, mas s� penso na maneira como vou superar o problema que tenho vivido. Muitas pessoas envolvidas, muitos egos, saudades, disponibilidades, amores, desamores, disc�rdias, alegrias. N�o sei se estou sendo justo com os outros, mas n�o tenho estado confort�vel para falar sobre o que sinto porque me sinto s� ideologicamente. J� ouvi muitas opini�es sobre a vida que levo, o que eu preciso fazer para viver bem, essas coisas. Mas n�o vejo nenhum esfor�o de ningu�m (da�, se vc quiser, lhe incluo na lista dos ideologicamente solit�rios) para saudar ou entender as dificuldades que tenho vivido. Sabe por que? Eu n�o sei. Mas se vc achar que sabe, diga para algu�m pr�ximo de vc que precise ouvir bons conselhos, boas piadas. Diga a ela boas coisas. Eu tenho me defendido por aqui, nesse frio, todos os dias em prol da minha sa�de. Mas minha cabe�a hoje explodiu em algumas partes de d�vidas que fazia tempo que eu n�o experimentava. D�vidas mesmo. Mas estou fazendo a coisa certa, na idade certa.
17 - 07 - 2001 - cap�tulo 17
Vou escrever sobre rock. Porque j� me sinto ausente do clima roqueiro o suficiente para poder descrev�-lo. Assim me ensinou Paul Little. Durante anos da minha vida, anos que conto a partir da minha primeira mem�ria musical, durante anos fui sem saber um roqueiro. POr quest�es de atitude, de musicalidade, da busca pela lux�ria, glamour; roqueiro de tocar em instrumento ruim, sem nenhuma estrutura de show; roqueiro de cora��o. Vc s� sabe que � roqueiro de cora��o quando n�o aguenta o sil�ncio nem do seu sono. Precisa de beber algo ou de uma festa para acalmar a cabe�a. N�o liga para sua roupa e nem pras gatas que n�o gostam de vc. N�o vai a vernissag�s, n�o dan�a m�sica eletr�nica. n�o faz um monte de coisas. O rock � uma ilus�o que assola a juventude; juventude mesmo. Outro dia me disseram que eu n�o podia falar de rock ou exalt�-lo por n�o ser roqueiro da cena do rock. A juventude se confunde comigo e � por isso que eu n�o ligo em dizer o rock est� na minha cabe�a. Do ponto de vista de muitos, at� para a minha surpresa, o rock est� com moral de meus tios. Digo isso porque o rock est� solto e representado por pessoas enfadonhas que rolam no campo da jovem guarda ou na lentid�o de bandas intelectuais, em modismo e est�tica e mais parece um livro de escola do que o rabisco da carteira que diz: foda-se 2001. O rock despertou em n�s um saudosismo que n�o existe. Se separou da qualidade. Assim como a m�sica em geral. Para n�o me prender a esse r�tulo de fim, ainda me pego ouvindo meus antigos discos de rock todos os dias, misturados a outros estilos de rock que tamb�m me cabe ouvir. Mas j� foi-se a �poca dos �lbuns, dos grandes concertos, at� do fen�meno POPSTAR e de glamour do rock. A grandiosidade de tudo acaba em seu cl�max, ou seja, tudo tende a se extinguir ou ficar em decl�nio por um tempo. O rock n�o acaba, mas � parte do imagin�rio coletivo. O que e quando vai mudar, n�o sei. Com Chico Science a pouco tempo, com Bob Dylan a algum me dei conta de que restringir a m�sica ao seu instrumento � uma besteira, mas que fantasiar picaretagem � outra maior ainda. Ent�o, fui ser roqueiro dentro do meu walkman, nos nost�lgicos encontros em Bras�lia com meus amigos, bebendo e fumando e ouvindo qualquer coisa que soe bem aos ouvidos do drogado. Ah, a� sim o rock permanece infinito. N�o em colunas de jornais, resenhas ou contra-capas de CD-s. De gente que fala de rock, a imprensa est� cheia.
26 - 06 - 2001 - cap�tulo 16
escrevi, escrevi e escrevi nada. puta que o pariu.
vou citar amigos: "essa mulher � uma merda" - "a�, JP, VP, TQP ou NVP?" - "a�, cara. Tu t� feio pra caralho!" - "reprovado na pol�cia est�tica" - "boto f�, titio" -
� dif�cil sentar no computador depois de um dia inteiro e n�o ter nada para escrever. Estou aqui as 23:27h porque sou teimoso meismo. N�o � poss�vel que 2 dias de descando n�o me tenha sido bom o suficiente para ter o que falar. Bem, at� tenho, mas n�o � nada demais. Declaro aqui meu amor por vinho e pela regi�o de Caxias do Sul. Onde o trigo � bom e a l� � de primeira qualidade. Vi um document�rio do Ed Motta e pensei "�, � foda ter que ver isso na T.V" Pior do que filme ruim � uma piada sem gra�a. E o Lauro Campos no j� soares ontem? Piada. UMA MERDA FREUDIANA - vale lembrar que Lauro campos s� falou de din din e coc� no programa, ou n�o? - Voltei a ser assombrado pelos meismos fantasmas que me visitavam a uns meses atr�s. Est�o me fazendo moer ainda mais minha mem�ria. Senti falta de coisas do meu passado, lembro de sonhos que n�o realizarei jamais e ainda sinto muito falta de voc�; eu ouso em ser profundo porque cansei um pouco de lembrar muitas coisas boas sozinho... mas � para isso meismo que serve a solid�o... do pensamento.
12 - 06 - 2001 - cap�tulo 15
N�o foi coisa de gente doida nem tira��o de onda. Os cap�tulos pularam porque tive muitas id�ais e n�o pude escreve-las... foram algumas at� chegar ao n�mero 15, onde estamos agora meismo. Vou falar sobre Deus.
Para mim, a exist�ncia de Deus � muito complicada porque ela parte de uma dicotomia que, de cara, d� m�ltiplos caminhos e interpreta��es de sua exist�ncia. Primeiro, a cren�a em um Deus �nico.
Deus �nico porque foi ele a for�a criadora de tudo e de todos, rege o universo, o destino das pessoas, pune, presenteia... enfim. Um Deus. Cheio de gra�a. Propagador de valores mal interpretados por seus fil�sofos ou pelo desentendimento do p�blico. Tudo que ele � ele tamb�m n�o �. Sacou? Segundo, a cren�a no polite�smo.
Deuses para tudo e para todos. Para o prazer e para a doen�a. Deuses de formas her�icas, macabros... deuses da natureza, feminina, masculina. Deuses que punem, buscam favores terrenos, gostam dos prazeres terrenos. Deuses de tribos, p�trias, povos... deuses de guerra tamb�m.
Deus e deuses n�o me iludem nem me d�o li��o. Eu acredito que a concep��o divina que o homem fez ou traduziu de sua mente ou vis�o � uma vertigem. Como acreditar em seres extra-terrenos ou na velocidade da luz. Improv�veis demais para ser verdade. Valores maiores do que nossa vida precisa. Para mim, acreditar em algo � uma onda de muitos valores agregados ao mesmo tempo que resultam em um amor por nada. Por isso, n�o acredito em nada que esteja canonizado, que n�o pode falar comigo nem por pensamento. N�o acredito em discurso, s� em a��es. N�o acredito em bruxas, e sim na natureza delas. N�o acredito no catolicismo, mas acredito no imp�rio romano do oriente. A vida n�o me preparou para pensar em hip�teses. Ela me deu uma ben��o que os eg�pcios chamam KA e que eu n�o ouso denominar. Deus, nisso tudo, � um brother como eu trabalhando por sua empresa com a ajuda de muitas almas em busca de um perd�o que s� eles podem dar. Sem pessimismo nem doutrinas. Deus sou eu.
11 - 06 - 2001 - cap�tulo 4
Estou irritado com 3 pessoas. Tr�s mulheres que sozinhas ou agindo em conjunto conseguem diluir todo o meu conceito de respeitabilidade, integridade e dignidade. E acabam me diluindo tamb�m. Me sinto incapaz de me defender com ignor�ncia das tr�s. Me sinto ainda mais incapaz de me defender com intelig�ncia ou ser arrogante.
O jeito como elas entraram em minha vida � uma hist�ria que prefiro n�o contar em detalhes. Simplesmente elas apareceram do nada para mim e para meus amigos. Uma a uma, elas foram se apresentando e no final eram, as tr�s, amigas. Coincid�ncia? ... A respeito delas, sei que todas trabalham, s�o belas mulheres, est�o em muitas festas maneiras, bebem e fumam e s�o excelente companhia de vez em quando.
O pior delas � que elas n�o se amam. Eu digo isso depois de tudo o que j� passei e vi elas fazerem em pouco tempo de conv�vio. Uma a uma, elas distorcem fatos, sonham coisas improv�veis, falam de coisas que n�o sabem e ainda tem a boa vontade de irritar a mim. N�o sou a melhor companhia do mundo. S� falo de coisas chatas provavelmente. Tenho poucos amigos. E ainda assim, tenho que lidar com esse tipo de mulher. Mulheres que me fazem desacreditar em mim. Eu n�o consigo que elas sejam verdadeiras comigo porque elas n�o me deixam ser verdadeiro com elas. Isso me irrita. Meismo (em carioca)!
De toda a sorte que eu pude experimentar nessa vida, com certeza meu conv�vio com as mulheres no s�culo XXI ainda n�o me rendeu frutos interessantes. E ainda tenho que me deparar com esse impasse. Tr�s mulheres que eu n�o consigo deixar de gostar mas que me confundem. Sou escravo de minhas escolhas, tenho isso claro na minha mente. Mas o que elas fizeram para que eu tenha que ouvir as coisas que tenho ouvido? Ainda mais porque ou�o de toda sorte coisas que elas mesmas criaram para mim.
Natural que minha irrita��o tenha outro fundo de verdade e que as Tr�s mulheres sejam apenas a ponta de um cigarro que acabou de ser aceso. Mas isso n�o me tr�s nenhuma esperan�a com rela��o ao tipo de rela��o destrutiva que tenho com elas. E critic�-las j� n�o faz mais sentido. J� fiz isso e n�o deu certo. A gl�ria foi toda minha em ter conseguido acalm�-las uma vez. E s�. Elas, al�m de n�o terem entendido o recado, ainda adicionaram a nossa rela��o outras coisas da natureza humana. �dio, amor de mentira, calcinhas sem endere�o, hipocrisia, ci�mes, lux�ria, sem-vergonhice, dinheiro, maconha e um pouco de sexo. S� n�o me incluo no �ltimo t�pico porque sexo com elas, eu n�o fiz. Ainda bem.........
17 - 05 - 2001 - Cap�tulo 3
Fiz quest�o de colocar aqui para todo mundo ver um texto de um amigo falando de coron�is. Mas � pertinente falar sobre coronelismo, corrup��o, dinheiro ou n�o? A meu ver, j� se foi o tempo onde esse tipo de coisa envergonhava e trazia morte social para algu�m. J� se foi o tempo onde a morte era o pre�o de uma facada na cidadania. O respeito perdeu realmente o sentido pol�tico para virar apenas chav�o messi�nico, de id�latras religiosos. O respeito tem pre�o e eu n�o consigo mais diferenciar corrupto de corruptor de mam�e e de papai. Vai a�, renato malcher: O CORONEL
A ben��o, seu Coronel
Meu amado Coronel
Se Deus deichar o sinh� me acolhe
Na sombra do seu chap�u?
Seu Coronel governador
Homem de grande cora��o
Vote nele, sim senhor
E ganhe um lote no lix�o
Seu Coronel, o seu perdao
Se eu lhe pe�o dentadura
E� que eu n�o tive educa��o
E assim me falta a leitura
A vida minha no sertao
j� era mais que muito dura
Aqui care�o profiss�o
E sofro de muita penuria
Mas se eu lhe pe�o essa alegria
Sinh� n�o se avexe, n�o,
Tem meu voto e de Maria
E do compadre Basti�o.
Seu Coronel � ocupado
Homem de grande feitoria
� fazendeiro do Goi�s
Tem latif�ndio na Bahia
� Coronel Sinh� entenda!
Se eu estico essa prosa
Se carecer na sua fazenda
Trabalhador de m�o jeitosa...
� coronel, n�o vai embora
N�o me tenha esse desprezo
Foi a fome que demora
O desalento e o desespero
Seu Coronel o sinho entenda
Queu so� queria uma terrinha
Um cantinho de fazenda
Queu nunca tive coisa minha
Foi pra tirar meus filho da rua
E pra plantar o-de-comer
Mas se eu soubesse que a terra e� sua
Isso nao ia acontecer
Sinh� desculpa se me humilho
Se te assusta homem que chora
Tenho Maria e cinco filho:
Sinh� me ajuda eu v� embora�
Seu Joaquim, n�o faz assim
Seu Joaquim, olha pr� mim
Seu Joaquim, s� me explique
Como � que � a brincadeira
Oc� que faz tanto trambique
E eu que vou para cadeia!
E rouba terra e rouba �gua
E na maior cara-de-pau
E rouba pobre miser�vel
Em pleno planalto central
Meu Deus do c�u como � que pode?
Me diz se n�o tenho raz�o:
Agora os pobre � que trabalha
Pr� dar sal�rio a ladr�o.
Seu Coronel, tente entender
E, se puder, me perdoar
Mas eu nem sei como escolher
Palavra certa pr� lhe xingar
Deus do c�u que me proteja
Mas isto eu tenho que falar
S� sei que quando o Sinh� morrer
O Diabo vai ter que se cuidar
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23 - 04 - 2001 - cap�tulo 2
N�o me interessa mais ficar fazendo discursos sobre a tristeza, doen�as e velhice. N�o me interessa mais pensar apenas em ser uma pessoa bem sucedida. Depois que a gente tem no��o de como pessoas t�o distantes de nossa realidade conseguem exageradamente ser infelizes, bemquistas( n�o sei como se escreve isso) eu fico aqui me dizendo "bah, claro que � mais f�cil parecer melanc�lico do que falar sobre as pequenas coisas que me deixam feliz". Cansei de escrever para mim mesmo em tom de censura.
Hoje, eu assisti a uma entrevista com Jennifer Jason-Leigh. Ela � realmente sensual a ponto de, com os dentes amarelos e um olhar doentio, gostar do sol e ser branquela e preferir a palavra "g�nio" ao inv�s de ficar falando de amor e fraternidade. Quando eu falo de amor, me d� uma sensa��o de dist�ncia com a realidade. Mas ao mesmo tempo fico imaginando como eu tenho carinho por leitura e sair a noite e tocar e o melhor, sentar com os amigos no banquinho de uma pra�a para conversar ap�s 3 baseados. Jennifer Jason-Leigh com certeza � uma figura que me deixou muito perplexo pela simplicidade como ela trata temas complexos e de personagens complexos. O que me lembra o cinema atual, da falta de criatividade e de sil�ncio nos filmes. Do amor pela viol�ncia, pelo desejo de comer bosta com gente que n�o gosta de vida... Tudo bem, algumas mulheres podem e devem nos motivar; elas me motivam a gostar mais delas do que nunca. Cada uma, cada sigo, cada qual.
Para terminar esse enredo sem sentido posso dizer duas coisas: estou s�brio porque � de manh�, segunda-feira e posso dizer com alguma certeza que isso n�o � a melhor coisa do mundo, porque eu prefiro acordar depois de fazer sexo e ainda assim n�o tomar banho; dois, � preferivel que ao ver uma entrevista na TV inspiradora como a que eu vi n�o influencie a imagina��o para que voc� se apaixone por algu�m que n�o existe. Afinal, a TV tem como prop�sito ilustrar a mesma sensa��o que terroristas, v�timas, noveleiros, jornalistas e pessoas normais sentem ao saber da verdade, n�o �?
Um minuto de sil�ncio ... agora o minuto de sil�ncio acabou de verdade, n�o �? Os gritos que estou ouvindo devem ser os mesmo barulhinhos de computador ligado, mouse e estabilizador ruindo no fundo do seu quarto. � um barulhinho de 2001 ... o ser magn�tico que dominou o meu olhar... eu sou seus olhos agora. Quando eu li o pref�cio de Naked Lunch, Burroughs s�brio depois de 15 anos, percebi que o sentido do mundo gira em torno da beleza feminina. (Diretoria_LSA) a�, o que vc fez nos �ltimos 6 meses para ter ficado t�o gatona? (FemmeFatale) ah (FemmeFatale) botei um salto alto (FemmeFatale) !
GENIAL!!!!!!!
O motivo pelo qual o Brasil ainda n�o � reconhecido como uma grande na��o � simples: somos todos pessoas sem estima.
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