

Caracter�sticas:
Pessoas conhecidas com d�ficit de aten��o:
At� a alguns anos atr�s o "d�ficit de aten��o" ou dist�rbio da aten��o" era conhecido como "disfun��o cerebral m�nima". Mais e mais o conceito de "d�ficit de aten��o" est� mudando, de "desordem" pela inclus�o de uma s�rie de qualidades como a criatividade, alta intelig�ncia, habilidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e por um forte senso de intui��o.
Aspectos negativos s�o desorganiza��o, distra��o, esquecimento, dificuldade de completar tarefas, falta de senso de hor�rio, bagun�a.
Crian�as com "d�ficit de aten��o" quando adultas, permanecem hiperativas, e incapazes de ficar paradas.
Pessoas de pensamento muito r�pido (fast-moving mind) como s�o conhecidas, podem estar bem adaptadas no contexto apropriado. Se uma crian�a muito agitada aprende bem, num contesto menos ma�ante, ela tem uma dificuldade de aprendizagem?!
Grande parte dos problemas de crian�as com d�ficit de aten��o (ADD - Attention Deficit Disorder), prov�m da falta de compreens�o e de informa��o dos pais e educadores.
A quest�o n�o � o que h� de errado com estas crian�as, mas como s�o elas?
De alguma forma � como se voc� fosse super cobrado tempo todo. A crian�a ou adulto com hiperatividade e d�ficit de aten��o est� aqui, ali, em todo lugar, fica tamborilando, batendo os p�s movimentando-se, cantando, assobiando, olhando aqui e ali, co�ando-se, espregui�ando, rabiscando e as pessoas acham que ela n�o est� prestando aten��o. Ela se perde no tempo. As coisas acontecem todas ao mesmo tempo. Vendo televis�o ela muda de canal a todo instante. N�o tem capacidade de esperar na fila. Tem sempre o impulso de se movimentar, agir...
Durante uma conversa "sai do ar". A chave � a distra��o. Gosta de correr riscos. Est� na frente, tirando conclus�es e inventando solu��es. A forma de cogni��o � qualitativamente diferente da maioria das pessoas. Quando n�o compreendidas ou n�o tratadas devidamente essas crian�as ou mesmo os adultos s�o frequentemente derrubadas pelo sistema. Tornam-se enfraquecidas, desanimadas (escolas, empresas, etc...).
Elas tem seus pr�prios ritmos. Cabe�as de caleidosc�pio, pensando muitas coisas, juntando id�ias, mil id�ias ao mesmo tempo.
Fazer o diagn�stico ajuda a acalmar o barulho e a culpa . Ajuda-las a organizar-se ajuda muito. Trabalhar durante per�odos curtos, dividir as tarefas em partes, ajud�-las quando necessitem. Criar limites externos aos seus impulsos. Medicamentos podem ajudar, mas n�o solucionam o problema.
O rotulado d�ficit de aten��o � um estilo de vida, mais que um punhado de sintomas. Depois que o diagn�stico � feito, fica mais f�cil se achar novas possibilidades de mudan�as reais.
� preciso aceitar seu ritmo..
O d�ficit de aten��o e hiperatividade s�o caracter�sticas.
Quando adultos podem ter diminu�dos estes sintomas, pelo ambiente favor�vel em que vivem e pela aprendizagem (treino constante).
Distra��es s�o frequentemente confundidas com inabilidade da crian�a ou adulto de prestar aten��o a algo espec�fico. Mesmo assim s�o capazes de prestar muita aten��o "hiperfocalizar" o que o interessa. N�o existe d�ficit de aten��o frente a um videogame.
O fato � que n�o prestam aten��o a "alguma coisa", mas prestam aten��o a "todas as coisas". "Quando na sala de aula, percebem o movimento fora da sala, pela janela ou pela porta, �s outras crian�as que se distraem, a mosca que voa, etc..."
Thon Hartmann volta no tempo fazendo uma compara��o com a era do homem ca�ador e a era da agricultura. O ca�ador primitivo, que n�o estivesse num estado mental de alerta a tudo, observando todos os m�nimos movimentos do seu meio ambiente, estaria em grande desvantagem. Aquele pequeno movimento disperso poderia ser um coelho que necessitaria para seu almo�o; ou o tigre ou urso esperando para fazer dele seu lanche... Se ele focalizasse sua aten��o para um ponto intensamente, no caminho, poderia perder um outro detalhe no seu habitat, e fatalmente ele perderia sua ca�a ou seria ele pr�prio a ca�a. ..
A sociedade moveu-se da ca�a para a agricultura, o homem necessita agora semear, regar e colher, tudo em sua �poca, e sua rotina, onde o agricultor n�o poderia perder sequer um �nico dia e passa a fixar sua aten��o neste servi�o e n�o podia se distrair dele, sob pena de perder a sua colheita.
Um outro aspecto da impulsividade � a impaci�ncia. Um ca�ador pr�-hist�rico descreveria a impulsividade de habilidade de agir e decidir, e desejo de explorar novas e inexploradas �reas.
Thomas Edson, considerado portador de "d�ficit de aten��o ", descreveu como combinava distra��o com impulsividade ajudando-o "como ca�ador" a transformador e inventor.
Ele disse: "Olhe, eu come�o aqui com a inten��o de ir l� (desenhando uma linha imagin�ria) num experimento, para aumentar a velocidade do cabo Atl�ntico, mas quando eu tinha chegado num ponto na minha linha reta, eu encontrei um fen�meno e me dirigi em outra dire��o, para uma coisa totalmente inesperada".
Para um agricultor primitivo, a impaci�ncia e impulsividade seriam um desastre. Se ele deixasse de diariamente acompanhar o crescimento da planta��o, poderia perder a colheita.
Por outro lado os que "gostam de correr riscos" possuem a caracter�stica mais perigosa nos tempos atuais. Encontram-se muitos portadores de d�ficit de aten��o entre a popula��o carcer�ria, em grande n�mero de problemas sociais, incluindo os delinquentes juvenis e adultos desempregados.
Na evolu��o da hist�ria humana os ca�adores foram postos de lado, isolados, mortos ou exilados. Os brit�nicos enviaram os "inadaptados" para a Am�rica e Austr�lia. Hoje, em algumas escolas, crian�as com "d�ficit de aten��o" s�o taxadas, estigmatizadas.
Certamente a sociedade atual d� prefer�ncia aos "agricultores", e as crian�as quietas s�o recompensadas, no modelo do comportamento dos agricultores.
Com a revolu��o industrial, e a introdu��o dos mecanismos de repeti��o, a sociedade complementou o estilo agricultor. A primeira vista ser agricultor na sociedade atual � desej�vel, as agendas s�o acompanhadas, a grama cortada regularmente, as etapas da f�brica s�o desempenhadas dia ap�s dia, regularmente e sem altera��es. S�o, entretanto os "ca�adores" os instrumentos de sociais de mudan�a e lideran�a.
Entre os ca�adores e guerreiros do norte da �ndia e Europa, rituais religiosos eram desenvolvidos e iriam ensinar a focalizar a aten��o e concentra��o. Isto tamb�m acontece na religi�o cat�lica, com a repeti��o do ter�o, servindo de feedback, lembrando constantemente o que deve ser feito n�o deixando a mente vagar. Os mantras e as medita��es, tamb�m eram repetidos todos os momentos. As pessoas com d�ficit de aten��o ou altamente distra�das, tamb�m criariam concentra��o com os rituais religiosos, o que as ajudaria a focalizar a aten��o.
Focalizar a aten��o � uma coisa que n�o viria espontaneamente nessas pessoas, a� pode-se ver um aprendizado de comportamento nessas culturas. Os tibetanos budistas com suas pr�ticas de medita��o, tem o objetivo n�o de esvaziar a cabe�a de pensamentos, mas deix�-la vazia para estarem conscientes completamente.
A baixa autoestima � crucial, e a recupera��o da auto estima � muito importante para fortalecer o indiv�duo e encoraj�-lo a mudan�as.
A compreens�o do problema nos obriga a direcionar e reestruturar a escola e trabalhar melhor o ambiente para melhor acomodar as necessidades do portador do d�ficit de aten��o.
Inaten��o, impulsividade, hyperatividade, inibi��o ou inabilidade, gap entre capacidade e performance podem passar da inaten��o para a concentra��o r�pida. Energia cerebral bipolar. A crian�a pode ser muito perceptiva, curiosa, criativa e inventiva. O atraso de resposta s�o as marcas do do d�ficit de aten��o. Os "sintomas" n�o desaparecem com a idade.
Deve-se levantar a hist�ria cl�nica e a hist�ria familiar dos portadores do d�ficit de aten��o. Verificaremos outros casos na fam�lia com tais caracter�sticas.
� necess�rio compreens�o, determina��o, persevera��o e paci�ncia por parte dos familiares e educadores, que devem desenvolver um trabalho integrado. O objetivo do tratamento (eu diria treinamento) � aumentar a habilidade de focalizar a aten��o com tarefas ma�antes.
� como exercitar um m�sculo. Voc� exercita e ele fica mais forte.
Essas crian�as podem apresentar dificuldades em algumas �reas da vida como aprendizagem, relacionamento, auto-estima, mau-humor, comportamento e rela��es familiares.
Voc� tem que agir o tempo todo, mostrar o que voc� sabe, mas voc� tem outra id�ia antes de acabar com a primeira; ent�o voc� vai para esta outra id�ia, mas certamente a terceira id�ia intercepta a segunda, e voc� tem que segui-la e logo as pessoas est�o lhe chamando desorganizada e impulsiva e toda esp�cie de palavras desagrad�veis que mostram a total falta de compreens�o da situa��o, porque voc� est� trabalhando e se esfor�ando.Inquietos, n�o sabem esperar a vez. S�o r�pidos!
A crian�a pode manter aten��o por muito tempo?
Os portadores de "d�ficit de aten��o" (ADD) possuem 3 caracter�sticas ou componentes:
A Impulsividade tem suas duas manifesta��es. O impulso que � no mundo de hoje o agir sem pensar, no passado refletia um r�pido julgamento, ou r�pida decis�o.

[email protected]
![]() |