1. FALOU
2. JORGE RATO DEVE MORRER
3. A ALMA DO NEGÓCIO
4. EU NÃO BATO PALMAS
5. SILENT BOB
6. CONFLITO MENTAL
7. CAMISA COR-DE-ROSA
8. ESQUADRÃO DE OURO
9. UMA CANÇÃO PARA OS ANARQUISTAS ESPANHÓIS
10. PAU NO CU DA CENA
11. CHILDREN REVOLUTION
12. DEMOCRACY




FALOU (letra: Osvaldo)

Filho da puta moralista tentando nos impor formas de agir, amar, pensar e respirar. Depois vem meter o pau naquilo que não curte enquanto condena “desvios da moral”. Eu posso cagar e comer a merda, enfiar um tronco no meu cu, posso encher a cara até cair. Não estou prejudicando ninguém. ”Libertário”, “anti-opressão”, “anti-sistema”, “consciência na cena”. Falou...
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JORGE RATO DEVE MORRER (letra: Bueno)

Não acreditei quando vi os bares fechando à uma hora da manhã. Me diga agora o que devo fazer pra esquecer minha semana que foi de foder. As discotecas estão abertas, entre e gaste mil reais. Diversão elitizada, Auschwitz revisitada. Jorge Rato deve morrer!
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A ALMA DO NEGÓCIO (letra: Bueno)

Uma marca na TV, uma mulher sorri pra você e um mundo inteiro de possibilidades se revela. Ao som de um solo de guitarra, um slogan e um código de barras lembram que a vida ainda pode ser bela. Curta Coca-Cola, venha para onde está o sabor; mais do que um produto, uma forma de sanar a dor. Um estilo de vida que tem no consumo o seu maior valor. Quando você percebe está com quarenta anos numa sala deprimente, o catálogo de móveis a lhe consolar: “Será que se eu comprar aquela estante eu não ganho de brinde a plenitude da propaganda do Credicard?” E quando os jovens passam a usar drogas dizem que eles só pensam em fugir da realidade, que não passam de covardes que não mereciam existir. Mas qual o sentido, na sociedade contemporânea, do ato de se consumir?
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EU NÃO BATO PALMAS (letra: Victor Pagani e Bueno)

Eu não bato palmas porque eu estou bebendo. Eu não bato palmas porque eu estou fumando. Eu não bato palmas, mas eu bato na barriga porque eu gosto de vocês.
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SILENT BOB


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CONFLITO MENTAL (letra e música: Alcops)

Batem na gente, te dão geral. Polícia presente reprime total. Cerveja na mente: torpor sem igual. Com a turma da Móoca, o conflito é mental. Conflito mental! (Não me leve a mal...)
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CAMISA COR-DE-ROSA (letra: Bueno)

No primeiro dia de aula o menino foi pra escola vestindo uma camisa cor-de-rosa. Logo foi repreendido pelo diretor, um oficial do exército de alto escalão, que lhe disse: “Nada de frescura em minha escola! Vou lhe ensinar a ser durão: subjugue as meninas, se imponha pros rapazes - assim se comporta um cidadão!” O menino voltou pra casa cheio de insegurança, sem saber como devia agir. Inconscientemente, deu um soco em seu irmão; o seu pai começou a sorrir. De repente, ele começou a ser aceito e gostou, mesmo sem ter convicção de que a imagem que ele passava refletia a sua opinião. Mas o que ele não percebeu é que os outros meninos, que pareciam tão durões, tinham tantas dúvidas quanto ele em seus corações.
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ESQUADRÃO DE OURO (letra: Bueno)

Pense nos jovens que tomaram choques nos testículos; nas jovens menstruadas e nuas trancadas com ratos famintos. Pelé e Tostão vão ao México e conquistam o título. Bandeiras são hasteadas, vejam todos como o Brasil é lindo... Canarinhos distraem a população; a águia treina monstros no porão do DOPS. “Brasil: ame-o ou deixe-o” cantado em uma só voz. Corpos foram despejados em cemitérios clandestinos, mas os jornais tinham suas prioridades: o país chorava o roubo da Jules Rimet.
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UMA CANÇÃO PARA OS ANARQUISTAS ESPANHÓIS (letra: poema homônimo de Herbert Read - tradução de Júlia Tettamanzi e Betina Becker)

Ninguém faz um limão dourado,
ele cresce numa árvore verde
Um homem forte de olhos de cristal
é um homem que nasce livre

Os bois passam debaixo da canga
os cegos vão aonde a gente quiser levá-los
Mas o homem que nasce livre tem seu próprio caminho
e uma casa no alto da colina
E homens são homens que cuidam da terra
e mulheres são mulheres que tecem
Cinqüenta são os donos dos limoeiros
e nenhum homem é escravo
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PAU NO CU DA CENA (letra: Osvaldo e 286)

Intriguinhas, fofoquinhas, disputas de popularidade, normas de conduta mais rígidas que as de um convento. Punk Rock Social Club: venha ser assimilado. Punk Rock Social Club: vigie e seja vigiado. A banda na sua camiseta é muito conhecida; não é mais bacana gostar de NOFX. Punk Rock Social Club: venha ser assimilado. Punk Rock Social Club: vigie e seja vigiado. Sorria: você está sendo filmado; todos os seus movimentos estão sendo observados. Entre para a patrulha da cena você também! Venha provar que tem atitude mostrando que os outros não têm.
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