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Come�ando a dirigirPequenos conselhos para o motorista iniciante 21/09/97 Para voc� que come�a a dif�cil tarefa de desvendar os segredos do tr�nsito, eu gostaria de lhe dar algum conforto, j� que a situa��o n�o � mesmo das mais confort�veis: �Diz-se por a� que conselho, se fosse bom, seria vendido, e eu sou obrigado a concordar. Voc�, como iniciante vai ouvir conselhos que lhe meter�o nas mais cabeludas enrascadas. Observe algumas das situa��es: A express�o " - VAI QUE D�", por exemplo, � uma p�rola dos pren�ncios de incidentes, fechadas e palavr�es do tr�nsito. Note bem: quando usamos esta express�o estamos dizendo ao motoristas que N�S ser�amos capazes de nos colocarmos em uma avenida ou em um espa�o apertado sobre muitas vezes voc� n�o poderia desempenhar com seguran�a. Desta situa��o vai a primeira dica: S� CONFIE NA SUA AVALIA��O DE DIST�NCIAS E VELOCIDADES E TREINE A OBSERVA��O SOZINHO. AGRADE�A A SUGEST�O E OLHE VOC� MESMO PARA OS FOCOS DE TR�FEGO. ISSO LHE POUPAR� MUITOS PERCAL�OS. 2- A capacita��o para perceber e trabalhar com um carro em mau estado � uma sugest�o que vale muito para um motorista experiente . Voc� DEVE EXIGIR um carro em bom estado, bem regulado e com todos os itens de seguran�a em dia para que o seu trabalho de dirigir surta resultados satisfat�rios e para que seu aprendizado seja desenvolvido em condi��es normais. Carros em mau estado , unidos � falta de experi�ncia do motorista s�o uma boa f�rmula de se aproximar perigosamente dos acidentes graves. 3- Agrade�a bastante ao instrutor nervoso a ajuda e DESISTA DE APRENDER COM ELE. Se o seu professor n�o tem paci�ncia e calma para lhe deixar errar um pouco e aprender bem, ele lhe causar� medos que comprometer�o todo o resto de seu aprendizado. Deixe o medo para as situa��es reais do tr�nsito, n�o para press�es de "amigos da on�a". 4- Ainda no quesito "paci�ncia", esque�amos do instrutor ! Sempre pensamos, pelas explica��es dos outros, que n�o h� nenhuma ci�ncia no aprendizado de tr�nsito. Bastaria sentarmos ao volante do nosso carro e pronto : Come�ar�amos a dirigir sem qualquer problema ! SER� ??? Lembre-se, h� na atividade de dirigir v�rias habilidades para se desenvolver at� que se alcance desenvoltura. A PACI�NCIA, ent�o, � necess�ria para aprender aos poucos e sempre, num m�todo "homeop�tico", cada detalhe do ambiente no qual circula o motorista. Em outras palavras, seu treinamento deve ser gradual e "passo-a-passo". 5 - Que tal jogar fora os incentivos de terceiros e qualificar o seu aprendizado como uma vit�ria pessoal? Quando ficamos esperando que nossos familiares ou amigos nos incentivem, nos emprestem o carro e ofere�am outros favores e pr�stimos, estamos jogando para os outros tamb�m a vontade de se tornar eficiente e de alcan�ar esta vit�ria. Alguns esfor�os solit�rios para resolver este momento de treinamento resultam em uma satisfa��o mais s�lida da sua necessidade. Mesmo instru�do por um profissional altamente capacitado, procure fazer "Li��o de casa", ou seja, procure come�ar a tirar o carro sozinho da garagem e dar voltas no quarteir�o de casa, caso n�o seja poss�vel desempenhar atividades mais avan�adas. O n�vel deste treinamento individual n�o precisa e n�o deve ser muito alto. Pequenas e f�ceis atividades di�rias rompem a resist�ncia e a inseguran�a naturais ao est�gio inicial do treinamento. A familiaridade com o carro lhe deixar� mais � vontade para avan�ar para as fases posteriores e para exerc�cios mais dificeis. Lembre-se por fim que o treinamento leva algum tempo, ou seja, A CADA DIA SE APRENDE UM POUCO. A desenvoltura nas manobras vem com a REPETI��O delas. 6- Perceba a distin��o entre os conceitos de MANOBRA e OBSERVA��O: A MANOBRA � a atividade de dirigir em si, ou seja, engatar a marcha, soltar a embreagem, acelerar, frear, etc. As manobras s�o involunt�rias, ou seja, s�o desempenhadas automaticamente pelo motorista experiente. Depois de algum tempo de pr�tica o motorista j� nem percebe quando mudou de marcha, quando colocou o p� no freio ou quando acelerou. A OBSERVA��O � a atividade de dominar o meio ambiente, ou seja, olhar par a frente, para os carros � sua volta, para os espelhos, sempre identificando cada poss�vel objeto de tr�fego essencial, ou seja, objetos ( carros, pedestres, ciclistas, animais, cal�adas, postes, etc .) que possam se interpor � nossa trajet�ria nos obrigando a tomar alguma atitude para evitar a colis�o. A observa��o � volunt�ria, ou seja, deve sempre ser trabalhada de maneira que a seguran�a seja privilegiada. Durante toda a vida do motorista ele dever� prestar a maior aten��o poss�vel ao ambiente. Se durante apenas um segundo de toda a sua vida ele se deixar levar por uma distra��o isso ser� suficiente para que ele tenha um acidente de proporc�es incalcul�veis. Durante as aulas eu sempre exemplifico para os alunos com duas situa��es de riscos em manobra e observa��o:
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