SUSPENSÃO

AMORTECEDORES
São peças que absorvem o movimento da suspensão, evitando que o veículo pule após passar sobre algum obstáculo. Baseado em dutos restritos de óleo que correm internamente em baixa velocidade, impede a livre corrida da suspensão para cima e para baixo.
MOLAS
Absorvem a movimentação da suspensão, permitindo que as rodas subam e desçam livremente.
BUCHAS E BORRACHAS
Permitem a movimentação da suspensão absorvendo os choques, ruídos e movimentações.
BRAÇOS ARTICULADOS
São barras e bandejas que prendem as rodas à estrutura do veículo sem impedir sua movimentação.
RODAGEM
Estruturas metálicas ( em aço estampado ou liga leve ) que suportam os pneus. São fabricadas em variados tamanhos para suportar tipos diferentes de pneus.RODAS
PNEUS

FREIOSOs pneus exigiriam um capítulo à parte, mas vou indicar-lhes a procura no site da Pirelli a home page chamada "Universidade dos Pneus". Você terá uma quantidade enorme de informações muito úteis !
São os sistemas para diminuição de velocidade do seu veículo. Outros recursos normalmente usado servem como apoio aos sistemas de freios mas só estes efetivamente diminuem a velocidade do veículo. O estado de conservação do sistema é de suma importância já que envolve o item mais importante da segurança do veículo.

FREIOS POR CINTA
Os primeiros sistemas de freio consistiam de cintas de couro aplicadas a tambores fixados nas rodas dos veículos. Muito pouco eficientes e confiáveis, logo deixaram de ser utilizados.
FREIOS A TAMBOR
Primeiro sistema confiável de freios, consiste de uma grande "panela" afixada à roda do veículo com sapatas internas em amianto ( também chamadas de lonas de freio ) que pressionam a panela ( também chamada de tambor).
FREIOS A DISCO
Sistema mais moderno desenvolvido nos anos 60, inicialmente em aviação, consiste de um disco de aço e uma pinça que pressiona duas pastilhas de liga de amianto contra o mesmo. Muito mais confiável e eficiente que o freio a tambor, é utilizado na dianteira da grande maioria dos veículos de hoje.
Os freios a tambor são ainda utilizados na traseira dos veículos por uma questão de equilíbrio e economia: Quando o freio de um veículo é acionado, seu peso se transfere para a frente, deixando a cargo do freio dianteiro aproximadamente 70 % do trabalho de frenagem.
FREIOS AUTO AJUSTÁVEIS
Os sistemas mais modernos de freios têm ajuste automático para que mantenham sempre a mesma eficiência. Incluem também sensores para indicar no painel do veículo a hora da substituição das peças de desgaste ( pastilhas ou lonas ) .
SISTEMA ELETRICO
Os veículo contam com sistemas elétricos de apoio ao seu funcionamento. Além das facilidades como vidro elétrico, banco elétrico, sistema de fechamento centralizado ( trio elétrico ), o sistema elétrico participa de funções básicas do motor como ignição do combustível dentro do motor e na partida, quando ligamos nosso veículo.
IGNIÇÃOA ignição é o sistema que gera e envia centelhas às velas de ignição do seu veículo. Ela pode ser por platinado, um aparelho antigo de geração de centelha por contato ou pode ser uma ignição eletrônica, gerada por um capacitor que acumula carga até o momento de disparar a centelha.
DISTRIBUIDOR
O distribuidor é um aparelho que distribui a faísca para cada cilindro na hora da explosão. Recebendo a descarga elétrica da bobina, outro transformador de carga elétrica, o distribuidor define qual o cilindro que receberá a faisca de modo a manter a seqüência de explosões do motor ordenada.
REGULADOR DE VOLTAGEM
É o aparelho que mantém a eletricidade do veículo sempre na mesma voltagem. Sem ele o veículo não funciona. Os indícios de que ele não funciona bem são notados quando começam a queimar lâmpadas e aparelhos do carro e não há problemas com a fiação do mesmo.
MOTOR DE PARTIDA
Normalmente ligado ao volante do motor, é um motor elétrico que usa a bateria para fazer o motor rodar até que a queima de combustível comece, ou seja, até que o motor "pegue". É acionado quando viramos a chave do carro na hora da partida.
BATERIA
É uma grande "pilha". Um acumulador de eletricidade feito de placa de chumbo embebidas em uma solução líquida ácida, formando um campo elétrico que mantém cargas elétricas. Fornece energia elétrica para todo o veículo, tanto na hora da partida como para as lâmpadas, alarme, som, aquecedor, limpador de pára-brisas, e tudo o mais que não é acionado mecanicamente pelo próprio motor.
FIAÇÃO
É o conjunto de fios que distribui a eletricidade por todo o veículo. Também conhecido como "chicote" quando reunidos vários fios levando eletricidade a um ponto qualquer do veículo, precisa ser muito bem cuidada para que não se interrompa, impedindo o funcionamento de um determinado acessório.
LÂMPADAS
As lâmpadas de seu veículo têm um equilíbrio muito importante. Como itens de segurança devem ser bem cuidadas não só porque são úteis. Uma vez que uma lâmpada de um circuito se queima, o outro lado do circuito sofre uma sobrecarga e a tendência da outra lâmpada é de se queimar em seguida. Troque as lâmpadas queimadas logo que queimarem.
FUSÍVEIS
São interruptores de circuito que impedem a queima de aparelhos e lâmpadas quando há qualquer problema com a eletricidade do veículo. Quando há um excesso de carga, o fusível se queima e precisa ser trocado. Caso ele seja trocado e volte a queimar, existirá um curto circuito no sistema elétrico. É importante ter sempre fusíveis de reserva para emergências.
DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA
Conhecido pela abreviatura de ANTI BLOCK SISTEM, evita que as rodas parem, ou melhor, travem na hora de freadas mais bruscas. Isso diminui sensivelmente o espaço utilizado para frear e a chance do carro se desgovernar.FREIOS ABS ( ANTI BLOCKING SYSTEM )
CINTO DE SEGURANÇA
O conceito moderno de absorção de choques pelo monobloco ( carroceria ) incluiu um método de fabricação onde o habitáculo do veículo é preservado sempre que há uma colisão. Desta maneira, o impacto é absorvido pelo esmagamento da estrutura só até o habitáculo, preservando a integridade física dos ocupantes.CÉLULA DE SOBREVIVÊNCIA
BARRAS DE PROTEÇÃO
Foi recentemente constatado que as laterais dos veículos se apresentavam vulneráveis em acidentes, atingindo os ocupantes de maneira muito intensa. Com base nesta constatação, desenvolveram-se barras de proteção que em alguns veículos não estão instaladas apenas nas laterais, mas em outros pontos vulneráveis dos mesmos.
CONTROLE DE TRAÇÃO
A potência do motor por vezes leva as rodas que tracionam (que fazem força ) as girar em falso. Quando aceleramos demais em uma estrada de terra, por exemplo, as rodas derrapam, podendo causar um descontrole na direção do veículo. Pensando nisso, os fabricantes desenvolveram sensores e controles que "lêem" se as rodas estão destracionando e aliviam a força que é aplicada a elas. Com isso, só se transfere ás rodas o que for por elas transmitido ao solo sem derrapagens, evitando desperdícios e descontroles.
TABELA DE DEFEITOS
Esta é uma tabela simples para a qual eu gostaria de contar com a colaboração de vocês no sentido de enviarem sugestões para a ampliação da mesma. Ainda com poucos ítens, ela já tem ajudado aos mais leigos acharem a solução mais apropriada para seus problemas !
Sintoma |
defeito |
solução |
FREIOS APRESENTAM UM SOM METÁLICO ( OUVIMOS BARULHO DE METAL RASPANDO ) |
PASTILHAS OU SAPATAS DE FREIOS ACABARAM |
SUBSTITUIR PASTILHAS OU SAPATAS E VERIFICAR SE HOUVE DANOS AO DISCO/TAMBOR. CASO NECESSÁRIO, SUBSTITUIR OS DISCOS OU PANELAS DE FREIO. CASO NECESSÁRIO, SUBSTITUIR O CILINDRO MESTRE OU OS CILINDROS DE RODA. |
PEDAL DE FREIO "ABAIXA" QUANDO O SEGURAMOS PISADO |
ALGUM DOS CILINDROS ( MESTRE ou DE RODA ) COM VAZAMENTO ou ENTRADA DE AR, AR NO CIRCUITO DE FREIO. |
CHECAR O SISTEMA DE FREIOS, SUBSTITUIR PEÇAS DANIFICADAS E O FLUIDO DE FREIOS |
SOLTAMOS A EMBREAGEM E O VEÍCULO NÃO COMEÇA A ANDAR, ou ainda, COMEÇA A ANDAR MAS FICA MUITO ACELERADO |
EMBREAGEM DESGASTADA ou ESPELHADA |
TROCAR CONJUNTO DE EMBREAGEM ( PLATÔ, DISCO E ROLAMENTO) OU DESMONTAR E LIXAR DISCOS |
A CHAVE DO VEÍCULO NÃO VIRA PARA QUE POSSAMOS DAR A PARTIDA |
QUANDO A DIREÇÃO ESTÁ TRAVADA, FICA QUASE IMPOSSÍVEL VIRAR A CHAVE PORQUE A PRÓPRIA TRAVA SEGURA A CHAVE. |
DESENCOSTAR O VOLANTE DA TRAVA PARA QUE A MESMA NÃO IMPEÇA E TORCER A CHAVE. |
A PRIMEIRA MARCHA NÃO ENTRA QUANDO TENTAMOS REDUZIR |
O MECANISMO DE SINCRONIZAÇÃO DAS MARCHAS É PRECÁRIO QUANDO REDUZIMOS PARA PRIMEIRA |
SÓ ENGATAR A PRIMEIRA MARCHA QUANDO O VEÍCULO ESTIVER PARADO OU QUASE PARADO |
O VEÍCULO PUXA PARA UM LADO E "DANÇA" MOLE NA PISTA QUANDO VIRAMOS A DIREÇÃO |
PNEU(S) VAZIO(S) OU FURADO(S) |
MANTER SEMPRE OS PNEUS NA PRESSÃO INDICADA PELA FÁBRICA OU ACIMA, ATÉ O MÁXIMO ESCRITO NO PNEU. NUNCA DEIXE PRESSÃO MENOR |
O VEÍCULO ANDA SOLTANDO UMA FUMAÇA BRANCA ESPESSA PELO ESCAPAMENTO |
ÓLEO SENDO QUEIMADO JUNTO COM O COMBUSTÍVEL |
ANÉIS QUEBRADOS OU SEM EFÍCIÊNCIA, MOTOR CANSADO OU JUNTA DE CABEÇOTE QUEIMADA, NÃO DEIXAR FALTAR ÓLEO. |
QUANDO ANDAMOS COM O VOLANTE TODO PARA O LADO, O VEÍCULO COMEÇA A "ESTALAR" |
JUNTA HOMOCINÉTICA COM PROBLEMAS |
SUBSTITUIR JUNTAS HOMOCINÉTICAS |
QUANDO TENTAMOS LIGAR O VEÍCULO, O MOTOR VIRA MAS NÃO "PEGA" E COMEÇA A CHEIRAR COMBUSTÍVEL. |
VEÍCULO AFOGADO |
PUXAR TODO O AFOGADOR, ACELERAR ATÉ O FUNDO E DAR A PARTIDA ATÉ QUE O VEÍCULO LIGUE ou ESPERAR 10 MINUTOS E DAR A PARTIDA |
QUANDO VIRAMOS A CHAVE DO VEÍCULO, ELE NÃO DÁ A PARTIDA. QUANDO CONSEGUE ALGUM SINAL, DEMONSTRA FRAQUEZA. |
BATERIA FRACA OU DESCARREGADA |
CARREGAR A BATERIA EM CARGA LENTA. CASO A BATERIA ESTEJA ESTRAGADA, SUBSTITUÍ-LA. A BATERIA DURA ATÉ TRÊS ANOS |
UMA DETERMINADA MARCHA "ARRANHA" QUANDO TENTAMOS ENGATAR |
SINCRONIZADOR DA MARCHA QUEBRADO OU EMBREAGEM MAL PISADA |
LEVAR O VEÍCULO PARA O MECÂNICO CONSERTAR O CÂMBIO ou PISAR MELHOR A EMBREAGEM |
O VOLANTE "BALANÇA"QUANDO MANTEMOS UMA DETERMINADA VELOCIDADE |
RODAS FORA DE BALANCEAMENTO |
BALANCEAR RODAS. SEMPRE QUE UM PNEU FOR CONSERTADO, BALANCEAR A RODA NOVAMENTE. |
O VOLANTE FICA PESADO DEMAIS, PRINCIPALMENTE NAS MANOBRAS |
PNEUS MURCHOS |
CALIBRÁ-LOS SEGUNDO O MANUAL DO PROPRIETÁRIO. |
O VOLANTE DO VEÍCULO PUXA PARA UM LADO QUANDO ANDAMOS EM UM LUGAR PLANO |
OU DIREÇÃO DESALINHADA OU PNEU FURADO OU ESTRUTURA TORTA |
DIREÇÃO DESALINHADA, LEVAR PARA ALINHAR, PNEU FURADO SUBSTITUIR, ESTRUTURA DO VEÍCULO TORTA, VENDE-LO ! |
GLOSSÁRIO DE TERMOS DE TRÂNSITO MAIS USADOS:
Aqui também temos o caso de um glossário que vai aumentar de acordo com a colaboração de vocês ! Enviem seus termos e correções aos que já existem.ESTEPE: Pneu sobressalente que em geral está no porta-malas do veículo.
TRAJETO
: É o caminho que escolhemos para chegarmos até o nosso destino. O conjunto encadeado das ruas e avenidas que nos leva até lá.TRAJETÓRIA
: É o posicionamento do veículo nas faixas de rolamento de cada rua ou avenidas pelas quais passamos. É. por exemplo, a orientação que tomamos dentro da faixa da direita, da faixa da esquerda, etc. É o controle de para onde o veículo está se dirigindo em cada exato momento do trajeto.FAIXA DE TRÁFEGO
: É a faixa definida dentro da via pública por onde passamos. Aquela pela qual trafegamos. Por exemplo, a faixa da direita é a faixa mais usada pelos ônibus.PISTA DE ACELERAÇÃO / DESACELERAÇÃO
: É um trecho de faixa especificamente usado nas vias expressas e estradas onde aumentamos ou diminuímos a velocidade para adequarmo-nos ao tráfego local.TRÁFEGO ESSENCIAL
( ou simplesmente tráfego ): A existência de um outro veículo em rota de colisão com o nosso veículo, onde existe a possibilidade de se acidentar caso nenhum motorista desvie seu veículo.INCIDENTE DE TRÁFEGO
: Esta é a definição de um conflito de tráfego sem conseqüência, ou seja, sem colisão, atropelamento, ferimentos, etc. Exemplo: fechadas, freadas bruscas, aproximação muito rápida.ACIDENTE DE TRÁFEGO
: É a definição de um conflito de tráfego com conseqüência, ou seja, com colisão, atropelamento, ferimentos, etc.VELOCIDADE MÉDIA
: É a divisão da distância que percorremos pelo tempo total até o destino. É uma medida que oferece uma idéia do tempo gasto em distâncias que iremos percorrer.VELOCIDADE MÁXIMA
: É a maior velocidade comportada por um determinado veículo. Nem sempre segura, exige o regime máximo do motor do veículo e sugere uma falta total de alternativas no caso de uma perda de controle do mesmo. Deve ser aplicada apenas por motoristas bastante experimentados.VELOCIDADE CONSTANTE
: É a manutenção de uma determinada velocidade para atingir resultados esperados de tempo em viagens, trajetos em cidade, etc.obs.: Todas as marcas registradas direitos de seus detentores.
AÇO ESTAMPADO
: É o aço prensado em grandes prensas para a confecção de grande parte das peças dos veículos.LIGA LEVE
: São misturas de metais leves como o alumínio, o magnésio ou o titânio.BIBLIOGRAFIA
posey, sam (1996) - "in control" (vídeo) , multivision , inc. , u.s.a..
rozestraten, reinier j.a. (1988) - "psicologia do trânsito: Conceitos e processos básicos", edusp.
cet-s.paulo (1990) - "direção defensiva" ( apostila)
bondurant, bob, blackmore, john (1998) - "high performance driving" mbi publishing company, u.s.a.
MOTORCYCLE SAFETY FOUNDATION (1979 ) - "MOTORCYCLE RIDER COURSE" - LIBRARY OF CONGRESS, U.S.A.
DMV -
Department of Motor Vehicles - California Driver Handbook ( 1998 )DL 600 (REV. 3/98) U.S.A.