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Capô
longo, linhas agressivas e uma aerodinâmica bem melhor no modelo
GTS: Cx de 0,35 contra 0,55 do R/T 10
Começa-se a entender esse sucesso
ao primeiro olhar: capô longo, faróis afilados, saídas
de ar nas laterais e à frente do pára-brisa, a grade Dodge
de quatro motivos, os bancos quase sobre o eixo traseiro. O estilo do Viper,
inspirado em antigos esportivos norte-americanos (como os Corvette de outrora),
transmite força e velocidade em doses cavalares. Embora pareça
enorme, tem o comprimento de um Vectra – já o entre-eixos é
curto, similar ao de um Corsa. A traseira baixa e arredondada do roadster
recebeu no cupê um volumoso spoiler, enquanto o bocal de abastecimento
tornou-se similar ao de carros de competição. As agressivas
saídas de escape laterais, pouco antes das rodas traseiras, foram
eliminadas em favor das convencionais na traseira. O coeficiente aerodinâmico
(Cx) melhorou muito com a inclusão da capota: de 0,55 para 0,35.
A área frontal, em contrapartida, passou de 1,79 para 1,9 m2.
A estrela do carro é o motorzão V10 de oito litros. Além da configuração única – só se viu motor de dez cilindros na Fórmula 1 e num projeto Porsche de 1939 que não se concretizou –, é o motor de automóvel com maior cilindrada no mundo e com maior potência nos Estados Unidos. Deriva do utilizado em pickups e caminhões Chrysler, mas é todo de alumínio e adota tuchos hidráulicos roletados. A versão lançada no cupê GTS, 50 cv mais potente, agora equipa também o R/T. São 450 cv e um torque de 67,7 mkgf, quase suficiente para cavar buracos no asfalto. Na linha ’98 traz novo comando de válvulas e sistema de escapamento mais leve. Os números de desempenho são superlativos: 290 km/h de velocidade máxima e 0 a 100 em 4,4 segundos, segundo a fábrica.

O interior do Viper é mais “habitável” do que suas linhas poderiam sugerir. Bancos (com ajuste do apoio lombar), painel, volante e portas são revestidos de couro e proporcionam sensação de luxo e bem-estar. O painel tem mostradores redondos, quatro deles em posição central, acima das entradas de ar. O velocímetro indica 320 km/h! O cupê tem conveniências como controle remoto para abertura das portas, luzes de leitura e um porta-malas de dimensões razoáveis. Os pedais dessa versão são reguláveis: podem ser afastados em até 10 cm por um simples comando sob a coluna de direção. Outro botão desativa a bolsa inflável do passageiro. A capota tem dupla forração, para maior conforto térmico, e o volume do som aumenta conforme a velocidade.
Retomadas
poderosas, 0 a 100 em 4,4 segundos e máxima de quase 300 km/h na
versão cupé
Conforto, de qualquer
modo, é o que menos exige o piloto – digo, motorista – de um Viper.
Embreagem e câmbio requerem esforço e os freios não
têm antitravamento, que poderia prejudicar a sensibilidade. Tudo
isso, porém, perde a importância quando o torque é
despejado no chão. Os pneus traseiros de 335 mm produzem uma nuvem
de fumaça e a traseira pode ser provocada em curvas, saindo conforme
a aceleração imprimida. Nas mãos de motoristas experientes,
um senhor brinquedo de gente grande.

MOTOR - Longitudinal, 10 cilindros em V; comando nos cabeçotes, 20 válvulas. Cilindrada: 7.990 cm3. Potência máxima: 450 cv a 5.200 rpm. Torque máximo: 67,7 mkgf a 3.700 rpm. CÂMBIO - manual, 6 marchas; tração traseira. FREIOS - dianteiros e traseiros a disco ventilado. DIREÇÃO - assistida. RODAS - dianteiras, 10 x 17 pol.; traseiras, 13 x 17 pol.; pneus dianteiros, 275/40 ZR 17; pneus traseiros, 333/35 ZR 17. DIMENSÕES - comprimento, 4,488 m; largura, 1,924 m; entre-eixos, 2,445 m; capacidade do tanque, 72 l; peso, 1.535 kg (GTS).
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