Prof. Dr. Maurício Knobel
 


 

PSICOTERAPIA BREVE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Capítulo 17 do livro " Transtornos Mentais da Infância e da Adolescência" , Nilo Fichtner (organizador), Ed. Artes Médicas, Porto Alegre (1997)
 
Antecedentes:

 É  possível afirmar que as primeiras psicoterapias foram,naturalmente,as hoje chamadas de “breves”, já que baseadas na sugestão , ou na simples escuta afetiva, ou também no contato corporal carinhoso, podiam sim ajudar a quem necessitava acalmar ansiedades ou medos diversos.
Posteriormente, com a compreensão psicanalítica por uma parte, e o aperfeiçoamento das terapias comportamentais, foi possível sistematizar estas aproximações de uma maneira mais efetiva.
 Assim podemos definir a  PSICOTERAPIA  como um procedimento técnico e planificado de um vínculo humano, embaçado num referencial teórico da estrutura da personalidade e dos comportamentos das relações interpessoais, mediante o qual uma ou mais pessoas, adequadamente treinadas, podem tentar ajudar a outra ou outras pessoas que necessitam algum tipo de assistência para aliviar ou melhorar suas condições atuais de vida e assim obter seu melhor nível de desenvolvimento como ser humano.
 Considero necessário esclarecer que meu embaçamento teórico é a psicanálise e que esta circunstância norteia  minha função psicoterapêutica, que começou, fazem já muitos anos com a orientação de Arminda Aberastury na Argentina.
 Esta autora (Aberastury, 1972) destaca a importância dos trabalhos pioneiros de H.Hug-Hellmuth, Sophie Morgenstern , Anna Freud , e Melanie Klein , que foi quem mais determinou sua orientação final em psicanálise de crianças e de adolescentes.De acordo com Aberastury, foi Hug-Hellmuth que primeiro utilizou o desenho para se entender terapêuticamente com as crianças.Depois,Sophie Morgenstern aplicou este instrumento ao tratamento de todas as crianças que a consultavam .Melanie Klein por um lado e Anna Freud por outro fazem uso de brinquedos para realizar seu trabalho psicanalítico com crianças ( Aberastury, 1962 ).
Aberastury, mestre da psicanálise infantil, já em  1972,aponta a necessidade de “outras formas de psicoterapia analítica,com fins e tempos determinados “que já utilizava, em casos específicos em aqueles anos. ( Aberastury, 1972). Malan, segue a Barten e critica rigidez da técnica psicanalítica , e estrutura uma técnica de “ psicoterapia breve “ que chama de “psicoterapia focal”  e que muitos autores consideram muito útil e prática. ( Barten, 1971: Malan, 1976 ).
 Pessoalmente trabalhei estas idéias e considero que delimitei uma conceição que na minha experiência resulta mais prática,técnica e teoricamente. (Knobel, 1977 ; 1983 ).Já tinha  aprendido durante meu treinamento nos Estados Unidos de Norte América, e como residente numa clínica de orientação infantil  (Child Guidance Clinic),onde seguíamos a técnica de F.Allen , discípulo de Rank ,
que incluía no tratamento das crianças os pais e a família com metodologia interdisciplinar (Allen,1945).
 Com essa bases, podemos  agora considerar o que entendemos por  “psicoterapia breve”.

Psicoterapia breve em crianças e adolescentes

 A  “psicoterapia breve” , em geral, é uma psicoterapia plurifocal na qual o objetivo terapêutico é limitado e a restrição do tempo terapêutico surge como uma indispensável instrumentação técnica ,produto de uma premeditação conceptual.
 É um recurso terapêutico específico que os próprios pacientes exigem e impõem pelas suas situações clínicas - nas que cabe incluir as condições familiares e as socio-econômicas - e as disponibilidades de ajuda que é possível oferecer.
 As psicoterapias breves são apresentadas como modelos em expansão de técnicas diversas, e até com base conceptual e teórica tão variada, que fica, em certas ocasiões, difícil determinar sua origem e, em conseqüência, sua compreensão e sua validade. Às vezes é a “inspiração” ou a “intuição” as que determinam uma eleição de alguma chamada “técnica” mais ou menos inteligível e até engenhosa, mas nesses casos é a pessoa do chamado “terapeuta” a que realmente atua, num tipo de intercomunicação que, vai além da sugestão e que merece estudos mais profundos e sérios , e não a simples desqualificação ou a aplicação do termo “charlatanismo” , o que considero um subproduto de nossa mais autêntica ignorância. Entendo que são muitos os problemas a esclarecer e que considerar as nossas técnicas consagradas como as únicas válidas é uma resultante  de uma “contratransferência neurótica” construída sobre a angústia do desconhecido. (Knobel, 1983),
Estas considerações não me apartam da linha psicanalítica que norteia minha técnica psicoterapêutica, porém me obrigam a abrir meu raciocínio as verificações clínicas, já  que como médico sempre procuro me submeter a um velho ditado hipocrático : “a clínica é soberana” .
Não vou me deter agora nas críticas as psicoterapias “tradicionais”,incluindo a psicanálise, nem justificar o uso cada vez mais necessário das psicoterapias breves , e só mencionarei uns assinalamentos de Barten, que comparto com Malan, e que sim considero fundamentais para nossa tarefa :esta psicoterapia breve é “uma nove filosofia de tratamento, permitindo que metas terapêuticas limitadas sejam suficientes para atender às necessidades dos pacientes e, algumas vezes, sejam o tratamento de escolha”. Também implica  numa “ampliação e redefinição de papéis profissionais, incluindo como agentes terapêuticos uma série de especialistas médicos, especialistas de disciplinas afins, paraprofissionais e pessoal não especializado, ( aqui eu pessoalmente acrescento; porém adequadamente treinado ) aumentando a necessidade de técnicas simples, práticas, porém específicas, de consultoria”.( Barten, 1971).
Em relação a psicoterapia breve aplicada na infância , ela representa um valioso progresso ,não tão só do ponto de vista da terapia da criança, porém também dentro da evolução  geral da psiquiatria , pelo fato de introduzir técnicas e pautas interrelacionais na modalidade de tratamento de pacientes , que anteriormente eram pouco consideradas. Refiro-me ao trabalho em equipe,a tarefa interdisciplinar -cada vez mais e mais ampla - e a participação da família e da sociedade (na realidade as condições psico-socio-econômicas) tanto no diagnóstico como no tratamento. Nisto a paedopsiquiatria é pioneira, e a psicoterapia breve da criança vira o modelo da “Psiquiatria Social “.(Knobel,1968, 1969, 1977, 1990).
 As indicações de psicoterapia breve na infância já foram assinaladas em 1972  por Arminda Aberastury e seus colaboradores ,o que obriga ,uma vez a mais, reconhecer o papel de destaque que esta genial psicanalista merece nos estudos,diagnósticos e tratamentos  dos problemas relacionados com a infância na América Latina , e a quem ainda temos a obrigação de recorrer para ,sim,nos atualizar .
 Após falar das psicoterapias de grupo, da necessidade de interação de psicanalistas de crianças com pediatras e odontopediatras (prática negligenciada no Brasil ) , das experiências com grupos de pais e mães e das técnicas de terapia familiar, assinala que “surgiram assim,junto a uma técnica da psicanálise de crianças, outras formas de psicoterapia analítica com fins e tempos determinados, que são as que atualmente usamos com crianças e adolescentes nas seguintes situações: 1) quando devem ser submetidos a cirurgia ; 2) em casos agudos de um sintoma que possa ser focalizado e isolado, como por exemplo, uma perturbação do sono de uma criança pequena ; 3) quando uma criança não aceita um tratamento odontológico por suas ansiedades fóbicas : 4) frente a uma doença mortal da própria criança ou de alguém próximo a ela : e 5) Ante situações familiares que o perturbam e que as atitudes dos pais contribuem a que se tornem patológicas por falta de informações adequadas ou por fornecer uma informação distorcida, contraditória ou enganosa. Isto é freqüente em casos de: a)adoção; b) divórcio; c) morte de familiares ; d) mudanças; e)migrações; f)novo casamento dos pais; g) aparição de irmãos de outro matrimonio e de que não se tinha falado previamente ; e,  h) viagens inesperados dos pais que perturbam a vida familiar.” ( Aberastury, 1972).
 A aplicação de psicoterapia breve em adolescentes ,também exige modificações bem específicas ,e as que me referirei posteriormente.Cabe sim assinalar agora, que as indicações são muitas e variadas. Valem sim,práticamente as assinaladas acima para as crianças , porém convém destacar algumas bem significativas : a) abandono dificultado dos papeis ,obrigações e exigências da infância que vai se perdendo : b) incapacidade de lidar com a “identidade sexual “; c) difícil manejo da  temporalidade; d) o problema de amizades e discriminação de grupos, turmas, gangues, e grupos familiares; e) aceitação conflitiva do novo corpo , e as perturbações concomitantes ; f) relação perturbada na família, especialmente com os pais e irmãos ; g) vulnerabilidade as pressões ambientais como uso de drogas, atos irresponsáveis ou até delituosos ; h) conflitos nas relações afetivas; e g) problemas no aprendizado , conflitos na escolaridade e na aceitação de limites . A lista não está esgotada...
Tanto na infância como na adolescência ,os problemas não são esquemáticos , nem singulares. A superposição de situações que levam aos transtornos de conduta e as alterações psicopatológicas são na realidade, a regra , e cada terapeuta deverá estar preparado para lidar com essas combinações de perturbações e com algumas mais , ainda.
Todo psiquiatra, psicólogo, psicoterapeuta de crianças e adolescentes deve sempre estar preparado para se surpreender. A sociedade nos oferece um inacreditável laboratório de agressividade,violência , perversões , e maldade inumana que atualmente não é possível pensar que nossas crianças e nossos adolescentes ficarão imunes a estas distorções da nossa condição de seres humanos procurando sempre mais saúde,amor e bem estar.
A técnica de tempo e objetivos limitados
A psicoterapia é um fato transcendental na vida de uma criança , e tem uma repercussão imediata e potencial as vezes muito mais significativa do que a psicoterapia pode ter no sujeito adulto. É por isso que considero a psicoterapia infantil extremamente difícil e de grande responsabilidade . Não se trata de uma subespecialidade da psicoterapia , nem de “alguma coisa” que um recém formado , possa tentar praticar. Brincar com uma criança pode até ser útil, porém não é um exercício honesto e ético de uma  técnica profissional. A psicoterapia da infância é uma área hierárquica da psicoterapia ( Knobel, 1968 ) e que constantemente desenvolve técnicas mais sofisticadas e específicas. ( Knobel, 1977) .
 Os trabalhos de autoras como M.Mannoni e F.Dolto na linha psicanalítica e as contribuições da teoria condutista e do condicionamento detalhadas com amplitude, variedade e profundidade no texto dos Barten ,mostram a complexidade  e sérias possibilidades neste campo já bem especializado  que é a psicoterapia infantil. ( Barten e Barten, 1973 ; Dolto, 1973, 1974 ; Mannoni, 1973 ).
 Estudando esta temática com Jaime Szpilka , procuramos resumir a prática tradicional psicanalítica em quatro itens ; 1) estimulação da regressão no paciente; 2) emergência e criação da neurose transferencial ; 3) elaboração fundamentalmente afetiva dos conflitos que vão se detectando ; e 4) mutação de objetos internos a través da projeção e da introjeção como técnicas fundamentais. ( Szpilka e Knobel , 1968 ).
Nossa proposta é uma modificação na técnica e na estratégia psicanalítica , para poder , na prática hoje cada vez mais necessária , tentar ajudar em forma mais rápida  e eficaz  a população que demanda nossos serviços. Surgiu assim o que denominamos psicoterapia de tempo e objetivos limitados ,entendendo que a pessoa possui na sua estrutura psíquica o potencial para compreender seus conflitos e as possibilidades de poder superar ou atenuar os mesmos conseguindo uma estabilidade ego sintônica que permita um processo evolutivo mais saudável , com relacionamentos  humanamente prazerosos , sendo socialmente produtiva , e sem submissões doentias nem rebeldias masoquistas ,e ao mesmo tempo, conquistar seu espaço e respeito na comunidade.
O manejo da transferência , e sua conseqüência imediata ,a regressão,são os pontos mais significativos desta proposta. A transferência espontânea acontece em quaisquer procedimento terapêutico.Entretanto, procuramos, inclusive durante o processo psicoterápico, quando já corresponde ao mesmo, não interpretar em transferência , já que , como psicanalistas sabemos que isso leva a regressões e a uma “neurose de transferência” que consideramos necessário evitar, justamente para não prolongar o tratamento.A proposta é entender a transferência, não interpretarla e sim propor uma interpretação que permita dilui-la no contexto de vida do paciente.
 Um menino e 6 anos foi trazido a consulta por dificuldades escolares (falta de atenção, irrequieto, as vezes briguento ) . Os pais não se dão bem ,e brigam na frente deste seu único filho. Proposta e aceita pelos pais se da inicio a nossa psicoterapia de tempo e objetivos limitados .Se oferecem 12 sessões e o objetivo principal é procurar conscientizar a resposta conflitiva que parece ser sua performance escolar como reclamação a conduta dos pais . Se utiliza o material recomendado por Aberastury para a psicanálise de crianças. No início,não quer me olhar, não liga para os brinquedos oferecidos, nem para o material de  desenho, e interpreto que não gosta de gente grande (não me coloco como figura paterna ou materna rejeitada e/ou rejeitante).Olha para mi com certo despreço.Varias sessões transcorrem da mesma maneira, até que na 5a sessão pega dois carrinhos e bate,reiteradamente um com ou outro,com certa violência , e sem ligar para mi. Interpreto que gente grande briga muito e assim também ele aprendeu a brigar com seus colegas na escola. Responde logo : “Eu não aprendi nada”. Acrescento que assim não da para aprender na escola. Fica encabulado,porém ao terminar a sessão sai se despedindo até a próxima. Chega a esta mais disposto e diz : “não fale nada , eu gosto de brincar sozinho”,e começa a mexer mais delicadamente com os carrinhos; ( para mi isto é um jogo de conteúdo masturbatório), interpreto que gosta sim de mexer com o seu pinto e que também disso não quer falar . ( Este é um outro “foco” do qual os pais nada falaram );ele olha para mi com surpresa e continua com a bricadeira.A minha intervenção é : “pais que brigam,tia que fica brava na escola ,fazem você ficar bravo; assim não da para conversar “.Ele completa:” Você sim que entende”.(Isto eu chamo de “Transferência forçada” ). Aceito que existe agora um diálogo que não posso interpretar em transferência , nem no seu simbolismo , e respondo que eu entendo,sim,para ajudar ele entender o que se passa com ele na família e na escola. Trabalhamos estes conflitos: briga dos pais -sempre ameaça para os filhos- e masturbação que permite um refugio solitário e prazeroso nessa idade.Claro que aqui apresentei o caso parcialmente e só a título ilustrativo.Ven aparentemente , um conflito e logo é possível detectar outros, o que diferencia nossa técnica da classicamente chamada “focal”, já que dentro das possibilidades podemos interpretar -atransferencialmente e sem produzir regressões - as duas ou três situações conflitantes confiando muito na capacidade autoreparatória do Ego , especialmente quando as crianças compartilham esta experiência única, com uma pessoa adulta que procura entender, que acolhe os problemas, que respeita a personalidade infantil , que é capaz de conter raivas e despreços e que assim oferece um modelo diferente de convivência com o mundo adulto.
Apresentei um exemplo, com as limitações obrigatórias de uma comunicação deste tipo e que acho justifica o nome proposto a esta psicoterapia breve.
Quando interpretamos em transferência , resulta inevitável o processo regressivo. Alguns autores não consideram que isto seja um impecilo para a psicoterapia breve, especialmente em crianças, porém considero que regressões durante a terapia acontecem em quasquier edade , e procuro evitar-la para não prolongar o tratamento e não provocar ansiedades desnecessárias. Entendo que isto não é fácil para os treinados na técnica psicanalítica, porém considero conveniente insistir nesta prática, paraeste tipo de tratamento.
Uma consulta foi marcada por os pais de um menino de sete anos, por se eu podía ajudar com o “terrível”problema de sua “debilidade mental” já “inaguantável”. Marcamos um horário, e, para minha surpresa, veio o menino acompanhado de uma babâ. Pedí que entresase no consultórioe sentei me a conversar com ele ( as vezes uma primeira entrevista, en geral, pode ser uma “conversa” ) . Era uma criança linda, gorducha, com um olhar triste. Na verdade eu esperava um oligofrênico e realmente não o parecia. Contratransferencialmente sentí pena e desjo de poder ajudar lo.Perguntei apòs algums instantes, porqué era que vinha aqui e respondeu,con voz baixae tonalidade triste :” Porque eu sou o bobo da classe” . A frase causou impacto em mim. Nenhum oligofrênico pode reconhecer sua patologia tão claramente.Ele estava aceitando uma etiqueta colocada nele. perguntei se queria desenhar alguma coisa, concordou sem emoção manifesta. desnhou uma figura humana pequeninha, porém, muito bem feita. Ficou me olhando e pensei em pular logo para uma interpretação tipo : “Estás me mostrando que eres um nenê, muito pequeninho que aceita tudo o que papai ou mamai mandam fazer...ou dizer”. Isso seria transferêncial ( “me mostrando” ) e regressivo , e decidi não interpretar.Falei que tinha que conversar com a mãe ouo pai para saber mais coisas da vida dele. Fez um gesto de descasso e dando de hombros falou :’Nào vai adiantar...eles não dão bola...” . fiquei angustiado e olhando para ele, tomei o da mão, e acompanhei-o para a sala de espera e entreguei-o a babâ. Foi difícil marcar essa entrevista por falta de disponibilidade dos pais, até que finalmente consegumos um horário para falar com eles. Figuras distantes, arrogantes, profissionaisde sucesso e muito preocupados pela sua vida social. O menino era “insuportável”não se comunicava  nem quando os pais decidiam dedicar a ele algum tempo. brincava sozinho , era bomzinho ainda que as vezes não obedecia ,e eles “sabiam” que provavelmente ele não entendia. A professora já tinha falado de sua “debilidade mental” e como tinhan desistido de quasquer coisa,optaram por um psiquiatra ou” älgo assim” . Aceitei fazer  “algo” e decidi iniciar uma terapia nessas condicões. A simpatia que sentia pelo “gorducho”transformouse em” ëmpatia” e quase não brincavamos a pesar deconversar bastante. Revelou conhecimentos amplos e bem além dos que poderia ter m menino da sua edade.Me abstive de interpretações ransferenciais e demostrar comportamentos bem mais regressivos. Optei por interpretações tipo : “você está bancando o bobo para que  as professoras ,pai, mãe, tios e demais não encham” ; “ O Gordo, estas enganando a toda a família para ficar na tua.Só que nem tu sabes qual é a tua”. Resposta: “Sei sim...quero estudar o que eu gosto” ...Etc. Após 10 sessões consegui uma entrevista com os pais onde procurando me mantener bem profissional,expliquei que o gorducho não era um débe mental e que dberiam procurar prestar mais atenção a o que ele poderia desenvolver. Entrando pelo lado pseudocientífico desses pais ( e ainda que eu quasi não uso o psicodiagnóstico recomendei fazer. Quasi desafiando-me,concordaram en fazer uma psicometria para “verificar”o que eu estava dizendo.Concordamos,indiquei uma psicóloga da área psicopedagógica e em todos os testes de nível intelectual,etc. diou resultados de altíssimo Q. I. (beirando no que algums psicólogosconsidram de genialidade) . Concordamos em procurar professores e escolas mais adequadas e ante a minha insistência aceitaram fazer uma terapia de casal com um colega. Foi uma experiência e tanto ,e o gorducho genial consiguiou sair dessa regressão na que já estava,sem interpretações nem transferenciais nem regressivas. Os pais...não considero necessário falar aqui mais deles.Só direi que uma psicoterapia decrianças e mais,uma de tempo e objetivos limitados não é possível sem uma participação de pais ou sustitutos.
 

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