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8-Propriedades el�tricas dos Meridianos 9-Propriedades Ac�sticas dos Meridianos 10-Linhas de Pesquisa em Meridianos 11-Explora��es neurofisiol�gicas Introdu��oUm dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa, o conceito de Meridiano ainda apresenta alguns aspectos obscuros. Desde a segunda d�cada do s�culo XX, diversas linhas diferentes de pesquisa foram entabuladas com o objetivo de verificar a realidade biol�gica dos Meridianos, suas a��es fisiol�gicas e seus efeitos terap�uticos. As tentativas de encontrar estruturas anat�micas espec�ficas nas regi�es mapeadas foram infrut�feras. Alguns pesquisadores procuraram rela��es entre os meridianos e estruturas anat�micas, que s� correspondem a uma por��o limitada do trajeto de um meridiano. Uma evid�ncia universalmente aceita � a da ocorr�ncia de gradientes el�tricos entre determinados pontos, propriedade esta que � diferente de outras regi�es da pele. Atrav�s da cintilografia, as pesquisas t�m revelado uma distribui��o de radio-is�topos ao longo de trajetos coincidentes com os meridianos. Est� em quase toda a literatura o conceito de Meridiano como linhas do corpo por onde flui energia. O uso deste conceito, e o de "energia" como uma subst�ncia circulante s�o obst�culos para a aceita��o universal da teoria dos Meridianos. Entretanto, evid�ncias cl�nicas e experimentais t�m comprovado a efic�cia terap�utica dos pontos escolhidos segundo um racioc�nio baseado na teoria dos Meridianos. Novas teorias t�m sido propostas, relacionando Meridianos com as estruturas embrion�rias organizativas, e com cadeias neuronais do SNC. Outra, aqui apresentada, prop�e que os Meridianos representam um fluxograma, o desenho dos trajetos de menor imped�ncia el�trica na Rede Neural, preferenciais para o fluxo de Informa��es. Hist�riaOrigensAdmite-se que a forma��o da Teoria dos Meridianos ocorreu entre os s�culos 8o ao 3o a.C. Entretanto, a refer�ncia escrita mais antiga aparece nos textos Zubei shiyi mai jiu jing e Yinyang shiyi mai jiu jing, descobertos em Ma Wang Dui (2). Os documentos, de cerca de 100 a.C., se referem a onze Meridianos, correspondentes aos Wu Zang Liu Fu (Cinco �rg�os e Seis V�sceras). No cl�ssico Huang Di Nei Jing So Wen, ao qual Joseph Needham (3) se refere como um monumento hist�rico (traduz como "O Manual da Medicina do Imperador Amarelo"), aparece outra descri��o dos Meridianos. O Nei Jing, um marco na forma��o da Teoria dos Meridianos, estava pronto na Dinastia Han do Leste - 25 - 220 d.C. (4). Atribui-se ao tratado uma origem muito antiga, puramente lend�ria, j� que o Imperador Amarelo teria vivido entre 2797 e 2696 a.C. A estrutura do livro � de di�logo, entre o Imperador e os mestres Qi Po, Lei Gong, Iu Fou, Po Gao e Chao Iu. Na verdade a obra foi escrita a partir da reuni�o de manuscritos m�dicos provenientes de diversas escolas. A edi��o mais utilizada hoje � a vers�o comentada por Wang Bing em 762 e atualizada por Lin Yi quatro s�culos depois. No Nei Jing se l� que "Jing Luo s�o linhas do corpo por onde fluem Qi e Xue". No Nei Jing os Meridianos s�o divididos morfologicamente em dois grupos - Jing e Luo, e funcionalmente a eles � atribu�da a capacidade de promover Qi e Xue (Sangue), para reagir �s doen�as e resistir aos v�rios agentes patog�nicos. O per�odo Han � considerado "a idade do ouro da Acupuntura" (5). Nos per�odos subseq�entes, Dinastias Jin, Sui e Yuan foram escritos tratados que fizeram evoluir a teoria. Na Dinastia Ming, Yang Jizhou escreveu o Zhen Jiu Da Cheng, em que exp�e a teoria dos meridianos da forma adotada hoje. Guan Hanheng, He Zhiming, Hu Haitian, 1979 (6), escreveram: "Para posteriores investiga��es nos princ�pios b�sicos da teoria da Acupuntura a da Anestesia por Acupuntura assim como da ess�ncia dos meridianos, � de grande signific�ncia tra�ar a origem e a hist�ria da teoria dos canais e estudar sua forma��o e desenvolvimento". Dizem eles que "A descoberta dos canais se originou da pr�tica. O curso evolutivo do ponto ao canal foi o seguinte: Primeiros, cauterizar a ferida; segundo, testar o ponto com ponta de peda afiada e cauterizar; terceiro, determina��o da localiza��o do ponto e seu nome (descoberta do ponto); e quarto, dos pontos �s linhas que se combinam para formar canais que re�nem pontos de fun��es similares (forma��o dos doze meridianos)". Para Meng Zhaowei, 1979 (7), os dois aspectos Qi e Xue, parecem representar nervos e vasos sang��neos. Segundo ele, "A opini�o tradicional � que os canais se formaram a partir da descoberta dos pontos, e que se constituem da conex�o entre os pontos. Quer dizer - pontos primeiro, canais depois. Entretanto, depois das descobertas arqueol�gicas do distrito de Ma Wang Dui (material de 2.100 anos, da �poca da Dinastia Han Ocidental e antes do per�odo do Nei Jing), este antigo ponto de vista ficou superado. Assim, os canais vieram primeiro, e depois se desenvolveram em pontos. Estavam registradas as bases cl�nicas dos canais, parecendo que se constru�ram sobre os relatos dos pacientes, que descreviam linhas de sensa��o propagada, e que a teoria dos canais � anterior � teoria das v�sceras, j� que n�o havia textos coordenando canais e v�sceras. A atual teoria dos canais foi inteiramente estabelecida no Nei Jing. Comp�em-se de dois aspectos: Qi e Xue, o que parece representar nervos e vasos sang��neos. A determina��o acurada do per�odo do Nei Jing revelaria o per�odo de estabelecimento da teoria dos canais. Tradicionalmente, h� uma concord�ncia em que o per�odo do Nei Jing � o de "Primavera e Outono" e dos "Reinos Combatentes", que correspondem a cerca de 500 a.C. Foram feitos acr�scimos nos anos e per�odos seguintes. O Nei Jing foi finalmente escrito na Dinastia Han do Leste (25-220 d.C.)". No OcidenteAs not�cias sobre a Medicina Tradicional Chinesa v�m chegando ao Ocidente desde o s�culo XVI, nas cartas dos primeiros europeus a atingir a China por via mar�tima. J� em 1671, em Grenoble (8), Harvieu publicou a obra Os segredos da Medicina dos chineses, consistindo no perfeito conhecimento do pulso. Specimen Medicinae Sinicae - De Acupunctura � o t�tulo do livro de Andreas Cleyer, padre da Miss�o Jesu�tica Francesa de Pequim (9), publicado em Frankfurt, em 1682. No ano seguinte, em Londres, Wilhelm Ten Rhyne publicou o Dissertatio de arthritide. Mantissa schematica. De Acupuntura. Clavis Medica ad Chinarum doctrinam de pulsibus, de R. P. Michaele Boymo saiu em N�remberg, em 1686. Em Montpellier, 1787, Josephus Diede defendeu a primeira tese sobre Acupuntu-ra na Eu-ropa - Dissertatio Medico-chi-rurgica de cu-curbitulis, moxa e Acupuntura. A pri-meira apresentada na Faculdade de Medicina de Paris � de 1813, por F- A. Lepage, intitu-lada Recherches Histo-riques sur la M�decine des Chinoises. Em 1810, James Morss Churchill divulgou resultados da aplica��o local da Acupuntura para a dor. Em 1816, o doutor Berlioz publicou o trabalho Mem�rias sobre as doen�as cr�nicas, as evacua��es sang��neas e a Acupuntura. Foi ele o introdutor do uso de est�mulos el�tricos aplicados �s agulhas de Acupuntura, al�m de ter criado o m�todo el�trico de reanima��o card�aca. A d�cada de 20 do s�culo XX presenciou a divulga��o de textos da medicina chinesa, pela primeira vez traduzidos para l�ngua europ�ia, pelo c�nsul da Fran�a em Shanghai, George Souli� de Morant. Tendo presenciado os bons resultados da Acupuntura numa epidemia de c�lera, em compara��o com os medicamentos, Morant dedicou-se ao estudo da medicina chinesa, com entusiasmo que logo se difundiu na Fran�a. O ano de 1939 � marcado pela publica��o do livro de Souli� de Morant L'Acuponcture Chinoise, uma cole��o de tradu��es de textos chineses antigos. A partir da� foi se tornando corrente a pr�tica da Acupuntura no Ocidente. A respeito do conceito de Qi, insepar�vel do de Meridiano, Souli� de Morant escreveu: "Os Antigos, tendo constatado a exist�ncia de alguma coisa que passa num meridiano quando um ponto � excitado, deram a este fluido, a este influxo, o nome de Qi, que n�s traduzimos, na falta de melhor, pela palavra energia". "O ideograma que os Antigos inventaram � composto de elementos que representam a for�a do vapor elevando a tampa de uma panela onde cozinha o arroz. ". A ado��o da express�o "energia" para traduzir o conceito de Qi conduziu a lament�veis equ�vocos, que ainda est�o por ser sanados (ver discuss�o adiante). Conceitualizar � maneira ocidental � estranho ao pensamento chin�s tradicional. Nem os textos cl�ssicos nem os modernos especulam sobre a natureza do Qi, nem tentam Conceitualiz�-lo (10): Qi � percebido funcionalmente - pelo que faz. No livro "Acupuncture - A Comprehensive Text", editado em Shanghai na d�cada de 1980, l�-se: "Qi significa uma tend�ncia, um movimento, algo na ordem de energia. � tido como mat�ria sem forma". O ideograma Qi � composto de elementos que representam o vapor se elevando a partir de um feixe de arroz. O ideograma Jing, Meridiano o mesmo usado para um "Tratado", � composto de "fio de seda", "correnteza", e "esquadro".
Estudos Morfol�gicosUm dos tipos de estudos em que se apresentaram evid�ncias significativas da exist�ncia dos Meridianos s�o os que revelam aspectos histol�gicos a eles relacionados. Plummer (21) mostrou que sob o ponto de Acupuntura se encontra geralmente um orif�cio de passagem para um vaso e um nervo. Para Bossy (22), os vasos e os nervos representam estruturas anat�micas importantes para a maioria dos pontos de Acupuntura. Zhu-Z e Xu-R (23), em 1990, numa observa��o do n�mero, distribui��o e caracter�sticas dos mast�citos sob as linhas de menor imped�ncia (Meridianos) de 19 membros amputados de pacientes portadores de osteoblastoma, demonstraram que o n�mero de mast�citos sob os Meridianos era significativamente maior do que nas regi�es controle. Explora��es funcionaisAtrav�s de explora��es fisiol�gicas, muitas evid�ncias foram levantadas, que comprovam os efeitos da a��o terap�utica sobre os Meridianos, como os trabalhos de Cheng-L; Wu-K; Qie-Z (24), com o papel do Qi ao atingir as �reas afetadas, promovendo a circula��o do sangue e removendo estases sang��neas; ou de Tao-Z; Jin-Z; Ren-W (25), "distribui��o segmentar de neur�nios sensoriais dos pontos "ganshu", "pishu", "liangmen", "qimen" e a Ves�cula Biliar"; ou You-Z; Hu-X; Wu-B; Zhang-W; Liang-D (26), com Observa��es experimentais das rela��es entre o Meridianos do Peric�rdio e a fun��o card�aca. Explora��es neurofisiol�gicas� Sensa��o Propagada ao longo dos Meridianos (PSM)Bastante valorizados na China recentemente, a pesquisa sobre as rela��es entre a percep��o da sensa��o propagada ao longo dos Meridianos e os efeitos da Acupuntura rendeu resultados positivos: Hu-X; Wu-B; Huang-X; Xu-J; Yang-B; Gong-S; Li-B (27), propuseram em 1987 a hip�tese de que a "integra��o da periferia com o SNC" se faria por meio de um processo substancial ao longo dos Meridianos. Mecanismos perif�ricos e centrais funcionaria como um todo. Sustentam que o processo substancial perif�rico � o fator determinante na forma��o da PSM. Wu-B; Xu-J; Hu-X; Yang-B; Li-B (28), relacionaram a PSM com caracter�sticas funcionais do c�rtex cerebral, atrav�s de registros de PESM; You-Z; Hu-X; Wu-B; Zhang-W; Liang-D (29), relataram diferen�as entre o tempos de aparecimento dos efeitos da Acupuntura em sujeitos com e sem PSM no ponto neiguan, mostrando que os efeitos da Acupuntura s�o mais acentuados naqueles que apresentam maior PSM. � Neurofisiologia sensorialAspectos neurofisiol�gicos, como a obstru��o dos efeitos da Acupuntura pela press�o exercida sobre o Meridianos foram descritos (30, 31, 32). Quanto � analgesia por Acupuntura, muitos trabalhos foram publicados, relacionando os Meridianos com o SNC para a obten��o desses efeitos (33, 34). Conclus�es atuais1. Nenhuma estrutura perif�rica pode servir de suporte estrutural para o trajeto completo de um meridiano; 2. Tudo leva a pensar que uma seq��ncia espacial dos centros prim�rios c�rebro-espinhais (rede de interneur�nios da subst�ncia gelatinosa) � a primeira estrutura indispens�vel; 3. A PSM s� encontra suporte no n�vel da �rea somest�sica por meio de centros que apresentam organiza��o topol�gica; J. Bossy (35) sugere que devemos nos limitar a considerar atualmente os canais "como uma realidade subjetiva operacional cujo suporte perif�rico pode por em jogo vasos e nervos, assim como outras estruturas como as do tecido conjunti-vo, sempre considerando que a inerva��o destas estruturas � indispen-s�-vel � a��o da Acupuntura." Segundo Meng Zhaowei (36), "baseado em investiga��es extensivas atuais, os meridianos parecem ser um sistema semi-ner-voso. Possuem atividade mais baixa do que os nervos auton�micos. A velocidade da Sensa-��o Pro-pagada no Meridianos (PSM) � de 1/10 da velocidade de propaga��o de impulsos nos ner-vos auton�micos. A fun��o dos meridianos � de reajustamento das fun��es viscerais atrav�s da superf�cie do corpo. Se n�s dizemos que os nervos som�ticos s�o respons�veis pelo equil�brio r�pido, como primeiro equil�brio, os nervos auton�micos sendo respons�veis por um equil�brio compara-tivamente lento como o segundo equil�brio, ent�o os meridianos seriam respons�veis por um equil�brio ainda mais lento entre as v�sceras e a superf�cie do corpo, sendo o terceiro equil�brio. Os tr�s tipos de equil�brio s�o respons�veis pelo equil�brio geral do corpo como um todo. S�o partes integrantes do sistema de equil�brio na fun��o reguladora de todo o corpo. Teorias ProspectivasHip�tese do substrato neuraxial da organiza��o da rede dos Meridianos Proposta por Jean Bossy (37), sup�e que al�m da organiza��o metam�rica transversal, h� uma organiza��o funcional longitudinal no SNC. "Com efeito, os diferentes centros prim�rios dos cornos dorsais s�o interconectados por uma rede longitudinal de interneur�nios. H� portanto uma correspond�ncia precisa ponto por ponto entre a pele e a medula espinhal." Concebe ent�o que uma s�rie de pontos cut�neos est�o em rela��o estreita com uma seq��ncia de territ�rios neuraxiais. O fato de que a PSM (sensa��o propagada ao longo dos Meridianos) persiste nos membros amputados, e desaparece com a sec��o da medula, revela que o substrato da organiza��o do Meridianos � neuraxial. Al�m disso, os estudos de Werner e Whitsel (38), pelo m�todo dos campos receptivos cut�neos, estabeleceu a exist�ncia de uma organiza��o cortical linear superpon�vel aos Meridianos (39): um microeletrodo progredindo longitudinalmente no c�rtex de macaco, revelou esta organiza��o linear. Teoria Neuronal Tal�micaLee-TN (40), em 1994 apresentou a Teoria Neuronal Tal�mica, "uma base te�rica para o papel do SNC na causa e cura de todas as doen�as. Afirma, o que � contest�vel, que no t�lamo se apresenta uma estrutura topol�gica em forma de "hom�nculo" (o t�lamo apresenta estrutura laminar e em n�cleos). Interessante notar em seu trabalho � a id�ia de que "o SNC est� envolvido em todos os processos patol�gicos", e que "o c�rebro aprende a ficar doente, o que leva aos estados de doen�a cr�nica". Prop�e que blocos de neur�nios ao longo de uma cadeia neuronal no t�lamo representam pontos de Acupuntura na periferia. Que a cadeia neuronal em si representa um Meridiano, e que Qi nada mais � que o fen�meno da neurotransmiss�o. Teoria morfog�nicaUm modelo foi proposto, de que os pontos de Acupuntura s�o centros organizadores na morfog�nese (41). "No n�vel macrosc�pico, s�o pontos singulares (como sinks, sources) no gradiente morfog�nico, no gradiente de fase e no campo eletromagn�tico. Meridianos s�o separatrizes. O padr�o do campo magn�tico no couro cabeludo humano mapeado por SQUID (Superconducting Quantum Interference Device) (42) mostrou que o Du Mai (Vaso Governador) � uma via importante de fluxo magn�tico no couro cabeludo, e tamb�m uma separatriz que divide o couro cabeludo em dois dom�nios de diferentes dire��es de fluxo. Morfologicamente, o Du Mai tamb�m divide a superf�cie do corpo em duas partes. O ponto DM20 � um ponto singular - um sink principal no campo magn�tico de superf�cie. Este padr�o � consistente com o padr�o dos Meridianos, mas � diferente da distribui��o de qualquer nervos, vaso, linf�tico no couro cabeludo. Campos el�tricos e correntes intr�nsecas s�o fatores importantes no controle do crescimento, na migra��o de c�lulas e na morfog�nese". O modelo que relaciona centros organizadores da morfog�nese e controle do crescimento com pontos de Acupuntura, pode explicar qualitativamente a maioria dos fatos sobre o sistema de Meridianos e pontos de Acupuntura, como sua distribui��o, alta condut�ncia el�trica, resposta a est�mulos n�o-espec�ficos, e polaridade da estimula��o el�trica. Como uma rede de singularidades em transdu��o de sinais, os sistema de Meridianos desempenha importante papel na regula��o fisiol�gica e do crescimento. A altera��o da atividade el�trica faz parte da transdu��o do sinal, e pode preceder mudan�as anat�micas durante a morfog�nese, assim como na patog�nese. Pequenas perturba��es em torno dos pontos singulares pode ter efeitos decisivos no sistema. Assim, a manipula��o dos pontos de Acupuntura - os pontos singulares no sistema de transdu��o de sinais, pode ser um meio eficiente de diagn�stico e terap�utica. O modelo tem sido sustentado pelas pesquisas em biologia do desenvolvimento e pode ser testado por t�cnicas dispon�veis. Uma id�ia semelhante foi apresentada por Carneiro no artigo "Sobre os Meridianos" (43) - "A fisiologia do desenvolvimento apresenta regi�es embrion�rias antes de a� se encontrarem c�lulas, o que fez com que se desenvolvesse na biologia uma no��o semelhante ao conceito f�sico de campo" (44). Teoria InformacionalGenes, e o Gen�tipo eram entidades abstratas, antes da d�cada de 1950, mas mesmo assim a Gen�tica evoluia. A descoberta dos �cidos nucl�icos em 1953, por Watson e Crick, criou uma nova perspectiva, a de um substrato f�sico-qu�mico para a informa��o armazenada e expressa pelo genoma. A fun��o neuronal de integra��o da informa��o, desconhecida at� recentemente, levava a supor a exist�ncia de um sistema extra-f�sico, ou sobrenatural para a explica��o dos fen�menos da Acupuntura. Mas a Medicina Tradicional Chinesa n�o prop�e explica��es sobrenaturais, oferecendo explica��es fisiopatol�gicas que trabalham com fatos naturais. O paradigma informacional abre novas janelas para a compreens�o dos processos de regula��o e controle das fun��es org�nicas. A no��o de fluxo de informa��es ao longo da rede neural, e seu processamento pelos centros do sistema nervoso fornece uma outra forma de entendimento das fun��es de recep��o de varia��es de par�metros externos, e das capacidades adaptativas e de aprendizado do Sistema Nervoso Central. O organismo est� em comunica��o cont�nua com o ambiente, cujas varia��es regulam a fun��o neural. A superf�cie corporal oferece uma grande interface, dotada de dispositivos de entrada constitu�dos por c�lulas e mol�culas, que fazem recep��o, transdu��o, armazenamento e transmiss�o de informa��o. Os neurotransmissores s�o os principais agentes da comunica��o, mas tamb�m interv�m os receptores, os canais i�nicos, e os pr�prios o padr�es de impulsos. O processamento da informa��o � efetuado por 100 bilh�es de neur�nios e cerca de 1015 conex�es. Estas conex�es se fazem por meio de combina��es de diferentes neurotrans-missores em diferentes concentra��es, e dos outros elementos envolvidos, permitindo incalcul�veis possibilidades combinat�rias. Informa��o � regida por leis pr�prias, coerentes com a natureza organizacional do sistema vivo. Organiza��o sup�e neguentropia, que implica em informa��o. � uma das categorias fenomenol�gicas. Informa��o � o componente do sistema que lhe d� caracter�sticas organizativas - � o que representa a conex�o, o relaciona-mento entre os componentes. Informa��o est� para Organiza��o assim como Mat�ria e Energia, est�o para In�rcia e Atividade. Meridianos s�o um fluxograma, o desenho dos trajetos de menor imped�ncia el�tri-ca na Rede Neural - canais preferenciais para o fluxo de Informa��es. O que os Meridianos representam n�o � fluxo de energia, e sim de infoma��o. O que mostram � a distribui��o dos canais informacionais - os trajetos de maior declive, de maior probabilidade para o tr�nsito de mensagens atrav�s da Rede Neural. O sistema dos meridianos ou canais existe num espa�o fisiol�gico distinto, ainda n�o explorado, que � o do componente da regula��o e do controle do organismo, o espa�o da informa��o biol�gica. Os tra�ados dos meridianos estabelecidos na China antiga s�o gr�ficos, obtidos a partir de pressupostos da l�gica bin�ria. Sendo o organismo como sistema aberto, efetua trocas de mat�ria-energia e informa��o com o ambiente, e como sistema auto-regulante, disp�e de entradas (input), sa�das (output) e fluxo interno (throughput) de mat�ria-energia e de informa��o. Assim, a Acupuntura n�o � atual s� no uso de tecnologia, mas tamb�m no m�todo, podendo ser dita minimalista, porque com m�nimos est�mulos, com a aplica-��o de pequenos inputs, de baixa energia, mas de grande significado informa-cional, pela especificidade, alcan�a grandes resultados, no sentido da normali-za��o funcional, do incremento das capacidades imunit�rias, auto-regenerativas e restauradoras do organismo, bem como no tratamento da dor. O que prop�e a Medicina Chinesa � ao mesmo tempo uma teoria e um programa de a��o, o que permite uma compreens�o ampla e profunda dos processos biol�gicos e uma operacionalidade, um meio de agir sobre as fun��es no sentido de sua normaliza��o, sendo entretanto um vasto campo aberto � pesquisa, uma ci�ncia em progresso, isto �, de car�ter evolutivo. "Uma vez Yang, uma vez Yin, eis o Tao." Esta frase se encontra no Hi Tseu, que se esti-ma ser o mais antigo fragmento filos�fico a mencionar o Yin-Yang. A frase n�o deve ser entendida como se referindo ao tempo exclusivamente, podendo ser lida "Um lado Yin, um lado Yang, eis o Tao". Est� no Hi Tseu a representa��o gr�fica do Yang por uma linha cont�nua, e do Yin por uma linha interrompida, que vieram a fornecer ao matem�tico alem�o do s�culo XVI, Leibniz, inspira��o para a cria��o da linguagem bin�ria na Matem�tica, o que possibilitou o desenvolvimento da Inform�tica.
Diagrama em que se representam as oito formas resultantes
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