Algumas perguntas mais frequentes:


Gravidez e Crohn ?

N�o h� nenhum problema se da paciente de Crohn ficar gr�vida. Alguns rem�dios podem fazer mal ao feto, assim � recomend�vel informar o m�dico da gravidez.

Apesar de se achar que a doen�a � heredit�ria, n�o � comum os pais ( se o pai ou a m�e forem portadores da doen�a ) transmitirem a doen�a ao filho/filha. O que pode ocorrer � o seu irm�o/irm� ou netos venham a ter a doen�a.

O que causa a doen�a ?

H� v�rias teorias sobre o que causa a Doen�a de Crohn, mas at� agora nenhuma foi provada. Uma delas � que algum agente, talvez um v�rus ou uma bact�ria, afeta o sistema imunol�gico para desencadear uma rea��o inflamat�ria da parede do intestino. Apesar de saber-se que pacientes com essa doen�a tem o sistema imunol�gico com funcionamento anormal, os m�dicos n�o sabem se os problemas imunol�gicos s�o a causa ou o resultado da doen�a.

Quais os Sintomas?

Os sintomas mais comuns s�o, dor abdominal, freq�entemente na parte baixa e a direita do abdomen , diarr�ia ou constipa��o. H� tamb�m sangramento retal, perda de peso e febre. Se o sangramento for abundante e constante, leva a anemia. As crian�as podem ter o seu desenvolvimento retardado.


Qual o melhor Tratamento?

Muitas drogas existem para ajudar no controle da doen�a, mas nenhuma leva a cura. � que se faz � usar uma dieta nutricional, controlar a inflama��o e diminuir a dor abdominal, a diarr�ia e o sangramento retal. � A sulfasalazina freq�entemente diminue a inflama��o , especialmente a do colon. Pode ser usada por longos per�odos e juntamente com outros rem�dios. � pacientes que n�o suportam a sulfasalazina, freq�entemente se d�o bem com outras drogas como as mesalaminas ou 5-ASA � ainda pode-se usar juntamente com esses medicamentos, drogas como cortic�ides, antibi�ticos ou aquelas que afetam o sistema imunol�gico como a azathioprina ou 6-MP.

Dietas ?

Dizem n�o existir dietas espec�ficas para prevenir ou tratar a doen�a. Mas, algumas pessoas tem seus sintomas diminu�dos evitando tomar �lcool, leite e seus derivados, comidas apimentadas, frituras, ou fibras. Como cada pessoa reage diferente, � aconselh�vel que se procure um nutricionista que conhe�a bem a doen�a, e evitar as comidas que percebe fazerem mal. N�o se deve tomar grandes doses de vitaminas, porque al�m de desnecess�rias podem causar efeitos indesej�veis.

Existem Pesquisas ?

Existem alguns laborat�rios pesquisando n�o s� a cura da doen�a, como tamb�m rem�dios que tratem melhor os sintomas, tornando a vida do paciente mais f�cil.

A Isis Pharmaceutical e a Boehringer Ingelheim possuem uma pesquisa sobre um antinflamat�rio chamado Isis 2302, na segunda fase de testes.

O Interleukin 10 que atua como imunossupressor e antinflamat�rio. Os resultados dos testes indicam que o IL10 administrado diariamente por uma semana � seguro e bem tolerado sendo clinicamente eficiente.


Mycobacterium, Paratuberculosis?


Existem v�rias frentes de pesquisas no sentido de se encontrar a causa da doen�a. Os tratamentos usados atualmente s� tratam dos sintomas, tentando trazer aos pacientes um pouco mais de conforto. Em 1913, o cirurgi�o Dr.Dalziel, descreveu uma doen�a que se hoje chamamos de doen�a de Crohn. Ele acreditava que ela era originaria de uma bact�ria chamada "Mycobacterium paratuberculosis". Essa bact�ria causa tuberculose intestinal e paratuberculose, doen�as com sintomas similares ao Crohn.. No entanto, ele n�o pode provar a liga��o . Em 1932, Burrill B.Crohn , o primeiro a documentar a doen�a de Crohn, n�o pode encontrar uma origem bacteriana da doen�a

As pesquisas continuam ainda hoje, no sentido de se estabelecer uma liga��o entre a citada bact�ria e a doen�a.

Qual a rela��o de TENS�O E ANSIEDADE com as doen�as intestinais?

A ansiedade - problema causado pelas press�es da vida - � talvez a emo��o que mais pesa nos ind�cios cient�ficos que a ligam ao come�o da doen�a e ao curso da recupera��o. Quando a ansiedade serve para que nos preparemos para lidar com algum perigo (uma suposta utilidade na evolu��o humana) , est� nos prestando um bom servi�o. Mas a vida moderna a ansiedade �, na maioria das vezes, fora de prop�sito e dirigida para o alvo errado - a raiva se torna patol�gica quando ocorre em circunst�ncias triviais ou quando � invocada pela mente como rea��o equivocada, dirigida ao alvo errado. Repetidos ataques de ansiedade indicam altos n�veis de estresse. A mulher cuja preocupa��o constante lhe causa problemas gastrintestinais � um exemplo did�tico de como a ansiedade e o estresse exacerbam problemas cl�nicos. Num coment�rio de 1993, nos Archives of Internal Medicine, sobre a extensa pesquisa sobre a correla��o estresse-doen�a, Bruce McEwen, psic�logo de Yale, observou um largo espectro de efeitos: comprometimento do sistema imunol�gico a ponto de disparar a met�stese do c�ncer; aumento da vulnerabilidade a infe��es virais,; exacerba��o na forma��o de placas que levam � arteriosclerose e � obstru��o do sangue que causa enfarte do mioc�rdio; acelera��o do in�cio da diabete Tipo I e do curso da Tipo II; e piora ou provoca��o de uma crise asm�tica. O estresse tamb�m pode levar � ulcera��o do trato gastrointestinal, provocando sintomas como colite ulcerativa e doen�as inflamat�rias do intestino. O pr�prio c�rebro est� sujeito aos efeitos de longo prazo do estresse constante, incluindo danos ao hipocampo e, portanto, � mem�ria. De um modo geral, diz McEwen, "crescem os ind�cios de que o sistema nervoso est� sujeito a "desgaste e rompimento"como resultado de experi�ncias estressantes. Ind�cios particularmente fortes do impacto cl�nico da perturba��o vieram de estudos sobre doen�as infecciosas como resfriados, gripes e herpes. Vivemos constantemente expostos a esses v�rus, mas em geral nosso sistema imunol�gico os mant�m � dist�ncia - s� que, sob estresse emocional, essas defesas na maioria das vezes falham. Em experimentos nos quais a robustez do sistema imunol�gico foi avaliada diretamente, descobriu-se que o estresse e a ansiedade o debilitam, mas a maioria desses estudos n�o deixa claro se a gama de enfraquecimento imunol�gico tem significado cl�nico - ou seja, se � suficientemente grande para abrir caminho � doen�a. Por esse motivo, mais fortes liga��es cient�ficas entre tens�o e ansiedade com vulnerabilidade cl�nica v�m de estudos em perspectiva: aqueles que come�am com pessoas saud�veis e monitoram primeiro um aumento de perturba��o, seguido por um enfraquecimento do sistema imunol�gico e o in�cio da doen�a. ( Intelig�ncia Emocional - Daniel Goleman, PhD ) - Vale ler esse livro.


Viajar ?

Os portadores da doen�a de Crohn podem viajar para onde quiserem. Precisam somente ter a m�o alguns recursos, tais como; levar os rem�dios n�o s� em quantidade suficiente para o tempo da viagem, como tamb�m ter um pouco a mais, caso seja necess�rio aumentar a dose. A mudan�a de fuso hor�rio, h�bitos alimentares, stress de viagem podem gerar a necessidade de se ter a dose de medicamentos aumentada, durante esse per�odo; ter o telefone do m�dico assistente para qualquer eventualidade; ter por escrito a medica��o que usa, no caso de ter que procurar um m�dico local.


Stress e Crohn ?

Cientistas j� relacionaram o stress com a doen�a. A tens�o emocional pode influir no curso da doen�a. O acompanhamento de um psicoterapeuta, com conhecimentos das enfermidades intestinais � muito recomendado, ajudando no controle da doen�a e at� fazendo com que os sintomas desapare�am.


Dieta?

O paciente com doen�a cr�nica, precisa de uma boa alimenta��o, para que possam ser repostos no organismo nutrientes, vitaminas e minerais que s�o perdidos devido a dificuldade de absor��o dos alimentos, diarr�ia, apetite reduzido.

Apesar dos m�dicos dizerem que o paciente de Crohn pode comer de tudo, aconselha-se que sejam evitados alimentos condimentados, com gordura, a�ucares, leite e seus derivados, alimentos que contenham fermento.



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