O controle de triatom�neos � atribui��o da Funda��o Nacional de Sa�de (FNS), �rg�o do Minist�rio da Sa�de.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Sa�de de Uberl�ndia , vem propondo a descentraliza��o das a��es relativas ao vetor da doen�a de Chagas. Para tanto, com financiamento da FNS, foram constru�dos junto ao CCZ/UDI laborat�rios de entomologia e Sorologia laborat�rios que se equiparam materialmente e com recursos humanos capacitados para a realiza��o de uma gama de an�lises, dentre elas a identifica��o, a classifica��o de triatom�neos e a pesquisa de T.cruzi em animais encaminhados ao CCZ.
O presente trabalho busca demonstrar a capacidade operacional dos laborat�rios do Centro de Controle de Zoonoses de Uberl�ndia, tanto a n�vel local quanto Regional , assim como apresentar os resultados obtidos pelo laborat�rio de entomologia do Centro de controle de zoonoses ao longo do ano de 1995 no que se refere a triatom�neos examindos no mesmo.
MATERIAIS E M�TODOS
Durante o ano de 1995 a Funda��o Nacional de Sa�de, Distrito Sanit�rio de Uberaba encaminhou para os laborat�rios do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Uberl�ndia, 3.952
triatom�neos,provinientes de 258 localidades situadas em 25 munic�pios do Triangulo Mineiro.
Naquelas localidades foram inspecionados 998 domicilios, predominantemente na �rea rural.
Os animais foram examinados conforme m�todo preconizado pelo Minist�rio da Sa�de em seu �Manual de Normas Sobre Organiza��o e Funcionamento de Laborat�rios de Diagn�stico da Doen�a de Chagas�- Centro de Documenta��o do Minist�rio da Sa�de-1981.Qual seja, exame a fresco de material intestinal dos triatom�meos em solu��o fisiol�gica a 0,85%.
A classifica��o dos animais foi realizada segundo Jeannel, , B.Galv�o e Lent.
Os dados referentes aos animais e proced�ncia foram extra�dos dos boletins de campo da FNS. Os resultados obtidos foram analisados em banco de dados desenvolvido pelo CCZ/UDI, utilizando-se programa Epi Info Vers�o 6.0 da Organiza��o Mundial de Sa�de.
RESULTADOS
Dos animais recebidos, 1.397 (35,34%) ,apresentavam-se secos, 2.491 (63,04%) foram negativos para T.cruzi , 51 (1,30%) estavam positivos e 13 (0,32%) n�o apresentavam condi��es m�nimas para serem examinados (deteriorados), Tabela 1.
Dentre os munic�pios trabalhados, Santa Vit�ria foi o que contribuiu com o maior n�mero de animais encaminhados (976), seguido de Iturama (705), e os munic�pios de Abadia dos Dourados e Monte Carmelo com os menores (um animal cada).
Quanto a localiza��o de captura dos animais em rela��o aos domic�lios pesquisados, 91,97% foram
encontrados no peridomic�lio e 8,03% no intradomic�lio.
Quanto �s esp�cies do T.sordida apresentou predomin�ncia absoluta 95,31% , seguida de P.megistus.
3,79%, e R.neglectus 0,90% dos esp�cimens examinados. Animais de de 4� est�gio predominam (20,04%).
DISCUSS�O
O percentual expressivo de animais secos (34,34%), nos permite algumas suposi��es: 1) uso excessivo de desalojante(piriza), 2) acondicionamento inadequado dos animais, uma vez que os potes de transportes foram aqueles utilizados para coleta de fezes e n�o os de pl�stico r�gido como d�antes, 3)Demora entre o momento de captura e a entrega ao nosso laborat�rio.
Todas estas hip�teses devem ser investigadas no sentido de se reduzir o numero de animais secos, dando-se maior fidedignidade ao inqu�rito no que tange a positividade ou n�o dos esp�cimens.
A positividade encontrada (1,30%), encontra-se abaixo dos padr�es estipulados que seria de 5% no m�ximo.
A predomin�ncia absoluta de Triatoma sordida (95,31%) assim como a supremacia de abrigos peridomiciliares(91,97%), nos leva a avaliar as atuais formas de controle dos triatom�neos, �uma vez que o programa de Controle do mal de Chagas estava voltado para a elimina��o do Triatoma infestans� (Dr.Jo�o Carlos Pinto Dias, comunica��o pessoal,1995), requerendo atualmente uma restrutura��o do mesmo em �reas livres de T.infestans levando-se em considera��o a biologia e o comportamento de outras esp�cies transmissoras da doen�a..
Os galinheiros se constitu�ram o principal abrigo de triatom�neos na �rea trabalhada, pois conforme Torres e Dias, in �Manual Pr�tico para identifica��o e Manejo em Laborat�rio,Secretaria e Estado de Sa�de/Funda��o Oswaldo Cruz, 1982 �Os barbeiros s�o insetos lentos, pouco agressivos e de pequena mobilidade(...)caminham o m�nimo necess�rio para encontrar sua fonte de alimento(...) os barbeiros se mudam de ambiente apenas p�r alimento...�.Estas constata��es se confirmam na �rea trabalhada.
A captura de P. megistus e R.neglectus n�o foi significativa na regi�o trabalhada (3,79% e 0,90% respectivamente)
Quanto ao crescimento, animais de 4� est�gio predominaram (20,04%).
Quanto ao sexo dos animais houve paridade com uma pequena predomin�ncia de fem�as, por�m n�o significativa.
A rela��o entre o n�mero de animais encainhados por munic�pio nos permite supor que outros laborat�rios estiveram envolvidos no trabalho de indetifica��o, classifica��o exame de triatom�neos no ano de 1995. Torna-se importante pois confirmar tal suposi��o para compara��o de resultados e se obter um quadro real da situa��o na regi�o trabalhada.
CONCLUS�O
A proposta de descentraliza��o n�o apenas do programa de controle da Doen�a de Chagas mas como de outras endemias e agravos no munic�pio de Uberl�ndia, vem de encontro a pol�tica de sa�de do Minist�rio da Sa�de. O trabalho acima, pretende apenas demonstrar, que com a parceria estabelecida com a Funda��o Nacional de Sa�de, nosso munic�pio busca demontrar que esta apto a assumir sua parcela de responsabilidade no processo.
Inquestion�vel que outras inst�ncias do poder p�blico devam trabalhar em conjunto com o munic�pio, programando, avaliando e em algumas circunst�ncias participando da execu��o dos programas locais, uma vez que a grande experi�ncia operacional daquelas institi��es n�o pode ser relegada a segundo plano, mas sempre dentro do esp�rito de parceria e coopera��o m�tua, abolindo de vez atitudes de inger�ncia e/ou competi��o extremada.
A fun��o de assessoramento t�cnico, fornecimento de material de consumo e permanete, capacita��o de recursos humanos, cess�o destes , assim como execu��o de servi�os, dever�o ser bem definidos atrav�s de instrumentos legais.
O trabalho/proposta aqui expostos n�o se restringem ao Programa de Chagas, podendo ser analisado como uma proposta global de descentraliza��o, onde as partes envolvidas definam de forma clara a sua participa��o, a bem da Sa�de Coletiva.
BIBLIOGRAFIA
___ Jeannel, B.Galv�o e Lent.
___Manual de Normas Sobre Organiza��o e Funcionamento de Laborat�rios de Diagn�stico da Doen�a de Chagas- Centro de Documenta��o do Minist�rio da Sa�de-1981
___ Torres e Dias JCP -Manual Pr�tico para identifica��o e Manejo em Laborat�rio-Secretaria e Estado de Sa�de/Funda��o Oswaldo Cruz,1982