Artigos traduzidos para o Português

Acelerando a Recuperação da Medula após o Traumatismo

Artigo publicado pela Cure Paralysis Now.
Email: [email protected]

1. Introdução
2. Experimento Humano



1. Introdução por Dr.Wise Young, 8 de Janeiro de1996

Contrário a opinião popular, é a regra geral haver recuperação da medula após um trauma, tornando-se excepção à regra quando a recuperação não ocorre. Nos Estados Unidos cerca de 60% das pessoas vítimas de lesão medular são admitidas no hospital com alguma função motora ou sensitiva abaixo do nível da lesão. Estas pessoas, que são chamadas de portadoras de lesão "incompleta" da medula, e que ainda apresentam uma levíssima sensibilidade ou abilidade de mover um dedo do pé, tendem a recuperar substancial função em seus membros.
Pela média, estas pessoas recobram 59% do que perderam e até 75%, quando tratadas com metilprednisona. Mesmo aqueles que não tiveram função motora ou sensitiva preservadas tendem a recuperar uma média de 8% do que foi perdido e 22% quando são tratados com metilprednisona. A recuperação entretanto pode ser muito lenta e levar muitos meses e até mesmo anos. Terapêuticas que podem acelerar a recuperação da lesão medular podem prevenir a degeneração e atrofia de neurônios e músculos desnervados podendo assim, não somente aumentar a taxa de recuperação mas, também contribuir para melhorar na extensão final da recuperação.
Umas das terapias que tem o potencial de acelerar o processo de recuperação da lesão medular é o gangliosídico monossialíco (GM1 ou Sygen). Esta droga é a uma substância encontrada naturalmente no sistema nervoso central. Estudos em animais sugerem que o GM1 pode acelerar a regeneração do cérebro nos animais com lesão medular. Um experimento preliminar envolvendo 35 pacientes sugeriu que o GM1 quando iniciado precocemente, dentro das primeiras 48 horas após a lesão, e continuado diariamente por 4-6 semanas, irá melhorar na recuperação da função motora dos pacientes. No entanto, este experimento foi considerado muito pequeno para ser convincente e um experimento clínico de maior porte foi iniciado em 1993, em 800 pacientes. Neste experimento todos os pacientes receberam a dose padrão de metilprednisona durante as primeiras 24 horas. Metade dos pacientes recebeu então GM1 diariamente e a outra metade recebeu injeção de placebo. Mais de 500 dos pacientes foram escolhidos ao acaso no início do ano e o restante no final do ano. Os resultados são esperados depois de um ano após o início do tratamento mas, estes resultados não poderão ser aplicados a quem está lendo este artigo visto que, a terapêutica foi iniciada em pessoas que receberam o tratamento dentro das primeiras 24 horas da lesão.
Outra terapia potencialmente interessante é a combinação do tratamento envolvendo pregnolona-indometacina-lipopolissacarídeos (PIL). Lipopolissacarídeo é uma toxina bacteriana que possue um efeito inflamatório muito intenso. Indometacina é uma droga antinflamatória com efeitos similares a da aspirina e a Pregnolona é um esteróide produzido no sistema nervoso central e que afeta os receptores GABA, entre outras ações. Guth e col. fizeram um ralatório recente de que a PIL iniciada num período curto logo após a lesão e continuada por 4 semanas, significativamente melhorou a recuperação de ratos de labotatório que sofreram severos esmagamentos da medula. Os mecanismos pela qual atua a PIL nao são bem compreendidos. Embora a inflamação possa ser danosa durante as primeiras horas após a lesão medular, pode também estimular os tecidos reparadores e melhorar o processo de recuperação nos dias e semanas seguintes à lesão. A indometacina presumivelmente ajuda a abrandar alguns dos efeitos colaterais sistêmicos do lipopolissacarídeo. Em alguns casos PIL é um exemplo de um "coquitel de abertura" usado para tratar a lesão medular. É importante enfatizar que os resultados de Guth precisam ser confirmados por outro laboratório antes de ser seriamente considerados para um experimento clínico.
Em sumário, a recuperação da medula é uma regra e não uma exceção, que ocorre quando a medula é lesada. Tratamentos que aceleram a recuperação da lesão medular são usualmente iniciados um dia ou menos após a lesão e continuados por semanas ou meses. Constituídos para estimular a reparação dos tecidos estes tratamentos podem prevenir a degeneração e atrofia da medula e músculos e ainda, não só aumentar o índice de recuperação como limitar a extensão da lesão. Geralmente porque estes tratamentos devem ser iniciados precocemente e ser mantidos durante o período de recuperação imediato eles não podem ser aplicados a quem tem lesão medular cronica isto é, em pessoas que já não estão mais no período de recuperação.



2. Experimento Humano

Em referência ao tratamento, GM1 está agora em fase de experimento clínico; acima de 500 pacientes foram escolhidos ao acaso e os resultados estão sendo aguardados para daqui a cerca de um ano. Entretanto o tratamento provavelmente não será aplicado a pacientes com mais de 24 horas de lesão.

É esperado que o GM1 acelere o processo de recuperação e talvez melhore a extensão da recuperação quando for iniciado dentro das primeiras 24 horas e mantido por cerca de 3 meses. O experimento clínico com GM1 irá mostrar ou não se a aplicação precoce e continuada da terapia com GM1 acelera a recuperação e melhora na extensao da mesma.

Este estudo não nos dirá se o tratamento e útil para os portadores de lesão medular crônica. Eu conversei com seis pacientes que tomaram a droga cronicamente. Um deles (um cirurgião ortopédico) sentiu que o tratamento o ajudou profundamente e os outros não notaram nenhuma diferença.

Aviso: Nenhuma das informações acima ou nenhuma das informação dadas neste site tem a intenção de serem constituídas como consulta médica. Recursos para experimentos em lesão medular cronica ainda estão em falta.

Voltar ao ÍNDICE

Modificações Para Serem Feitas Em Sua Casa

Você vai precisar fazer algumas modificações na sua casa para torná-la mais fácil de transitar depois que você sair do hospital. Se você tem degraus em sua casa, você vai precisar torná-los em rampas para que a sua cadeira de rodas possa subir ou descer para os diferentes níveis da sua casa. Talvez em sua cozinha a pia tenha ficado um pouco alta para você alcançar. Aminha sugestão é que você vá até a sua casa, pelo menos uma vez antes de deixar o hospital, assim você ficaria conhecendo quais as mudanças que devem ser feitas em sua casa para torná-la mais confortável para você.
Existem livros e panfletos que podem lhe dar as medidas exatas e mostram como fazer mudanças. Abaixo você vai encontrar, muito suscintamente, algumas informações que vão te ajudar a entender melhor quais as modificações que você deve fazer em sua casa:

1. Entrada
2. Banheiro
3. Cozinha
4. Quarto


ENTRADA
Se houver algum degrau em sua casa ele vai te impedir de usar a sua cadeira de rodas. O que precisa ser feito é substituir todos eles por rampas. Existem instruções especiais disponíveis para a construção de rampas. Elas devem ser construídas de maneiras que a cada pé de comprimento (30 cm) seja elevada uma polegada (1,6 cm) em altura e elas devem ter no mínimo 36 polegadas de largura, assim a sua cadeira de rodas poderá caber na rampa.


BANHEIRO
Você deverá encontrar problemas para entrar e circular com segurança em seu banheiro, por isso, ele também vai necessitar de algumas mudanças. A porta do banheiro deverá abrir para fora, em direção ao hall, ou então ela deverá ser removida para não ficar no seu caminho. A entrada de seu banheiro deverá ser alargada, assim a sua cadeira de rodas poderá passar por ela. Você necessitará instalar seguradores na sua banheira e no toalete (vaso sanitário) para ter onde segurar quando necessitar de usar o banheiro ou tomar banho. A pia deverá ser elevada ou rebaixada até ficar numa altura onde você poderá facilmente entrar debaixo dela com a sua cadeira de rodas. Seria melhor se pudesse haver um espaço livre embaixo da pia, desta maneira, os tubos que ficam embaixo da pia e que permanecem normalmente espostos deverão ser instalados o mais cobertos possíveis ou protegidos de maneiras que não venham a lhe causar nenhum dano. O chuveiro pode ser abaixado, caso esteja muito alto, e assentos especiais podem ser preparados para serem usados na hora do banho, caso você não possa levantar-se para banhar-se. Outra escolha é usar chuveiros que possuem extensão e que podem ser facilmente deslocados para baixo. O assento do vaso sanitário (toalete) deve estar na mesma altura da sua cadeira de rodas para facilitar a transferência, por isso, verifique se ele deve ser elevado.


COZINHA
Mesas e máquinas devem ter 30-32 polegadas de altura, assim você poderá alcancá-las da sua cadeira de rodas. Quanto a pia, o procedimento é o mesmo do banheiro. A pia deverá ser levantada, assim você poderá facilmente entrar debaixo dela com a sua cadeira de rodas. Seria melhor se pudesse haver um espaço livre embaixo da pia. Os tubos que ficam embaixo da pia e que permanecem normalmente espostos deverão ser cobertos ou protegidos para que não venham a lhe causar nenhum dano. Será mais fácil alcançar os controles do fogão e do forno se eles forem colocados na frente ou em algum painel de controle. A porta do forno deve ser embaixo.


QUARTO
Sua cama deverá ser da mesma altura que a sua cadeira de rodas, assim você poderá fazer a transferência com mais facilidade. Um colchão firme lhe proporcionará mais suporte na hora de você se vestir, se movimentar, levantar ou deitar na cama. A sua cama deverá ficar encostada na parede, assim ela ficará mais estável.


RESUMO
Algumas sugestões foram dadas sobre como modificar a sua casa para que ela fique mais confortável pra você. Caso você ainda tenha dúvidas você deverá perguntar ao seu Terapista Ocupacional ou a quem tiver lhe dando assistência. Existem também alguns manuais disponívies em livrarias e que poderiam lhe ajudar a fazer modificações e adaptações em sua casa.

Aviso: Nenhuma das informações acima ou nenhuma das informações dadas neste site tem a intenção de serem constituídas como consulta médica.

Voltar ao ÍNDICE

ESPASTICIDADE

Esta é uma versão revisada de um artigo que foi publicado originariamente numa edição de verão de 1994, da SCI Life. A tradução deste artigo está sendo realizada com a autorização do Hospital Craig .
Email para contato: [email protected]



Trinta a quarenta anos atrás ninguém, de pleno conhecimento, tinha preocupação com o envelhecimento das pessoas com lesão medular (LM). Voltando aqueles tempos, ninguém acreditava que os sobreviventes de lesão medular viveriam o bastante para se houvesse necessidade de se preocupar com eles. Agora todo este conceito tem sido desaprovado e as coisas tem mudado. Nós temos identificado o assunto e aprendido sobre as preocupações que os sobreviventes enfrentam – problemas como fatiga, dor da estremidade superior, problemas urinários, necessidade de cuidados pessoais.
Espasticidade parece não ter lugar na lista acima mas, muito tem-se pesquisado em torno de espasticidade e o envelhecimento dos que sobrevivem a LM. Sabemos que o que eles tem a nos dizer varia muito. Alguns dizem que suas espasticidade tem piorado ao longo dos anos, outros dizem ter diminuído e outros ainda não tem nada a dizer.
Parece que a medida que os anos vão passando as pessoas vão dando menos atenção a sua espasticidade. Quando nenhum tratamento adequado parece surtir efeito, muitos começam a pensar que espasticidade é igual ao tempo: Você pode se queixar o quanto quiser mas não pode fazer nada a respeito disso. Assim, apesar da espasticidade não ter parado ela não é mais mencionada quando os pacientes vem consultar seus médicos, ou se é mencionada, não é documentada e por causa disto os pesquisadores não tem uma informação precisa sobre o problema. Nós nos apoiamos nas observações clínicas, algumas coisas que soam com lógica e na intuição baseada no nosso conhecimento de fisiologia medular:

O que nós sabemos?

Em teoria existe uma razão para suspeitar que com o passar dos anos a espasticidade pode chegar a diminuir. A condução nervosa diminui ao longo dos anos por causa da degeneração que ocorre nas células do corno anterior. A massa muscular e o tamanho das fibras pode diminuir, a circulação do sangue que passa dentro da medula também pode diminuir e tudo isto pode levar a diminuição da espasticidade.
Mais importante do que isto é saber que muitas pessoas ao longo dos anos aprendem a lidar de uma maneira mais efetiva ou se tornam mais "confortáveis" com suas espasticidades. Assim, os pacientes se tornam mais fortes e aprendem a dominar seus espasmos; aprendem a identificar quando eles vão acontecer e com isso conseguem evitá-los. Alguns "usam a espascticidade" para esvaziar suas bexigas, para fazer transferências, para se vestir ou mesmo para se levantar e andar. Outros dizem que a espasticidade serve para manter o seu tonus muscular e melhorar a circulação. Alguns suspeitam de que mantem os ossos fortes e melhor mineralizados. Verdade ou não, a espasticidade não deve ser algo inteiramente ruim.

Sinais de Cuidado:

Mudança na espasticidade, dependendo da sua idade, é frequentemente um sintoma de problema. Sensações de que algo está errado e que você tlavez não esteje apto a sentir, o seu sistema nervoso pode perceber e fazer aumentar a espasticidade como resposta.. Dentro do seu sistema nervoso, talvez a mais séria complicação, chamada de cisto ou cavidade na medula (algumas vezes chamada de seringomielia pós traumática) pode estar começando a ser formada e o aumento da espasticidade é um sintoma comum desta complicação. Entretanto, a diminuição ou o desaparecimento da espasticidade pode algumas vezes também ser um sinal de cisto. Outras doenças que podem ser desenvolvidas na medula como tumores, Síndrome de Guillain-Barré, mielite transversa, ou um acidente vascular da medula também podem causar mudanças da espasticidade. Além disso, problemas gerados fora do sistema nervoso podem aumentar a espasticidade e a infecção urinária, distensão severa da bexiga ou uma ferida na pele são alguns exemplos.
Finalmente pode haver mudanças em VOCÊ que tornem a espasticidade pior sem que ela esteja piorando em si mesma. Dor na junta do ombro, fatiga, fraqueza geral podem ser mais difíceis de lidar do que a própria espasticidade mas, acaba por aparecer que é a espasticidade quem está aumentando. O principal é: não ignore uma mudança significante na sua espasticidade.

Dois Pontos de Vista Diferentes

Então, quanto de espasticidade é demasiado? A menos que você seja uma daquelas pessoas que "anda sobre a sua espasticidade," espasmos incontroláveis podem fazer uma vida completamente miserável.
John tem uma lesão incompleta de C6. Ele pensou por muito tempo sobre a qualidade de sua vida e já chegou ao ponto onde todos os tratamento para espasticidade já foram drásticamente tentados. Após muitos anos de espasmos incríveis e mega doses de antiespasmódicos ele estaria pronto a sacrificar sua sensação sexual para realizar um procedimento cirúrgico que irá destruir seus nervos abaixo da lesão. "A vida esta próxima do impossível," diz ele. "Eu temo ficar na cama e minhas pernas me levarem para fora dela." Seus quadris estão se deslocando por causa da espasticidade e ele está tomando tantas drogas que a sua memória está falhando. Ele tentou rizotomias e obteve um breve tempo de alívio. No momento ele está em uso de uma bomba de Baclofen implantada em sua pele.
Phil também tem uma terrível espasticidade; ele se queixa de que isto está piorando a sua escoliose. Ele é independente em sua cadeira de rodas mas, ele diz que a sua espasticidade "interfere muito." Ao contrário de John ele pensa que muitas das intervenções são muito drásticas. Por mais de 20 anos, desde que ele quebrou seu pescoço, ele tem tentado diversos tiops de medicações orais. Alguns funcionaram por algum momento outros não mas,acima de tudo, ele não gostou dos efeitos colaterais causados por eles. Ele não considera a rizotomia porque é algo definitivo. Por outro lado ele é uma daquelas pessoas em que a espasticidade o ajuda a fazer transferências. Ele tem pensado um pouco sobre a bomba de baclofen mas está muito hesitante e prefere esperar mais antes de decidir a implantá-la.
Dois pacientes diferentes, duas maneiras diferentes de encarar e lidar com suas espasticidade. Ambos pensaram na bomba de baclofen mas por meios diferentes.
Geralmente a bomba é efetiva mas inúmeras pessoas tem tido bons resultados com a rizotomia também.
A proposta aqui não é promover um tipo ou outro de abordagem para a sua espasticidade ou dizer qual o tipo de decisão você deve tomar quanto ao que fazer. Ao invés disso, queremos ajudar você a aprender a reconhecer o momento de fazer alguma coisa e não o que fazer.

Vinte questões:
Aqui vão algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo:

Está a espasticidade limitando as suas funções?
Existem coisas que a espasticidade impede você de fazer por si mesmo?
A espasticidade está tornando difícel o trabalho dos que te ajudam?
Você está necessitando de mais assistência porque a espasticidade está impedindo de te manter posicionado na cadeira ou porque os espasmos estão te jogando no chão forçando pessoas a ter que te ajudar a levantar?
Existem outros riscos tais como perder o controle na direção do seu carro?
O tratamento que você está utilizando é pior do que o problema?
Os antiespasmódicos estão afetando a sua memória?
Você está dormindoe acordando em ciclos?
Você está gastando muito dinheiro com tratamentos e medicações devido a problemas trazidos pela espasticidade?
Os seus espasmos estão se tornando a cada dia mais difíceis e você já não sabe como lidar com isso?
As dores nos ombros fazem com que você não consiga lutar contra a espasticidade?
A sua espasticidade está frustando o seu assistente pessoal também?
A sua espasticidade está se tornando mais problemática do que os cuidados com a sua própria velhice?
Você não pode ficar mais sozinho por causa dos espasmos?
Alguém precisa estar sempre ao seu lado para te reposicionar na cadeira por causa dos espasmos?
Suas medicações orais pararam de fazer efeito ou tornaram outras medicações inativas?

Pensamento:
Pense sobre isto. É suposto você levar uma vida satisfeito. Apenas você deve poder decidir o que fazer para melhorar a sua qualidade de vida. Se você chegar a conclusão de que é tempo de haver mudanças procure aprender sobre os prós e os contras de cada opção. Então procure a pessoa indicada, que entenda tanto de lesão medular quanto de espasticidade. Esta pessoas vai te ajudar a compreender melhor o que está se passando.
Você está envelhecendo e talvez a sua espasticidade lhe fará companhia por muito tempo mas, se você tem conhecimento das alternativas e suas complicações então talvez você possa fazer com que a espasticidade não seja tão má companhia.

Aviso: Nenhuma das informações acima ou nenhuma das informações dadas neste site tem a intenção de serem constituídas como consulta médica.

Voltar ao ÍNDICE

Mande-me um email
EMAIL

Created and Designed by Flavia Fernandes
Last updated July 19, 1998

This page hosted by Get your own Free Home Page
Hosted by www.Geocities.ws

1