Artigos traduzidos para o Português

CUIDANDO DO SEU INTESTINO – Noções Básicas

Artigo publicado pelo Departamento de Medicina de Reabilitação da Universidade de Washington.
Email: [email protected]

Conteúdo

O que é o intestino e o que ele faz?
Métodos de esvaziar o intestino.
O que é um programa para o intestino?
Fatores que afetam o sucesso do programa.
Clínica da Lesão Medular.

O que é o intestino e o que ele faz?

O intestino é a última porção do seu trato digestivo e é chamado intestino grosso ou colon em sua parte final. O trato digestivo como um todo é um tubo oco que se extende desde a boca até o anus.
A função do sistema digestivo é absorver comida para o corpo e jogar os detritos fora. O intestino é o local onde os detritos da comida são guardados até serem jogados fora do corpo em forma de fezes, ou bolo fecal, através de movimentos intestinais.
Um movimento intestinal acontece quando o reto (a última porção do intestino) se torna cheio de massa fecal e os músculos em torno do anus (esfínter anal) se abre para eliminar a massa.
Com a lesão da medula, danos nos nervos que permitem uma pessoa controlar seus movimentos intestinais podem ocorrer. Se uma lesão medular ocorrer acima do nível de T-12 a habilidade de sentir quando o reto está cheio pode estar perdida. O esfíncter anal mantém-se firme, mas os movimentos intestinais que ocorrem baseados nos reflexos não serão percebidos. Isto significa que quando o reto estiver cheio o reflexo de defecação, chamado de Reflexo Intestinal do Neurônio Motor Superior, ocorrerá promovendo o esvaziamento do intestino sem que a pessoa possa controlar o ato. Este tipo de problema pode ser controlado se este reflexo for provocado em lugar e em tempo socialmente apropriado.
A Lesão Medular abaixo do nível de T-12 pode danificar o reflexo de defecação e relaxar o músculo do esfínter anal. Isto é conhecido como Neurônio Motor Inferior ou Intestino Flácido. Controlar este tipo de intestino pode ser mais problemático e requer tentativas mais frequentes de esvaziamento intestinal e retiradas forçadas ou manuais das fezes.
Ambos os tipos de intestino neurogênico podem ser controlados com sucesso para prevenir movimentos intestinais imprevistos ou outros tipos de probelmas tais como a constipação, diarréia e fecaloma.

MÉTODOS DE ESVAZIAMENTO INTESTINAL

Cada programa intestinal deve ser individualizado visando atender as necessidade pessoais de cada um. O tipo de doença ou de lesão nervosa ( por exemplo, neurônio motor superior ou inferior) deve ser levado em consideração bem como outros fatores (consultar abaixo “Como os Fatores podem Afetar o Sucesso de um Programa Intestinal”). Um programa intestinal pode ter incluído nele qualquer combinação entre os componentes abaixo descritos:

ESTIMULAÇÃO DIGITAL
Movimentos circulares com o dedo índex no reto causam relaxamento do esfíncter anal.

SUPOSITÓTIO
Dulcolax (estimulante do nervo final do reto causam contração do intestino) ou glicerina (puxa água para dentro do bolo fecal estimulando a evacuação).

MINI-ENEMA
Amacia, lubrifica e puxa água para dentro da massa fecal para estimular a evacuação.

REMOÇÃO MANUAL
Extração manual de fezes do reto. Isto pode ser combinado com a técnica de forçar as fezes com a Manobra de Valsalva ( evitar esta técnica se você tem um problema cardíaco).

O que é um Programa Intestinal?
A maioria das pessoas estabelecem um programa intestinal para uma vez ao dia o que deve ir de encontro ao hábito intestinal anterior e ao estilo de vida que elas possuem. O programa normalmente começa ou com o uso de um supositótio ou do mini-enema seguido por um período de espera de aproximadamente 15-20 minutos para que o estimulante aplicado possa fazer efeito satisfatório. Esta parte do programa deve ser realizado preferentemente em um confortável vaso sanitário.
Depois do período de espera, a estimulação digital é feita por 10-15 minutos, até que o reto seja esvaziado. Para evitar danos no delicado tecido do reto, não mais do que quatro estimulações digitais devem ser feitas em cada seção. Aqueles que possuem um intestino flácido frequentemente omitem o supositório ou o mini-enema e começam o programa intestinal usando diretamente a estimulação digital ou a extração manual. A maioria dos programas levam de 30-60 minutos para se completarem.
Um programa intestinal varia de uma pessoa para outra de acordo com suas preferências e necessidades. Algumas pessoas usam somente a metade de um supositório, outras requerem dois supositórios e algumas não precisam nem do supositório e nem do mini-enema. Algumas escolhem aplicar o programa inteiro no leito enquanto outras preferem sentar no vaso sanitário desde o início. Algumas acham que o programa funciona melhor se elas puderem comer ou beber alguma bebida morna enquanto o programa está em progresso outras consideram que isto não ajuda muito. O que é mais importante é descobrir o que funciona melhor para você.

Fatores que podem afetar o sucesso do programa.
Qualquer um dos fatores abaixo relacionados, ou uma combinação deles, podem afetar o sucesso de um programa intestinal. A mudança de um fator poderá produzir resultados quase que imediatos ou poderá levar alguns dias antes que se verifique se os resultados alcançados foram positivos ou não. Por isso, mudar mais do que um fator ao mesmo tempo irá dificultar na identificação de qual dos fatores alterou o programa aumentando, consequentemente, o tempo que se precisa para estabelecer um programa intestinal adequado e estável.

HISTÓRIA INTESTINAL ANTERIOR
Para o sucesso do programa e necessário levar em consideração o seu hábito intestinal no passado.

FREQUÊNCIA
Você pretende aplicar seu programa intestinal pela manhã ou a noite? Sempre no mesmo horário? Depois de uma refeição ou uma bebida morna? Qual o intervalo entre um programa e outro: metade de um dia, um dia, dois dias? (Você deve executar o seu programa intestinal com o intervalo máximo de 2-3 dias para reduzir o risco de constipação, fecaloma e cancer de colon).

PRIVACIDADE E CONFORTO
Alguém usa o banheiro na mesma hora em que você está usando? Você tem tempo suficiente para completar todo o seu programa? O banheiro que você utiliza está adequado para atender as suas necessidades?

STRESS EMOCIONAL
O seu apetite tem sido afetado ultimamente? Você tem estado muito tenso?

POSICIONAMENTO
Onde você executa seu programa: em uma cadeira cômoda, num vaso sanitário elevado, no banheiro, no leito? Provavelmente o programa funcionará melhor se você estiver sentado, por causa da gravidade.

LÍQUIDOS
Qual a quantidade e qual o tipo de líquidos que você ingere? (Suco de laranja e alguns tipos de chá ajudam na estimulação do intestino. Experimente qual o tipo de suco de fruta ou chá funciona melhor para você).

ALIMENTAÇÃO
Quanto de fibras ou celulose (tal como frutas e vegetais, germen de trigo, casca de trigo, sementes e cereais) você come? Algumas comidas (tais como batatas, pão branco e banana) podem contribuir para a constipação enquanto outras (tais como excessiva ingestão de certas frutas, cafeína ou comidas apimentadas) podem amolecer as fezes ou até mesmo causar diarréias.

MEDICAÇÃO
Algumas medicações (como codeína, probantina, antiácidos a base de alumínio) podem causar constipação, enquanto outras (incluindo alguns antibióticos como a ampicilina, antiácidos a base de magnésio como o Milanta e o Malox) podem causar diarréia. Consulte o seu médico para obter informações a respeito da medicação que você utiliza regurlamente.

DOENÇAS
Gripe, resfriado ou uma infecção intestinal podem afetar seu programa intestinal durante a sua enfermidade. (Mesmo que o seu intestino não seja diretamente afetado, o seu hábito alimentar, ingestão de líquidos ou atividade física podem mudar durante a sua enfermidade o que poderá alterar o seu programa intestinal)

NÍVEL DE ATIVIDADE/MOBILIDADE
Quanto de exercícios você pratica? Quanto tempo você gasta ficando na cama?

CLIMA
Temperaturas quentes aumentam a evaporação dos fluidos orgânicos o que pode levar a uma desidratação e consequentemente a uma constipação intestinal.

MASSAGEM EXTERNA
Massagear a parte inferior do abdomen com movimentos circulares, no sentido horário, isto é, da direita para a esquerda, aumentam a atividade intestinal.

VALSALVA (forçar o movimento para baixo aplicando a Manobra de Valsalva))
Esta técnica não é recomendada para pacientes com problemas cardíacos.

ADAPTADORES
Aparelhos que auxiliam a introdução de supositórios, estensores de dedos ou estimulares digitais podem ser utilizados para te dar uma assistência e estabelecer um programa intestinal com sucesso.

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Aviso: Nenhuma das informações acima ou nenhuma das informações dadas neste site tem a intenção de serem constituídas como consulta médica.

UROLOGIA – COMO CUIDAR DE SUA BEXIGA

Artigo publicado pelo The Charlotte Institute of Rehabilitation (C.I.R.).
Email: [email protected]

Qual o assunto desta seção?

Antes de sua lesão medular você provavelmente nunca deu muita atenção ao seu sistema urinário porque urinar era algo que ocorria automaticamente. Durante os primeiros meses após a sua lesão, você e o grupo de lesão medular que cuidou de você, empregou um bom tempo estabelecendo um programa para lidar com a sua bexiga que agora já lhe parece bem familiar.

Nós iremos explicar:
1. O que é o Aparelho ou Sistema Urinário.
2. Como ele muda após a LM.
3. Os porques do cuidado com a sua bexiga.
4. Como reconhecer e evitar problemas.

O que é Aparelho Urinário?
O Aparelho Urinário consiste dos rins, os ureteres, a bexiga e a uretra.

Como funciona o meu Aparelho Urinário?
Os rins removem o lixo e o excesso e água da corrente sanguínea e formam a urina. A urina então desce pelos ureteres (que são pequenos tubos) até a bexiga. A bexiga é um saco muscular que estica para guardar a urina até a bexiga estar pronta para esvaziar (urinar). Para que ocorra o esvaziamento, a bexiga (também chamado de Músculo Detrusor) contrae e o esfincter da bexiga (que é um músculo circular que age como portão) se abre empurrando a urina através da uretra promovendo o ato de urinar.

O ato normal de urinar
O ato de urinar acontece devido a uma coordenação balanceada entre a bexiga e os esfincteres musculares. Esta coordenação envolve o controle voluntário e involuntário do sistema nervoso. Quando a bexiga se torna cheia são enviadas mensagens ao nível sacral do cordão medular que envia essas mensagens ao cérebro e faz você saber que sua bexiga está cheia. A esta altura você deve decidir se é tempo de urinar ou segurar a urina. Esta é a parte que está debaixo do controle voluntário. Se você decidir que vai urinar o seu cérebro enviará mensagens (impulsos nervosos) de volta ao seu aparelho urinário. A parte involuntária involve a abertura do esfincter muscular e a contração da musculatura da bexiga.

Como a função da bexiga está alterada na Lesão Medular?
Impulsos nervosos que provém da bexiga não podem mais passar de ida e volta para o cérebro deixando você saber que a sua bexiga está cheia e precisa ser esvaziada. Há dois tipos gerais de disfunção da bexiga que podem ocorrer dependendo do nível da lesão. Porque existem variações pessoais, você vai precisar fazer alguns testes para diagnosticar qual é o seu tipo particular de bexiga.
Os tipos de disfunção de bexiga serão descritos a seguir:

Bexiga Neurogênica Motora Superior (Bexiga Reflexa ou Espástica)
Nesta condição, a bexiga tende a reter volumes urinários menores do que antes da LM. Assim como outros músculos do seu corpo apresentam espasmos involuntários os músculos da sua bexiga também apresentam o mesmo.I O resultado é que você poderá ter frequentes e incontroláveis eliminações de urina. Esta tipo de bexiga é comum na maior parte das LM acima do nível sacral.

Bexiga Neurogênica Motora Inferior (Bexiga Flácida)
Neste tipo, a musculatura da bexiga perdeu a habilidade de se contrair e pode ser facilmente distendida e por isso, grandes volumes de urina podem ficar retidos na bexiga. Porque a musculatura não pode se contrair a urina deixará a bexiga apenas quando estiver super distendida (cheia além do limite). A urina transbordará da bexiga como um copo que está demasiadamente cheio de água. Este tipo de bexiga é comum quando a LM afeta o nível sacral da medula dorsal (lesão da cauda equina).

Quais são os teste realizados para checar que tipo de disfunção tem a minha bexiga?
Existem testes, alguns mencionados abaixo, que podem ser feitos para avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário.

Pielograma Intravenoso (PIV)
Um PIV é realizado pela injeção de iodo na veia que é excretado pelos rins e aparece no Raio-X. Este Raio-X mostrará o tamanho, forma e o trabalho dos rins, ureteres e a bexiga.

PRESTE ATENÇÃO: se você tem alergia ao iodo, tenha a certeza de avisar ao seu médico sobre a sua alergia antes do teste.

Seu intestino precisa ser bem esvaziado pela manhã, antes de fazer o teste. É também necessário refrear sua alimentação e ingestão de líquidos na noite anterior ao teste. Os técnicos lhe avisarão da preparação necessária.

Tomografia Renal
O propósito de uma tomografia renal é avaliar a função e o suprimento sanguíneo dos rins. Isto é obtido injetando uma quantidade bem baixa de uma substância radioativa dentro da veia e então radiografar os rins.

Ultrassonografia Renal
Este teste é muito útil para identificar tumores, cistos e pedras no trato urinário. Na ultrassonografia, ondas sonoras (como um sonar) vai de encontro a superfície dos tecidos e uma figura eletrônica é produzida numa tela. Variações na cor da imagem podem mostra detalhes anatômicos ou estruturas definindo então os problemas existentes.

Uretrocistograma
Também chamado de Cistograma é um outro tipo de estudo radiológico que mostra o tamanho e a forma da bexiga. Contraste é injetado através de um catéter que é colocado dentro da bexiga e mostrado no Raio-X. Entre outras coisas, este teste mostra se a urina esta se movendo em sentido contrário no sistema urinário, isto é, da bexiga para os rins. Esta condição é chamada de Refluxo Urinário e acontece devido ao excesso de pressão dentro da bexiga. Esta é uma causa de lesão renal e precisa ser detectada precocemente.

Cistometrograma (CMG)
Um CMG mostra a reação da sua bexiga quando ela está cheia. O teste é realizado inserindo-se um catéter dentro da bexiga e injetando-se volumes conhecidos de gás carbônico (CO2) ou água para dentro dela. Este teste imita a reação da bexiga quando ela está cheia de urina e ajuda a determinar se a sua bexiga tem uma lesão tipo Neurônio Motor Superior ou Neurônio Motor Inferior. A quantidade de pressão que a sua bexiga suporta é também medida neste teste.

Urodinâmica
A avaliação urodinâmica consiste em uma série de estudos que informam sobre o mecanismo de esvaziamento. Testes que tomam parte de um estudo Urodinâmico incluem o Citometrograma, o estudo do fluxo urinário, o estudo das pressões uretrais e a sua resposta a medicações que afetam o esvaziamento. Estes testes também dão informação sobre a atividade do esfincter e pressões uretrais quando a bexiga está cheia e vazia . Auxilia no planejamento do programa para a sua bexiga.

Cistoscopia
A Cistoscopia é um exame onde o urologista vai examinar a sua uretra e bexiga utilizando um catéter com uma luz halogênica introduzido através da uretra. É utilizado para diagnosticar problemas que ocorrem dentro da bexiga e na parede da uretra.

Que outros exames de laboratórios são feitos?
Avaliação de exames de urina e de sangue:

Clearance da Creatinina: Este teste envolve a colheita de toda a urina num período de 24 horas. É um importante indicador da função renal.

Culturas de Urina: Neste teste uma amostra de urina estéril é enviada ao laboratório para ver a presença de bactérias nocivas no trato urinário. Quando a sensibilidade é detectada, antibióticos específicos são determinados para matar a bactéria.

Análise de Urina: A urina é analisada por um número diferente de químicos e produtos celulares para determinar a presença e a quantidade de produtos que aparecem na urina.

Como esvaziar a bexiga após a LM?
Caso você tenha tido uma lesão incompleta você poderá recuperar todo ou algum controle voluntário sobre a sua bexiga ao longo do tempo. Em caso de uma lesão completa você terá que adotar uma ou uma combinação de algumas técnicas descritas abaixo para o esvaziamento da sua bexiga.

Cateterismo
Um catéter é um pequeno tudo de plástico ou de metal flexível que deverá de ser inserido dentro da sua bexiga para drenar a urina. Se este procedimento tiver que ser utilizado muitas vezes durante o dia nós vamos nos referir a ele como Programa de Cateterismo Intermitente ou PCI. No estágio inicial da LM este programa é realizado em todas as pessoas portadoras de LM pela enfermagem mas, deverá ser continuado em casa.
Um catéter que é deixado na bexiga de forma permanente é referido simplesmente como "foley".
Outro tipo menos comum de catéter é o conhecido como Catéter Suprapúbico. Este catéter é colocado através do abdomen dentro da bexiga.
O tipo de catéter adotado depende de muitos fatores e deverá ser discutido com você pelo seu médico assistente.

Esvaziamento Estimulado
Algumas bexigas podem ser mecanicamente estimuladas para serem esvaziadas. Assim como um músculo espástico pode mover quando estimulado algumas bexigas do tipo Neurônio Motor Superior também. Nós chamamos a esse estímulo de "tapping". O "tapping" é feito na parte inferior do abdomen, sobre a bexiga. Uma bexiga do tipo Neurônio Motor Inferior pode ser esvaziada com uma pressão firme sobre a bexiga ou dobrando-se o corpo sobre ela.

Esvaziamento Espontâneo
Algumas bexigas do tipo Neurônio Motor Superior apresentam contrações espontâneas da musculatura. Para aqueles que apresentam disparos involuntários ou tiveram uma esfincterotomia (cirurgia que abre o "portão"da bexiga), utilizar um material coletor os manterá secos. Existem diferentes tipos de catéteres e a equipe que o assiste o ajudará a descobrir qual deles deverá ser o melhor método a adotar.

Quais são meus objetivos ao manejar bem com a minha bexiga?
Existem alguns objetivos básicos a serem atingidos no manuseio de sua bexiga que são:
1. Ter menores volumes de urina na bexiga
2. Ter menor pressão dentro da bexiga
3. Evitar infecção
4. Manter sua pele seca

Como manter o volume de urina baixo dentro da bexiga?
Os volumes da bexiga são mantidos baixo pela:
1. Observação da quantidade de líquidos ingeridos
2. Esvaziando a bexiga rotineiramente

Programa de Cateterismo Intermitente (PCI)
Se você está em um programa de cateterismo intermitente a quantidade de urina que você coleta entre os cateterismos deve ser de 400 ml ou menos. Você deve programar e limitar sua ingestao de líquidos segundo a tabela abaixo:
400 ml no café da manhã
200 ml às 10 da manhã
400 ml no almoço
200 ml às 2 da tarde
400 ml ao jantar
200 ml antes de deitar

Quatro a seis cateterismos realizados em horários regulares durante o dia será o suficiente para que a sua bexiga nao fique demasiadamente cheia. No caso de você ingerir mais líquidos do que permite a tabela acima ou não realizar os cateterismos nos horários previstos você correrá o risco de ultrapassar o limite de 400 ml de urina dentro da sua bexiga.

NOTA IMPORTANTE: Mais do que 500 ml de urina em sua bexiga irá provocar uma super distensão dos músculos da sua bexiga e vai colocar você em risco de ter um refluxo de urina para os rins ou uma infecção urinária.

Foley/Catéter Suprapúbico
Estes tipos de catéteres estão sempre drenando urina e a sua bexiga nunca fica cheia. Desta maneira, você necessita beber mais líquidos do que o normal para que a urina possa levar para fora o depósito de minerais que ocorre normalmente no seu sistema urinário. A sonda de Foley e o catéter suprapúbico devem ser fixados na pele para não provocarem danos na uretra.

Esvaziamento Espontâneo/ Estimulado
Se você está utilizando um destes métodos para o esvaziamento você precisa controlar cuidadosamente sua ingestão de líquidos. Desde que um certo volume de urina disparará o Neurônio Motor Superior para esvaziar a bexiga você precisa saber qual é este volume e assim você poderá saber quando terá que ir ao banheiro para esvaziar sua bexiga. Sabendo qual o volume irá estimular o Neurônio e controlando o volume de líquidos ingeridos (normalmente 125 ml por hora) você será capaz de estabelecer uma rotina de tempo para esvazair sua bexiga.

Como manter baixa a pressão dentro da bexiga?
Algumas bexigas precisam de atingir altas pressões antes de provocar o esvaziamento. Esta pressão muito alta pode fazer com que a urina volte para trás em direção oas rins provocando um Refluxo de urina e causando dano renal. Alta pressão são causadas por:

1. Bexiga Irritável
São bexigas que não suportam grandes pressões. Seu CMG ou teste urodinâmico medirá a pressão e o volume da sua bexiga e verá se este é o seu tipo de bexiga.

2. Discinergia
Isto acontece quando a bexiga se contrae e o esfíncter não abre. É o mesmo que tentar tirar o ar de dentro de uma bola, fazendo pressão para que ele saia, e a boca do balão ficar fechada impedindo o ar de sair. A Disreflexia Autonômica também pode ocorrer com Discinergia. Para manter a pressão baixa, mantenha o volume baixo e trate a discinergia que pode ser tratada tanto com medicamentos para relaxar o esfínter como através de cirurgia. Refluxo pode danificar seus rins sem você ter o conhecimento disto. É um problema que ocorre silenciosamente e exames frequentes poderão detê-lo precocemente. Caso este problema ocorra seu médico deverá mudar a sua maneira de lidar com sua bexiga.

Como evitar infecções?

1. Mantenha regular a ingestão de líquidos assim, o fluido de líquidos irá "carregar" as bactérias para fora e também limitar a formação de pedras o que manterá a urina de aparência amarela cristalina e a bexiga livre de depósitos que favorecem a infecção.

2. Esvazie a sua bexiga rotineiramente e previna a super distensão. Mais do que 400 ml poderá enfraquecer a musculatura da sua bexiga e levar a dois problemas: primeiro, as células musculares enfraquecidas não podem lutar bem contra a infecção. Segundo, os músculos perdem o poder de contração o que fará com que a bexiga deixe urina para trás onde as bactérias poderão crescer.

3. Enquanto no hospital tenha a certeza de que você ou sua enfermeira esteja usando técnica estéril para fazer o cateterismo. Uma técnica "limpa" é aceitável em casa mas não no hospital.

Lembre-se de que, às vezes, a infecção não pode ser totalmente evitada, mesmo quando você aplica as melhores técnicas de lidar com a sua bexiga.

Como eu mantenho a minha pele seca?
A melhor maneira de manter a sua pele seca é seguir cuidadosamente o seu programa de manuseio da bexiga.
1. Esvazie sua bexiga rotineiramente utilizando o método qie melhor funciona para você.
2. Observe a quantidade de líquidos ingeridos.
3. Evite infecção. Infecção pode tornar a sua bexiga irritável o que pode causar incontinência frequente ou vazamento de urina em torno do Foley ou Catéter Suprapúbico.
4. Troque as suas roupas assim que você perceber que estão molhadas.

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Aviso: Nenhuma das informações acima ou nenhuma das informações dadas neste site tem a intenção de serem constituídas como consulta médica.

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Last updated October 23, 1998

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