Este artigo serve apenas como informação. Consulte o seu
médico.
O estudo da dor ou algilogia é um novo campo. No passado
os profissionais não estavam bem preparados para a identificação
apropriada da dor, avaliação e condutas da mesma. De um modo
geral tem havido uma falta de entendimento no processo da dor e da
depressão respiratória causada pelo uso de opiáceos,
preocupações excessivas quanto a dependência do uso
de opiáceos (que agora sabemos não ser da maneira como se
pensava antigamente) e no conhecimento referente à farmacologia
e aos mecanismos de ação de outras drogas e métodos
de tratamento. Diminuir a dor aleatóriamente tem sido mais frequente
do que buscar uma possível causa e cura para a mesma e com
isto muitas dores permanecem mal reconhecidas ou mal tratadas.
A falta de tratamento é uma parte do problema e a falha da terapêutica
outra. Os médicos possuem poucas armas contra a dor e cada arma
ainda possue suas desvantagens. O acetoaminofen e outros remédios
que não necessitam de receituário para a compra são
ineficazes na maior parte das vezes para a maior parte das condições
crônicas. Os opiáceos como a morfina resolvem por um pequeno
período de tempo mas, os pacientes que desenvolvem resistência
a eles requerem doses cada vez mais elevadas para manterem os mesmos efeitos.
Quanto mais aumentamos as doses de opiáceos mais aparecem os efeitos
colaterais como sedação, constipação, náuseas
e vomitos. Como resultado muitos pacientes deixam o tratamento ou apelam
para obter conforto às suas dores às custas de seus próprios
esforços.
Felizmente um número de alternativas vem surgindo no horizonte
e os médicos acreditam que estas novas drogas e metodologias serão
mais seguras e efetivas do que as atuais terapêuticas.
Mito:
A dor é uma parte da minha doença e eu devo telerá-la.
Ainda que seja inconfortável ela não é prejudicial.
Fato:
A dor coloca tensão sobre o corpo e rouba a energia que ele
precisa para combater a doença. A dor interfere no apetite, no sono
e atrapalha as atividades. Mantém você na cama quando o melhor
seria estar se locomovendo e pode tirar uma importante ferramenta do seu
sistema imunológico. A dor crônica pode alterar as células
nervosas na medula causando hipersensibilidade para um mesmo estímulo.
A dor é uma séria condição e deve ser tratada.
Mito:
Bons paciente não se queixam de suas dores.
Fato:
Controlar a sua dor é impotante para o seu bem estar. Seu médico
necessita saber se você está sentindo dor, se a sua dor está
piorando ou se a medicação que você está tomando
não está funcionando. O trabalho do seu médico é
ajudar a descobrir um alívio para a sua dor.
Mito:
Uma dor nova ou que aumenta de intensidade quer dizer que a minha doença
está progredindo.
Fato:
Aumento da dor ou mesmo diminuição do intervalo da dor
pode significar que você está se tornando intolerante à
medicação. Neste caso o seu médico pode aumentar a
dose da medicação que você está tomando ou prescrever
uma outra diferente. Sempre comunique ao seu médico uma dor nova,
diferente ou que tenha mudado de intensidade.
Mito:
Falar a respeito da minha dor irá tirar a atenção
do meu médico da minha doença de base.
Fato:
É um direito seu ter a sua dor aliviada e seu médico
precisa trabalhar juntamente com você para realizar um bom
programa de tratamento para a sua dor. Faça o tempo da sua consulta
ser mais produtivo escrevendo todas as perguntas que você gostaria
de ter esclarecidas sobre a sua doença e sua dor.
Mito:
Os médicos tem uma tendência a prescrever opiáceos
demais e eu devo evitá-los pois temo ficar presa ou dependentes
deles.
Fato:
Os médicos tendem a prescrever remédios que aliviam a
dor. Estudos tem revelado que a chance de ficar dependentes de uma medicação
que alivia a dor é baixa. Caso você esteja tomando uma medicação
de forma regular haverá grandes chances de você requerer quantidades
cada vez menores para o alívio de sua dor.
Mito:
Se eu tomar as medicações eu vou ficar passando mal por
causa dos efeitos colaterais.
Fato:
Quando uma medicação apresenta efeitos colaterais eles
podem ser controlados por outras medicações ou intervenções
adicionais. É importante falar com o seu médico a respeito
de qualquer efeito colateral que você possa estar experimentando.
Mito:
Eu devo esperar até não aguentar mais para poder pedir
por um remédio.
Fato:
A dor de pouca intensidade é mais fácil de ser controlada
do que a dor de grande intensidade. Os médicos descobriram que é
mais fácil tratar uma dor quando ela está no início
ou então mais fraca e, por isso, muitos estão prescrevendo
uma medicação para ser tomada durante o dia. A medicação
tomada de uma forma regular previne de surgir uma dor e cria menos efeitos
colaterais.
Mito:
Se eu tomar muita medicação ela não vai fazer
efeito quando eu realmente precisar dela.
Fact:
As medicações para dor não param de fazer efeito.
Algumas vezes, quando você desenvolver resistência por uma
droga ou a sua dor aumentar, o seu corpo vai necessitar de doses maiores
de uma medicação mais forte (como a morfina por exemplo).
Entretanto, não existe limite de dose máxima para os opiáceos
e a capacidade que eles tem de aliviar uma dor não vai cessar com
o uso. Alguns pacientes podem não ser capazes de lidar com os efeitos
colaterais de doses muito altas de medicações mas, novas
opções para analgesia estão a caminho.