Depois de Welcome to the dollhouse, o diretor Todd Solondz novamente faz uma abordagem cr�tica da sociedade americana, mostrando pessoas que n�o se encaixam no american way of life simplesmente pq n�o conseguem. O meio padr�o agora s�o as pequenas cidades, com �tima situa��o econ�mica, mas pessoas perdidas, sem grandes ideais, pessoas sujas, pervertidas e perdedoras. O curioso � que o pr�prio cinema, digamos independente de Solondz j� � por sua vez imposs�vel de se encaixar nos moldes do cinem�o. A pr�pria carreira e estilo cinematogr�fico de Solondz � um paralelo ao conte�do de seu filme. � f�cil constatar que Solonz � t�o problem�tico e marginal quanto seus personagens. E se nos seus filmes, seus personagens mostram que � dif�cil achar uma solu��o, ele mesmo o conseguiu artisticamente, dialogando com seus problemas atrav�s de sua elogiada carreira como cineasta no gueto independente. Agora, aceitar sua fei�ra � dif�cil, e no fundo Solondz queria ser uma pessoa diferente. Mais f�cil � o caminho escolhido por Solondz: a com�dia escrachada � uma cr�tica � sociedade americana � moda de Altman, e muitos cr�ticos corretamente identificaram as semelhan�as de happiness com Short Cuts. � uma "cr�nica de costumes" onde as hist�rias se entrela�am, como um "filme-painel". Essa � mais uma prova da inten��o �ltima de Solondz em revelar os dem�nios escondidos no v�u do american way of life. A pr�pria condu��o narrativa do filme de Solondz � feita em forma de par�dia ao american way of life. Esteticamente, o filme � super conservador, como abertura de lente, ilumina��o, movimentos de c�mera, dominados pela est�tica comum dos est�dios norte-americanos. J� nos t�tulos e nos cr�ditos, o contraste entre a embalagem conservadora do filme e seu conte�do � gritante, aumentando o contraste entre o mundo pretendido pelos seus personagens e o mundo em que eles realmente vivem. Nesse aspecto, o filme tem um pouco de Lynch. As apar�ncias s�o enganadoras. O executivo brilhante, a escritora brilhante, o psic�logo brilhante, a fam�lia perfeita de acordo com as apar�ncias revelam pouco a pouco por tr�s daquela superf�cie, os verdadeiros fantasmas daquelas pessoas que existem sem elas nem saberem bem por que. O av� separa da esposa ap�s 40 anos de casado mas n�o sabe o porqu�. No almo�o no final do filme, todos est�o reunidos � mesa, mas a incomunicabilidade n�o poderia ser maior, todos est�o sozinhos e procurando algu�m. A mais hip�crita de todos � a escritora que tenta passar a impress�o para todos de que � uma pessoa perfeita, mas trata a todos sempre com sarcasmo. No fundo, ela tem nojo de sua fam�lia, mas tem uma exist�ncia ainda mais f�til. A artificialidade da reuni�o, seu car�ter f�nebre, � violentamente contrastada com a not�cia do filho que finalmente conseguira gozar. Solondz deixa o espectador desconfort�vel ao retratar a hipocrisia e a perda de valores dentro da fam�lia. Em seguida, uma cena com forte ingrediente c�mico � sobreposta � revela��o do filho, a fim de desorientar mais ainda o espectador. O esperma do garoto � lambido pelo cachorro, e depois a m�e beija o animal. � como se o legado de pervers�o do pai ficasse no futuro da fam�lia, atrav�s das (embora t�midas) convesas sobre sexualidade que tinha com seu filho. Em O sacrif�cio, de Andrei Tarkovsky, ap�s a interna��o do pai em um hospital para loucos, vemos o filho sob a �rvore plantada por ambos, repetindo as frases de inquieta��o e questionamento do mundo do pai. I.e. alguma coisa daquele sacrif�cio havia ficado atrav�s da continua��o dos seus questionamentos pelo filho. Algo havia ficado. Solondz faz algo parecido, mas com sentido contr�rio. O desequil�brio evidente no momento inoportuno do flho de contar a novidade, e o fato de a m�e indiretamente ter experimentado o esperma do filho inserem um prolongamento da pervers�o do pai, j� incrustada no cora��o da fam�lia e no futuro atrav�s de seu filho. Al�m disso, assim como em O sacrif�cio, o garoto repetia a frase do pai, o filho viu que seu pai estava certo, pq seguiu suas orienta��es, e realmente conseguiu gozar como o pai havia dito. O desconforto na mesa do almo�o com a not�cia mostra que com a sa�da do pai, o garoto estava sozinho, sem ningu�m para poder compartilhar suas descobertas da pr�pria sexualidade. A incomunicabilidade da fam�lia havia aumentado. Outro fato (com acertado tom c�mico) � que mesmo o irm�o mais novo estava infeliz, pq seu tamagotchi havia morrido. At� mesmo ele procurava algu�m, pq sua rela��o havia acabado por sua culpa. Ainda mais curioso no fato de o garoto ser o �nico feliz no fim do filme (por ter conseguido gozar) � a leve mas expl�cita sugest�o de Solondz que o pai tamb�m teria desejos sexuais com o filho. No constrangedor e fraco di�logo entre os dois, ap�s a pol�cia descobrir o psic�logo (o momento mais denso do leve filme de Solondz), o pai j� claramente afirma que n�o queria penetrar o filho, mas n�o escondeu o desejo de "bolin�-lo" e depois se masturbar. No come�o do filme, quando o filho pergunta ao pai como � feita uma masturba��o, o pai pergunta se o filho quer que o mostre. Logo ap�s, quando o filho pergunta qual o tamanho do p�nis do pai, ele pergunta se quer que o me�a. Solondz mostra que o pai tem um di�logo razoavelmente aberto sobre sexo xom o filho n�o porque como psic�logo ache correto orientar sexualmente seus filhos, mas porque tem interesse no filho, pelas suas pervers�oes sexuais. Nesse ponto, um resumo do filme � o sonho do psic�logo. Na verdade, o pr�prio fato de o psic�logo se orientar com outro psic�logo � uma cr�tica forte ao papel da an�lise. O psic�logo n�o consegue resolver os problemas de seus pacientes, pq est� muito mais preocupado em resolver os seus pr�prios problemas. Ademais, como o psic�logo conseguiria orientar sexualmente o nerd se ele mesmo � um pervertido, i.e. se ele n�o consegue ter um senso nem para ele mesmo?? Mas voltando ao sonho, o psic�logo passeia num parque como num filme de Lynch: o parque tem um verde, natureza bel�ssima, as fam�lias est�o fazendo piqueniques, se divertindo, os meninos correndo, jogado futebol. De repente, o psic�logo tira uma arma e atira em todos, matando v�rias pessoas, e acha curioso pq dessa vez ele n�o se mata no final, e se sente melhor assim. I.e. ele n�o tem mais o sentimento de culpa, ele se assume n�o tendo a raz�o, mas j� consegue conviver com o fato de n�o ter o que se convenciona de raz�o. A cena � interessante, pq o sonho n�o � t�o absurdo como parece. Nos EUA, v�rias hist�rias at� mesmo de crian�as que mataram as outras assim, sem motivo aparente, e n�o se mataram no final est�o se tornando frequentes nos notici�rios. Os americanos sabem que vivem numa sociedade de desequil�brios e se assumem desequilibrados. � certo que queriam ser equilibrados, mas j� que isso escapa ao seu controle, n�o se censuram por isso, vivem segundo sua pr�pria consci�ncia. Esse � um resumo do filme: a hist�ria de pessoas que aparentemente s�o sadias, mas guardam desequil�brios graves de dentro de si. Isso pode ser visto comparando a vida da irm� fr�gil com a vida do russo imigrante. O russo tem outros problemas, como falta de dinheiro e brigas com a amante, mas parece ser bem mais decididoe equilibrado que a americana. Ele mesmo diz "esses americanos est�pidos!!". Na verdade, os americanos t�m tudo, mas enfrentam um problema consigo mesmo que nem eles mesmo sabem o que �. O russo, embora com muito mais problemas imediatos, com menos oportunidades, parece ser uma pessoa mais equilibrada, decidida, menos insegura do que deve ser feito, e do que deve saber para atingir seus objetivos. Os americanos s�o est�pidos para o russo, pq t�m sua oportunidade, mas a desperdi�am "inventando" problemas, sendo neds incapazes de lidar com as dificuldades naturais da vida. E esses desequil�brios tendem a aumentar ainda mais. As crian�as do filme parecem ter um futuro pat�tico. O filme mostra tr�s crian�as: uma � o filho de um pervertido sexual que parece de alguma forma ter aprendido algo com ele (muito entre aspas); o segundo (que n�o aparece), um garoto que tamb�m � violentado, � abandonado pelos pais, faz festinhas e � grosseiro; o terceiro, � um maricas que tem um pai que o oprime. Na mesa do jantar, quando o filho mais velho fala sobre drogas, a m�e repreende a atitude complacente do pai: "hei, essas crian�as s�o o futuro da na��o ...". Solondz claramente parece prever um futuro anda mais nebuloso para o american way of life, j� que as crian�as est�o crescendo em ambientes completamente desestruturados. Uma fatia de hipocrisia do filme � que a irm� fr�gil e o nerd tiveram pelo menos uma oprtunidade de sa�rem da sua vida infeliz. A irm�, no come�o do filme, recusa prosseguir o namoro com um cara que aparentemente tem problemas semelhantes aos dela de aceita��o social. Entretanto, ela n�o aceita, pq se superestima. O cara acaba se suicidando, e todas as pragas rogadas pela m�e do merto paracem ter dado certo. J� o nerd conseguiu o encontro de sua vida com a escritora gostosona, mas � incapaz de se aproximar dela. Ap�s in�meras hesita��es, quando ele finalmente a visita, fica com um nervosismo que o torna ainda mais rid�culo. A pr�pria escritora � uma hip�crita. Em primeiro lugar, finge preocupa��o com sua fam�lia, mas s� tem desprezo por eles, e n�o quer ajudar. Quando resolve ser quase estuprada por um homem para ter uma experi�ncia verdadeira que lhe permita escrever, na verdade quer apenas realizar uma fantasia sexual, e n�o se importa no fundo com o aprimoramento da sua qualidade art�stica. Quando v� que o pervertido que lhe telefona para dizer coisas obscenas � um nerd, feio, gordo, nervosos e desinteressante, ela o evita asperamente. Ela n�o est� aberta a novas experi�ncias como diz, mas quer realizar seus desejos com um homem agressivo, que lhe domine, j� que aparentemente ela est� cansada de ser admirada, dominar suas rela��es, ela tem necessidade de mostrar sua fragilidade, sua feminilidade, atrav�s de um homem que seja at� agressivo com ela. Curiosamente, o que ela precisa � exatamente do russo que a sua irm� encontrou, embora o russo seja claramente inapropriado para as fantasias com um cara doce, um pr�ncipe encantado que a irm� fr�gil procura. O russo � a ant�tese do tipo de homem que a fr�gil irm� precisa e encontra, enquanto o nerd � a ant�tese do tipo de homem que a escritora precisa e encontra. Um subplot mal concebido que d� um tom de com�dia ao filme � a rela��o entre a gordona que se revela uma assassina fria (uma vers�o esquiz�ide de Deneuze em repulsa, de Polanski) e o nerd. Eles aparentemente t�m muito em comum por serem gordos e da dificuldade de relacionamento. Mas o nerd n�o quer se relacionar com uma pessoa semelhante pq se superestima, assim como o caso da irm� fr�gil. Depois de in�meras tentativas dela, os dois ficam aparentemente juntos, mas no jantar de toda a fam�lia d fil\nal do filme, comenta-se que ela foi descoberta pela pol�cia. Em bem vindo a casa das bonecas, Solondz conseguiu um resultado superior, pq tendo menos personagens, Solondz se aprofundou mais nos problemas da menina do filme. O cineasta foi mais a fundo nos dilemas da sociedade americana. O curioso � que no primeiro filme tamb�m a garota teve a chance de ter um namorado razo�vel, mas o desprezou pq se superestimava e queria um pr�ncipe encantado, o loura�o que tocava na banda que obviamente n�o queria nada com ela. Em happiness, por ter mais personagens, e por ser um "filme-painel", Solondz n�o vai explora a fundo os seus personagens, n�o vai at� as �ltimas consequ�ncias nos seus comportamentos. Al�m disso, o tom de happiness � bem diferente de BVCB. Antes, o sarcasmo era impl�cito, como se fosse um sarcasmo do destino, e o estilo do diretor era mais "limpo", mais discreto. Agora, o sarcasmo na condu��o da narrativa � evidente, como na gorda assassina, como o cachorro lambendo o gozo do garoto. A personagem que mais lembra BVCB � a irm� fr�gil, ignorada, boa de cora��o mas uma perdedora, fraca para encontrar as solu��es dos seus problemas. Dessa vez, Solondz quer provocar mais, como o psic�logo que abusa sexualmente de crian�as, e o sarcasmo que tende para o humor negro. Esta � mais uma prova das influ�ncias de Solondz do estilo de Altman. Mas no fundo o diretor � uma cria t�pica do cinema independente norte-americano atual, buscando uma identidade para os americanos m�dios em contraste com o estilo do american way of life. S�o filmes cr�ticos, desiludidos, mas no fundo s�o rom�nticos, pq a aceita��o social ainda passa por encontrar algu�m, e n�o numa revolu��o que mexa nas desigualdades da sociedade. � um movimento portanto conservador e elitista. Note que a irm� fr�gil ignora a greve na sua entrada, e desconhece o drama dos imigrantes. Esses filmes portanto revelam uma cr�tica ao american way of life vinda de pessoas que a princ�pio fariam parte do american way of life. I.e n�o mostram pessoas exclu�das, mas mostram simplesmente que o american way of life � um programa esgotado. Essa faceta elitista explica pq alguns filmes independentes recentes com sucesso em Sundance como p ex Next stop Wonderland s�o na verdade com�dias rom�nticas escapistas, que longe de ser igualit�rias s�o idealistas. Esse car�ter pode servisto na pr�pria est�etica dos filmes. Inicialmente, eram filmes de grande for�a est�tica como um Pulp fiction, ou Fargo. Assimilado o modelo pelo mainstream, o cinema independente passou a se centrar em filmes mais intimistas que teriam um conte�do problem�tico para ser explorado de forma aberta pelo cinem�o. Esses filmes s�o bastante influenciados pelo kammerspielfilm americano dos anos 50 como um Marty. Happiness usa esse modelo, de pessoas insignificantes que procuram uma oportunidade e tentam se encaixar inutilmente no american way of life, mas vivem num mundo s�rdido e pervertido. Temas tabus s�o explorados mais abertamente, pela t�pica liberdade dos anos 90, como drogas, delinqu�ncia juvenil, prefer�ncias sexuais. Como esses temas obviamente s�o evitados pelo cienm�o, surge um espa�o nos filmes independentes. Mas esteticamente o movimento do cinema independente parece ter chegado a um esgotamento. Jarmusch e Hartley n�o s�o t�o influentes como antes. Filmes �geis, baratos e ligeiros como o �timo Clerks, de Kevin Smith s�o mal interpretados. Em Happiness, n�o se deve confundir forma de condu��o da narrativa com est�tica. A forma ir�nica com que Solondz conduz a narrativa � uma par�dia aos modelos do cinem�o americano. O cineasta usa as estruturas b�sicas desse modelo n�o para desconstru�-lo, mas para ridicularizar sua previsibilidade, sua inadequabilidade no atual mundo americano dominado por pessoas sujas, fr�geis, incapazes e derrotadas. Se o sarcasmo da condu��o da narrativa � elogi�vel, os recursos de liguagem cinematogr�fica utilizados s�o pouco inovadores, para n�o dizer conservadores. Em primeiro lugar, Solondz faz uma cr�tica superficial, e muitas vezes trata seus personagens como estere�tipos. Happiness tem cenas para chocar. A principal � o fato de o psic�logo dopar o garoto para ter rela��es sexuais com ele. Mas o filme nunca chega a situa��es-limite de desprezo, vergonha, humilha��o, fracasso. Embora o roteiro seja sem d�vidas elogi�vel, o cineasta n�o apresenta cenas de impacto que marquem o espectador, que insiram de fato o espactador no ambiente claustrof�bico que envolve ospersonagens. I.e o espactador assiste ao filme de fora, mas n�o lhe � permitido que se identifique com um dos personagens. Esse estilo � mais f�cil para Solondz, que permite interpretar o filme como uma caricatura dos problemas da sociedade americana, mas sem admitir (o que � uma postura extremamente diferente e fundamental numa cr�tica mais profunda) que o cineasta se identifica com seus personagens. Solondz trata o problema de seus personagens como um filme de fic��o mas n�o se envolve diretamente com eles como se fosse o seu pr�prio drama. Esse � o ponto central do filme. A com�dia leve � um recurso f�cil para Solondz, que prefere n�o se envolver, como ele mesmo diz "seu filme conta a hist�ria de pessoas que vivem em pequenas cidades dos EUA". Seu filme � uma cr�tica sem alma. � esperta, interessante, cr�tica ao american way of life, mas sem alma, desorientada. Em BVCB, Solondz usa um estilo diferente: ele se envolvia exatamente por n�o se envolver. Seu estilo cru, cruel, num sarcasmo do destino, com toques de com�dia mas n�o com a artificialidade que ri de si mesmo, se assemelha a um document�rio, o que permite a Solondz explorar mais a fundo os problemas da protagonista do filme. Como j� foi dito, o estilo de Happiness permite que interpretemos o filme mais como uma caricatura, enquanto a maior "neutralidade de estilo" de BVCB conferia ao filme um tom sarc�stico natural, sem grandes contrastes de artificialidade como cenas at� meio grotescas que foram descritas em Happiness. A impress�o que Solondz desperdi�a um grande roteiro est� na sua est�tica conservadora. Entenda-se aqui est�tica como os recursos de elementos de linguagem cinematogr�fica a serem potencialmente usados. A abertura da lente, os movimentos da c�mera, o ilumina��o, os enquadramentos s�o bastante convencionais. Essas limita��es espelham a semelhan�a com os problemas de seus personagens: Solondz � um cineasta independente que procura proje��o dialogando diretamente com o way of life do cinem�o. V�rios diretores independentes como Soderbergh v�o sobrevivendo em Hollywood, e Solondz n�o quer ser diferente: ele quer ser apenas um cara como qualquer outro, e garantir seu pezinho de meia num ingresso mesmo que desajeitado e pela porta dos fundos no american way of life. E esse � o dilema de Solondz em Happiness: assim como seus personagens, Solondz est� dividido em uma express�o do seu modo de vista art�stico particular, aceitando suas defici�ncias, ou ingressar no american way of life, no contato com a normalidade, mesmo que seja pela porta dos fundos. Parece que a segunda sa�da � mais confort�vel. Solondz d� alguma experan�a de criatividade em seu filme, mas sinaliza fortemente que o que ele realmente quer � ser uma pessoa como qualquer outra. Marcelo Ikeda.
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