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DOGMA
DO AMOR It�s
all about love, EUA/Dinamarca,
2002 De Tomas Vinterberg (Festival
do Rio � Cabines
� 22/09/2003, 22hs) � certo que todo verdadeiro cineasta luta por um estilo, e que a interessante obra de cinema � a que busca o estilo acima do plot. Mas dificilmente um filme poderia ao mesmo tempo ser t�o surpreendente e t�o previs�vel quanto este novo filme de Tomas Vinterberg (traduzido de forma completamente oportunista, com refer�ncia � participa��o do cineasta no Dogma dinamarqu�s). Surpreendente, em sua invas�o no cinema americano (sic) com um projeto bastante ambicioso, com uma primazia do estilo visual, num cinemascope delirante em contraste com o estilo despojado e quase propositadamente desleixado t�pico do Dogma 95. E previs�vel, porque, por outro lado, era exatamente o que se poderia esperar de um cineasta egresso do Dogma: a tentativa de surpreender, de chocar, de atrair a aten��o da m�dia, de espetacularizar, de se promover, e de fazer do esgar o supra-sumo do estilo. Na meia hora final, Vinterberg se perde cada vez mais � e n�o foi por acaso que a plat�ia presente na sess�o de cabine do Festival do Rio terminou �s gargalhadas. O filme resvala numa id�ia metaf�sica de busca pela liberdade ou pela identidade, e acaba se identificando com o recente Para�so, do alem�o Twyker (lembramos que a trilha sonora � de Z. Preisner, autor das trilhas de Kieslowski). Pelas suas pretens�es, Dogma do Amor acaba sendo um fracasso retumbante, mas de qualquer forma Vinterberg promove seu exibicionismo como criador de climas e atmosferas. � pena que neste trabalho em particular tudo soe quase publicit�rio, seja no esgar esquizofr�nico, na dificuldade em se ater ao principal ou na incapacidade de brotar a partir disso uma proposta de dramaturgia, ou ainda, um estilo.
Crist�v�o Bresson (24/09/2003) |