".....Foi em nossa primeira viagem ao México - Dynamis 84 - que os rapazes da banda e eu nos encontrávamos diante de
pessoas que queriam autógrafos. Aconteceu no final de um show para adolescentes. Muitíssimos deles-elas, em sua grande
maioria - literalmente vieram em cima de nós pedindo autógrafo, e ainda que cruzassemos olhares de S. O.S., nada pudemos
fazer senão dá-los. Quando tudo terminou, nos reunimos em uma espécie de conselho de guerra para achar uma solução para
o que então percebiamos como um problema. Estavamos de acordo de que não nos havia afetado, porém, sabiamos de sobra
que poderia ser uma tentação mais perigosa no futuro.
Naquela noite, em oração diante do Senhor, deixamos claro nosso desejo de não ofender-Lhe. Convencemo-nos de que não
havia nada de mal em dar autógrafos, porém decidimos nos proteger pondo neles nossa marca e selo de músicos cristãos. O
acordo final tinha duas partes: a primeira, que a princípio, nos manteriamos mais longe dessa possivel tentação, e a segunda, se
não houvesse outra saida, então dariamos autógrafos, porém, colocariamos junto uma citação bíblica, que a partir de então,
faria parte do nosso autógrafo. No meu caso, escolhi o Salmo 115,1: "Não a nós, Iahweh, não a nós, mas ao teu nome dá
glória, por teu amor e tua verdade!" Não falta jovem que me pergunte sobre "esse numero" que coloco junto ao meu nome. Eu
esclareço que se trata de uma citação bíblica e digo-lhe que a leia, por favor. Mesmo com todos esses cuidados, procuro
sempre estar atento para não perder de vista o limite entre dá-lo e depender deste simples ato para sentir-me realizado como
artista...."