|
A 1ª
Gala da Federação Trasmontano Duriense de Bandas Filarmónicas decorreu num
ambiente de grande entusiasmo, no domingo de 18 de abril de 2004, no Teatro
Municipal de Vila Real. Estiveram presentes as mais altas autoridades Civis e
militares do Concelho e do Distrito, bem como representantes das Bandas de toda
a área territorial abrangida por esta Federação: Distritos de Vila Real e
Bragança.
A Gala foi aberta por um trio
de Percussão, composto por João Cunha, Nuno Aroso e Rui Rodrigues, jovens
profissionais da Música que deixou antever a qualidade de todo o espectáculo
musical que se seguiria.
Após uma singela cerimónia
de reconhecimento a todas as pessoas e instituições que têm colaborado com a
Federação, entre as quais as Câmaras Municipais de Vila Real, Torre de
Moncorvo, Sabrosa e Valpaços, o Centro Cultural e Regional de Vila Real, a
Associação Douro Histórico, o Inatel, o RI 13, O IPJ, o Governo Civil de
Distrito de Vila Real e a Delegação Regional Norte do Ministério da Cultura,
as atenções voltaram-se apenas para a música de qualidade. Encerrando a 1ª
parte da Gala, o grupo de Clarinetes Ad Libitum, composto por Nuno Pinto, José
Ricardo, Luís Filipe, Tiago Abrantes e João Cunha, entusiasmou toda a assistência
com uma vibrante e impecável actuação. É um grupo que já habituou o seu
publico a espectáculos de grande qualidade e que, felizmente nos visita algumas
vezes. De não perder!
A segunda parte constou
integralmente da actuação, em absoluta estreia, da Orquestra da Federação
Trasmontano Duriense de Bandas Filarmónicas. Foi absolutamente extraordinária
a sua actuação apesar de algumas dificuldades de logística surgidas durante
os ensaios. O palco do Teatro Municipal tornou-se pequeno para os 140 músicos
da Orquestra e a música que dele provinha quase se via, de tão agradável e
harmoniosa, provocando intensas sensações a toda a assistência, que ficou
absolutamente rendida. Está de parabéns o Maestro José Ricardo e também
o Luís Filipe, seu colaborador na Orquestra, pelo magnifico trabalho
realizado.
Mas o que mais impressionou
foi o facto de os músicos serem jovens, com idades dos 13 aos 30 anos,
provenientes, numa percentagem que ultrapassou os 90 % das Bandas Filarmónicas
da Região. Fica o recado: as Bandas de Música têm um papel de grande
qualidade no panorama cultural Nacional, que não pode continuar a ser ignorado,
com a vantagem de terem raízes nas mais profundas tradições portuguesas.
Muito parabéns, pois, à
Direcção da Federação, em particular ao Vítor pinto e José Costa e a todas
as Bandas Filarmónicas Federadas.
|