A ventura
|
|
Vou correr o risco de te ouvir,
a cada vez e tanto,
mesmo em tua aus�ncia...
e ainda que, por vezes,
prefira ficar surda,
vou me transformando
viro teus sil�ncios densos,
que engendram dizeres
do fundo do mundo
pelos descaminhos
dos teus sonhos
me embrenho, em transe
arfo teus suspiros,
num cont�gio
transbordante
estranheza familiar,
que me invade e transcende,
morro e sou, mil seres
e, no instante, sem aviso,
em que multiplicas
o sentido da Presen�a
tua ess�ncia
muda tudo aquilo,
antes mudo em mim
|
|