caver.gif (1742 bytes)                                 Micoses                                 caver.gif (1742 bytes)

A pele desempenha várias funções. A mais importante entre elas é a proteção do corpo contra agressões externas causadas pelos fungos. Quando encontram condições favoráveis, como umidade e calor, os fungos se multiplicam e causam infecções em várias partes do nosso organismo. Estas infecções da pele são chamadas de micoses.

As micoses são doenças causadas por fungos. Os fungos são organismos encontrados na natureza (estão presentes nos seres humanos, em animais, na poeira de casa, em roupas, no solo sobre o qual se caminha descalço, etc...). Essas micoses podem estar localizadas em qualquer região do corpo, mas têm preferência pelas regiões úmidas e quentes que favorecem o desenvolvimento dos fungos como por exemplo, os espaços entre os dedos do pé, dedos e unhas do pé, dobras da pele como virilha e a região genital, dobras mamárias e axilas.

As micoses atingem 30% da população e os locais onde esses fungos gostam de agir são os pés, neste caso também chamadas de Pé-de-atleta ou frieira, a região da virilha, mãos e couro cabeludo. Os fungos, situados nestas regiões, encontram condições favoráveis para se reproduzirem (umidade e calor) e se espalharem para outras regiões do organismo. Quando atingem as unhas (mãos e pés), esses fungos provocam várias alterações nestas regiões, podendo causar deformações e até perda da unha.

As micoses que atingem as unhas, também chamadas de ONICOMICOSES, são muito freqüentes. Elas se caracterizam por deformações, aumento exagerado da espessura da unha (formando cascas), manchas brancas no meio das unhas ou também por manchas amareladas ou escuras que começam pelas bordas das unhas. Desta forma, na presença destas manifestações, procure seu médico para ajudá-lo(a).

Como evitar as micoses

A higiene é o princípio fundamental tanto para prevenção como para cura das micoses.

  1. Evitar banhos muito quentes, assim como o uso de produtos oleosos na pele;
  2. Após o banho, enxugue-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como o espaço entre os dedos dos pés, e a virilha;
  3. Use talco entre os dedos depois que a pele estiver seca;
  4. Alguns fungos sobrevivem a simples lavagem das roupas. Por isso, mantenha-as lavadas e passadas;
  5. Não use por períodos prolongados, calçados que abafem muito os pés, como: tênis, sapatos de borracha, etc. Prefira os que proporcionam maior ventilação;
  6. Na medida do possível, alternar o uso de sapatos e evitar sapatos apertados;
  7. Vista diariamente meias limpas e dê preferência que sejam de algodão, ventiladas e fáceis de lavar;
  8. Não compartilhe objetos pessoais com outras pessoas, tais como: toalhas, sapatos e chinelos
  9. Antes de freqüentar praia ou piscina, faça um exame médico. Procure não ficar muito tempo com maiô molhado;
  10. Ao freqüentar banheiros públicos, evite estar descalço. Use sandálias durante o banho para evitar contato com o piso;
  11. Se o seu trabalho exige o uso de luvas de proteção, escolha as que vêm com forração de algodão;
  12. Escolha sempre roupas íntimas e meias de fibras naturais, como o algodão. As fibras sintéticas prejudicam a transpiração;
  13. Alguns corantes podem provocar irritações. Por isso, prefira meias e roupas íntimas brancas;
  14. Quando você notar problemas como coceira, pequenas vesículas nas bordas dos pés ou nos espaços entre os dedos, descamação da pele, ou quaisquer outras reações procure orientação médica;
  15. Certifique-se de que objetos de manicure são esterilizados.
  16. Mantenha as unhas sempre limpas e curtas.

Tratamento

  1. Manter a área afetada tão seca quanto possível;
  2. Limpar os objetos possivelmente contaminados. Os animais de estimação, também podem atuar como fontes de infecção para outras pessoas;
  3. Manter a área afetada o mais arejada possível. No pé-de-atleta recomenda-se utilizar sandálias;
  4. Aplicar o creme ou loção depois do banho diário;
  5. Massagear levemente espalhando o creme até que desapareça na pele. O excesso de creme pode produzir maior lesão no local dificultando a ação do medicamento;
  6. O tratamento deve ser prolongado por 7 a 14 dias após o desaparecimento dos sintomas a fim de assegurar a completa cura da micose.

Como se Contamina com um Fungo

A contaminação se dá através do contato direto com fungos que estão em todos lugares, inclusive em várias partes do corpo humano. Mas isso não é suficiente para que a micose se desenvolva. Alguns fatores são necessários:

  1. A pele úmida ajuda o fungo a encontrar queratina macia e água suficiente para o fungo se desenvolver;
  2. Existem indivíduos cuja pele tem tendência a uma maior adesão dos fungos;
  3. Períodos de baixa defesa, estresse, depressão, AIDS ou ainda os tratamentos com imunossupressores ou antibióticos sistêmicos favorecem o desenvolvimento das micoses.

Fungos e Saúde

Fungos, bolor, mofo, cogumelos
 
Todas estas entidades são compostas do mesmo elemento biológico: fungos. Não são bactérias como as que causam a amigdalite, nem protozoários como as amebas, nem vermes como as lombrigas; são um tipo de vida extremamente poderosa pois conseguem brotar em paredes feitas com cal, conseguem digerir óleos, conseguem crescer dentro da geladeira, mesmo muito abaixo de zero. Basicamente o que precisam é de umidade, detestam ambientes secos.
Os fungos exercem um importante papel na reciclagem dos elementos da natureza, desmanchando ( digerindo ) praticamente de tudo. Imaginem o que faz no nosso corpo. Na pele causam inflamações chamadas genericamente de "impinge" ( ptiríase vesicolor ), e as micoses dos pés, virilha, e dobras em geral. Causam também inflamações nas unhas, tanto na base ( candidíase ) como na ponta ( escurece e descasca ). Na boca são os "sapinhos" (grumos brancos principalmente em crianças), na vagina dão o corrimento esbranquiçado parecendo leite coalhado. Nos órgãos internos podem crescer praticamente em qualquer lugar, desde os intestinos até às meninges, com a ressalva de acontecer isto basicamente com os imuno-deprimidos como na AIDS e no câncer.
Não é por acaso que nas leis que recebemos no antigo testamento, a regulamentação sobre fungos é a mais extensa entre todas. Fungos nas leis? exatamente! A confusão existe basicamente por uma questão semântica: a palavra "lepra" significa mancha. A doença hanseníase causada pelo micobacterium leprae causa entre suas diversas manifestações manchas na pele, e os fungos, além de causarem manchas na pele, também causam manchas ( lepra ) nas roupas, sapatos, utensílios e paredes, dependendo do contato que estes tenham com a umidade contínua ( Levíticos 13 e 14 )
Todo o estigma existente com a doença hanseníase deveria, segundo a legislação bíblica ser direcionado aos fungos, talvez à umidade contínua. Desta maneira, seguramente estaríamos livres de muitos males.
Vamos analisar os detalhes de um destes males que na maioria das vezes nem estamos conscientes: O bolor quando cresce em um canto de parede, geralmente o outro lado da parede do banheiro, no rumo do chuveiro, forma uma mancha escura, que se aumentar fica parecendo com musgo verde. Se olharmos de perto parece algo aveludado, e se tocarmos sobe uma fumacinha ( como numa laranja ou pão embolorado ). Esta névoa que sobe são os esporos, mais leves que o ar e que permanecem em nebulização ( flutuando no ar ) no ambiente onde existem estas "lepras". Ao respirarmos, estes esporos entram nos seios paranasais ( frontais, maxilares, etmoidais e esfenoidais ) além de entrarem na trompa de Eustáquio (tubo que liga o ouvido ao nariz ). Ao entrarem em uma cavidade revestida de pele úmida          ( mucosa ) encontram o meio ideal para crescer: umidade contínua. Este crescimento cria uma reação do corpo na forma de inflamação na mucosa fazendo-a inchar. Como estas cavidades comunicam-se com o nariz através de pequenos canais, ao incharem tampam estas ligações. Inflamação, bolor crescendo, bolsa ( cavidade ) fechada, cheia de pus, isto é a sinusite. Aí está uma das razões de sua cronicidade: a reinfecção, pois mesmo que trate e melhore, ao voltar respirar ( inalar ) os esporos das lepras nas paredes, a infecção se restabelece.
Mas não para por aí, pois além da infeção local ( sinusite ) os fungos causam reações à distância, através da resposta imune do hospedeiro, ou seja: eles são muito alérgicos. Assim, aqueles indivíduos que apresentem pré-disposição a alergia, vão ter os sintomas aumentados, ou fazê-los aparecer; um exemplo fácil de compreender é a bronquite. Mas as manifestações alérgicas podem acometer praticamente todos os tecidos do corpo: pele, intestinos, juntas, vasos, etc. Alergia nestes tecidos causam inflamações resultando os mais diversos sintomas.
Com a sinusite esfenoidal temos um problema a mais: hipofunção hipofisária, pois a hipófise está "mergulhada" dentro do seio esfenoidal. Ela é uma glândula ligada à parte emocional do cérebro e que comanda o funcionamento das outras glândulas ( ovários, mamas, testículos, tireóide, inclusive o crescimento ). Embora não esteja descrito na literatura médica, nossa prática clínica tem demonstrado que ao limparmos o seio esfenoidal, crianças com deficiência de crescimento passam a crescer normalmente e o hormônio de crescimento que estava baixo volta aos níveis normais.
Sintetizando: a sinusite causada pelo bolor produz inflamação local, reações alérgicas e desequilíbrio hormonal. Isto é apenas um exemplo de infeção por fungo...Com isso reafirmo: devemos repudiar todo tipo de lepra ( manchas ); nas paredes, nas roupas, nos calçados, nos utensílios...

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