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O TRI DA AZZURRA
Estamos no dia 17 de maio de 1979. Nesta data, a FIFA resolve oficialmente aumentar o n�mero de participantes para a pr�xima Copa do Mundo: de 16, passariam a 24 pa�ses. As vagas seriam distribuidas por continentes, ficando a Europa com 13 participantes, a Am�rica do Sul com 3, as Am�ricas Central e do Norte com 2, a �sia e Oceania com 2 e a �frica tamb�m com 2. A esses pa�ses se somariam a Espanha, sede da competi��o, e a Argentina, campe� da Copa anterior. O pa�s ib�rico, para tal contingente de delega��es presentes, viu-se obrigado a lan�ar m�o de 14 sub-sedes onde seriam realizados os jogos. Assim, foram escolhidas as cidades de Bilbao, Valladolid, Vigo, Coru�a, Barcelona, Gij�n, Oviedo, Elche, Alicante, Valencia, Zaragoza, M�laga, Sevilla e Madrid. Quatro pa�ses estreiariam num Mundial: Arg�ria e Camar�es da �frica, o Kuwait da �sia, a Nova Zel�ndia da Oceania e Honduras da Am�rica Central. Ap�s as partidas da fase eleiminat�ria, sobrariam os 24 finalistas que viajariam para a Espanha. Estes ares de mudan�a e de modernidade s� foram poss�veis gra�as ao novo presidente eleito da FIFA, o brasileiro Jean Marie Faustin Godefroid Havelange, tamb�m conhecido como Jo�o Havelange. Este, que viria a ser uma das maiores personalidades do futebol mundial, foi sens�vel aos pleitos dos pa�ses menos desenvolvidos da �sia, �frica e Oceania, aumentando, consequentemente, o n�mero de participantes. Ap�s as eliminat�rias, sobraram para a fase final na Espanha, entre outras, as fortes equipes da Alemanha, Fran�a, Uni�o Sovi�tica, It�lia, Tchecoslov�quia, Inglaterra, Iugosl�via, sem contar com o Brasil, sempre uma sele��o muito temida, e as j� citadas Argentina e Espanha. Uma das surpresas foi o desenvolvimento inesperado do futebol africano, principalmente da �frica negra, aqui representada por Camar�es. Houve elimina��es surpreendentes, como a do M�xico, at� ent�o um representante certo da Am�rica do Norte. Perdeu a vaga para as inexpressivas Honduras e El Salvador. A elimina��o do Uruguai tamb�m foi sentida, mas seu futebol havia um bom tempo estava em fase de decl�nio. Su�cia e Portugal tamb�m n�o lograram a classifica��o, eliminados que foram pelos escoceses e norte-irlandeses. A Holanda, vice-campe� nas duas Copas anteriores, foi surpreendemente exclu�da, ficando em �ltimo lugar em seu grupo, atr�s da B�lgica e da Fran�a classificadas. A It�lia passou sem maiores dificuldades pelas eliminat�rias, ap�s enfrentar Luxemburgo, Dinamarca, Iugosl�via e Gr�cia. Venceu cinco partidas, empatou duas e perdeu apenas uma, para a Dinamarca. A Copa de 82 seria marcada por uma gera��o de grandes craques que, campe�es ou n�o, fizeram-se notar nesta grande vitrine do futebol mundial. A It�lia, por exemplo, trouxe em seu time o antes desacreditado goleador Paolo Rossi e, tamb�m, Cabrini, Bruno Conti, Antognoni e o formid�vel goleiro Dino Zoff. O Brasil alinhou uma fant�stica gera��o de jogadores como Falc�o, S�crates, o fora-de-s�rie Zico, Cerezo, �der, J�nior, s� para citar alguns. Foi uma das maiores sele��es que j� tivemos, infelizmente derrotada pela Azzurra, como veremos mais adiante. A Fran�a trazia seu maior jogador de todos os tempos, Michel Platini, al�m de Tigana. O Chile vinha com seu zagueira�o Elias Figueroa. A Pol�nia comparecia com Lato e Boniek, a Argentina com o iniciante Maradona, bem como com o j� veterano Daniel Passarella. Citemos, ainda, Rummenigge, h�bil e r�pido avante alem�o, bem como Littbarski. Paulo Rossi acabara de terminar um per�odo de suspens�o de dois anos, devido ao seu suspeito envolvimento na manipula��o de resultados para a loteria esportiva da It�lia. Deixou seu pa�s com tal descr�dito, que seu companheiro de sele��o Orialli declarou antes da Copa: "Com Paolo Rossi no ataque, nossas chances de vencer ficam reduzidas". O avante italiano respondeu �s cr�ticas tornando-se o artilheiro m�ximo da competi��o. Foi o nosso carrasco no Est�dio de Sarri�, com seus tr�s gols que selaram nossa elimina��o do Mundial. A It�lia voou rumo � Espanha sob uma total desconfian�a e descr�dito de seus torcedores e da imprensa esportiva. Os jornais chegaram at� a insinuar, pouco sutilmente, que alguns jogadores eram homossexuais e que organizavam verdadeiras orgias nas concentra��es. O resultado disso foi um rompimento entre a equipe e os rep�rteres italianos, com uma greve de entrevistas que s� iria terminar ap�s a posse do t�tulo. Responderam em campo �s acusa��es com o tri-campeonato mundial. O t�cnico Bearzot tamb�m n�o ficou imune �s cr�ticas da imprensa de seu pa�s. Os jornais vociferavam coisas como "fora Bearzot, est�s velho!". Os desacertos entre os jogadores e os dirigentes se espelhavam na atitude de, por exemplo, Marco Tardelli, meio-campista italiano. Chegou ele � Espanha com uma vasta barba, que veio a raspar antes da estr�ia contra a Pol�nia. Perguntado pela raz�o de sua atitude, saiu-se com essa: "N�o foi por supersti��o que deixei crescer a barba, foi por esp�rito de contradi��o. Escutei de um dirigente da Federa��o italiana cr�ticas aos jogadores que usavam barba, ent�o deixei-a crescer. Por�m, dias depois, outro diretor me disse que eu ficava muito bem com ela, porisso raspei-a". Felizmente, a figura forte e competente de Bearzot soube se impor, tra�ando um plano estrat�gico de jogo que levou sua equipe � vit�ria. O Brasil de Tel� Santana, considerado de antem�o um dos prov�veis finalistas, formara com um time pontilhado de estrelas de primeira grandeza, sobressaindo-se um formid�vel meio-campo com S�crates, Cerezo, Zico e Falc�o. O otimismo tinha raz�o de ser. Em 1981, na excurs�o � Europa, hav�amos derrotado os ingleses, os franceses e os alem�es. Lembremo-nos tamb�m da Alemanha, com sua tradi��o em Copas do Mundo, uma equipe acostumada �s finais de tantos mundiais. Possuia jogadores como Rummenigge, Breitner e Littbarski, sem falar no seu jogo t�tico e solid�rio, um perigo para qualquer advers�rio. Na 1a fase do Mundial, com seis grupos de quatro pa�ses, seriam classificados os dois primeiros de cada. Entraram, entre outros, a Alemanha, o Brasil, a It�lia, a Pol�nia, a Inglaterra (ap�s uma aus�ncia de doze anos em Copas) e, a duras penas, a Espanha, dona da casa. O Brasil venceu com folga seus advers�rios, impondo 2x1 na URSS, 4x1 na Esc�cia e 4x0 na Nova Zel�ndia, ao passo que a It�lia fazia uma campanha opaca nesta fase, ao empatar tr�s vezes (0x0 com a Pol�nia, 1x1 com o Per� e Camar�es). A Alemanha, surpreendentemente, perdeu para a Arg�lia (1x2), enquanto a Argentina era vencida pela B�lgica. Os �nicos pa�ses que venceram os tr�s jogos da fase foram o Brasil, com um futebol de arte e talento puros, e a Inglaterra (3x1 na Fran�a, 2x0 na Tchecoslov�quia e 1x0 no Kuwait), com uma �tima presen�a de sua defesa. Para as quartas-de-final havia quatro grupos de tr�s pa�ses, dos quais quatro se classificariam para as semi-finais. Nesta fase, o Brasil foi derrotado pela It�lia na melhor partida do Mundial. Este jogo foi por n�s chamado de "A Trag�dia de Sarri�". Foi uma derrota inesperada perante a Azzurra, quase t�o tr�gica quanto a final de 50 no Maracan�. O Brasil havia vencido os argentinos por 3x1 e vinha embalado por quatro vit�rias incontest�veis, apresentando um futebol de encher os olhos. J� os italianos, ap�s tr�s empates na 1a fase, haviam ganho dos argentinos nestas quartas-de-final por 2x1. N�o pareciam ser p�reo para n�s. Era um jogo que encar�vamos como um simples compromisso para cumprir tabela. Quis o destino, por�m, que as coisas n�o acontecessem exatamente como prev�amos. O dia: 5 de julho, Est�dio de Sarri� em Barcelona. Bast�va-nos um empate para irmos �s semi-finais. Fomos derrotados por 3x2, com tr�s gols de Paolo Rossi para os italianos, em tr�s erros da defesa brasileira, marcando S�crates e Falc�o para o Brasil. O m�gico futebol-arte se despediu da Copa. A derrota repercutiu muito na imprensa mundial. O espanhol El Mercurio assinalou: "O Brasil perdeu por amor ao futebol". O venezuelano Meridiano estampou: "Frustra��o!". O goleiro Dino Zoff disse em uma entrevista: "Aquele Brasil e It�lia foi um jogo excepcional. T�nhamos que arriscar, porque s� a vit�ria nos interessava N�s n�o jog�vamos t�o bonito quanto os brasileiros, mas �ramos r�pidos, eficazes e perigosos nos contra-ataques Para n�s, a partida mais dif�cil foi mesmo contra o Brasil". A declara��o mais emocionante ficou, por�m, nas palavras do t�cnico argentino Menotti, velho admirador do futebol brasileiro, que, inconsol�vel com nossa derrota, exclamou: "Que m� sorte, que trai��o ao futebol!". As decep��es n�o ficariam por a�: a Argentina foi eliminada. A Espanha tamb�m saiu do certame, derrotada pela Alemanha. Santamaria, jogador espanhol, diria: "Jogamos sempre sob uma enorme tens�o. Foi horr�vel e vergonhoso. Nunca havia visto algo parecido em um Mundial". Sobraram quatro equipes para as semi-finais: It�lia, Alemanha, Pol�nia e Fran�a. Na 1a semi-final, a It�lia derrotou a Pol�nia por 2x0, dois gols de Paolo Rossi. Na outra, a Alemanha venceu a Fran�a nos p�naltis, ap�s um empate de 3x3 na prorroga��o. Era chegado o dia da grande decis�o, 11 de julho de 1982. O Est�dio de Madrid estava lotado, com 90.000 espectadores. Juiz, o brasileiro Arnaldo C�sar Coelho, o primeiro �rbitro sul-americano a apitar uma final de Copa do Mundo. A It�lia dominou a maior parte do jogo, dando-se at� ao luxo de desperdi�ar um p�nalti no in�cio do 1o tempo. Resultado: It�lia 3, Alemanha 1. A Alemanha, diga-se de passagem, vinha com um time cansado ap�s uma sofrida prorroga��o nas semi-finais, contra a Fran�a. Foi uma bela apresenta��o da Azzurra, com uma grande atua��o individual e t�tica de sua equipe. Bergomi colou em um Rummenigge fora de suas condi��es f�sicas ideais, sem falar na marca��o exercida em cima de Fisher e Littbarski por Collovati e Gentile. No gol, Dino Zoff, aos 40 anos, era uma muralha intranspon�vel. Scirea comandava as a��es, impondo-se na defesa e no meio-campo. Assim, sempre em contra-ataques liderados pelo veloz Paolo Rossi, os gols foram surgindo. Primeiro com Rossi, de cabe�a, depois com Tardelli de fora da �rea e, finalmente, com Altobelli. Paul Breitner anotou o gol de honra alem�o, mas a partida j� estava liquidada. "Foi um choque digno de uma final de Mundial. Jogamos um primeiro tempo de conten��o, vigiando os ataques alem�es. Ap�s o descanso, utilizamos nossos contragolpes", declarou o t�cnico italiano Bearzot. Est�ico, ele enfrentrou todas as cr�ticas � sua equipe, mesmo ap�s os tr�s empates da 1a fase. Limitou-se, ent�o, a dizer: "Jogaremos melhor na pr�xima fase". E assim aconteceu. Vieram quatro vit�rias convincentes, nas quais a equipe italiana definitivamente se encontrou. N�o jogou um futebol brilhante, de encher os olhos, mas jogou muito bem esquematizada taticamente para vencer. Computando-se a fase eliminat�ria em 1981, a It�lia participou ao todo de 15 jogos na Copa, colhendo 9 vit�rias, 5 empates e apenas 1 derrota. Marcou 24 gols e sofreu 11. A It�lia entrou em campo na final com Zoff; Gentile, Scirea, Bergomi e Collovati; Conti, Oriali, Tardelli e Cabrini; Paolo Rossi e Graziani (Altobelli e Causio). A Alemanha apresentou Schumacher, Katz, Forster, Stielike e Bernd Foster; Briegel, Dremmler (Hrubesch) e Breitner; Rummenigge (M�ller), Fischer e Littbarski. Os maiores destaques da Azzurra foram Zoff, Scirea e Paolo Rossi, o artilheiro da Copa com 6 gols. Apresentamos, a seguir, alguns dados biogr�ficos destes craques. Dino Zoff, considerado um dos melhores goleiros do mundo. Jogou pelo Udinese, Mantova, Napoli e Juventus. Foi campe�o italiano seis vezes, campe�o da UEFA e de duas Copas da It�lia. Campe�o Mundial pela sele��o em 82 e europeu em 68. Jogou 112 partidas por sua equipe nacional, entre 1968 e 1983, sofrendo apenas 81 gols. Participou de tr�s Copas (74, 78 e 82). Gaetano Scirea, grande l�bero do futebol italiano. Jogou pelo Atalanta e pelo Juventus. Ganhou seis campeonatos em seu pa�s, duas Copas da It�lia, uma Copa da UEFA, uma Recopa, uma Copa dos Campe�es e o Mundial Interclubes de 85. Jogou 78 vezes pela sele��o, entre 1975 e 1986. L�bero muito t�cnico, tanto defendia como atacava com perfei��o e intelig�ncia. Faleceu em 1989 em um desastre de autom�vel na Pol�nia, aos 36 anos. Paolo Rossi, o astro e artilheiro da Copa. Come�ou o Mundial desacreditado, ap�s cumprir a suspens�o de dois anos. Nos tr�s primeiros jogos, n�o marcou. Despertou nas quartas-de final, assinalando seis gols nas quatro partidas restantes. Come�ou pelo Juventus, depois jogou no Como, Vicenza, Perugia, Milan e Verona. Jogou 48 vezes pela sele��o, assinalando 20 gols, entre 1977 e 1986. Foi escalado para o Mundial de 82 por Bearzot, a despeito da impopularidade que tinha na �poca. Assim sendo, ressurgiu para o futebol. Foi campe�o da Copa da Europa em 85. Apontado como o melhor jogador do futebol europeu em 82. Participou de tr�s Copas (78, 82 e 86). Citemos, ainda, o lateral-direito Claudio Gentile, 71 jogos pela sele��o; Antonio Cabrini, ala-esquerdo de grande participa��o ofensiva, 73 partidas pela sele��o; Bruno Conti, jogador t�cnico e com excelente vis�o de jogo, 47 jogos pela sele��o; o veterano Franco Causio, ala ofensivo com 63 jogos por seu pa�s; e Francesco Graziani, grande artilheiro, com 64 participa��es pelo selecionado italiano. Esta Copa, talvez devido � elimina��o da Espanha antes das finais, foi uma das que reuniu menos p�blico ao longo de seus jogos. A m�dia de espectadores por jogo foi de apenas 35.000 pessoas, a pior m�dia desde o Mundial de 1962 no Chile. Teve, por�m, a seu favor o fato de atingir o recorde de gols em Copas, com 146 em 52 jogos, resultando uma m�dia de quase 3 gols por jogo. O fato mais pitoresco aconteceu por ocasi�o do encontro entre o Kuwait e a Fran�a. O marcador assinalava Fran�a 3x1, quando Giresse marcou o que seria o 4o gol franc�s, validado pelo juiz. Os �rabes reclamaram, quando, incontinente, o pr�ncipe herdeiro kuwaitiano Fald Al Sabah, todo paramentado a car�ter, com turbante e tudo, entrou gramado a dentro furioso, pedindo explica��es ao �rbitro sovi�tico Stupar. Ap�s uns dez minutos de espanto total dos presentes, "sua senhoria" anulou o gol que havia validado.
A It�lia nas Eliminat�rias (1981) A It�lia na Copa da Espanha (1982)
Os Tr�s Primeiros Colocados na Copa (1982)
O t�cnico italiano foi Enzo Bearzot, antigo m�dio-volante que andou pelo Torino, Catania e Internazionale de Mil�o. Fez parte do corpo t�cnico das sele��es juvenis italianas ap�s 1969, chegando a auxiliar da sele��o principal em 1977, sob o comando de Fulvio Bernardini. Esteve � frente da Azzurra at� a Copa do M�xico, em 1986. Seu grande m�rito nesta Copa foi o de ter conseguido realizar na equipe um sistema misto de marca��o, deixando as a��es ofensivas para jogadas muito velozes em contra-ataque. A linha de quatro zagueiros, quase fixa em campo, marcava individualmente sob o comando do l�bero Scirea. Os m�dios Antognoni, Tardelli e Cabrini, ajudados por Conti que recuava e por Scirea que avan�ava, formavam uma trincheira de primeiro combate, trocando constantemente de posi��o para confundir os advers�rios. Esta linha de meio-campo marcava por zona. No ataque, Paolo Rossi gra�as � sua velocidade, procurava pegar de surpresa as defesas advers�rias em contra-ataques fulminantes, contando com a participa��o de Conti, Graziani e de alguns jogadores da intermedi�ria. O esquema t�tico era um 4-4-2, � maneira de Bearzot. O time-base era constitu�do por Zoff; Gentile, Scirea, Bergomi e Colovatti; Conti, Antognoni, Tardelli e Cabrini; Paolo Rossi e Graziani. A figura ilustra a coloca��o do time em campo. Note-se que os alas Cabrini e Conti tinham tamb�m fun��es ofensivas, e que o l�bero Scirea tinha liberdade para avan�ar quando seu time estava com a posse de bola. Foi esse sincronismo de movimentos e o entrosamento quase perfeito entre os diversos setores da equipe que levou a It�lia ao sucesso na Copa. Foi a vit�ria da estrat�gia de jogo, aliada a um treinamento de primeira linha.
A Copa da Espanha teve a oportunidade de mostrar selecionados em ascen��o vindos do Terceiro Mundo, como Camar�es, Arg�lia e, de certa forma, Honduras e Kuwait. Camar�es, por exemplo, saiu invicto do certame com tr�s empates (0x0 com Per� e Pol�nia, e 1x1 com a It�lia). S� n�o se classificou devido ao n�mero de gols marcados, sendo superado pelos italianos. Grandes surpresas tamb�m aconteceram, como a elimina��o precoce da Argentina, do Brasil e, principalmente, dos donos da casa, a Espanha. N�o foi um Mundial que apresentasse grandes novidades t�ticas. Venceu a equipe melhor preparada e que, sem jogar um futebol-espet�culo, atuou de forma inteligente de modo a conquistar o t�tulo. Como disse o Giornale de Milano, "os brasileiros sambam, os italianos fazem gols". Patriotadas e exageros � parte, essa foi a t�nica da sele��o campe�: jogar para vencer. E conseguiram chegar onde queriam.
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