Em 1978, com 5 anos, assisti a meu primeiro jogo ao vivo do
Santos. Foi uma vitória por 2 X 0 sobre o Nacional de Manaus, na Vila Belmiro. Para comemorar os
20 anos deste fanatismo sem igual, resolvi fazer uma retrospectiva interessante. Há cerca de
um ano coloquei na página dos irmãos Áquila um trabalho que realizei, listando todos os jogadores
que vestiram a gloriosa camisa alvinegra desde 1978. Este trabalho pode ser acessado .
Aproveitando este levantamento, escalo abaixo dois times espaciais: O Melhor
Santos dos Últimos 20 Anos , com os craques memoráveis deste período e o Santos
Mais Trágico que Vi Jogar , com peþas inesquecíveis pela sua ruindade. Vamos a eles:
Santos Tragéia F.C.
- Flávio: O goleiro Campeão Paulista de 78 era o
"coramina": tomou gols incrÝveis e quase entregou o título para o São Paulo. Basta dizer que no
ano seguinte o Santos trouxe o também ruim País para o gol. - Armstrong: Jogou
uma única vez (Flamengo no Maracanã), o bastante para inclui-lo neste time. O norte-americano foi
o maior fiasco da década de 80. - Marcelo Fernandes: Só jogou porque é sobrinho
do diretor José Paulo. Péssimo pelo alto, horrível no chão. Além de tudo, metia-se a chutar faltas,
invariavelmente no placar eletrônico. - Camilo: Outra grande"ôpromessa". Bateu o
recorde de entregadas. E o pior é que ano após ano a diretoria o reintegrava ao elenco. -
Gílson: A lateral esquerda é bastante disputada, mas Gílson leva por um pouquinho de
ruindade. Trazido por Minelli em 92, não acertou um passe em 4 meses de clube. -
Sérgio Santos: Este volante se contundiu em início de carreira, mas isso não explica a
ineficiência nos passes. Improvisado na lateral era ainda pior. Cansou de entregar gols ao
adversário. - Solano: Meia recuado que veio do São Bento. Basta dizer que ele
jogava menos do que o zagueiro Nildo, que veio junto para Santos. Sua sonolência em campo vale
uma camisa 8 nessa seleção. - Zizinho: Certamente o pior camisa 10 da história da
Vila. Enganou no São Paulo e depois foi ao México onde se naturalizou. Contratado então pelo
Santos, teve sua melhor partida em derrota para o Botafogo de Ribeirão em pleno Pacaembu. A
torcida praticamente expulsou-o da Vila após o jogo. - Serginho Fraldinha: O ataque
começa em alto estilo, com o pontinha Playmobil que foi trocado com César Sampaio. Felizmente
foi vendido ao CRB há dois anos. Irritante. - Arthur: Centroavante africano que
lembrava Coutinho no físico...e Luisão (outro sério candidato) no futebol. Veio de Zimbabwe com o
também desastroso Kennedy e conseguiu fazer menos gols do que Baez - Sidney:
É, aquele das trancinhas...veio do São Paulo, não marcou um gol sequer e perdeu três pênaltis.
Parecia um parasita em campo, mas de noite lembrava um atleta na noite santista.
Banco:
Gilberto (goleiro), Raul (lateral), Luis Carlos (zagueiro), Dido e
Totonho (meio campo), Arizinho, Soares e Dino Furacão (ataque)
O Melhor Santos Pós-Pelé
Rodolfo Rodriguez: Unanimidade. O uruguaio levou o Santos muito além do que podia, além de
fazer a defesa mais espetacular da história. Além de tudo tinha ótima personalidade. Índio: Depois de um começo desastroso, contrariou os críticos e viveu uma fase muito boa. Era a
principal opção de ataque santista, em uma posição problemática. Márcio: Muito rigor, raça e um tanto de violência. Durante toda a década de 80 foi a cara da defesa
santista, chegando até mesmo à Seleção. Joãozinho: Melhor como zagueiro do que como técnico. Tinha boa saída de bola e comandou a
defsa em 78. Depois foi acusado de participar da Máfia da loteria. Marcos Adriano: Por incrível que pareça foi o melhor lateral dos últimos 20 anos. A carência nessa
posição é enorme. Adriano teve boa fase em 95, apoiando com raça e técnica. Dema: Até sua contusão no joelho comandou o meio com maestria. Merecdiamente chegou à
Seleção. O único senão eram as constantes expulsões. César Sampaio: Seguiu a tradição de ótimos volantes. Cresceu com o Santos e aprimorou uma
técnica apurada. Na marcação, um carrapato. Foi trocado por Serginho Fraldinha. Pita: Desde a época dos Meninos da Vila (78), foi o craque do meio-campo. Injustamente não foi à
Copa de 82. Quando foi trocado já estava desgastado na Vila, mas fica o grande futebol. Giovanni: O maior craque dos anos 90. Carregou o time nas costas enquanto esteve na Vila.
Cobrado demais pela torcida, saiu antes da hora. Perfeito em todos os fundamentos. Nilton Batata: De todos os Meninos da Vila, era o que tinha mais técnica. Além da velocidade que
todos se lembram. Uma pena quando foi vendido para o México. Serginho: Claro, o "Chulapa". Mais de 100 gols com a camisa do Peixe. Além do título de 84,
quebrou o galho voltando das trevas várias vezes nos anos 90. Caso de amor com o Santos.
Banco: Sérgio (goleiro), Nélson (lateral), Toninho Carlos (zagueiro), Lino,
Ailton Lira e Edu Marangon (meio-campo) e Almir, Juari e João Paulo (atacantes).