Desde antigamente a Praia inspira.... 
Como nessas quadras de 1925, de
Maria Isabel Ribeiro de Castro de Almeida Pereira
 
 
 
 
Na praia de Carapebus
1925 
    Como é linda a melodia 
    que se escuta à beira-mar! 
    Eu quizera, noite e dia, 
    Poder sempre a escutar 

    Muitas vezes ouço as  aguas 
    A cantar tão tristemente 
    Que, por certo, muitas maguas 
    Ellas têm, tal qual a gente. 

    Outras vezes tão baixinho 
    O mar canta o, mar murmura 
    Que, parece, de mansinho 
    Elle fala com ternura. 

    Lua vos certos momentos 
    Assemelha-se a um queixume. 
    Penso até que com lamentos 
    Elle chora de ciume...

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