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Na
praia de Carapebus
1925
Como
é linda a melodia
que
se escuta à beira-mar!
Eu
quizera, noite e dia,
Poder
sempre a escutar
Muitas
vezes ouço as aguas
A
cantar tão tristemente
Que,
por certo, muitas maguas
Ellas
têm, tal qual a gente.
Outras
vezes tão baixinho
O
mar canta o, mar murmura
Que,
parece, de mansinho
Elle
fala com ternura.
Lua
vos certos momentos
Assemelha-se
a um queixume.
Penso
até que com lamentos
Elle
chora de ciume...
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