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Como já vem acontecendo há alguns anos, a temporada decolou em meados de janeiro. Primeiros a se instalar: Angélia e família, na casa 4. Foram seguidos pelo pessoal da casa 2C e 5 no dia 22 de janeiro. A temporada começava então pra valer, inclusive com o clube aberto e o Barlança tocado pelo terceiro ano por Waldir e Lucilia. Estavam então abertas as casas 4, 2C, 5 e 3. As crianças davam o tom de animação com seus vai-e-vem em bandos de meninas e meninos (por enquanto se divertem melhor separadamente, ao que parece, mas isto não vai durar...). Eram jogos de polícia e ladrão noite adentro, salão do Balança sempre cheio, futebol no entardecer, “chiquititas” fazendo guloseimas pra vender, etc... Começa fevereiro e o dever os chama: escola. Reina uma certa paz na Praia, ficando só as vovós e vovôs, praticamente, e os mais pequeninos como Gabriela (casa 3), Isabel (casa 2), Alexandre, Helena e Sofia (casa 5). Dia 12, sexta de carnaval, retornam muitos, chegam outros que ainda não tinham vindo, abrem-se mais casas para o longo feriado. Todas as casas foram abertas, o que nem sempre acontecia nos últimos anos. Casa 1: superlotação. 28 pessoas entre filhos, noras, netos e bisnetos do saudoso velho Ignacinho. Em artigo/poema à parte Noca fala do ambiente festivo dali. Casa 2A: Além do pessoal habitual havia convidados de Eliana passando dias ali. Casa 2C: bem cheia no carnaval, barraca armada no jardim. Do povo dali apenas Palô não deu o ar da graça. Bernardo trouxe sua Sandrine, que por sua vez trouxe sua Tiffany (ou Jade?), uma cachorrinha charmosa que usou até fantasia no carnaval. Casa 3: A mais populosa da praia, teve idas e vindas difíceis de registrar... A notar a vinda de Dayse com as três filhas, Tuka com seus dois e Ana Cecília com Gabriela. É a terceira geração da casa tomando conta do pedaço... Casa 4: Tradicionalmente a primeira a abrir, desta vez com Angélia, David e filhos, no começo de janeiro. Esse ano se ausentou Taís com a família, por motivo de mudança para os “States” e Lauro não mais fica ali, tendo sua bela casa inaugurada no ano que passou. François e Béné vieram para o final da temporada, fugindo das nevascas da França. Casa 5: Durante quase toda a temporada estavam presentes os 10 netos de Irene. Devido à população transbordante, Estevão acudiu oferecendo pouso para Clarinha e Guiga. Fora do círculo da família houve a visita de Claudia Marcia, amiga de Zezé, o já veterano LH e Pedruzzi com a família. Ah, veio também no último fim de semana, o vigiado, observado e dissecado (pelos tios): Fábio, namorado da primeira princesa da casa, Clarissa... Casa 6: Única, talvez, sem população infantil, com lugar de sobra para abrigar Flávio e família depois do carnaval. Érica e Mitzi não ficaram o carnaval todo e Breno não apareceu também pois está longe: San Francisco, EUA, onde faz curso de inglês. Depois de nos esnobar por muitos anos Estevão abriu sua casa nesta temporada e ficou bom tempo com Fátima. Os sogros vieram para o churrasco. A casa 8 já vem se reafirmando aberta nos carnavais de ultimamente. Os pimpolhos Marina, Guido,João e Ivan adoram o lugar, Ivan até pediu a Cláudia que procurasse uma escola para ele na Praia... Casa 9: aberta por Danielzinho, Nazaré e filhos. Fato inédito: ela voltou na quarta-feira de cinzas para trabalhar e ele ficou sendo pai, mãe, babá e cozinheira... Machistas, sigam esse exemplo! A supervisão feminina era feita pelo celular, bastante usado pela preocupada mãe. O discreto Chiquinho assinou ponto em sua
casa cada vez mais mansão (obras estão sendo feitas). Aline
trouxe o namorado Pablo e sua cachorrinha Jade (ou Tiffany?) que fez concorrência
à de Sandrine, fantasiando-se também.
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Baile das crianças no domingo, o encanto de sempre. Com destaque, as "chiquititas": Lorena, Anita, Renata, Giulia, Débora, Maria Paula, Graziela, Marina e Ana Carolina. As havaianas proliferaram graças a uma nova música do grupo do ‘É o tchan’. Os homens vieram de Homem Aranha (Ivan), Diabinho (Tales), Super Homem (Alexandre),... Churrasco na segunda-feira. Novidade esse ano: casal de churrasqueiros contratado para garantir o bom serviço. Reconhecemos que tudo correu bem em termos de carne, linguiça e frango. Já no lado do molho, parece ser tradição: não deu pro gasto. Baile das Bonecas: só dois homens se animaram. Luiz Henrique (LH) e Marquinhos, amigo de Dario. Os meninos, porém, se reveleram futuras bonecas de peso. Sobressaíu-se Guido para confirmar o ditado: “Quem sai aos seus não regenera...” Devemos assinalar uma ausência imperdoável:
Geraldão e sua sanfona. Foi um carnaval muitíssimo pouco
‘bailante’ por esse motivo e outros mais.
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A temporada
Este ano no dia 15 de janeiro Angélia veio com seus filhos passar a temporada, alguns dias depois Lauro fez um churrasco. Na segunda, a casa 5 abriu e depois foram as outras casas abrindo. . O carnaval foi ótimo, mas só teve um baile. Muitas crianças se fantasiaram, não teve baile das bonecas mesmo eles se fantasiando. As meninas, uma festança, venderam várias coisas o Barlança. Pouco antes do carnaval algumas crianças cuidaram de dois pintinhos. No segundo dia elas devolveram à galinha.
Fofocas Quando certas pessoas iam brincar de polícia e ladrão, duas meninas acharam dois ovos e resolveram cuidar deles, então uma garota pediu à outra que segurasse seu ovo, então a dona acabou fazendo com que a pessoa tombasse o ovo no chão e acabou tombando os dois ovos no chão. No outro dia elas acharam 16 ovos, e pegaram 3, resolveram deixar no ninho pois haviam fritado os 13, e quando voltaram havia sumido... Certo garoto é um galinha, gosta
de 6 garotas sendo que já tem uma namorada...
Débora
e Lorena
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![]() Para começar com o quadro
meteorológico, saímos de PARIS na sexta-feira à noite
às 22 h 20 com 8 °C, chuva, a França ainda abalada com
as grandes caídas de neve e as avalanches nos Alpes de que vocês
ouviram falar aqui. No sábado de manhã chegamos no aeroporto
do Rio onde nos esperavam Geraldo - a quem deixamos os pacotes enviados
por Luiz e Ana, com quem convivemos muito lá - e Erval com um cartaz
"François, Quissamã". A temperatura já estava a mais
de 30 °C, aquela umidade bem característica que abafa imediatamente
a coitada de Bénédicte, e me faz entender que estou de novo
num lugar bem familiar, e um sol esplêndido. Chegando aqui na Praia
às 15 h, achamos uma deliciosa temperatura de 24 a 26 °C, e
o mesmo sol magnífico.
François
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- Para o pessoal de mais de 30, que só vê a “primaiada” durante a temporada, é comum perguntar, como Zé Carlos: “Você é filho de quem?”; “ Aquela menininha é filha de quem?”. Pois num movimento inverso alguém perguntou, ao ver Annie visitando a Praia com Maricota: “E aquela lá, é filha de quem?” - Quando Celsinho falou na sua primeira vez (a serenata) Lúcio disse: “A minha foi no cômoro”. Será que estão falando da mesma coisa? - Abrigo anti-chatos funciona na casa 7. ( de Estevão). Guiga gostou... - Menina da casa 10: a voz continua a mesma, mas os cabelos, quanta diferença! - De tanto seu pai perguntar ” Eu sou seu tio?”, garotão conquista a ‘Tiazinha” em Quissamã no carnaval. - Grande revelação acontece no carnaval 99: certa loura da casa 9 confessou sua fascinação pelos uivos do seu lobão... - Passeio de barco acaba com o dito cujo em cima do carro. Pergunta um certo pescador embriagado: “Isso é um barco em cima de um carro ou um carro em cima de um barco?” - Esposa encontra o corpo do marido prostrado no banheiro. Imaginando-o morto, grita freneticamente quase infartando o mesmo... - Fuga na madrugada! Que razões levaram cidadão da casa 3 a abandonar mulher e filha? Explicação: rapaz responsável e trabalhador, não falta um dia de serviço! - Aproveitando o pretexto de ter o seu lugar ocupado, lourinho de olhos azuis chegou para posição estratégica no mesão do bar, em noite de caras femininas novas... - Rapaz da casa 2A mostra mostra com quantos paus se faz uma barraca. - Menina da casa 5 se desloca no ônibus da São Cristóvão para ver namorado. Que paixão, hein?! - Ao saber que Vítor vai ser pai em breve, tio Bento comenta risonho: “Ah! ah! Apressadinho, né?”. - Garota carioca do garotão da casa 2C confessa: “O carnaval de Quissamã é o melhor!!!” - Lourinha da casa 3 chama carinhosamente seu ‘petit-amour’ de ‘nenem
gol’ devido à preferência esportiva do guri.
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![]() Anna Amelia
(Noca)
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Por incrível que pareça, eu não
queria passar a temporada na Praia de Carapebus. Tinha mil coisas para
resolver no final da minha licença (de 4 meses). Vim contrariada,
prometendo ficar apenas uma semana. Achava inclusive que as crianças
iriam adoecer com o clima praiano.
No primeiro momento percebi o que todos pregavam: as crianças ficam livres e a gente também. Fui aos poucos sentindo a “natureza nua e os fluidos remanescentes do gênesis” apregoados por Dario Filho, e vou, cada vez mais, me integrando a essa paisagem, como que virando areia... Pela primeira vez fiz um passeio de barco
pelo Parque de Jurubatiba, que depois deste título, ficou ainda
mais bonito. O passeio foi lindo. Água, restinga, tabua, pássaros,
canoa do Japa, falta isso, falta aquilo para incrementar o turismo da região.
A rotina de peixe, cerveja, buraco, caminhada, sorvete na tia Maura, olhar os sobrinhos no banho de mar, camarão, papo na barraca, descanso na rede, vento do mar, é quebrada nos finais de semana, quando chega a civilização trazendo notícias de engarrafamento, calor insuportável, stress. Coisas que nem me lembro mais. A única certeza que se tem é que sair daqui dá muito trabalho e o quanto mais puder ficar melhor... ![]() Mariza de Magalhães
Pinto Carneiro da Silva
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![]() Zé Pedruzzi
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Desde abril do ano passado, tenho vivido muitos reencontros. Alguns esperados, outros nem tanto, mas todos agradáveis. Sem dúvida, o mais surpreendente foi voltar à Praia de Carapebús, após 19 anos de ausência. Tudo começou com um convite de Luís, meu afilhado, para reintegrar-me à Casa 1 quando quisesse. Aceitei, meio sem saber o que esperar dessa volta. Suzana ofereceu a carona providencial e amiga, num dia condizente com meus horários de trabalho. Lina juntou-se à caravana e assim chegamos à Praia...digo à vila... digo à cidade praiana... sei lá o que dizer de um lugar que tem orelhão, sorvete a quilo, restaurante, trio elétrico, videogames, patrulha da Guarda Municipal, e assim por diante... Fiquei pasma!!! E as casas da família... A mais nova de que me lembrava foi construída por Márcio e Regina Cavour há alguns anos. Adorei conhecer as novas, uma com janelas encarnadas, outra deliciosamente colorida de amarelo, num contraste adorável com o que poderíamos chamar de a encantadora arquitetura colonial das casas praianas tradicionais. Nem dá para entrar muito em detalhes no capítulo gente. Que bom rever todo mundo! Cito apenas dois exemplos, para evitar que o artigo vire livro: conversar com Denise como se a gente tivesse se visto ontem e não há 20 anos atrás (éramos recém-nascidas, é claro!) e descobrir que Marina é digna descendente, tão exuberante e amiga quanto a mãe. E, ao lado do meu irmão, no Balança, ouvir as famosas Irmãs Sisters cantando canções compostas por nossos pais. Lógico: paguei alguns micos, levei um belo rolo no mar, confundi Lulu com Juarez... Pudera, da última vez que o vira, era um menino de 12 anos. Pelo menos, reconheci a semelhança familiar. E por falar em família, chegamos à minha; não a grande família praiana que também é minha, mas a turma da Casa 1. Indescritíveis emoções como dormir no mesmo "quarto das meninas" onde dividia o beliche e os sonhos adolescentes com Dorita, em tempos idos, tomar café na mesa feita para os 70 anos de Vovô, sentar na varanda e admirar a calma da lagoa. Beijar minha madrinha Maricota, bater papos infindáveis com as Tias Noca e Fernanda e as primas Raquel e Fernanda, passar o Planalto em revista com o primo Sérgio, ouvir Pink Floyd com minha afilhada Natália e curtir a nova geração que nem sabia que prima era aquela que apareceu de repente. Meu mundo deu muitas voltas nesses 19 anos, mas descobri que há coisas que não mudarão jamais como a certeza de que, por mais que se tente negar, por mais lugares que se conheça, não há nada como caminhar no cômoro num fim de tarde com a filha caçula, ou se emocionar com o pôr do sol na lagoa. E há uma simples verdade: um coração praiano será sempre um coração praiano. E eu voltei para ficar. Patricia de
Almeida Peixoto
Em 28 de fevereiro de 1999.
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Eu comecei muito cedo. Ainda adolescente. Tinha 14 anos quando meu pai descobriu que eu trocava três coca-colas por uma cerveja no bar de Vandinho. O passo seguinte foi cortar minha conta. Da necessidade veio a inspiração e compus uma música para ele e meus irmãos mais velhos protestando contra o fechamento da conta. Deu certo e a conta foi reaberta. Daí para frente todo aniversário de meus pais e de outros primos eu colaborava ou fazia paródias. Lá se vão uns 22 anos. Vi gente chorar, se emocionar, sorrir, xingar, praguejar por causa das músicas que compúnhamos. Há uns 7 anos atrás eu quase perdi a virgindade. François fez uma serenata imerecida para mim. Pra quem não se lembra fizeram uma serenata para ele de madrugada e ele madrugou para acordar os seresteiros com uma versão da Marseillaise. Eu não tinha participado, mas recebi uma serenata imerecidamente. Este ano finalmente aconteceu. Com 36 anos finalmente se lembraram de mim. Quando eu menos esperava eles entraram na minha casa, todos estavam dormindo. Me encontraram só de short no sofá da sala e cantaram uma música linda que compuseram para mim. Foi inesquecível. Os primeiros foram: Armando, Denise, Clarinha, Guiga, Patrícia, Dario, Zezé e a participação especial de L.H. sem a qual tenho certeza que não sairia a paródia. Celsinho
(exultante após sua primeira
vez)
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Lina e Guta, Vocês estão de parabéns. O
Praiano está um barato! É mais um fator para a união
da família e seus agregados que chegaram a Praia há um século
e lá permanecem até hoje. A Praia tem sido sempre agregadora
e agora com O
Um beijo
Oi Lina, Adorei o novo "O Praiano". Fala a minha linguagem!!:)) A cachorrinha da casa 10 é a Tiffany. Vou ver se tenho alguma foto da temporada para scanear e mandar. Brilhante idéia de vcs.!! Um abração.
Muito bom o jornal da praia. Sugestão só de continuar como esta. Parabéns!! Ahhh... Por favor incluam meu nome na lista de e-mail sobre novidades do jornal... Sou o Pablo, namorado da Aline, da Casa 10, filha do "discreto" Chiquinho e "pai" da Tiffany. Abraços, Pablo.
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Lina/Guta Sensacional O Praiano na net.Super-parabéns para vocês.Anotem meu endereço. Abraços. Marcio
Lina, desculpe, desculpe, desculpe, mas não foi esnobação, não.Deixei de colaborar com o Praiano por uma infeliz coincidência de problemas em meu computador e no provedor e minha proverbial enrolação. Juro mandar um artigo até sábado _ se houver interesse ainda de aproveitá-lo em algum lugar. Mesmo que não possa ir para a página do Praiano (nem tive tempo de abri-la, ainda) vou escrever, assim mesmo, para expiar meus pecados com esse trepidante periódico. Beijão Sérgio Léo Parabéns pela iniciativa de colocar O Praiano "on line". Está ótimo. Os efeitos especiais das mulheres malhando no Cômoro e da foto da ponte estão igualmente ótimos. Ah! Parabéns também pela ampla divulgação conseguida. Acredito que O Praiano tenha batido o recorde de circulação. Lúcio
Oi Lina, Imagina que só agora li os seus e-mails e o Praiano na Internet. Fiquei impressionada com a qualidade do negócio. Chic pra caramba. Fiquei emocionada com os artigos de François e Patrícia e também com os dizeres em francês do quadrinho amarelo. Sei lá quando vou poder passar temporada na Praia de novo. Com exceção do ano em que Catarina nasceu, passei férias na Praia todos os anos em que estava no Brasil. E agora, fico só na saudade e com uma pena danada de meus filhos não poderem viver todo esse paraíso aí. Never mind, quem sabe antes que eu imagine possa estar aí em fevereiro? Beijos, Tais
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