MATÉRIAS
  Do pessoal, das casas
  Dos eventos
Sessao Infanto-Juvenil
  Concurso
  Paris - Praia de Carapebus - direto
  Vida alheia no mesão do Barlança...
  Casa Um
  Virando areia
  Poema
  Eu voltei ... aqui é meu lugar
  Minha Primeira Vez
  Cartas dos Leitores
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Do pessoal, das casas:
 
  Como já vem acontecendo há alguns anos, a temporada decolou em meados de janeiro. 

  Primeiros a se instalar: Angélia e família, na casa 4. Foram seguidos pelo pessoal da casa 2C e 5 no dia 22 de janeiro. A temporada começava então pra valer, inclusive com o clube aberto e o Barlança tocado pelo terceiro ano por Waldir e Lucilia. Estavam então abertas as casas 4, 2C, 5 e 3. 

  As crianças davam o tom de animação com seus vai-e-vem em bandos de meninas e meninos (por enquanto se divertem melhor separadamente, ao que parece, mas isto não vai durar...). Eram jogos de polícia e ladrão noite adentro, salão do Balança sempre cheio, futebol no entardecer, “chiquititas” fazendo guloseimas pra vender, etc... 

  Começa fevereiro e o dever os chama: escola. Reina uma certa paz na Praia, ficando só as vovós e vovôs, praticamente, e os mais pequeninos como Gabriela (casa 3), Isabel (casa 2), Alexandre, Helena e Sofia (casa 5). 

  Dia 12, sexta de carnaval, retornam muitos, chegam outros que ainda não tinham vindo, abrem-se mais casas para o longo feriado. 

  Todas as casas foram abertas, o que nem sempre acontecia nos últimos anos. 

  Casa 1: superlotação. 28 pessoas entre filhos, noras, netos e bisnetos do saudoso velho Ignacinho. Em artigo/poema à parte Noca fala do ambiente festivo dali. 

  Casa 2A: Além do pessoal habitual havia convidados de Eliana passando dias ali. 

  Casa 2C: bem cheia no carnaval, barraca armada no jardim. Do povo dali apenas Palô não deu o ar da graça. Bernardo trouxe sua Sandrine, que por sua vez trouxe sua Tiffany (ou Jade?), uma cachorrinha charmosa que usou até fantasia no carnaval. 

  Casa 3: A mais populosa da praia, teve idas e vindas difíceis de registrar... A notar a vinda de Dayse com as três filhas, Tuka com seus dois e Ana Cecília com Gabriela. É a terceira geração da casa tomando conta do pedaço... 

  Casa 4: Tradicionalmente a primeira a abrir, desta vez com Angélia, David e filhos, no começo de janeiro. Esse ano se ausentou Taís com a família, por motivo de mudança para os “States” e Lauro não mais fica ali, tendo sua bela casa inaugurada no ano que passou. François e Béné vieram para o final da temporada, fugindo das nevascas da França. 

  Casa 5: Durante quase toda a temporada estavam presentes os 10 netos de Irene. Devido à população transbordante, Estevão acudiu oferecendo pouso para Clarinha e Guiga. Fora do círculo da família houve a visita de Claudia Marcia, amiga de Zezé, o já veterano LH e Pedruzzi com a família. Ah, veio também no último fim de semana, o vigiado, observado e dissecado (pelos tios): Fábio, namorado da primeira princesa da casa, Clarissa... 

  Casa 6: Única, talvez, sem população infantil, com lugar de sobra para abrigar Flávio e família depois do carnaval. Érica e Mitzi não ficaram o carnaval todo e Breno não apareceu também pois está longe: San Francisco, EUA, onde faz curso de inglês. 

  Depois de nos esnobar por muitos anos Estevão abriu sua casa nesta temporada e ficou bom tempo com Fátima. Os sogros vieram para o churrasco. 

  A casa 8 já vem se reafirmando aberta nos carnavais de ultimamente. Os pimpolhos Marina, Guido,João e Ivan adoram o lugar, Ivan até pediu a Cláudia que procurasse uma escola para ele na Praia... 

  Casa 9: aberta por Danielzinho, Nazaré e filhos. Fato inédito: ela voltou na quarta-feira de cinzas para trabalhar e ele ficou sendo pai, mãe, babá e cozinheira... Machistas, sigam esse exemplo! A supervisão feminina era feita pelo celular, bastante usado pela preocupada mãe. 

  O discreto Chiquinho assinou ponto em sua casa cada vez mais mansão (obras estão sendo feitas). Aline trouxe o namorado Pablo e sua cachorrinha Jade (ou Tiffany?) que fez concorrência à de Sandrine, fantasiando-se também. 
Beth estava com a família ‘au grand complet’ por alguns dias. A neta Ana Carolina está presente em outra sessão deste jornal, incógnita, mas dá pra achar... 
 

 
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Dos eventos:
 
  Uma feijoada abriu o carnaval no sábado. A Diretora Social, Clarinha, organizou e como sempre cada um colaborou com sua cota de feijão, carnes, couve, arroz, laranja. A quantidade foi bem calculada, ou seja, sobrou bastante. 

  Baile das crianças no domingo, o encanto de sempre. Com destaque, as "chiquititas": Lorena, Anita, Renata, Giulia, Débora, Maria Paula, Graziela, Marina e Ana Carolina. As havaianas proliferaram graças a uma nova música do grupo do ‘É o tchan’. Os homens vieram de Homem Aranha (Ivan), Diabinho (Tales), Super Homem (Alexandre),... 

  Churrasco na segunda-feira. Novidade esse ano: casal de churrasqueiros contratado para garantir o bom serviço. Reconhecemos que tudo correu bem em termos de carne, linguiça e frango. Já no lado do molho, parece ser tradição: não deu pro gasto. 

  Baile das Bonecas: só dois homens se animaram. Luiz Henrique (LH) e Marquinhos, amigo de Dario. Os meninos, porém, se reveleram futuras bonecas de peso. Sobressaíu-se Guido para confirmar o ditado: “Quem sai aos seus não regenera...” 

  Devemos assinalar uma ausência imperdoável: Geraldão e sua sanfona. Foi um carnaval muitíssimo pouco ‘bailante’ por esse motivo e outros mais. 
 

 
Daqui a dois ou três anos... que trabalho para os papais!
 

Futuras bonecas de peso ???? 
Claro que não, isso não existe nesta família praiana...
 
 
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Sessão Infanto-Juvenil 
  A temporada  

  Este ano no dia 15 de janeiro Angélia veio com seus filhos passar a temporada, alguns dias depois Lauro fez um churrasco. Na segunda, a casa 5 abriu e depois foram as outras casas abrindo. . 

  O carnaval foi ótimo, mas só teve um baile. Muitas crianças se fantasiaram, não teve baile das bonecas mesmo eles se fantasiando. 

  As meninas, uma festança, venderam várias coisas o Barlança. 

  Pouco antes do carnaval algumas crianças cuidaram de dois pintinhos. No segundo dia elas devolveram à galinha. 


Fofocas  
 
  Certa garota loira se apaixona por certo garoto moreno e não é que os dois acabam namorando? 

  Quando certas pessoas iam brincar de polícia e ladrão, duas meninas acharam dois ovos e resolveram cuidar deles, então uma garota pediu à outra que segurasse seu ovo, então a dona acabou fazendo com que a pessoa tombasse o ovo no chão e acabou tombando os dois ovos no chão. No outro dia elas acharam 16 ovos, e pegaram 3, resolveram deixar no ninho pois haviam fritado os 13, e quando voltaram havia sumido... 

  Certo garoto é um galinha, gosta de 6 garotas sendo que já tem uma namorada... 
 

Débora e Lorena
 
 
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Concurso
  Algumas senhoras foram flagradas fazendo sua ginástica matinal no cômoro. Identifique-as e vá pegar seu sensacional prêmio de 3 Babaloos no Barlança por conta da redação.
 
 
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Paris - Praia de Carapebus - direto
 
É a segunda vez que acontece, a outra sendo em 1992 quando viemos com nossos 3 filhos, mas estamos com vontade desta vez de contar para vocês algumas das impressões que nos fez essa viagem direta feita em 17 h. 
 
Para começar com o quadro meteorológico, saímos de PARIS na sexta-feira à noite às 22 h 20 com 8 °C, chuva, a França ainda abalada com as grandes caídas de neve e as avalanches nos Alpes de que vocês ouviram falar aqui. No sábado de manhã chegamos no aeroporto do Rio onde nos esperavam Geraldo - a quem deixamos os pacotes enviados por Luiz e Ana, com quem convivemos muito lá - e Erval com um cartaz "François, Quissamã". A temperatura já estava a mais de 30 °C, aquela umidade bem característica que abafa imediatamente a coitada de Bénédicte, e me faz entender que estou de novo num lugar bem familiar, e um sol esplêndido. Chegando aqui na Praia às 15 h, achamos uma deliciosa temperatura de 24 a 26 °C, e o mesmo sol magnífico. 
 
Continuo com um pequeno flash econômico, porque sei que vocês, quando esse jornal aparecer, já não estarão mais de férias (senão, evidentemente, não ousaria!). Vivemos lá com muito entusiasmo o nascimento do Euro, que vai ser uma coisa muito boa para as empresas e para a economia. Na minha pequena empresa, já estamos fazendo há vários meses todos nossos orçamentos em Euro. O que faz essa empresa ? Engenharia e fabricação de máquinas especiais para montagem de pequenos produtos como bombas de perfumaria, válvulas aerosóis ou seringas a muito alta cadência. Desculpe esse desvio, mas como resistir à possibilidade dum anúncio gratuito no Praiano? Voltando ao Euro, assim tivemos recentemente nessa nova moeda nosso primeiro pedido da Espanha, e a seguir nossa primeira fatura e nosso primeiro pagamento. Já notei também, numa discussão com novos clientes potenciais da Holanda que, além desses aspectos práticos, a moeda comum cria uma verdadeira cumplicidade entre nós. Por outro lado, me faz ferver a tendência do governo atual de aumentar impostos, de desanimar os empresários com a lei sobre as 35 h, e de não diminuir com bastante rapidez os déficits, e o tamanho exagerado do estado (46 % de impostos e contribuições obrigatórias, seja a mais alta dos países da OCDE). Com resultado uma das taxas de desemprego mais altas também… Enquanto isso, o BRASIL avança a marcha forçada para uma normalisação de sua economia e, em certos aspectos como as privatizações, está indo mais rápido do que a França. Durante uma pequena pausa numa lanchonete logo no início da estrada, Erval nos disse: "estão entregando o país para os estrangeiros!". Não entrei na conversa, e deixei Bénédicte corajosamente fazer outras perguntas, porque me dei conta de repente que, se o fizesse, talvez a estrada não seria bastante comprida. 
Vem depois o lado esportivo: deixamos nossos filhos lá saindo para os Alpes com Chantal, Guillaume e seus filhos, para esquiar sobre uma espessura record de neve, defronte ao Mont Blanc, e voltar todo o dia gelado para um chocolate quente à beira da lareira. 
Tomando os esportes numa ordem cada vez mais olímpica, encontramos de repente a natação no mar (por sinal manso como raramente o vi), as grandes caminhadas em todas as direções, o bote de Marcio e Lauro para remar e velejar (sim, sim, depois eu conto), a prancha a vela de Haroldo, o violão de Armando, as leituras na rede e as sestas prolongadas. 
Voltando ao assunto da vela, subimos então o vento da serra ao longo da beira da lagoa, eu remando, Tetê na proa e Béné na pôpa, e na hora de descer o vento, pedi a Béné para fazer o leme com o remo, e levantei segurando uma toalha grande, um canto com cada pé e cada mão, que se encheu como um spinnaker. Béné reclamou muito, achando original demais e dizendo que, mais uma vez, eu não podia nunca fazer as coisas como todo o mundo, e achando tambem que o leme era cansativo. Tetê tomou minha defesa achando que para ela estava bem tranquilo, e acabamos chegando perto da ponte. O fim da viagem foi de remo de novo, reconciliando todo o mundo. 
Sob o aspecto pessoal, o contraste existe entre um período difícil que passamos, e essa súbita situação de férias. Com uma hospitalização em abril e a morte em julho do pai de Bénédicte, os meses seguintes foram densos, com os cuidados com sua mãe, cuja saúde tambem já não permite morar só, os negócios da sucessão de que fomos encarregados, meu trabalho sempre muito pesado, e ao mesmo tempo nossos filhos ainda estudantes necessitando nosso apoio, e enfim nosso pequeno neto Malo que esteve tambem bastante conosco. De repente, nos encontramos aqui com nossos primos e tios para rever, com essa velha amizade para cultivar, saudades para matar, uma ausência total de celular (que vertigem!), e mais nenhuma carga! 
A ecologia é tambem um assunto de paralelo interessante. Lá, em PARIS já estamos separando vidro, papel que vão em coletas selecionadas. Em nossa casinha de Normandie, onde me expatrio durante a semana para tocar minha pequena empresa, a coisa chega bem mais longe. Além do que fazemos em Paris, o que queima fica para a lareira, o que apodrece para o biodigestor do fundo do jardim, e as garrafas de plástico enfim para outra coleta organizada. Se a ecologia é cada vez mais uma preocupação na França, ela está virando uma verdadeira obsessão nos países mais para o norte. Foi então com grande prazer que descobrimos que aqui o Parque de JURUBATIBA tinha sido criado, incluindo nossa praia, e lemos o artigo na folha de Quissamã qualificando esta região de santuário ecológico. Parabens a Flávio que andou organisando com sua ONG passeios educativos de coleta de lixo na restinga! O caminho ainda será longo mas estes gestos são passos decisivos. 
Nesses dias tranquilos andamos relendo o Praiano, Claire dizendo suas impressões sobre o BRASIL e sobre a Praia, em outro lugar eu contando a emoção de voltar aqui (nos anos 81 – 82) e ver meus filhos brincarem nos mesmos lugares do que eu na sua idade. Queria concluir acrescentando que essa emoção se prolongou no ano passado com nosso neto Malo, com quem pudemos correr nos deixando perseguir pelas ondas do mar, ou flutuar na água da barra aberta. Contando minha mãe Letícia, meus avós João José e Evelina, somos agora cinco gerações a nos suceder aqui e amar essa Praia. 
Abraços para todos que não revemos desta vez, mais uma vez obrigado aos tios e primos que fizeram tudo com tanta gentileza para que estas férias sejam maravilhosas, e até o ano que vem, espero, por aqui. 
 
François
 
 
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Vida alheia no mesão do Barlança...
 
- Para o pessoal de mais de 30, que só vê a “primaiada” durante a temporada, é comum perguntar, como Zé Carlos: “Você é filho de quem?”; “ Aquela menininha é filha de quem?”. Pois num movimento inverso alguém perguntou, ao ver Annie visitando a Praia com Maricota: “E aquela lá, é filha de quem?” 

- Quando Celsinho falou na sua primeira vez (a serenata) Lúcio disse: “A minha foi no cômoro”. Será que estão falando da mesma coisa? 

- Abrigo anti-chatos funciona na casa 7. ( de Estevão). Guiga gostou... 

- Menina da casa 10: a voz continua a mesma, mas os cabelos, quanta diferença! 

- De tanto seu pai perguntar ” Eu sou seu tio?”, garotão conquista a ‘Tiazinha” em Quissamã no carnaval. 

- Grande revelação acontece no carnaval 99: certa loura da casa 9 confessou sua fascinação pelos uivos do seu lobão... 

- Passeio de barco acaba com o dito cujo em cima do carro. Pergunta um certo pescador embriagado: “Isso é um barco em cima de um carro ou um carro em cima de um barco?” 

- Esposa encontra o corpo do marido prostrado no banheiro. Imaginando-o morto, grita freneticamente quase infartando o mesmo... 

- Fuga na madrugada! Que razões levaram cidadão da casa 3 a abandonar mulher e filha? Explicação: rapaz responsável e trabalhador, não falta um dia de serviço! 

- Aproveitando o pretexto de ter o seu lugar ocupado, lourinho de olhos azuis chegou para posição estratégica no mesão do bar, em noite de caras femininas novas... 

- Rapaz da casa 2A mostra mostra com quantos paus se faz uma barraca. 

- Menina da casa 5 se desloca no ônibus da São Cristóvão para ver namorado. Que paixão, hein?! 

- Ao saber que Vítor vai ser pai em breve, tio Bento comenta risonho: “Ah! ah! Apressadinho, né?”. 

- Garota carioca do garotão da casa 2C confessa: “O carnaval de Quissamã é o melhor!!!” 

- Lourinha da casa 3 chama carinhosamente seu ‘petit-amour’ de ‘nenem gol’ devido à preferência esportiva do guri. 
 

 
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Casa Um 
 
No meu dia-a-dia na cidade,
À roda do ano, faço planos
De passar dias de felicidade
Na Casa habitual, de tantos anos.
Preparo listas do que levar...
Arranjo gente pra regar minhas plantas,
Quero sempre meus filhos integrar
Nesta comunidade, de tradições tantas:
- Reuniões que duram mais que uma hora
Pro Córrego da Praia atualizar
Mas ninguém se arrelia e vai embora
Sem melhorias determinar.
- Nas refeições, 16 a mesa comporta
Os quartos abrigam ate 26.
Ha rodízio mas o que importa
E a alegria rodízio todos de vez.
- Rezas, o oratório fica a nos relembrar,
A bomba manual já se modernizou.
Rachel e Fernandas a nos comandar
Sem Anna, Maria só nos visitou.
- Os papos secretos, conversas informais
Entremeiam presente, futuro, lembranças.
TV, fotos, caminhadas matinais,
Crepúsculos unem adultos, crianças.
Desta Casa, dos poetas, um integrante
Já disse que fevereiro tem rima nobre em coqueiro
A Deus peço que da Lagoa ao Levante
Sempre fique paisagem livre, meu presente verdadeiro.
 
Anna Amelia (Noca)
 
 
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Virando areia
  Por incrível que pareça, eu não queria passar a temporada na Praia de Carapebus. Tinha mil coisas para resolver no final da minha licença (de 4 meses). Vim contrariada, prometendo ficar apenas uma semana. Achava inclusive que as crianças iriam adoecer com o clima praiano. 

  No primeiro momento percebi o que todos pregavam: as crianças ficam livres e a gente também. Fui aos poucos sentindo a “natureza nua e os fluidos remanescentes do gênesis” apregoados por Dario Filho, e vou, cada vez mais, me integrando a essa paisagem, como que virando areia... 

  Pela primeira vez fiz um passeio de barco pelo Parque de Jurubatiba, que depois deste título, ficou ainda mais bonito. O passeio foi lindo. Água, restinga, tabua, pássaros, canoa do Japa, falta isso, falta aquilo para incrementar o turismo da região. 
Recomendo a todos o passeio de no mínimo 1 hora, por apenas 20 reais até três pessoas. 

  A rotina de peixe, cerveja, buraco, caminhada, sorvete na tia Maura, olhar os sobrinhos no banho de mar, camarão, papo na barraca, descanso na rede, vento do mar, é quebrada nos finais de semana, quando chega a civilização trazendo notícias de engarrafamento, calor insuportável, stress. Coisas que nem me lembro mais. 

  A única certeza que se tem é que sair daqui dá muito trabalho e o quanto mais puder ficar melhor... 

 
Mariza de Magalhães Pinto Carneiro da Silva
 
 
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Poema
 A lua enche
A lua míngua
sempre bela
quase exígua
Toda parte
algo pinta
nas bordas, no meio,
nos brejos,
na restinga.
Amores, vida e pindaíba
no Parque da Jurubatiba
       
Zé Pedruzzi 
 
 
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Eu voltei ... aqui é meu lugar
 
  Desde abril do ano passado, tenho vivido muitos reencontros. Alguns esperados, outros nem tanto, mas todos agradáveis. Sem dúvida, o mais surpreendente foi voltar à Praia de Carapebús, após 19 anos de ausência. 

  Tudo começou  com um convite de Luís, meu afilhado, para reintegrar-me à Casa 1 quando quisesse. Aceitei, meio sem saber o que esperar dessa volta. 

  Suzana ofereceu a carona providencial e amiga, num dia condizente com meus horários de trabalho. Lina juntou-se à caravana e assim chegamos à Praia...digo à vila... digo à cidade praiana... sei lá o que dizer de um lugar que tem orelhão, sorvete a quilo, restaurante, trio elétrico, videogames, patrulha da Guarda Municipal, e assim por diante... Fiquei pasma!!! E as casas da família... A mais nova de que me lembrava foi construída por Márcio e Regina Cavour há alguns anos. Adorei conhecer as novas, uma com janelas encarnadas, outra deliciosamente colorida de amarelo, num contraste adorável com o que poderíamos chamar de a encantadora arquitetura colonial das casas praianas tradicionais. 

  Nem dá para entrar muito em detalhes no capítulo gente. Que bom rever todo mundo! Cito apenas dois exemplos, para evitar que o artigo vire livro: conversar com Denise como se a gente tivesse se visto ontem e não há 20 anos atrás (éramos recém-nascidas, é claro!) e descobrir que Marina é digna descendente, tão exuberante e amiga quanto a mãe. E, ao lado do meu irmão, no Balança, ouvir as famosas Irmãs Sisters cantando canções compostas por nossos pais. 

  Lógico: paguei alguns micos, levei um belo rolo no mar, confundi Lulu com Juarez... Pudera, da última vez que o vira, era um menino de 12 anos. Pelo menos, reconheci a semelhança familiar. 

  E por falar em família, chegamos à minha; não a grande família praiana que também é minha, mas a turma da Casa 1. Indescritíveis emoções como dormir no mesmo "quarto das meninas" onde dividia o beliche e os sonhos adolescentes com Dorita, em tempos idos, tomar café na mesa feita para os 70 anos de Vovô, sentar na varanda e admirar a calma da lagoa. Beijar minha madrinha Maricota, bater papos infindáveis com as Tias Noca e Fernanda e as primas Raquel e Fernanda, passar o Planalto em revista com o primo Sérgio, ouvir Pink Floyd com minha afilhada Natália e curtir a nova geração que nem sabia que prima era aquela que apareceu de repente. 

  Meu mundo deu muitas voltas nesses 19 anos, mas descobri que há coisas que não mudarão jamais como a certeza de que, por mais que se tente negar, por mais lugares que se conheça, não há nada como caminhar no cômoro num fim de tarde com a filha caçula, ou se emocionar com o pôr do sol na lagoa. E há uma simples verdade: um coração praiano será sempre um coração praiano. E eu voltei para ficar. 

 
Patricia de Almeida Peixoto
Em 28 de fevereiro de 1999.
 
 
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A Minha Primeira Vez
 
  Eu comecei muito cedo. Ainda adolescente. Tinha 14 anos quando meu pai descobriu que eu trocava três coca-colas por uma cerveja no bar de Vandinho. O passo seguinte foi cortar minha conta. 

  Da necessidade veio a inspiração e compus uma música para ele e meus irmãos mais velhos protestando contra o fechamento da conta. Deu certo e a conta foi reaberta. 

  Daí para frente todo aniversário de meus pais e de outros primos eu colaborava ou fazia paródias. Lá se vão uns 22 anos. Vi gente chorar, se emocionar, sorrir, xingar, praguejar por causa das músicas que compúnhamos. 

  Há uns 7 anos atrás eu quase perdi a virgindade. François fez uma serenata imerecida para mim. Pra quem não se lembra fizeram uma serenata para ele de madrugada e ele madrugou para acordar os seresteiros com uma versão da Marseillaise. Eu não tinha participado, mas recebi uma serenata imerecidamente. 

  Este ano finalmente aconteceu. Com 36 anos finalmente se lembraram de mim. Quando eu menos esperava eles entraram na minha casa, todos estavam dormindo. Me encontraram só de short no sofá da sala e cantaram uma música linda que compuseram para mim. Foi inesquecível. Os primeiros foram: Armando, Denise, Clarinha, Guiga, Patrícia, Dario, Zezé e a participação especial de L.H. sem a qual tenho certeza que não sairia a paródia. 

Vocês me marcaram, um beijo,
  Clique aqui para ler a paródia 
 
Celsinho 
  
(exultante após sua primeira vez) 
 
 
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Cartas dos Leitores
 
Lina e Guta, 

Vocês estão de parabéns. O Praiano está um barato! É mais um fator para a união da família e seus agregados que chegaram a Praia há um século e lá permanecem até hoje. A Praia tem sido sempre agregadora e agora com O 
Praiano "on line" a  mensagem vai chegar rapidamente. Quando eu era criança as cartas e os jornais chegavam à Praia no lombo de um cavalo e depois num grande progresso pelo jipe. Agora é moleza!  Vai-se do Córrego Fundo a Paris 
em minutos. 
Parabéns a todos os colaboradores do Praiano. Uma menção honrosa para  Guta com os seus efeitos especiais, a foto Paris/Praia e a genial ginástica das mulheres e para Helen pelo título que está muito bonito. Lina você é "hors concours" por conseguir reunir isto tudo contatando todos os colaboradores. 

Um beijo 
Suzana 



 
 
Oi Lina, 
Adorei o novo "O Praiano". Fala a minha linguagem!!:)) 
A cachorrinha da casa 10 é a Tiffany. Vou ver se tenho alguma foto da temporada para scanear e mandar. 
Brilhante idéia de vcs.!! 

Um abração. 
Francisco Cavour 
http://www.iis.com.br/~fcavour 



  
Muito bom o jornal da praia. Sugestão só de continuar como esta. Parabéns!! 

Ahhh... Por favor incluam meu nome na lista de e-mail sobre novidades do jornal... Sou o Pablo, namorado da Aline, da Casa 10, filha do "discreto" Chiquinho e "pai" da Tiffany. 

Abraços, 

Pablo. 
 http://www.geocities.com/MotorCity/Lane/5923/ 


Meu nome é 
Nuno
Cheguei!
Dia 9 de abril de
1999
Mamãe Lola e
Papai Vítor me
pediram para
avisá-los!
Peso 3.480 kg e meço
50 cm
Em vez de visitas
prefiro , por
enquanto, as boas
vindas virtuais...
[email protected] 



 
Lina/Guta 
Sensacional O Praiano na net.Super-parabéns para vocês.Anotem meu endereço. 
Abraços. 

Marcio 



 
Lina, desculpe, desculpe, desculpe, mas não foi esnobação, não.Deixei de colaborar com o Praiano por uma infeliz coincidência de problemas em meu computador e no provedor e minha proverbial enrolação. Juro mandar um artigo até sábado _ se houver interesse ainda de aproveitá-lo em algum lugar. Mesmo que não possa ir para a página do Praiano (nem tive tempo de abri-la, ainda) vou escrever, assim mesmo, para expiar meus pecados com esse trepidante periódico. 
Beijão 
Sérgio Léo 

  
Parabéns pela iniciativa de colocar O Praiano "on line". Está ótimo. Os efeitos especiais das mulheres malhando no Cômoro e da foto da ponte estão igualmente ótimos. 
Ah! Parabéns também pela ampla divulgação conseguida. Acredito que O Praiano tenha batido o recorde de circulação. 

Lúcio 



 
Oi Lina, 
 
Imagina que só agora li os seus e-mails e o Praiano na Internet. Fiquei impressionada com a qualidade do negócio. Chic pra caramba. 
Fiquei emocionada com os artigos de François e Patrícia e também com os dizeres em francês do quadrinho amarelo. Sei lá quando vou poder passar temporada na Praia de novo. Com exceção do ano em que Catarina nasceu, passei férias na Praia todos os anos em que estava no Brasil. 
E agora, fico só na saudade e com uma pena danada de meus filhos não poderem viver todo esse paraíso aí. Never mind, quem sabe antes que eu imagine possa estar aí em fevereiro? 

Beijos, Tais 
 
 
 

 
 

 
 
 

Nota da redação:
Os artigos de Patrícia e François justificam um dito que conhecemos: “Vous pouvez faire sortir l’enfant du pays, vous ne pouvez jamais faire sorir le pays de l’enfant”. Ou seja: “Podes tirar a criança do seu país, nunca irás tirar o país do coração da criança” (tradução livre)
 
 
FICHA TÉCNICA:
Lay-out: Helen Amorim
Editoração eletrônica: Helen Amorim
Webmaster: Gustavo
Fotos: Bizu, Sérgio Leo
Redação/Revisão: Lina
 
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