O TRABALHO DO CAVALO DE PÓLO

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Antes de tratarmos especificamente do trabalho veremos o que deve fazer (bem) o nosso animal.
  Um cavalo para jogar deve saber:  

 

Muitas destas condições parecem óbvias, são inatas ou adquiridas durante a doma, na lida com gado ou em provas campeiras. Trata-se agora de aprimorá-las, objetivando o pólo.

Durante um jogo, na maioria das vezes o cavalo executará por si só os movimentos solicitados, sem outras ajudas que não a simples indicação do que se deseja, pois a atenção do jogador deve estar concentrada no jogo, isto é, no seu posicionamento, na bola, nos companheiros e nos adversários, de preferência, esquecendo-se que está montado.

TÉCNICA!!!!!

PRECISÃO!!!!!

Ao contrário de outras modalidades eqüestres, em que o cavaleiro sabe com antecedência quais as exigências que irá enfrentar, onde se encontra, qual a seqüência, onde terá de virar, parar, recuar, correr mais ou menos, no jogo do pólo tudo é imprevisto e o jogador irá solicitar ao cavalo também de surpresa, e a resposta do animal deverá ser rápida e sem brigas.
O pólo é uma modalidade que exige do cavalo muitas habilidades e um esforço bem concentrado. Estas habilidades são solicitadas num ritmo muito acelerado , abruptamente e numa seqüência inteiramente imprevisível.

Existem cavalos que executam todas as ações necessárias ao pólo, mas reagindo e de forma incômoda, tirando o polista de jogo e provocando-lhe um grande desgaste físico.

Daí a necessidade de um trabalho criterioso e progressivo, visando a dar ao cavalo as melhores condições para sua boa utilização.

DETERMINAÇÃO!!!!!!!

 

Três condições são necessárias para que o cavalo possa iniciar prática de jogo:
1ª) Ter revelado, as 9 condições acima expostas.
2ª) Calmo e seguro nos bate-bolas.
3ª) Montada do Juiz, pelo menos em 3 partidas. Durante as primeiras práticas de jogo.

Atuar, se possível, somente em tempos em que todos os animais sejam novos;

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A primeira condição é saber GALOPAR, sempre, em qualquer circunstância do jogo, bem equilibrado, unido e calmo.

O trabalho em CÍRCULO é o mais indicado, pois permite, entre outras coisas:

1 - Acalmar o cavalo;
2 - Dar-lhe um perfeito EQUILÍBRIO ao galope;
3 - Desenvolver o FÔLEGO, aumentando o raio do círculo;
4 - Confirmar as ROMPIDAS ao galope, nos dois pés, que ficam facilitados no círculo;
5 - Confirmar a obediência à Rédea Contrária, (Rédea Utilizada nas voltas durante o fogo), pelo alongamento e encurtamento do raio do círculo

 

RECOMENDAÇÕES
1 - Trabalhar com o cavalo DIREITO SOBRE O CÍRCULO, isto é, ajustado à curvatura. Isto se consegue impulsionando com a perna interna junto à chincha e atrasando a perna externa.

2 - Não deixar galopar DESUNIDO, se isto acontecer, fazer alto e romper novamente no pé certo. O cavalo deve galopar sempre UNIDO, isto é, com o anterior e o posterior do mesmo lado adiantados e o animal encurvando para o lado que está virando, ajustando à curva.

3 - Começar o trabalho por CÍRCULO AMPLOS. Diminuir o raio progressivamente, se o cavalo reagir, aumentar novamente

4 - Trabalhar com APOIO SUAVE (Rédeas quase frouxas). Embora tenha que suportar a ação forte da mão do jogador, o cavalo de pólo deve saber galopar quase abandonado.

5 - Iniciar o trabalho no Pé BOM (pé em que o cavalo tiver maior facilidade) e depois trabalhar o lado pior mais tempo.

Que o cavalo de pólo deve saber GALOPAR É OBVIO, mas galopar de maneira cômoda para o cavaleiro depende de sua MORFOLOGIA e TEMPERAMENTO e depois de MUITO GALOPAR e se forem seguidas estas observações, o resultado será melhor e mais rápido.

 

 

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O aumento e diminuição da velocidade no círculo, aproveitando o aumento e diminuição do seu raio, proporciona ao cavalo um flexionamento de dorso-rim perfeito para o seu fim.

Após a confirmação do exercício acima descrito , passar para o alargar e encurtar o galope na reta, entre dois círculos , que servirão para fazer o cavalo voltar à calma, sempre prejudicada nos aumentos de velocidade.

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O cavalo de pólo tem que saber parar "sentado sobre os posteriores"(riscar o onze com os posteriores) :

1º- Despender menos força para o fazer parar;

2º -Estar preparado e em condições para iniciar uma outra ação;

Para ensinarmos o nosso cavalo a parar é necessário:

1) Elevar a mão e entrar com as pernas, devemos utilizar sempre o peso do corpo;

2) Executarmos altos em rampas descendentes;e

3) Executarmos altos frente a um muro de uma pista ou a parede de um picadeiro.

OBS: Depois dos altos devemos sempre afrouxar as rédeas.

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Um bom trabalho para mudanças de direção começa se mantendo equilibrado, no galope falso, num círculo de 15m de diâmetro aproximadamente.

Depois passaremos a executar sinuosas, bem abertas no início, onde as mudanças de direção sejam suaves, a fim de facilitar o equilíbrio no galope falso.

O trabalho de "oito de conta" também deverá ser empregado para as mudanças de direção, mas só quando o animal estiver executando bem o galope falso e as sinuosas.

 

 

 

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Usamos a expressão "VIRAR", bem distinta da expressão "MUDAR DE DIREÇÃO", enquanto esta revela continuidade no movimento, aquela admite um alto antecedente, ou pelo menos uma meia parada enérgica.

O cavalo de Pólo tem que virar "pivoteando sobre as posteriores", o que só se consegue se o animal já estiver com condições de "PARAR", conforme foi visto anteriormente, isto , com um acentuado engajamento dos posteriores.

O trabalho indicado é feito por intermédio de meias voltas diretas e invertidas.

 

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Devendo exercitar o romper após as VIRADAS e os ALTOS, associando-se tal, à ação das pernas na altura da cilha, a chicotada na garupa e o estalar dos lábios.

O exercício de lição de perna é um bom começo para cavalos "frios" de perna. Quando o animal não atender imediatamente à ação das pernas , o cavaleiro deverá juntamente com um estalar de língua atuar com seu chicote, até que o cavalo torne-se "quente" às pernas do cavaleiro.

Um próximo passo seria fazer o mesmo numa rampa ascendente.

Nessas rompidas o cavaleiro deve deslocar o seu busto para frente.

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Para ACOSTUMAR-SE COM A INTERFERÊNCIA DE OUTROS CAVALOS , o animal obviamente terá que trabalhar juntamente com outros cavalos.

O trabalho de campo, a lida com o gado, dão resultados excelentes.

Passaremos depois ao trabalho em círculo concêntricos com sentidos diferentes. O intervalo entre os círculos irá diminuindo progressivamente e, em casos excepcionais, teremos que iniciar este trabalho ao passo e ao trote.

 

É muito aconselhável levar o cavalo novo para o campo de Pólo junto com os animais velhos ( montada para o boleiro e juiz).

 

 

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No intuito de ensinar o cavalo a pechar , iniciaremos pelo trabalho de duplas em círculos, encostando aos poucos um no outro.
Este trabalho pode ser executado no campo de pólo, um cavalo velho e um novo Passar depois ao trabalho do "coração", que nas primeiras lições deverá ser feito ao passo e ao trote, com um cavalo novo e um velho, deixando que aquele leve sempre vantagem sobre este, a fim de adquirir confiança.

Recomendações:

1º) Só pechar inicialmente em ângulos bem pequenos, para não acuar o animal novo.

2º) Trabalhar com os quatro membros protegidos, ou pelo menos os anteriores, para evitar pisaduras por alcançamento dos membros, muito comum nas primeiras sessões.

 

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Podemos ir acostumando o cavalo com o taco, balançando-o suavemente de um lado e de outro até que o animal não faça mais caso dele.

Existem pessoas que para solucionar um medo mais crônico do taco, penduram um taco em sua baia.

Passaremos então ao ‘"BATE-BOLA", que no início deverá ser feito ao passo.

Só depois então passaremos ao bate-bola ao galope.

 

CUIDADOS A TER NO BATE-BOLA

 

1) Não deixar de usar os protetores.

2) Não interferir na boca do cavalo durante a execução da tacada, sendo até aconselhável, em alguns casos, apoiar-se a mão esquerda na cernelha.

3) Evitar as tacadas difíceis a fim de não correr o risco de castigar o cavalo com o taco.

Reações mais comuns:

REAÇÕES CAUSA SOLUÇÃO
Trepar na Bola falta de equilíbrio Mais trabalho no exterior (barrancos e terreno irregular)
Fugir da Bola interferência na sua boca, tacada nos seus membros Treinamento das tacadas no cavalo de pau , voltando ao bate-bola ao passo, e utilização de protetores nos membros
Atravessar-se nas Tacadas cavalos nervosos Readestrá-los novamente, voltando ao trabalho em círculo
Diminuir a Velocidade no Momento de Taquear cavaleiros interferem na boca no ato de taquear, mesmo que não se pegue a bola (o que é muito comum nos jogadores iniciantes) Após uma tacada , mesmo errando devemos continuar galopando para a frente.

 

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