DOENÇAS
Mesmo diante dos mais cuidadosos tratos com
o nosso amigo, o cavalo está sujeito às doenças
infecto-contagiosas e algumas moléstias mais comuns .
Por esse motivo o transporte de
equinos é controlado em todo o país, e principalmente entre os
países- membros do Mercosul, no caso desse último o
certificado sanitário apenas será emitido se o resultado
negativo for comprovado em laboratório oficial ou habilitado das
seguintes doenças:
Anemia infecciosa
equina
Imunodifusão em
gel de Ágar ( teste de Coggins)
Estomatite
vesicular
Soroneutralização
ou
prova ELISA
Piroplasmose
equina ( Babesia equi e babesiacaballi)
fixação de
complemento
ELISA ou
Imunofluorescência
direta
leptospirose
mínimo de duas
provas sorológicas por técnica de
microaglutinção com intervalo de 15 dias entre
ambas;
Ou tratamento de
antibioticoterapia específica
Além destas faremos algumas sucintas
considerações sobre:
DOENÇAS
INFECTO-CONTAGIOSAS
GARROTILHO
- Doença aguda provocada pela bactéria Streptococcus
equi;
- Apresenta febre , depressão, corrimento nasal, tosse e
gânglios linfáticos aumentados;
- É transmitido pelo pasto, alimentos, arreamentos, baias
e água;
- Controle:
- Vacinação;
- Isolamento imediato do animal infectado;
- Desinfecção das instalações e utensílios
usado pelo cavalo.
TÉTANO
- Altamente fatal;
- Caracteriza-se por contrações involuntárias e
duradouras dos músculos;
- Hiperestesia e convulsões;
- Temperatura elevada (42 C);
- Paralisia dos músculos masséteres;
- As bactérias causadoras normalmente encontram-se nas
fezes dos animais e no solo contaminado por estas fezes,
as quais utilizam como via de acesso os ferimentos
abertos;
- Controle:
- Imunização com o toxóide tetânico;
- Vacinação anual;
- Limpeza e desinfecção dos ferimentos em geral;
- Limpeza e desinfecção dos instrumentos
cirúrgicos.
GRIPE EQUINA
- Também chamada de Influenza equina;
- Doença viral altamente contagiosa;
- Mais comum em cavalos com menos de 3 anos;
- Sintomas: Febre, depressão, tosse violenta, apetite
diminuído e descarga nasal sero-mucosa;
- Transmitido através gotículas da secreção nasal;
- Vacina FLUVAC;
- Isolamento de animais infectados;
- Desifecção de veículos e instalações.
RINOPNEUMONITE EQUINA
- Vírus herpes equino;
- Causa três síndromes:
- Infecção aguda do trato respiratório superior;
- Aborto;
- Infecção do sistema nervoso central.
- Caracteriza-se por febre, tosse moderada e corrimento
nasal seroso de aspecto transparente;
- É transmitido por inalação das gotículas da
secreção nasal;
- Controle:
- Vacinação;
- Isolamento de cavalos recém introduzidos no
plantel;
- Desinfecção do material contaminado por éguas
que abortaram.
ENCEFALOMIELITE EQUINA
- "Doença do sono";
- Caracteriza-se por febre alta, incoordenação,
sonolência, perda parcial da visão, ranger dos dentes,
deglutição dificultada e , em estágios mais
avançados, paralisia;
- Transmitida por insetos que sugam sangue;
- O vírus não é transmitido de cavalo para cavalo;
- Única medida de controle - Vacina.
ANEMIA INFECCIOSA EQUINA (AIE)
- Vírus RNA (muito resistente);
- Caracteriza-se por períodos febris e anemia;
- Ainda apresenta falta de apetite, fraqueza, palidez das
mucosas e edemas nas partes baixas do corpo;
- Transmissão:
- insetos hematófagos;
- emprego de instrumentos cirúrgicos e agulhas
hipodérmicas não esterelizadas.
- Não existe tratamenro específico;
- Torna-se de suma importância as medidas profiláticas
para o combate à doença;
- Verificação através da prova de Coggins.
BABESIOSE
- Conhecida também como Nutaliose ;
- Protozoário do gênero Babesia caballi e Babesia equi;
- Incubação de 8 a 10 dias, que no início da doença
apresenta uma elevação de temperatura;
- ciclo febril remitente --> perda do apetite-->
mucosas amareladas--> edemas localizados--> fezes
cobertas de muco e grande eliminação de urina;
- Transmitida por carrapatos, que ao se alimentarem do
sangue de seus hospedeiros, transmite a eles os
protozoários responsáveis pela doença;
- Nessecidade de um controle cerrado dos carrapatos, tanto
nas pastagens como nos cavalos através das aspersões de
carrapaticida;
- Todos os cavalos independentes de estarem ou não com
carrapatos, deverão ser submetidos ao tratamento.
ESTOMATITE VESICULAR
- Desenvolvimento de vesículas na boca e nas patas;
- Similar a febre aftosa dos ruminantes;
- Transmitida pela saliva e pelo líquido das vesículas de
animais infectados;
- Controle isolamento e higiene dos animais doentes
para que a doença se extingue;
- Identifica-se a doença através da prova ELISA.
CÓLICA
Esta síndrome caracteriza-se por uma dor intensa
na região abdominal, levando o animal a um sofrimento
angustiante e podendo levá-lo a morte.
Sendo a maior incidência em cavalos estabulados
com regimes alimentares artificiais, os cavalos de esporte
tornam-se uma preocupação constante dos proprietários e
cavaleiros.
São duas as causas predisponentes mais
frequentes:
- As ligadas à anotomia e fisiologia do animal;
- As ligadas ao regime alimentar.
| LIGADAS À ANATOMIA
E FISIOLOGIA |
LIGADAS AO REGIME
ALIMENTAR |
| --> Pequeno
tamanho do estômago, em relação a uma grande
capacidade digestiva total; |
-->
Administração de grandes quantidades de alimento de
uma só vez; |
| --> Intestino
delgado longo e preso a um amplo mesentério, livre
na cavidade abdominal; |
-->
Utilização de alimentos deteriorados, mofados ou de
baixa qualidade; |
| --> Ceco
constituindo-se numa grande cuba de fermentação ,
com capacidade de cerca de 30 litros de conteúdo; |
--> Mudanças
bruscas de tipos de alimentos; |
| --> Intestino
grosso (cólon maior) contendo flexuras que podem
constituir-se em regiões de possível obstáculo à
passagem de alimentos de baixa qualidade e mal
digeridos; |
--> Emprego de
pouco volumoso em relação a alimentos concentrados; |
| --> Presença de
algumas válvulas e constrições ( esfíncteres) que
também podem transformar-se em pontos de obstrução
à passagem do bolo alimentar; |
-->
Baixo limiar à dor, isto é, pequenos estímulos
produzem grandes sensações dolorosas.
|
COMO
IDENTIFICAR UMA CÓLICA ?
SINAIS
CLÁSSICOS
Inquietação, que se traduz
principalmente por uma mudança de hábitos e
temperamento e pelo bater insistente das patas anteriores
no chão;
olhares dirigidos ao seu flanco;
Deitar e levantar frequentemente;
Assunção de posturas anormais (às
vezes, sent-se como um cão);
Sudorese, que ser regional ou difusa;
Posição de micção ou defecação
constante, com exteriorização do pênis, etc..