As estatísticas
americanas estimam que
o fumo é responsável
por 350.000
mortes prematuras
a cada ano, a maioria delas por doenças das artérias
coronárias. Além disto, o
cigarro é
a causa primária de câncer de
pulmão e de bronquite c rônica
e está fortemente
associado
a derrames cerebrais, úlcera
péptica, canceres de boca,
laringe, esôfago, estômago,
pâncreas,
rins, bexiga, entre outros. Portanto, o fumo é a maior causa de
morte prevenível em todo o
mundo.
A nicotina e o monóxido de
carbono são, dos agentes liberados
pelo cigarro, os mais
implicados
na gênese das doenças coronarianas
e suas manifestações. O
turbilhonamento do
fluxo coronariano
causado pela nicotina e a isquemia
induzida pelo monóxido de carbono são
responsáveis
por lesões da camada endotelial,
que permitem a entrada de gorduras
para as
camadas mais internas
da parede dos vasos, desencadeando todo o processo.
ALGUNS DADOS CURIOSOS
E IMPRESSIONANTES
· para cada
cigarro fumado, a freqüência cardíaca (o número
de batimentos do coração em um minuto)
aumenta de 8 a 10
batimentos
· alguns
estudos indicam que, em fumantes de longa data, os vasos
sangüíneos se desgastam 10 a 15
anos antes de que
ocorre nos não fumantes.
· Cerca da
metade das mortes entre fumante são de origem
cardiovascular. O infarto d o miocárdio
antes dos 40 anos
é especialmente freqüente nos grandes fumantes (mais de 25
cigarros ao dia).
· Cada cigarro
fumado corresponde a uma redução de 15 a 20 min no tempo
de vida de uma pessoa
normal.
· As autópsias
de fumantes mostram pulmões negros de fuligem
e calcula-se que quem fuma 20
cigarros ao dia
ao final de 20 anos terá acumulado 6 Kg de fuligem.
O FUMO E O CORAÇÃO
A nicotina torna-se prejudicial ao aparelho cardiovascular à medida
que propicia a liberação de
substâncias
- as catecolaminas - que habitualmente só seriam liberadas no organismo
em ocasiões de
estresse. Essas
substâncias preparam o corpo para enfrentar
situações de perigo iminente.
Com
conseqüência,
aumentam a freqüência cardíaca,
a pressão arterial (e, portanto, a
necessidade de
oxigênio)
e a resistência que os vasos opõem à passagem
do sangue. Todos estes efeitos são,
sem
dúvida, nocivos
e indesejáveis, mas principalmente para os cardíacos. A nicotina
contribui ainda para
aumentar a capacidade
do organismo de formar coágulos sangüíneos e diminuir
a sua capacidade de
destruí-los.
Os malefícios do fumo sobre o coração e os vasos devem-se
não somente à nicotina, mas
também ao
monóxido de carbono resultante da queima do papel e do próprio
fumo. A combinação do
monóxido
de carbono com a hemoglobina - glóbulo vermelho do sangue
que transporta o oxigênio -
forma
a carboxihemoglobina, uma ligação
250 vezes mais forte do
que a do oxigênio
com hemoglobina.
Assim, o conteúdo de oxigênio dos glóbulos vermelhos
dos fumantes se reduz em 15
a 20%, comprometendo
o seu fornecimento aos órgãos.Este déficit de oxigênio,
prejudicial em qualquer
circunstância,
torna-se ainda mais sério em virtude do aumento da demanda
provocado pelo nicotina.
Como se já
não fosse dano bastante, o monóxido de carbono
tem ação tóxica, agredindo
a parede
interior dos artérias,
cria uma ferida, na qual irá se depositar a gordura que circula
no sangue. O fumo
ainda tem a propriedade
de aumentar o fracionamento das gorduras no interior dos vasos, aumentando,
assim, a concentração
de LDL, o "colesterol mau", e reduzindo a
de HDL, o "colesterol bom". Estas
alterações
são intensificados em função da dieta dos fumantes
que, como se constatou, são em geral
mais ricas em calorias,
álcool e nocivas gorduras saturadas. Como se vê, o fumo, além
de ser por si só
um importante fator
de risco, exerce uma notável interação com outros
fatores que concorrem para a
origem de doenças
das coronárias.
COMBATE AO FUMO
"Prevenir é
melhor do que remediar". Tanto as estatísticas quanto o senso comum
indicam que a maioria
esmagadora dos fumantes
iniciaram no adolescência. É por isso que deve ser feito um
grande esforço no
sentido de impedir
que se recrutem novos tabagistas principalmente entre os jovens, que são
induzidos ao
estágio de
dependentes do fumo pelas mais variadas forças. E preciso que se
oponham outras forças, a
fim de sobrepujar
o maciço investimento em publicidade que faz indústria do
fumo. Os resultados desta
luta têm favorecido
o time dos que combatem o fumo e brigam pelo vida: ano a ano, vem
diminuindo a
incidência
de tabagistas entre os jovens. Esta redução,
no entanto, tem sido muito lenta, e
pouco
significativo
entre os mulheres, sobretudo as jovens, que,
segundo estatísticas, se mostram
mais
resistentes. Em
adultos jovens entre 1967 e 1987, a diminuição no prevalência
do fumo foi de 1,19% ao
ano entre
os homens, e apenas 0,28% entre
os mulheres. Essas barreiras só
serão vencidas
disseminando-se
o repúdio ao fumo, como um hábito prejudicial e anti-social,
ao contrário da imagem
criada pela indústria
através da propaganda. Remediar é possível, só
é preciso motivação e apoio.
Paralelamente à batalha da prevenção,
há que se realizar esforços
para que os fumantes
abandonem
a vício. Uma conquista fundamental se
considerarmos que o risco
do ex-fumante
desenvolver doenças
relacionadas ao fumo possa a ser igual ou apenas discretamente aumentado
ao de
quem nunca fumou.
As primeiras notícias da comunidade científica
dando conta dos malefícios do
fumo datam do início
dos anos 50. Presumiu-se, inicialmente, que a simples divulgação
desses dados
seria suficiente
para que os pessoas parassem de fumar. Logo se viu que
não era assim. Não basta
fazer conhecer,
é preciso convencer. Uma vez convencido, há que propiciar
ao fumante a ajuda e os
meios para que possa
parar de fumar, liberando-o da dependência física
e psicológica do tabagismo.
Neste sentido, duas
linhas de ação têm sido consideradas: o enfoque individual
e o enfoque ambientar
ou social. No primeiro
caso, o que se pretende é fornecer a cada fumante a motivação
e os meios ideais
para parar de fumar.
A importância da motivação fica clara ao se constatar
que a causa que mais leva
fumantes a abandonar
o vício é a instalação de
uma doença grave - infarto, por exemplo.
Embora
indiscutivelmente
útil e recomendável, a decisão tomada a essa
altura dos acontecimentos equivale a
"trancar a porta
depois da casa arrombada". O desejável é que se divulguem
ampla e realisticamente os
malefícios
do fumo, bem como o sofrimento dos que padecem das doenças provocadas
por ele, a fim
de que a decisão
de libertar-se do vício seja tomado antes do mal instalar-se. A
experiência, no entanto,
mostra que
este caminho traz resultados insuficientes. É
necessário recorrer também ao enfoque
ambiental, ou social,
que consiste em tomar-se medidas como: desprestigiar socialmente o ato
de fumar,
restringir
o tabagismo em lugares públicos, restringir
ou, antes, proibir a publicidade do fumo,
e
aumentar o preço
final dos cigarros através de taxas de modo a tornar o consumo
proibitivo. A adoção
destas medidas depende
da ação governamental e da disposição
do sociedade em cumpri-las. Já se
progrediu muito
neste campo, mas estamos ainda longe do ideal. A tendência atual,
seguida por todas as
entidades que lutam
contra o fumo, tem sido adotar o enfoque amplo, ou seja, a conjugação
da ação em
nível individual
e coletivo.
O colesterol elevado no sangue - a hipercolesterolemia - é muito
mais do que uma das causas da
ateroesclerose,
que leva ao estreitamento e ao entupimento
das artérias coronárias. O colesterol em
excesso é
o alicerce de todo este
processo. Qualquer um pode vir a ter níveis elevados de colesterol
no sangue,
independente de idade, sexo, ou raça. Mas
como esta alteração não determina sinais
ou
sintomas,
as pessoas se surpreendem
com este diagnóstico. Não se alarme,
mas encare esta
situação
seriamente. Se você tem níveis
elevados de colesterol no sangue, existem
alguns fatos
importantes que
você precisa saber para proteger a sua saúde. Primeiro, você
precisa informar-se sobre
o que
significa colesterol elevado, de quanto
está elevado e o que você deve fazer para reduzi-lo.
Prepare-se para
algumas mudanças. Modificar a sua dieta
é certamente a maneira mais correta para
reduzir os níveis
de colesterol.
Orientação Dietética para pacientes com Colesterol
e/ou Triglicerídeos aumentados :
ALIMENTOS PROIBIDOS
· Carnes gordas
e enlatadas, carne de porco, fígado (±) , rins (±)
,"pele" da galinha, etc.;
· Leite gordo,
queijo gordo (amarelo), manteiga e derivados, leite integral, etc.;
· Frios embutidos
(presunto, salame, etc.);
· Gema de
ovo, maionese, creme de leite e sorvete de leite;
· Achocolatados,
creme de leite e leite condensado ou evaporado, iogurte integral;
· Tortas
e pastelaria; · Frituras, óleo de algodão, óleo
de amendoim;
· Oleoginosas
como nozes, amêndoas, etc.;
· Baicom,
toucinho defumado e banha;
· Crustáceos
e frutos do mar (camarão, lagosta, etc.);
· Macarrão
com ovos ou molho com queijo;
· Biscoitos
amanteigados, cremosos ou que contenham gema de ovo;
· Coco, abacate,
caqui;
· Azeite,
azeitona.
ALIMENTOS PERMITIDOS
· Carnes
sem gordura, aves sem pele, peixes;
· Leite desnatado,
margarinas "light", iogurte desnatado, ricota;
· Clara de
ovo; · Frutas e suco de frutas, verduras, legumes e cereais;
· Sorvete
de frutas ou à base de leite desnatado;
· Óleo
de milho, girassol, soja e oliva;
· Arroz,
feijão, lentilha, grão de bico;
· Pão
integral, sem miolo (baguete), farinha integral e de aveia e bolo de aveia;
· Com moderação
nas bolachas, biscoitos e macarrão.
O colesterol elevado no sangue - a hipercolesterolemia - é muito
mais do que uma das causas
da ateroesclerose,
que leva ao estreitamento e ao entupimento das artérias coronárias.
O colesterol em
excesso é
o alicerce de todo este processo. Qualquer um pode vir a ter níveis
elevados de colesterol no
sangue, independente
de idade, sexo, ou raça. Mas como esta alteração não
determina sinais ou sintomas,
as pessoas se surpreendem
com este diagnóstico. Não se alarme, mas encare esta situação
seriamente. Se
você tem níveis
elevados de colesterol no sangue, existem alguns fatos importantes que
você precisa saber
para proteger a
sua saúde. Primeiro, você precisa informar-se sobre o que
significa colesterol elevado, de
quanto está
elevado e o que você deve fazer para reduzi-lo. Prepare-se para algumas
mudanças,Modificar
a sua dieta é
certamente a maneira mais correta para reduzir os níveis de colesterol.
A prescrição dietética é
fundamental no tratamento da hipercolesterolemia,
e lembre-se,
não
existe "dieta mágica". Pense que você
irá modificar seus hábitos
alimentares e que essas
modificações
devem durar por toda a vida. É importante
criar um novo hábito alimentar.
para
fornecer os
nutrientes que você precisa, é necessário
uma dieta variada de alimentos.A melhor maneira
é escolher
alimentos de diferentes tipos e, utilize-os sempre com moderação.
Não elimine as carnes do
cardápio,
experimente transformá-las em
complemento, escolha sempre cortes
magros como:
peito
de Peru e de frango, patinho e coxão duro. Diminua todos
os tipos de gorduras (para cozinhar,
temperar saladas).
Rompa definitivamente com frituras. Evite o consumo
de ovos e lembre-se que
muitos
alimentos os contém (massas,
bolos, doces, etc.).
Lembre-se que a atividade
física é coadjuvante à
dieta sempre, e importante
tanto para
elevar os níveis de colesterol-HDL ("colesterol
bom" = detergente) quanto para baixar os
níveis
de colesterol-LDL ("colesterol vilão"). Ainda mais,
melhora a performance cárdio-pulmonar e
lhe ajuda
a "descarregar" o stress.
