C  O  R  A  Ç  à O

CICLO CARDIACO
                A direção do fluxo sanguineo é controlada por valvulas unidirecionais localizadas estrategicamente  dentro do coração. O sangue proviniente da cabeça e das extremidades superiores, assim como do tronco e das extremidades superiores, retorna atraves das veias cavas superiuor e inferior, respesctivamente para o atrio direito. Daí passa para o ventriculo direito. A medida que o ventriculo direito se contrai, a valvula tricuspide se fecha, impedindo o fluxo retrogrado ( "atrasado") do sangue para o atrio. ao mesmo tempo, a valvula pulmonar se abre e canaliza o sangue, atraves das arterias pulmonares, na direção dos pulmões. Ao retornar dos pulmões ( pela veias pulmonares), o sangue é lançado dentro do atrio esquerdo e, a seguir, do ventriculo esquerdo. A distribuição valvular será a mesma exceto que nomes das valvulas trocarão. A valvula mitral se fecha para impedir o o fluxo retrógrado para dentro do atrio e a valvula aórtica se abre, dirigindo o sangue para os tecidos corporais. 

SISTEMA ELETRICO DO CORAÇÃO
                O coração possui um ritmo contratil inerente, ou seja, nao pode ser controlado. Esse auto-ritmo tem inicio em uma área chamada de nódulo sinoauricular, localizado na parte posterior da auricula direita. Normalmente essa área recebe a designação de marcopasso do coração.
                A partir dessa área, o impulso se propaga atraves dos atrios. Após passar por essa area acima descrita, o impulso ativa outra área especializada do coração denominada nódulo auriculoventricular, que tambem se localiza no atrio direito, na junção atrioventricular. Desse nódulo sai um feixe "condutor" denominado Feixe de His, que se estende para os ventriculos direito e esquerdo. 

CATETERISMO
O que é?
Quais são os riscos e possíveis complicações?
Como proceder após o cateterismo?

O que é um Cateterismo Cardíaco?

        O cateterismo cardíaco é um procedimento de rotina, relativamente   sem  dor,  não cirúrgico, que
pode  ajudar  seu  médico  a  diagnosticar  alguns  problemas  de  coração. Em alguns   casos,  também
pode  ser  usado  para  tratamento  de  certas  doenças  cardíacas.  Para a realização  do  procedimento,
seu  médico  introduz um cateter, que vem a ser um pequeno "tubo" comprido e flexível, em um artéria,
e o guia suavemente até o coração. Uma vez posicionado adequadamente o cateter, são realizados raios
X, que serão armazenados em uma espécie de filme.

        Este  exame  deve  ser  feito  em  ambiente  hospitalar,  sob   anestesia  local  e  através  de   uma
artéria do braço ou, preferencialmente, através de um pequeno orifício feito na artéria femural da região
inguinal  direita  ("virilha"), sendo então introduzido o cateter, conforme descrição prévia.Com o cateter na
artéria aorta, são então localizadas,  na  origem,  as  duas  principais  coronárias,  e  ali  são injetadas
pequenas quantidades de contraste.O percurso que o contraste faz no interior da coronária  e  nos  seus
ramos é registrado por uma câmara filmadora, podendo então  ser  observada  a  presença  ou   não  de
obstáculos  à  sua passagem, que nada mais são do  que  placas  de  ateroma (depósito  de  gordura   na
parede  dos  vasos ). O  exame   permite   avaliar   se  o  vaso  obstruído  é   importante  ou  não,  se  a
obstrução é severa  ou  não, qual  a  característica  da   placa,  quantos  vasos  estão  comprometidos  e,
finalmente, como  está  a  contração  do  coração. É  fundamentalmente  a  cinecoronariografia  que  irá
estabelecer  a  anatomia, orientando  o  cardiologista  na  escolha  do tratamento mais adequado.
 

Quais são os riscos e possíveis complicações?

        O cateterismo  cardíaco tem   riscos   relativamente   baixos.  Geralmente,  os   benefícios  de   se
conhecer    a   exata   extensão   anatômica   de   sua   doença,  e  a    possibilidade   de  escolher-se   o
tratamento mais adequado, superam os riscos potenciais. Alguns  possíveis  riscos  são:  hemorragia  ou
formação  de  coágulos  de  sangue,  perfuração   do  músculo  cardíaco ou  de  algum  vaso sangüíneo,
arritmias   ( batida  anormal  do  coração ),  reações  alérgicas  ao  contraste  utilizado durante o exame,
infarto  agudo  do  miocárdio  e   embolia   cerebral.  Porém  a  incidência  de complicações é inferior a
1:1000 casos.
 

Como proceder após o cateterismo?

        Depois  de  realizado  o  cateterismo, o  paciente deverá permanecer em repouso  por 4 a 6 horas.
Se o exame foi realizado pela região inguinal, a perna correspondente deverá ficar  imóvel por  6  horas,
para evitar hemorragias. Avise a enfermeira ou o seu médico se:  sentir dor   no  peito  ou  no  local  da
inserção do cateter, se sentir que  o  braço  ou  a  perna  onde  foi  colocado  o  cateter  estiver  frio  ou
adormecido, ou ainda se sentir calor ou umidade ao redor  do  local  de  inserção   do cateter. A maioria
das pessoas submetidas a um cateterismo cardíaco  pode  retornar  a  suas atividades  normais  em   um
ou  dois   dias,   mas   convém  evitar  levantar  objetos  pesados  ou  submeter-se  a  grandes  esforços
físicos por um período médio de uma semana.




ANGINA

O QUE É?

Angina, ou angina pectoris, ou ainda angina de peito, é uma dor localizada tipicamente no centro do peito.
As pessoas a descrevem  como  um  peso, um  aperto,  uma  queimação  ou  ainda  como  uma  pressão,
geralmente localizada atrás do osso esterno. Algumas vezes ela pode se estender para os braços, pescoço,
queixo ou costas.
 

POR QUE OCORRE?

A dor aparece quando o suprimento de sangue para uma parte do coração é insuficiente. Nesta  situação,
o coração não recebe a quantidade de oxigênio e nutrientes necessários, o que se traduz em dor.
 

EM QUE SITUAÇÕES PODE OCORRER?

Ocorre  mais  freqüentemente  durante  os  exercícios  ou  "stress"  emocional,  pois  nestas  situações a
freqüência cardíaca (número de batidas do coração) e a pressão arterial aumentam e o coração necessita
de mais oxigênio. O  suprimento de sangue para o músculo  cardíaco  é  feito  pelas  artérias  coronárias.
Modificações  nesse suprimento, geralmente causadas por  algum  entupimento  nas  artérias  coronárias,
podem lhe causar problemas.
 

O QUE É INFARTO?

Como  na    angina,   também   está   ligado   a  uma  diminuição  do  suprimento  de   sangue   para  o
músculo  cardíaco.  Contudo,  na  angina  este   suprimento   é   reduzido   temporariamente,   levando
à  dor   no  peito,  enquanto  que no infarto ocorre  uma  interrupção  abrupta   do   fluxo   de   sangue
para   o   músculo   cardíaco,   secundária   ao   entupimento   de   alguma    artéria   coronária.  Nesta
situação,  a  dor  é  mais  intensa  e  dura  mais  tempo.  Como  regra geral, a angina não  causa  danos
permanentes ao músculo cardíaco, o infarto sim.
 

COMO É FEITO O DIAGNOSTICO?

Os médicos podem chegar ao diagnóstico de angina pela descrição  dos sintomas  sentidos, diagnóstico
este que poderá ser confirmado através de alguns exames. Algumas  vezes, apesar  do  diagnóstico  de
angina, o eletrocardiograma de repouso é normal, por  isto o seu  médico  pode  solicitar  um  teste  de
esforço  para  confirmação  diagnóstica. Neste  teste  é  feito  exercício  em  bicicleta  ou  esteira  para
aumentar as necessidades de sangue e oxigênio. Seu médico ainda poderia solicitar exames como  uma
cintilografia miocárdica. Se for necessário o conhecimento da anatomia de suas coronárias, seu médico
recorrerá a um cateterismo cardíaco.A escolha dos exames depende de alguns fatores, como gravidade dos
sintomas e dos exames prévios, idade e patologias associadas.
 

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

Existem três formas de tratamento: o  tratamento  clínico,  a  angioplastia  coronária  e  a   cirurgia   de
revascularização miocárdica. O tratamento clínico consiste no  uso  de  certas  medicações  com   ação
vasodilatadora e sobre a freqüência cardíaca, que reduzem o  grau  de  isquemia  miocárdica, como  os
nitratos, os bloqueadores dos canais de cálcio e os betabloqueadores. O nitrato sublingual é o  que  age
mais rápido em até dez minutos a dor deve desaparecer. Caso isto não aconteça, procure o mais breve
possível um serviço de emergência. Se as crises de angina persistirem, apesar da medicação, ou  se  as
obstruções nas artérias coronárias forem muito graves, poderá ser indicada a  angioplastia  coronariana
ou a cirurgia de revascularização miocárdica. A  angioplastia  coronária  consiste  em,  através  de  um
procedimento semelhante a uma  cinecoronariografia, dilatar  a  lesão  da  coronária  com  um  cateter
especial, com um "balão" na ponta, que quando inflado, esmaga a placa  de ateroma  contra  a  parede
da artéria, desentupindo-a. Na cirurgia de revascularização miocárdica, uma veia é retirada da perna  é
colocada sobre a  artéria  entupida, ultrapassando  o  local  do  bloqueio. Um  tipo  de  ponte  especial
poderá ser feita, utilizando-se uma artéria chamada mamaria interna.
 

O QUE VOCE PODE FAZER PARA SE AJUDAR?

Se você tem o diagnóstico de angina evite situações nas quais ela normalmente aparece e  informe  o
seu médico sobre modificações  ou  aparecimento  de  novos   sintomas. Alguns  hábitos  devem  ser
modificados: você deve abandonar o fumo, controlar a sua dieta e o seu colesterol e ainda   controlar
a hipertensão arterial. Se você não possui nenhum deste fatores agravantes,  fique  vigilante,  através
de consultas e exames periódicos orientados por seu médico. Por fim,  se  você  apresentar   dor   no
peito prolongada,  ou  seja, por  mais  de  trinta  minutos,  procure   com   brevidade  um serviço  de
emergência, pois isto pode reverter um possível  infarto do miocárdio,  através  do  uso  precoce   de
medicamento trombolítico.

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