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Comunicarte
Not�cias de Portugal
Helder Bastos, 5 de Agosto, 1995
Um portugu�s a viver em Espanha pergunta: "Algu�m sabe se � poss�vel obter not�cias de Portugal, por rede?". A resposta n�o se fez esperar. Batista diz que sim e explica: "O Jornal de Not�cias abriu ontem a sua edi��o "on-line", que creio que � a primeira do pa�s. Para al�m de fotos das primeiras p�ginas do dia, h� resumos de algumas not�cias, um pouco de hist�ria do jornal e um reduzido banco de imagens que espero que o JN agarre a s�rio e implemente no futuro". E logo surge Margarida na discuss�o. Desde a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, d� os parab�ns ao JN "por ser o primeiro jornal portugu�s com uma edi��o "on-line"". E termina a sua mensagem com um t�pico "Viv� Porto". Esta conversa entre portugueses, separados por milhares de quil�metros, tem lugar na rede Internet, a tal que liga, atrav�s de computadores, 30 milh�es de utilizadores em todo o Mundo. A troca de mensagens � poss�vel porque h� na Internet um espa�o que permite �s pessoas ligadas � rede discutirem o que quiserem, quando quiserem. A este espa�o foi dado o nome de "Newsgroups", ou grupos de discuss�o, que s�o aos montes. Passemos para outra parte da Internet, a World Wide Web (WWW). Aqui pode ser encontrado o Jornal de Not�cias, na sua vers�o electr�nica. Foi o que descobriram, h� pouco tempo, milhares de portugueses espalhados pelo Mundo. De repente, perceberam que podiam ter, diariamente, not�cias actualizadas do seu pa�s, bastando, para isso, ligarem-se � Internet atrav�s dos seus computadores caseiros, os de universidades ou mesmo de empresas. De repente, tamb�m, o JN passou a ser folheado electronicamente por portugueses instalados em pa�ses distantes como o Jap�o, M�xico, Austr�lia, Israel, Irlanda, Pol�nia, Brasil, �ustria e Noruega. Alguns n�meros s�o esclarecedores. Na primeira semana de perman�ncia na rede, o jornal foi consultado 1379 vezes na Gr�-Bretanha e 582 em Fran�a. Nos Estados Unidos, houve bastante procura, principalmente universit�ria. Foram tr�s mil as consultas feitas a partir de estabelecimentos de ensino e 1672 a partir de empresas. At� organiza��es governamentais norte-americanas deram 41 espreitadelas... Na casa das tr�s centenas de consultas est�o pa�ses como a Su��a, Alemanha, Holanda, It�lia e Noruega. Na Su��a, houve 529 leituras. No Jap�o, tr�s curiosos resolveram ir � procura do primeiro jornal portugu�s a ter uma edi��o actualizada diariamente na Internet e em Hong Kong o n�mero subiu para 30. Foi, no entanto, em Portugal que a procura foi maior: 12.130 consultas feitas no territ�rio nacional. No entanto, estes novos leitores n�o se limitaram a percorrer as p�ginas do jornal no computador. Recorreram a outro instrumento precioso da Internet para dizerem o que pensam do "novo" JN: o correio electr�nico ou "e-mail". De quase todos os pa�ses acima mencionados, chegaram ao jornal centenas de mensagens, algumas dando sugest�es para a melhoria do produto. Das muitas vindas do estrangeiro, uma boa parte dava conta do mart�rio que � estar l� fora e n�o ter acesso a informa��o fresca sobre Portugal. Os jornais ou revistas n�o chegam l� ou, quando chegam, j� cheiram a mofo. Com o jornal na Internet, o caso muda de figura. Os tr�s curiosos no Jap�o podem hoje ler o JN electr�nico em T�quio ou Hiroshima antes de, por c�, a vers�o em papel chegar aos quiosques de Caminha ou de Leiria.
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