Alienígenas: seres espaciais normalmente encontrados em filmes de ficção científica, jogos de CD-ROM e nos "Donos da Bola".
Binoche: nome de actriz bonita e talentosa.
Caldeirada: aliança PPD-PSD-CDS-PP-Portas. Liga de Futebol. O PS e o aborto. A Internet. Prato delicioso cilindrado por multinacionais de pizza e hamburguer.
Digital: "password" para a entrada no século XXI. Violento nó conceptual na cabeça de alérgicos a novas tecnologias.
E-mail: descendente electrónico dos pombos-correio. Futuro pesadelo dos CTT. Bom e barato para namorados distantes.
Frederico: nome de padre voador. Do brasileiro "cara de pau".
Genocídio: subsiste para lembrar que o homem evolui tecnologicamente à velocidade da luz e civilizacionalmente ao ritmo da reforma do sistema fiscal português.
Herman: património humorístico nacional.
Internet: novo meio de comunicações, relações, comunidades, divórcios e comunhões. Grande de mais para este século. Certeiro para a era dos extremos. Inesperado para distraídos. Dispensável para ignorantes. Via rápida da inteligência colectiva. Ópio para mentes inquietas.
Jazz: menosprezado pela generalidade das rádios e televisões nacionais. A única esperança para os amantes do género é Marcelo ser eleito primeiro-ministro, privatizar a RTP e trocar novelas por concertos do Miles Davis.
Lixo: não raramente sinónimo de horário nobre na TV. Mobiliário urbano das grandes cidades portuguesas.
Multimédia: a vida para além do texto.
Netanyahu: artista principal na versão israelita da série norte-americana «O terceiro calhau a contar da Terra».
Olá: habitat natural das super-tias no Semanário.
Perfeita: a afirmação de Clara Pinto Correia: «Portugal castiga quem se distingue».
Questionável: a fórmula editorial do «24 Horas».
Rosa: nome terno para sempre manchado por Casaco. (Agora só nos falta mesmo um livrinho de memórias deste senhor com um título de inspiração frederiquiana: «Meu filho, Rosa Casaco»).
Saúde: onde devia estar boa parte dos milhões da Expo-98.
TVI: equívoco do cavaquismo. Pecado de quem deveria preocupar-se menos com a comunicação catódica e mais com o diálogo aberto com os fiéis. O maior disparate político-audiovisual da década.
Ulisses: o olhar dele inspirou Angelopoulos para um belíssimo filme.
Verborreia: arte do final do século XX celebrizada pelo político ultra-periférico Alberto João Jardim.
Xadrez: jogado pelos elementos dos Excesso para aliviar o stress provocado pelos concertos.
Zapping: remédio santo contra o pimba.