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Tatko, 11/9/99 Tem
havido alguma evolu��o da posi��o dos governos nas �ltimas horas,
embora ainda nada de decisivo. At�
a Inglaterra j� n�o vende mais armas � Indon�sia, segundo ouvi esta
tarde. Esta
evolu��o ocorreu ap�s as declara��es de Clinton, a que j� fiz refer�ncia. O
que s� vem demostrar onde se encontra a chave para a resolu��o deste
problema. Como
muito bem o compreenderam os milhares de pessoas que se t�m manifestado
junto � embaixada estadunidense. Compreens�o
geral, de resto, mesmo daqueles analistas que, por raz�es que n�o
interessa agora escalpelizar, se preocuparam em nivelar a import�ncia dos
pa�ses membros do Conselho de Seguran�a para a resolu��o deste caso. O
que, evidentemente, n�o obsta a que todos devam ser pressionados e
colocados ante as suas responsabilidades, sem, contudo, perder o norte,
afim de que a press�o maior seja feita no local adequado, como est� a
acontecer. .../... O
"P�blico" de hoje (11/9/99) traz noticias significativas. O que
o jornalista diz sobre os diplomatas portugueses, que estiveram em Timor,
deve merecer cuidada reflex�o. Mas
o mais significativo, na minha opini�o, foi a informa��o de que o edif�cio
do banco de Dili est� perfeitamente intacto e devidamente protegido por
barreiras de arame farpado! Cada um que interprete como quiser. Ainda
no P�blico, o Bispo Belo � perempt�rio: os indon�sios procuram ganhar
tempo para acabarem a matan�a! Quem
� que lhes vai dar esse tempo? .../... Lembram-se
do Kosovo? A� os governos n�o tinham d�vidas: Milosevic era o respons�vel
de tudo. E
agora em Timor? Parece que n�o h� respons�veis. O
general Wirianto - vejam s� - n�o tem explica��o,
o coitado n�o percebe porque os chefes militares locais n�o
obedecem!!! Est�-se mesmo a ver, n�o est�? .../... N�s
os portugueses devemos interrogarmo-nos da raz�o porque os outros
governos, inclusive, dos nossos principais aliados, demoram tanto a
responder �s nossas pretens�es, mesmo num caso como este. �
claro, somos um pequeno pa�s, logo a nossa influ�ncia nunca seria
grande. Mas
n�o s�. O facto � que os USA est�o habituados a que os governos de
Lisboa lhe fa�am todas as vontades e ainda batam palmas. At�
os avi�es, que para eles s�o para a sucata, lhes compramos. Sem
esquecer toda a problem�tica da base das Lajes, que j� tem sido
referenciada neste f�rum. Ou
seja, de Lisboa, Washington n�o espera problemas. Da� o pouco cuidado, a
pouca aten��o dispensada. At�
o embaixador desconhece a l�ngua p�tria. Para
que precisa dela? Est�
habituado a que os governantes lusos fa�am quest�o de alardear o seu
ingl�s. Fosse
outra a atitude dos nossos governos, tivessem o cuidado de desenvolver uma
pol�tica estrangeira independente, respeitadora do direito internacional
e n�o dos caprichos do Tio Sam, e hoje certamente ter�amos maior audi�ncia,
mais respeito pelas nossas posi��es. E,para
aqueles que eventualmente n�o saibam ou n�o se lembrem, apenas digo que
logo ap�s o 25 de Abril de 1974 os USA, e n�o s�, tiveram a preocupa��o
de colocar em Lisboa um embaixador que falasse portugu�s. Para bom
entendedor... .../... O
padre Mel�cias apelou hoje a que os portugueses rezassem muito por Timor. Se
rezar ajudasse, at� eu, que sou ateu, me ajoelharia para o fazer. Rezem
o que quiserem. Mas n�o se fechem dentro das igrejas. Saiam para a rua. A�
� que a vossa ac��o se faz sentir. Ali�s,
lan�o um repto ao padre Mel�cias: porque n�o fazer uma missa a c�u
aberto, por exemplo, em frente da embaixada dos Estados Unidos? Isso
� que seria uma ac��o! Teria impacto a n�vel mundial! Muita
mais gente seria assim ganha em todos os pa�ses, at� nos Estados Unidos,
onde s�o muitos e activos os amigos de Timor. E, mesmo na Indon�sia, h�
muitas pessoas com Timor. N�o se confundam os povos com os governos. (11/9/99 �s 0:46) Esperar pelo consentimento da Indon�sia? Para qu�?
isso foi ch�o que j� deu uvas. O que foi escrito sobre os tiros tem a haver com
algumas declara��es do Alatas, que me escuso agora a concretizar. N�o creio que a Indon�sia se atreva a enfrentar a
ONU, se esta decidir avan�ar. A situa��o � dif�cil, mas essa de resistir at�
ao �ltimo soldado parece-me chala�a. At� porque sabem que depois do �ltimo soldado
chegaria a vez deles. Obrigado pela visita � p�gina. Terei muito gosto
em retribuir. A menina, uma foto muito sugestiva e tremendamente
humana, retirei - a de um site sobre Timor que foi recomendado neste f�rum.
(11/9/99
�s 0:7) Mestre: Por esse caminho n�o vamos l�. O que se exige �
a decis�o adequada dos CS. Dos USA espera-se apoio pol�tico e, se for
preciso, log�stico. A Austr�lia, v�rios pa�ses, j� se mostraram
prontos a avan�ar e n�o exigem tropas dos USA. Esta for�a, se for criada, pode entrar em Timor
sem ser aos tiros. O que se deve perguntar ao Alatas e ao Wirianto �
se neste caso os militares indon�sios disparariam contra as tropas das Na��es
Unidas? Eu tenho admira��o pelo povo estadounidense. De
uma forma geral, n�o digo o mesmo do governo de Washington. Gosto muito tamb�m do nosso povo. E, nos �ltimos
dias fiquei a gostar ainda mais! Que admir�veis que t�m sido os
portugueses! (10/9/99
�s 23:18) Hoje, n�o estamos como ontem. Mas continuamos no
dom�nio das palavras. J� basta da confian�a dada aos militares indon�sios
para dominarem a situa��o! J� n�o h� pachorra. S�o esses militares os
respons�veis pela situa��o! N�o insultem a nossa intelig�ncia! N�o finjam
que n�o sabem isto! .../... Ontem e hoje o Clinton fez declara��es. As
primeiras foram criticadas pela Austr�lia e eu concordo plenamente. Hoje, o embaixador Ant�nio Monteiro mostrou-se
entusiasmado com as declara��es de ontem do Clinton e desvalorizou as cr�ticas
australianas. Foi um erro, um terr�vel erro! Essa mania de h�per - valorizar qualquer coisinha
que vem dos USA s� nos tem prejudicado. O que � preciso � dizer claramente que o tempo
das declara��es j� passou. O que se exige s�o ac��es reais. � tempo de dizer ao governo americano que n�o est�
a cumprir com as suas obriga��es de aliado; que n�o est� a cumprir com as suas obriga��es
de membro ( o principal e decisivo) permanente do Conselho de Seguran�a; que n�o est� a ser coerente com os valores que
diz defender e que objectivamente est� a pactuar com uma b�rbara ac��o
de genoc�dio de um povo bom, que acreditou na comunidade internacional! .../... No dom�nio das palavras, h� quem diga, ontem
ainda o disse, que a situa��o d� sinais de melhorias! Enfim, como se sabe, n�o � obrigatoriamente
precisa a ac��o dos bombeiros para apagar um inc�ndio. Deixado a arder, este acabar� por extinguir-se
quando j� tiver consumido tudo. � deste tipo de melhorias que falam? E, j� agora, se a situa��o est� a melhorar
porque se retiram os membros da UNAMET? Ent�o n�o devia ser ao contr�rio? Melhorando a
situa��o os representantes internacionais, e n�o s�, deviam poder
permanecer e regressar ao territ�rio. N�o � assim? Claro que �! E os respons�veis internacionais
sabem muito bem disso.
.../... Viram as imagens de hoje na televis�o? Aqueles
Timorenses a fugirem durante a noite da UNAMET para as montanhas? Repararam naquele Homem? A sorrir e a fazer o
"V" da vit�ria para a c�mara? Que imagem espectacular! No meio da trag�dia, n�o
desapareceu o sorriso, a consci�ncia e a confian�a na vit�ria. Sim, Timor vencer�! (9/9/99
�s 12:32) Nem sequer uma suspens�o de auxilio! Nem sequer uma san��o! Nada. absolutamente nada! Somente declara��es!!! Onde est�o os nossos aliados? Onde est� a Uni�o de que fazemos parte? Onde est� o empenho pelos direitos humanos? Onde est� o nosso prest�gio internacional, a
maior autoridade moral que o pa�s supostamente teria adquirido quando o
governo decidiu participar nas ac��es que os "nossos aliados"
levaram a cabo? (8/9/99
�s 22:58) O Habibie devolveu o mail. Ser� que j� foi
deposto? Ou j� n�o tinha espa�o para mais? Provavelmente foi s� por ser primitivo. O Clinton
pelo menos respondeu, via respondedor autom�tico. (8/9/99
�s 19:43) A Unamet vai sair de Timor! Oh, suprema vergonha, � supremo esc�ndalo! Para que serves tu, Conselho de Seguran�a? Para que serves tu, ONU? Ferida de morte no Kosovo pelos principais membros
do Conselho de Seguran�a, agonizante em Washington, onde a Nato, com a
presen�a de Guterres, aprovou o seu novo conceito estrat�gico, t�o
energicamente defendido pelo ministro Jaime Gama, � ONU s� restava
aguardar que algu�m lhe passasse a certid�o de �bito. Foi o que os indon�sios fizeram. Tenho a impress�o de que este desenlace, se � tr�gico
para os povos, e pode vir a ser ainda mais, n�o � totalmente do
desagrado dos que efectivamente mandam no Conselho de Seguran�a e nas
institui��es mundiais. (8/9/99
�s 19:42) � evidente que estava tudo planeado! Muito se tem especulado sobre se o que se est� a
passar resulta ou n�o de um plano pr�vio do poder em Jacarta. Para o embaixador Fernando Neves a resposta � n�o,
pois isso representaria um verdadeiro suic�dio para o governo indon�sio.
Simplesmente, ao dizer isto, o embaixador F. N. est�
a tentar defender-se a si e ao governo sobre as ordens do qual trabalha. � evidente que tudo estava planeado. � evidente que os indon�sios sempre controlaram a
situa��o. Por isso � que ela � o que �. Por isso � que ela se agrava a cada medida mais
que os indon�sios tomam para "a controlar". Por isso � que n�o querem l� os capacetes azuis.
Neste sinistro plano, s� falhou uma coisa, a �nica
que os assassinos n�o podiam controlar: a reac��o das Falintil �
gigantesca provoca��o. Esperavam que os guerrilheiros descessem das
montanhas e entrassem em confronto. Poderiam assim invocar o fantasma da guerra civil,
justificar a sua interven��o, esmagar a resist�ncia e anular o
referendo, dizendo que a ideia era boa, mas os timorenses n�o se
entendiam e sem eles seria o caos. Mas a est�ica conten��o das Falintil trocou-lhes
as voltas. J� em movimento, n�o conseguiram parar. Antes
pelo contr�rio. Ainda mais enraivecidos semearam e semeiam a destrui��o
e a morte. Mas n�o conseguiram esconder a sua verdadeira
face: a face disforme e horrorosa dos algozes. � claro, esta � uma estrat�gia de alto risco. S� poss�vel porque explora a hipocrisia e o
cinismo das principais pot�ncias mundiais, curiosamente aliadas estrat�gicas
de Portugal. Mas, � uma evid�ncia, deve-se reconhec�-lo: o
repugnante ministro Ali Alatas sabe bem o terreno que pisa na cena
internacional. Eu n�o me esque�o da China e da R�ssia. Sei bem
que tamb�m devem ser pressionadas. Uma atitude mais positiva da sua parte
ajudaria muito. Mas, por favor, n�o digam, como fazem alguns, que
s�o elas que impedem o Conselho de Seguran�a de agir, porque n�o �
verdade! O Conselho de Seguran�a n�o decide porque,
principalmente os USA - e tamb�m a Inglaterra e a Fran�a, para l� de
declara��es - n�o querem . Por muito que custe, esta � que � a realidade. Estes nossos "aliados" t�m um
entendimento muito particular do que � uma alian�a: Quando eles precisam � nosso dever de aliados
participar. Ao contr�rio, quando somos n�s que precisamos o
dever de aliados a isso j� n�o os obriga. S�o assim as coisas, neste momento, at� quando? No imediato, conseguiremos alter�-las em tempo �til?
O Povo Portugu�s, que admir�vel que tem sido, est�
a fazer todo o poss�vel. Timor ser� livre! Os criminosos ser�o julgados!
Lutaremos por isso! (7/9/99
�s 23:44) "Portugal tem aliados?" Parece que n�o (mas isto dava uma longa conversa,
que ficar� para mais tarde) a menos que os obriguemos a isso. Parece que se est� a conseguir, embora com uma
lentid�o exasperante. A barreira da hipocrisia � muito grande, mas
parece dar sinais de ceder. � a credibilidade deles que est� em jogo e,
apesar de tudo, n�o se podem dar ao luxo de ignorar isso. Oxal� ainda se chegue a tempo. (6/9/99
�s 19:54) Da forma mais dram�tica, da forma mais terr�vel,
da forma mais amarga, se est� a ver qual � de facto a pol�tica das pot�ncias
ocidentais, dos mandantes da Nato, dos aliados estrat�gicos de Portugal
para com os direitos humanos! Da forma mais dram�tica, da forma mais terr�vel,
da forma mais amarga, se est� a ver a futilidade da afirma��o de que a
participa��o de Portugal na agress�o � Jugosl�via aumentava a
autoridade moral do nosso pa�s para fazer valer os direitos do Povo de
Timor e que se defendia Timor no Kosovo... Que desesperante tristeza! Que imensa vontade de
chorar... (6/9/99
�s 3:28 "Tatko, vi a tua p�gina e em particular a
parte que diz respeito ao Capitalismo..." Obrigado pela sua visita. Terei muito gosto em
visitar a sua ou as p�ginas que me indicar. O que o Povo de Angola precisa, � semelhan�a do
Povo de Timor Lorosae, � que a comunidade internacional, a ONU, o
Conselho de Seguran�a respeite e fa�a respeitar os compromissos que
assumiu e as decis�es que tomou...
Mas, desde j�, quero sublinhar a terr�vel li��o
sobre o mundo actual que resulta dos tr�gicos acontecimentos que estamos
a presenciar. Hoje, em minha casa, vou acender uma vela por
Timor. Junto-me ao apelo j� feito nesse sentido. (4/9/99
�s 18:37) Quantas mortes mais ser�o precisas para convencer
o Conselho de Seguran�a a fazer o que h� muito devia ter sido feito:
enviar uma forte for�a de capacetes azuis para Timor Lorosae? Enquanto isso multiplicam-se as declara��es de
preocupa��o por parte de diferentes pa�ses. Para qu�? Para tentar anestesiar a opini�o p�blica,
para fazer crer que fazem algo quando n�o fazem nada! Entretanto, a viol�ncia continua e os convites aos
generais indon�sios para as feiras de armamento tamb�m. � significativo que alguns pa�ses revelassem que
estavam prontos a accionar planos de evacua��o dos seus cidad�os. Como? Ent�o a confian�a no compromisso da Indon�sia
de garantir a seguran�a era muito pouca ou nenhuma. Sendo assim porque n�o insistiram, e at�
travaram, a ida dos capacetes azuis? Porqu�? Porque isso seria uma despesa? Para n�o
prejudicar chorudos neg�cios em perspectiva com os generais indon�sios?
Sim, porqu�? Se d�vidas houvesse, as imagens televisivas de
hoje s�o claras quanto � osmose entre os militares indon�sios e as
ditas mil�cias, de facto, verdadeiros militares ou pol�cias � civil! O que refor�a a ideia de que a solu��o dos
problemas passa pela retirada das tropas do invasor, como muito bem tem
afirmado a Resist�ncia. Aconte�a o que acontecer, e eu estou convencido
que o Povo Timorense pela sua luta acabar� por triunfar definitivamente,
a ONU, o Conselho de Seguran�a saem muito mal desta situa��o. Eu sei que, nas presentes condi��es, n�o havia
alternativa. Mas foi um erro confiar no Conselho de Seguran�a. O Povo de Timor est� a pagar caro n�o ter sido
poss�vel evitar esse erro. � semelhan�a, ali�s, do que j� tinha acontecido
e est� a acontecer em Angola. Finalmente, a causa de Timor � uma causa nacional.
Porqu� ent�o n�o estava reunido o Conselho de Estado para reagir ao an�ncio
dos resultados? Pelo menos, porque n�o foram convidados os
dirigentes dos partidos representados na AR? N�o, tudo pobremente formal, se resumiu aqueles
dois membros do PS. Estarei a exagerar, ou, durante o discurso de
Sampaio, a express�o do Guterres revelava bem a satisfa��o c�pida que
lhe ia na alma, os c�lculos que fazia sobre os benef�cios eleitorais que
o �xito dos Timorenses lhe poderia trazer? Adiante. � apenas um pequeno pormenor, uma
mediocridade socialista num momento de grandeza e gl�ria. Viva Timor Lorosae Viva Xanana Gusm�o (4/9/99
�s 1:24) Junto-me �s sauda��es ao her�ico e martirizado
povo de Timor. Valeu a pena ter lutado durante tantos anos. Todos os sofrimentos n�o foram em v�o. Sa�do igualmente a resist�ncia, o CRNT, e essa
figura de gigante que � Xanana Gusm�o. A sua liberta��o imediata e incondicional � uma
exig�ncia absoluta. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo que
Xanana continuar na pris�o � uma afronta, uma provoca��o, um insulto
� causa Timorense, um insulto � liberdade, um insulto a todos n�s. Desejo a paz e a reconcilia��o para Timor. N�o sa�do a ONU (embora o fa�a para alguns dos
seus funcion�rios actualmente em Timor), n�o sa�do os principais
aliados de Portugal e muito menos reconhe�o qualquer dignidade ao
comportamento da Indon�sia em todo este processo. Viva o Povo de Timor. Pequeno mas her�ico e
lutador. E que, com a sua luta, para al�m de conseguir a
liberdade e independ�ncia para a sua Terra, deitou para o caixote do lixo
da hist�ria as teses do desaparecimento do estado nacional e da
respectiva soberania. Viva Timor, Viva Xanana! (4/9/99
�s 0:43) Ramos-Horta critica Tony Blair (pode ler-se no JN) O vice-presidente do Conselho Nacional da Resist�ncia
Timorense (CNRT), Jos� Ramos-Horta, definiu ontem Tony Blair como "o
governante mais c�nico da Europa". O pr�mio nobel da Paz 1996 reagia assim ao convite
endere�ado a generais da Indon�sia para que assistam � feira de venda
de armas que se realizar� na pr�xima semana no Reino Unido. Em declara��es � Antena 1, Ramos-Horta afirmou
que o facto reflecte bem "o esp�rito comercial brit�nico", n�o
tendo sido endere�ado qualquer convite a generais s�rvios porque "n�o
compram armas aos ingleses, como � o caso da Indon�sia". "Blair transformou-se no grande defensor dos
direitos humanos durante o conflito no Kosovo mas, como os timorenses n�o
s�o europeus, s�o uma esp�cies de bichos asi�ticos que pouco ou nada
lhe interessam", ironizou Ramos-Horta.
(2/9/99
�s 1:22) Oxal� em Timor a ONU n�o perca o pouco de
credibilidade que ainda lhe resta. Oxal� que em Timor n�o suceda o mesmo que em
Angola. Isto �: Os que perdem (em Timor tudo o indica),
porque s�o amigos dos poderosos, podem fazer tudo os que lhes d� na real
gana, desrespeitar com todo o desplante a vontade popular livremente
expressa. N�o ser� por isso, pelo menos � essa a experi�ncia
de Angola, que deixar�o de contar com o apoio, aberto ou camuflado, dos
poderosos, os mesmos que mandam na ONU, os mesmos que deram cobertura pol�tica
� carnificina, os mesmos que t�m sido o grande apoio da Indon�sia. 5/4/99
No mundo das palavras � sempre poss�vel arranjar
argumentos, aparentemente consistentes, para defender qualquer posi��o. Mas, as palavras t�m de ter qualquer rela��o com
a realidade. E nada melhor do que a realidade para comprovar ou desfazer
as melhores elucubra��es. � o que os acontecimentos de Timor vieram fazer �s
teses dos oficiais e oficiosos luso-militaritas, defensores da agress�o
� Jugosl�via. Xanana Gusm�o vem apelando insistentemente �
interven��o da comunidade internacional para proteger os timorenses. A
resposta tem sido nula. Hoje soube-se de mais um massacre... E qual foi a reac��o? O governo portugu�s, o
governo rosa que, em obedi�ncia servil �s ordens dos "States",
e com o apoio de dirigentes m�ximos do PSD e PP, fez entrar Portugal em
guerra contra a Jugosl�via, teve uma reac��o de peso: fez sair um
comunicado! Que bomba! A Indon�sia at� tremeu! O governo do Guterres apresentou queixa na ONU! A
Indon�sia est� em p�nico, j� corre para os abrigos! Os Estados Unidos, a Nato, com a subserviente anu�ncia
dos governos europeus, com destaque para a desprez�vel marioneta inglesa,
fizeram da ONU um "verbo de encher". E � para l� que Portugal recorre! Como Ali Alatas, o mel�fluo ministro dos neg�cios
estrangeiros indon�sio, se deve rebolar de riso. Em Timor a Indon�sia faz o que faz, faz o que
sempre fez, sem se apoucar com ONU, Nato, Clinton ou Blair porque � amiga
do Big Boss. Os interesses dos Estados Unidos est�o bem
salvaguardados na Indon�sia actual. Por isso, apesar do que a Indon�sia � e faz, n�o
h� lugar para os direitos humanos nem para as quest�es humanit�rias. N�o h� san��es nem interven��es. A pol�tica
militar portuguesa e da Nato est� muito ocupada com a Jugosl�via. Nota: Hoje, 6/4/99, foi noticiado mais um horr�vel
massacre de timorenses. Apoio totalmente a corajosa posi��o de Xanana1 E o que dizer da posi��o dos USA? N�o est� tudo
claro? |