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AS FRICÇÕES entre Portugal e Cuba devido à posição pró-Indonésia assumida por este país nas Nações Unidas estão na origem do cancelamento, ontem, da visita a Lisboa do ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Félipe Pérez Roque. Agendada há várias semanas, a visita foi adiada «para um momento mais apropriado» pelo ministro cubano, na sequência de contactos com o Governo português. Este ter-lhe-á comunicado que os encontros com o Presidente Jorge Sampaio e o primeiro-ministro,
António Guterres, não se realizariam, conforme o previsto, mantendo-se apenas as conversações com
Jaime Gama.
Portugal considerou «insatisfatória e de difícil aceitação» a posição assumida há uma semana pelo embaixador de Cuba no Conselho de Segurança, que se manifestou contra uma intervenção das Nações Unidas em defesa de Timor-Leste.
Aparentemente, as autoridades cubanas consideraram essa posição como uma «gaffe». Segundo o EXPRESSO apurou, o assunto mereceu a atenção do Presidente cubano, Fidel Castro, que terá reiterado pessoalmente ao embaixador português em Cuba «a total solidariedade para com o povo timorense». Numa nota à imprensa, a embaixada cubana informava que o seu país estava na disposição de enviar «brigadas médicas civis» para Timor.
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