De Angola chegam noticias de ataques de homens de Savimbi contra populações civis, que cuidavam dos seus afazeres.

Dezenas de pessoas têm sido barbaramente assassinadas.

Como reage a generalidade da comunicação social portuguesa, os seus comentadores e certas personalidades.

Apelidam estes actos como aquilo que são: assassinato de civis inocentes, puro terrorismo?

Não! Chamam-lhes actos da "guerra civil angolana" e aos seus autores "rebeldes angolanos" e defendem que se deve negociar com eles (!!!).

Comentadores, certas 'personalidades', órgãos de comunicação social não escondem sequer o apoio aos que cometem tais actos.

Certos órgãos da comunicação social, alguns jornais rádios e televisões, não hesitam sequer em entrevistar indivíduos que se dizem representantes de tais facínoras.

Ao mesmo tempo, aqui ao lado, em Espanha, acontecem actos violentos de que resulta a morte de um militar de alta patente.

Pois a reacção comum aos órgãos da comunicação social é só uma:

são actos terroristas, cometidos pela organização terrorista ETA.

Ninguém fala em actos de 'guerra civil', ninguém fala em 'rebeldes', ninguém fala em 'negociar' com os autores do atentado, ninguém entrevista os seus representantes.

Não, neste caso, indiscutivelmente de muito menor gravidade, a condenação é unânime: terroristas assassinos. É preciso prendê-los sem tréguas.

É assim, consoante os interesses dois pesos e duas medidas!

É esta a lição que os senhores do Poder (ou boa parte deles) nos dão!

É uma lição para aprender e não esquecer!

 

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