Em tempos que já lá vão, quando quase ninguém queria nada connosco dizia-se que eram os outros que não eram dignos de nós.

Eram os tempos do "orgulhosamente sós."

No futebol a regra era perder. Mas ganhávamos sempre. Eram as vitórias morais. Perdíamos mas éramos melhor tecnicamente, com futebol criativo, etc.

Era o não querer ver a realidade.

Na mesma onda anda o editorialista (o director?) do "jornal de referência". O que até nem admira!

Nós, no caso concreto, com o nosso atavismo é que estamos certos. Os outros, como sempre, é que estão errados.

De acordo com o que escreve, os países da UE em que existe sindicato da Polícia são países em que a "autoridade do Estado sobre a Polícia está fragilizada"!?

E mais, esses países devem viver num verdadeiro inferno (que só o editorialista vê) a julgar pelas previsões terríveis que faz se o sindicato da Policia for aprovado no nosso país:

"infiltração (!) política", "alvo prioritário dos partidos políticos" (!), "sindicato dominado (!) pela extrema-esquerda" versus "Governo de direita", "formaliza o conflito entre Polícia e Estado" (!)...

Uff! Valha-nos Deus! É demais!

Como é possível manter uma conversa com algum sentido com semelhante tubérculo?

 

 

7/5/00

 

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