21/6/99
A guerra fomenta o ódio e a violência.
Por isso, só o mais desbragado cinismo permite à Nato - e aos seus sequazes - tentar justificar, como procuraram fazer durante toda a semana que passou, a sua inqualificável agressão com as consequências do ódio e da insanidade que ajudou a espalhar e desenvolver.
Uma dessas sequazes apresenta-se como professora universitária. Talvez para fazer lembrar que se é verdade que os universitários têm prestado grandes serviços á humanidade, também não é menos verdade que do seu seio têm saído não poucos torcionários.
Crimes são crimes. A guerra, que nunca devia ter acontecido, foi também um crime.
São absolutamente condenáveis e devem ser punidos.
Mas, já lá vai o tempo em que se considerava que só os vencidos cometiam crimes.
Já lá vai o tempo em que, sem temer ou admitir sequer a mínima contradição, de forma sobranceira se afirmava: "os vencedores não se julgam".
Faça-se justiça. Mas não a "justiça dos vencedores". Simplesmente, Justiça.
Porque, como afirmou a insigne Hebe Pastor de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, que há 22 anos lutam para que se faça justiça, "Justiça é justiça. Sem adjectivos."