3/6/99
Em Portugal há um ditado popular que diz o seguinte: "diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és". Aplique-o ao governo do seu país e compreenderá muita coisa.
Mas não é apenas o passado. É o presente e, infelizmente, o futuro. Quer exemplos: Arábia Saudita, Turquia, Koweit... Chega ou quer mais?
Lenine queria destruir os USA? Não diga!
Olhe que foi o seu governo que mandou tropas para a Rússia para tentar destruir a revolução.
Todos querem destruir o seu país, não é verdade?
Vocês é que não querem destruir ninguém. Só actuam em legítima defesa, não é isso que pensam?
Mas não é assim. O vosso governo é que é o agressor.
É para isso que têm as forças armadas mais poderosas do mundo e a maior industria de armamentos do planeta, que estão de novo a desenvolver em larga escala.
Falou em muro? Como se chama aquilo que os USA construiram na Coreia ao longo de toda a fronteira com a Coreia do Norte? E que nome dá ao que construiram na fronteira com o México? Como foi feito por americanos então já não há vergonha, não é?
Bil Clinton, no 2.º mandato, foi eleito com 25% dos votos dos eleitores inscritos. E muitos estado-unidenses com idade para votar nem se dão ao trabalho de se recencear.
Como compatibiliza isto com o facto de a democracia ser, por definição, o governo da maioria?
Na guerra dos balcãs há muitas questões por esclarecer, por exemplo, a ligação dos USA ao UÇK, grupo terrorista com profundas ligações ao tráfico de droga.
Mas fundamentalmente é saber quando e como de lá sairão as tropas que tencionam enviar.
Na Bósnia, os militares ainda lá estão e não se sabe quando poderão regressar. E foi dito que só para lá iriam por um ano.
A ver vamos como vai ser no Kosovo.
É uma ilusão pensar que será por meios militares que se encontrarão soluções definitivas e consensuais.
Para terminar, porque já vou longo, permita-me que lhe diga que nos USA há muita coisa digna de admiração. O governo de Washington não é uma delas.