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Hon�rio Novo (*) � excep��o do BE, os restantes cinco grupos parlamentares estiveram presentes na reuni�o que a Comiss�o de Acompanhamento da Porto 2001 realizou na Invicta, no seguimento do que ali�s tinha sido proposto pelos deputados do PCP eleitos pelo distrito. Algumas notas relevam da maratona de trabalho que fez deslocar para o Porto a aten��o dos trabalhos da AR. Antes do mais, o facto de se ter organizado a primeira sess�o de trabalho concreto desta Comiss�o precisamente na cidade do Porto, fazendo deslocar aqui os deputados e evitando a desloca��o dos cidad�os cujo testemunho se pretendia ouvir. Assim se deu cumprimento ao objectivo dos proponentes de dar um sinal pol�tico que evidenciasse a aten��o e o empenho com que a AR pretende acompanhar o projecto. Mas se � certo que a reuni�o no Porto confirmou o interesse do Parlamento em que a Porto 2001 permita que a cidade, a regi�o e o pa�s se prestigiem, tamb�m � certo que ela confirmou algumas preocupa��es sobre o desenrolar do projecto. Em primeiro lugar, a confirma��o de mudan�as recentes na abordagem p�blica do projecto, tendo surgido f�rmulas internas que indiciam um excesso de centralismo burocratizante, aprofundando-se o deficiente e pouco transparente relacionamento com a cidade e a regi�o em geral, seja com os seus habitantes - a quem se dirige obviamente o projecto -, seja com m�ltiplas e diversas institui��es, a n�vel escolar e/ou associativo. Esta constata��o resulta n�o apenas da audi��o dos ex-programadores, mas sobretudo de subtis mas incontorn�veis diferen�as de discurso entre membros da direc��o executiva. Em segundo lugar, tornou-se evidente a insufici�ncia or�amental do Projecto. A n�o ser resolvida, parece certo que muitos projectos, alguns deles j� comprometidos, podem n�o ver a luz do dia. � necess�rio que a dota��o or�amental seja alargada para que os compromissos assumidos sejam integralmente satisfeitos, para que a Casa da M�sica seja constru�da com todos os equipamentos e materiais previstos no anteprojecto. � necess�rio que a cobertura or�amental permita que todo o projecto pluridisciplinar seja concretizado como foi concebido e por isso considerado inovador. A n�o ser assim, a requalifica��o urbana e habitacional poder� tamb�m ficar aqu�m do idealizado, sendo fundamental que tamb�m integre a componente econ�mica e social das zonas onde se ir� processar. A n�o haver alargamento or�amental, apenas a programa��o externa - isto �, das institui��es dependentes do ministro da Cultura - parece n�o ir ser afectada. O que, de certa forma, faz prevalecer a vis�o de Carrilho, menorizando a programa��o mais popular e priorizando as iniciativas que "concebeu" e que quer inaugurar. Mas n�o ser� esta vis�o parcelar o desvirtuar da ideia que permitiu trazer para o Porto a Capital Europeia da Cultura? Espero que o coment�rio de Carrilho � reuni�o do Porto seja concretizado. Carrilho admite agora a possibilidade de ser alargado o or�amento da Porto 2001. Se tiver sido sincero, bem-vindo ao clube daqueles que sempre disseram que o projecto global era e � ambicioso, exigia e merecia um or�amento adequado. Se, pelo contr�rio, tiver sido mais um dos seus habituais "fait divers", o que pretendeu com ele? Evitar mais demiss�es e impedir que se torne n�tido ser ele que det�m os fios que fazem movimentar o projecto? (*) Deputado pelo PCP |