Castro ataca dissidentes e diplomatas dos EUA
Em rara referência directa aos dissidentes em Cuba, Fidel Castro citou expressamente o nome do dissidente Elizardo Sánchez, dizendo que era um dos que procurou embaixadas em Havana para tentar organizar uma "conferência paralela" da que vai reunir na capital cubana, nos dia 15 e 16, os chefes de estado da Espanha, Portugal e América Latina. Durante as cinco horas da transmissão, Castro usou notícias, documentos norte-americanos e relatórios do Serviço de Inteligência cubano para ilustrar o que ele chamou de "feroz campanha contra Cuba". Grande parte de seu pronunciamento foi dedicado à visita do governador norte-americano do estado de Illinois, George Ryan, à ilha que terminou na última quarta-feira depois de cinco dias de intensa
actividade. Castro exaltou a valentia de Ryan, que pediu o fim do embargo comercial a Cuba. O líder comunista também deu ênfase à tentativa norte-americana de obstruir a visita. Segundo ele, o Governo dos EUA promoveu encontros do governador com dissidentes cubanos na esperança de fazer o parlamentar norte-americano desistir da ideia de ir ao país caribenho. "Eles querem guerra, querem conspirar contra nosso país", desabafou Castro.
O presidente cubano reiterou que os dissidentes não passam de "mercenários assalariados pelo Governo dos EUA". Em uma demonstração de poder, Castro usou relatórios do Serviço de Inteligência do país para assegurar que os dissidentes estavam comendo fartamente e ainda detalhou os alimentos que preferiam.
O presidente da ilha chegou a informar o número de proteínas e calorias consumidas pelos dissidentes todos os dias. (Com informação da Associated Press e Reuters) |