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| 1 de Março de 2000 |
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Esta denúncia, além de provocar uma grave crise politica em Chipre - onde a maioria da população se opõe ao controlo de oito por cento do seu território pelos britânicos - veio lançar novas suspeitas sobre a espionagem e o uso da tecnologia no próximo milénio. A imprensa londrina e cipriota grega fazem manchetes de revelações de ex-membros desta rede de espionagem, apesar de os governos envolvidos negarem. O relatório alerta para o "uso pouco saudável" destes sofisticados dispositivos e alarma a comunidade empresarial europeia ao revelar casos de espionagem comercial no passado. O sistema de escuta "Echelon" foi criado em 1947 pelos americanos mas hoje funciona com a cooperação do Reino Unido, do Canadá, Austrália, Nova Zelândia... e outros membros da Commonwealth. Echelon é um "aspirador mundial" de milhões de mensagens transmitidas por e-mail, telemóvel e fax. Segundo Wayne Madsen, que trabalhou 20 anos na Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA, "todos os que se tornam politicamente activos são observados pela NSA". Mike Frost, ex-agente canadiano reformado da mesma rede desde 1992 confirma as suspeitas da investigação de Campbell. "Echelon" permitiu a escuta das comunicações telefónicas da Princesa Diana, de Madre Teresa de Calcutá com o Papa, do filho de Margaret Thatcher quando se envolveu na venda de armas à Arábia Saudita... Instituições como Amnistia Internacional e Greenpeace estão sob observação.
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