Documentos dos EUA confirmam existência de rede mundial de vigilância
WASHINGTON -- Documentos secretos liberados recentemente e obtidos por uma organização não governamental confirmam a existência de uma rede mundial de vigilância secreta controlada pelos Estados Unidos, chamada Echelon. Criada no início da década de 1980, Echelon interceptou comunicações por telefone, fax e correio electrónico através equipamentos de escuta terrestres e satélites que transmitiam as informações à Directoria Nacional de Segurança, NSA, indicaram os textos. A NSA é o maior serviço secreto do mundo com 38.000 empregados, duas vezes maior do que a Agência Central de Inteligência, CIA. Os documentos foram obtidos pelo Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, sob a lei de liberdade de informação. A NSA foi criada pelo Departamento de Defesa em 1952 para interceptar e analisar comunicações estrangeiras e pesquisar meios de comunicação seguros e codificados para o governo norte-americano. Europa denunciou EchelonDirigida por um tenente-general da Força Aérea norte-americana Michael Hayden, a NSA nunca confirmou a existência da rede Echelon. Mas os documentos liberados mencionam a rede especificamente pelo nome. Um, com data de setembro de 1991, detalha o trabalho de um centro de seguimento electrónico em Sugar Grove, no estado de West Virginia, vinculado ao Grupo de Inteligência 544. O outro, de junho de 1995, menciona a activação de Echelon em várias bases do Exército e da Força Aérea norte-americana em todo o mundo, particularmente nas de Elmendorf, no Alaska e Yakima, no estado de Washington, além de outras em West Virginia, Porto Rico e Guam, no Pacífico. O Congresso dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre as actividades da NSA em dezembro para examinar as acusações de que a agência teria realizado escutas ilegais de cidadãos norte-americanos através de um serviço secreto britânico, em virtude de uma aliança entre os dois países assinada em 1948. Em 1998, o Parlamento Europeu acusou a NSA de violar a privacidade das comunicações entre cidadãos europeus, companhias e governos. (Copyright Agence France Presse. Todos os direitos reservados) |