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WEP - War Emergency Power

por Otto Jaguar A1 <-ottc->

WEP nos aviões da Segunda Guerra Mundial

O que o WB chama de WEP era diferente de avião p/ avião (ou de país p/ país) na Segunda Guerra Mundial. De qualquer forma, era sempre uma maneira de aumentar a potência dos motores por curtos períodos de tempo através da superalimentação (jogar mais ar nos cilindros, para poder queimar mais combustível). Normalmente a superalimentação era usada para compensar a perda de potência que os motores sofriam com a altitude, devido à diminuição da densidade do ar. Em emergência, no entanto, os motores eram superalimentados 'em excesso', obtendo potência extra às custas da sua vida útil.

Nos aviões alemães a "WEP" consistia em injetar água e metanol (MW 50) ou óxido nitroso (GM-1) nos cilindros. Ambos funcionavam como antidetonantes, permitindo superalimentar o motor sem que ele 'batesse pino'. O GM-1, pela sua composição química, também contribuía com um pouco de oxigênio para a queima, sendo particularmente útil a grandes altitudes. A desvantagem desses sistemas era ter que levar tanques especiais para esses produtos, que ocupavam espaço e aumentavam o peso do avião. Os ingleses e americanos, que usavam gasolina de maior octanagem (menos suscetível a pré-detonação) que os alemães, podiam se dar ao luxo de superalimentar o motor sem aditivos exóticos.

A superalimentação ('supercharging') era conseguida de duas formas:

  1. - Um compressor mecânico, acionado pelo motor. Praticamente todos os motores aeronáuticos de médio/alto desempenho o usavam desde a década de 20/30. A desvantagem dele é 'roubar' um pouco de potência do motor, que poderia estar tocando a hélice. Ex: DB601/605 (Bf-109), Jumo 211/213 (Ju-88/FW-190D), BMW801 (FW-190A) alemães, Allison (P-39, P-40) americano, RR Merlin (Spitfire) inglês;
  2. - Um turbocompressor, acionado pelos gases de escape do motor (igual aos usados nos bons tempos da Fórmula 1). Os grandes usuários desse sistema na Segunda Guerra foram os americanos. As desvantagens eram o peso, complexidade e baixa confiabilidade (no início) dos turbos. A vantagem é que utilizavam o gás de escape, que seria jogado fora de qualquer maneira. Ex: Allison (P-38), P&W R-2800 (P-47)

Fonte: 'The Development of Piston Aero Engines' - Bill Gunston - PSL Books 1993

WEP no Warbirds

No Warbirds, a maior parte dos aviões possui a capacidade de extrair potência extra dos motores por curtos períodos de tempo (5-10 min). Isso é conseguido colocando a manete no máximo e apertando a tecla F10, o que aciona a chamada WEP - War Emergency Power, ou Potência de Emergência de Guerra. A potência de emergência causa um aumento na temperatura do motor , indicado pelo termômetro no painel. Quando uma luz vermelha se acende nesse último, a WEP é automaticamente desligada. O tempo necessário para chegar a essa condição varia de avião para avião; normalmente motores radiais sustentam a WEP por mais tempo. O uso de WEP em um motor danificado (vazando óleo) apressa a sua pane final e travamento.

Atualizado em 20/Junho/1998 (WB 2.01r3)

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