VULCAN
Poucos aviões podem ser tão rapidamente identificados como
o gigantesco Avro Vulcan e suas asas em delta.
Ele foi um dos três modelos do trio mágico da Real Força
Aérea , os "V Bombers", sobre o qual repousou por mais tempo a dissuação
nuclear da Inglaterra. O protótipo efetuou seu primeiro vôo
de ensaio em 1952. Mas foi somente em 1957 que a versão B Mk1 começou
a equipar os esqudrões da RAF. Com o reforço das defesas
antiaéreas da União Sovética, no início dos
anos sessenta , os Vulcan passaram a se aperfeiçoar
nas penetrações a baixa altitude. Permaneciam em estado de
alerta 24 horas poor dia, prontos a efetuar ataques nucleares com
mísseis Blue Steel, e cumpriram essa missão até que
a dissuação nuclear inglesa fosse transferida para os submarinos
estratégicos (SSBN) em 1969. Foram igualmente empregados em missões
de reconhecimento estratégico e como reabastecedores em vôo.
O Vulcan deixou o serviço da RAF no início
dos anos oitenta, não antes porém, de realizar, 1982, sua
única missão de combate real: raides extremamente longos
com o nome de código "Black Buck", quando bombaredearam a
pista e as instalações de radar Port Stanley, nas Ilhas Malvinas.
Uma missão que durou mais de 16 horas. O Vulcan
entrou para a história da Força Aérea brasileira ao
ser interceptado por caças F-5 da FAB, quando
em uma missão de bombardeiro na Argentina invadiu nosso espaço
aéreo.
FICHA TÉCNICA: Vulcan
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Motor: 4
turbinas Rolls Royce Olympus 301, de 88,96 kN de empuxo
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Desempenho:
velocidade máxima a grande altitude1038 km/h
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Dimensões:
envergadura 33,83 m; comprimento 30,45 m; altura 8,28 m; superfície
alar 368,26 m²
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Armamento:
1 míssil nuclear Blue Steel ou mais de 21 toneladas de bombas convencionais.
Nas malvinas alguns Vulcans foram equipados com 4 mísseis ar-ar
Sidewinder para autodefesa