Uma das marcas de uma Igreja sadia é a expectativa que seus membros têm de oferecer um culto inspirador. Mas, o que é um culto inspirador? Primeiramente, não é um culto em que o adorador vem por amizade ao pastor, nem tão pouco como uma obrigação religiosa. Esse culto nem mesmo é um culto, pois a sua preocupação deixou de ser com Deus mesmo. Segundo, esse culto inspirador não é determinado pela música que se emprega, ou pelo estilo de pregação, ou até mesmo pela suntuosidade do templo.
O culto inspirador começa com um adorador verdadeiro, que é aquele que sabe para que veio ao templo. Digo isso porque muitas vezes o templo pode estar cheio de "assistentes"que se apresentam como jurados de um programa, dando nota ao coral, aos músicos do cântico congregacional, ao pastor e sua pregação, etc. O verdadeiro adorador sabe que veio agradar a Deus e traz uma oferta, um sacrifício vivo em gratidão ao Senhor. Ele não veio assistir, veio oferecer um culto. Naquele momento nada o pode deter – nem uma apresentação infeliz de um coral, ou cantor, ou mesmo uma pregação desastrosa. Ele veio para o Senhor e ali está o Senhor para ser servido.
No culto inspirador os adoradores se deixam ser tocados pelo Espírito Santo de Deus, ou seja, estão prontos para serem mudados, impactados, prontos para rir e para chorar, prontos para dar e receber, prontos para ouvir e obedecer.
Hoje à noite desejamos vivenciar um culto inspirador. O coral estará preparado, o grupo de louvor, a mensagem, tudo pronto para recebê-lo. Você estará pronto para esse culto?
Boletim Dominical da Primeira IPI de Campinas -- 27/4/97
Modelos ou princípios
Aprender de Igrejas que crescem não significa aceitar e adotar incondicionalmente os modelos que nos são oferecidos como um "pacote" em cuja maioria há a promessa "façam como nós e vocês terão o mesmo sucesso". Aprender de Igrejas que crescem, significa observar de perto a sua prática do ponto de vista de princípios. Uma pesquisa realizada em 1000 igrejas espalhadas pelos 05 continentes, detectou 8 marcas de qualidade encontradas em Igrejas que estão crescendo:
Nº 1 - Liderança capacitadora. Os líderes concentram os seus esforços em capacitar outras pessoas para o ministério.
Nº 2 - Ministério orientado opelos dons. A estratégia de trabalho de acordo com os dons se baseia na convicção de que Deus mesmo determina quais cristãos vão efetuar melhor determinados ministérios. À medida que cristãos vivem de acordo com os seus dons espirituais, eles não trabalham pelas próprias forças, mas o Espírito de Deus trabalha neles.
Nº 3 - Espiritualidade contagiante. O fator determinante é que os crentes vivam a sua fé com dedicação, paixão, fogo e entusiasmo, que é diferente da fé para "cumprir obrigações".
Nº 4 - Estruturas funcionais. É o princípio do serviço por ministério.
Nº 5 - Culto inspirador. A conclusão unânime dos presentes em encontros assim é que o culto é "gostoso".
Nº 6 - Grupos familiares. Os participantes têm a possibilidade de levar questões que realmente mexem com eles no dia-a-dia. Cria também a possibilidade de aprender e servir uns aos outros. É mais do que estudo, é transferência de vida.
Nº 7 - Evangelização orientada para as necessidades. A tarefa de cada cristão é investir os seus dons específicos para o cumprimento da grande Comissão.
Nº 8 - Relacionamentos marcados pelo amor espiritual. O amor de verdade dá à igreja um brilho, produzido por Deus, muito maior do que programas evangelísticos. As pessoas sem Deus não precisam de discursos sobre amor; elas querem experimentar o amor cristão na prática.
Eis, aí, algo importante para uma Igreja que quer crescer. Pense nisso, ore por isso.
(Adaptado do livro O Desenvolvimento Natural da Igreja, de Christian Schwarz)
Boletim Dominical da 1ª IPI de Campinas -- 20/4/97
"Para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria
de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades
nos lugares celestiais". Efésios 3.10
Rev. Noedy Barbosa Souza
Existem duas formas da igreja ser vista, conhecida pela sociedade. Ela pode ser conhecida pela indiferença, pela hipocrisia, pela mentira, pela manipulação, pelo mercantilismo, pelas divisões, enfim, pelos escândalos, e temos visto muitas vezes, situações que agridem e chocam a sociedade.
Mas a Igreja também pode ser vista e chamar a atenção pela sua generosidade, mansidão, grandeza de alma, seriedade no trato com as pessoas e situações. A nossa Igreja tomou uma posição e escolheu a forma que quer ser vista pela sociedade:
"...se compromete a ser um centro de referência e irradiação dos princípios fundamentais do Reino de Deus, a saber, a justiça, a paz, e a alegria da comunhão com Jesus Cristo..."
Uma das coisas que fecha a boca do adversário é a manifestação da beleza humana, da solidariedade, da riqueza interior, da integridade...Isso tem um poder avassalador.
Esse choque positivo, deve ser dado por todos nós, no dia-a-dia, em todos os relacionamentos com a sociedade, e nas formas mais variadas, da maneira mais cristã e coerente possível com o Evangelho.
O Senhor Jesus terá a "fisionomia" que a Igreja (você e eu), mostrar ao mundo.
Pense nisso!
É sério!
Boletim Dominical da Primeira IPI de Campinas -- 13/4/1997
Um ambiente de amor
Rev. Edilson B. Nogueira
Entre os valores assumidos pela nossa igreja, temos um ambiente de amor como sendo prioridade para nós. A razão de atribuir tanta importância ao amor é porque ele é a essência da fé cristã e a virtude que dá autenticidade a todas as nossas palavras e ações.
Um ambiente de amor, é o solo ideal para o desenvolvimento das relações fraternais. Num ambiente de amor, as pessoas sabem que podem errar enquanto estão amadurecendo na fé. Num ambiente de amor, as palavras são pensadas e repensadas para não ferir, não magoar, não entristecer. Num ambiente de amor, as pessoas são frequentemente estimuladas e encorajadas por suas atitudes. Num ambiente de amor, há uma alegria contagiante porque todos se sentem aceitos. Num ambiente de amor, os que passam por uma crise emocional ou espiritual, sempre encontram irmãos confiáveis que podem orar, sustentar e apoiar. Num ambiente de amor, a verdade sempre pode ser dita obedecendo três regras básicas: a verdade dita à pessoa certa, no momento certo, da maneira certa. Um ambiente de amor cobre uma eventual falha no equipamento de som, um erro de afinação de instrumento ou desafinação do cantor, um programa que não foi bem executado ou de uma pregação infeliz, porque tudo que as pessoas guardam na memória é o amor que alguém lhes dedica.
Por isso o Apóstolo Paulo ensina que se tivermos que dever alguma coisa, que seja o amor, pois o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, e jamais acaba. Voce pode imaginar como será a nossa igreja se todos cooperarem para termos um ambiente de amor?
Boletim Dominical da Primeira IPI de Campinas -- 6/4/1997