Resgatando a tradição do ensino
Ao inaugurar há dois anos o Instituto Presbiteriano Educacional Edward Lane (IPEEL), a Primeira IPI homenageava seu fundador e resgatava uma tradição que Lane e o pastor Jorge Morton iniciaram em Campinas, mais de um século atrás, na área de ensino. Em 1869, portanto antes da implantação da Igreja Presbiteriana de Campinas, a cidade via nascer o Colégio Internacional, escola que acolheu filhos das maiores personalidades da então pequena cidade do Império. O colégio funcionou até 1892, quando se transferiu para Lavras, devido a um surto de febre amarela, que entre outros encerrou a vida de Edward Lane. Ali passou a se chamar Instituto Gammon. O IPEEL nasceu pequeno, com apenas quatro alunos, mas tem planos ambiciosos. Minha vontade é ver isso aqui ser uma faculdade, a Faculdade Presbiteriana de Campinas, diz o Rev. Edilson Botelho.
A caminhada para a faculdade pode durar anos, mas já neste ano a escola que funciona nas salas do Edifício de Educação Religiosa começa com uma classe de primeira série. Nos dois primeiros anos funcionaram apenas o maternal, infantil e pré, em períodos parciais e integrais. O IPEEL terminou 98 com 36 alunos, 2 professoras e 7 funcionários. Este ano oferece a primeira série do ensino fundamental.
Queremos oferecer um ensino de qualidade, com orientação cristã e que faça diferença na cidade, diz Solange Villon Kohn Pelicer, sua diretora. A festa de encerramento do ano, realizada no salão social da igreja, contou com a presença de cerca de 200 pessoas.
Leia mais sobre o Colégio Internacional no livro Ide por todo o mundo: a província de São Paulo como campo de missão presbiteriana, 1869-1892. Coleção Campiniana, Centro de Memória da Unicamp
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